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Sustentabilidade

Soja cai 2,1% para 177,8 mi t, mas mantém recorde; milho sobe para 136 mi t no ciclo 25/26 – MAIS SOJA

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A StoneX, empresa global de serviços financeiros, revisou para baixo sua estimativa de produção de soja do Brasil na safra 2025/26. Em março, a projeção passou para 177,8 milhões de toneladas, recuo de 2,1% frente ao mês anterior. Ainda assim, o volume configura um novo recorde nacional.

Segundo a especialista de Inteligência de Mercado, Ana Luiza Lodi, o ajuste foi impulsionado pelos impactos climáticos observados principalmente no Sul do país. “Apesar de ainda ser uma safra recorde, questões climáticas trouxeram algum prejuízo para as lavouras, especialmente no Rio Grande do Sul, onde as chuvas chegaram tarde e de forma bastante irregular”, ressalta.

O maior destaque negativo foi o estado gaúcho, que teve a produtividade reduzida em 11,8%, levando a um corte equivalente na produção. A expectativa é de rendimento médio abaixo de 3 toneladas por hectare no estado. Como o ciclo da soja gaúcha é mais tardio, o avanço da colheita nas próximas semanas ainda pode trazer novas revisões.

Milho: produção maior com bom rendimentos na primeira safra e otimismo com safrinha

Para o milho primeira safra, a StoneX elevou levemente a estimativa de produção nacional, que poderá alcançar 26,8 milhões de toneladas. Diferentemente da soja, houve revisão positiva da produtividade no Rio Grande do Sul, única alteração nesta atualização.

De acordo com analista de Inteligência de Mercado, Raphael Bulascoschi, o comportamento climático favoreceu o cereal. “O milho gaúcho tem um ciclo mais precoce, e os períodos de maior seca e irregularidade de chuvas não trouxeram prejuízos como os observados para a soja”, explica. Com isso, a produção de milho verão no estado poderá ultrapassar 5 milhões de toneladas, tornando-se a maior do país, acima de Minas Gerais.

Já para a safrinha 2025/26, a estimativa subiu 0,3% no comparativo mensal, podendo atingir 106,7 milhões de toneladas. O ajuste está diretamente ligado a uma melhora no ritmo de plantio em Mato Grosso, com aumento na produtividade estimada para o estado.

“Apesar de o cenário ainda depender do comportamento das chuvas em abril, a evolução recente do plantio em Mato Grosso reduziu parte dos riscos e elevou a projeção nacional”, destaca Bulascoschi.

Considerando as três safras, sendo a terceira estimada em 2,5 milhões de toneladas, a produção total de milho no ciclo 2025/26 foi revisada de 135,5 milhões para 136 milhões de toneladas.

No quadro de oferta e demanda, não houve alterações nas variáveis de consumo para 2025/26. As exportações da safra 2024/25 foram consolidadas em 41,6 milhões de toneladas. Com produção total projetada em 136 milhões de toneladas, a tendência é de estoques finais ligeiramente menores, diante da perspectiva de crescimento contínuo do uso interno do cereal.

Estimativas de oferta e demanda inalteradas

No balanço de oferta e demanda, a StoneX manteve inalteradas as estimativas de consumo doméstico, em 65 milhões de toneladas, e de exportações, em 112 milhões de toneladas. Com a produção menor, os estoques finais foram reduzidos para 4,6 milhões de toneladas. “O ciclo de consumo ainda está no começo, com o mercado atento especialmente ao ritmo das compras chinesas”, acrescenta Ana Luiza.

Sobre a StoneX  

A StoneX é uma empresa global e centenária de serviços financeiros customizados, com presença em mais de 70 escritórios pelo mundo, conectando mais de 300 mil clientes em 180 países. No Brasil, é especialista em desenvolver estratégias de gestão de riscos para proteger o lucro independente da volatilidade do mercado. Também atua em banco de câmbio, inteligência de mercado, corretagem, mercado de capitais de dívida, fusões e aquisições, investimentos, trading e ESG – consultoria de soluções sustentáveis.

Mais informações, clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa StoneX



 

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Sustentabilidade

Chicago fecha em leve baixa na soja por ampla oferta e dúvidas sobre compras chinesas – MAIS SOJA

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Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). As preocupações com o conflito no Oriente médio deram espaço aos fatores fundamentais.

A ampla oferta mundial de soja, com o bom desenvolvimento da colheita na América do Sul, segue sendo fator de pressão. Além disso, há ceticismo no mercado sobre uma possível reaquecida da demanda pela soja americana por parte dos chineses, em meio á entrada da maior safra da história do Brasil no mercado.

Os principais negociadores comerciais dos Estados Unidos e da China devem se reunir em meados de março, sinalizando que os planos para uma cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, permanecem nos trilhos apesar dos ataques dos EUA ao Irã, informou a Bloomberg News.

Preços

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 1,00 centavo de dólar, ou 0,08%, a US$ 11,69 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,83 por bushel, com retração de 0,25 centavo de dólar ou 0,08%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 4,80 ou 1,52% a US$ 309,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 63,59 centavos de dólar, com ganho de 0,77 centavo ou 1,22%.

Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Abramilho monitora conflito no Irã e reflexos no milho brasileiro – MAIS SOJA

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A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) informa que acompanha com atenção e preocupação a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. O país do Oriente Médio consolidou-se como o principal parceiro comercial do Brasil nas exportações de milho. Diferentemente da soja, que possui destinos mais concentrados, o milho brasileiro é distribuído para um amplo e diversificado conjunto de mercados internacionais. Dessa forma, o Brasil não deve ter dificuldades para exportar milho para outros países, caso o Irã fique impossibilitado de fazer novas aquisições do grão.

Exportações de milho em 2025, Fonte: COMEX/STAT

O mercado iraniano se destaca por absorver volumes robustos e contínuos ano após ano, conforme revelam os dados do período de 2020 a 2025. Em termos de participação, o volume de 9,08 milhões de toneladas embarcadas para o Irã representaram cerca de 20% de toda a exportação brasileira de milho no ano passado. Para o país persa, o Brasil é um fornecedor estratégico: aproximadamente 80% de todo o milho importado pelos iranianos têm origem nas lavouras brasileiras.

O Irã atua em via de mão dupla com o agronegócio brasileiro, especialmente em contrapartida ao milho. No ano passado, o país exportou 184,7 mil toneladas de ureia. Ainda assim, o mercado iraniano não é o principal fornecedor desse insumo para o Brasil, ficando atrás da Rússia e China.

Ranking de paises 2025, fonte: COMEX/STAT

Apesar do Irã ser o 3º maior produtor mundial de gás natural (base para os nitrogenados) suas exportações diretas para o Brasil são limitadas por sanções internacionais. Em 2025, o Brasil importou cerca de US$ 84 milhões em produtos iranianos, valor muito inferior aos bilhões movimentados com os líderes do setor.

Triangulação de Carga: Existe uma suspeita no mercado de que o volume real do Irã seja maior do que o registrado oficialmente, com cargas iranianas chegando ao Brasil sob bandeiras de outros países, como Nigéria, Omã ou Catar, para contornar restrições.

Vale lembrar que nesta época do ano, o consumo interno supera a produção: a primeira safra produz aproximadamente 26 milhões de toneladas, enquanto o consumo no primeiro semestre alcança 50 milhões de toneladas, considerando também o estoque remanescente da segunda safra do ano passado. Além disso, as exportações de milho devem se intensificar a partir da colheita do milho segunda safra.

A entidade reforça que a escalada do conflito internacional poderá influenciar o cenário futuro e que segue acompanhando atentamente todos os desdobramentos. Avalia-se que, desde que os ataques não se intensifiquem nem comprometam os portos por questões humanitárias, o abastecimento interno de milho não deverá ser prejudicado.

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Sustentabilidade

Fungicidas Inibidores da Quinona externa (IQe, “estrobilurinas”) – MAIS SOJA

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Os fungicidas do grupo IQe (Grupo 11) atuam inibindo a produção de energia dos fitopatógenos ao bloquear a transferência de elétrons no local de ligação da Quinona externa (Qe) do complexo bc1 do citocromo. Por compartilharem o mesmo sítio-alvo, apresentam alta eficácia, mas também maior risco de seleção de resistência cruzada quando utilizados sem manejo adequado e sem a devida rotação entre modos de ação.

Com amplo espectro, os IQes controlam patógenos como ascomicetos, basidiomicetos e oomicetos, sendo registrados para diversas culturas. Entretanto, casos de resistência foram detectados poucos anos após sua introdução, frequentemente relacionados à mutação G143A no gene do citocromo b, um alerta para a importância das boas práticas de uso.

O Grupo de Trabalho IQe do FRAC-BR desenvolve estratégias para orientar o uso responsável desses fungicidas, incluindo recomendações sobre aplicações, misturas, limitações por cultura e diretrizes específicas para manejo da resistência.

Acesse as orientações completas do FRAC-BR em nosso site, clicando aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa FRAC-BR



 

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