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Saiba os preços de soja no início da semana; negócios são lentos no Brasil

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Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O início da semana foi marcado por poucos movimentos no mercado físico de soja do Brasil. As cotações oscilaram na faixa de R$ 1 a R$ 2 por saca, com baixo volume de negócios fechados. A avaliação é do analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira.

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Segundo ele, o dia apresentou algumas oportunidades enquanto a bolsa subia, mas os prêmios limitaram a alta, enquanto o dólar operou em níveis mais baixos. No geral, segue um mercado da mão para boca, com o produtor focado na colheita e mantendo spreads mais elevados. A indústria permanece cautelosa, e o porto não apresentou grandes oportunidades.

Confira como ficaram as cotações de soja nesta segunda-feira (23):

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 123,00 para R$ 122,00
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 124,00 para R$ 123,00
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 117,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 106,00 para R$ 107,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 109,00 para R$ 108,00
  • Paranaguá (PR): permaneceu em R$ 128,00
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 129,00 para R$ 127,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam mistos na Bolsa de Mercadorias de Chicago. A sessão foi marcada por muita volatilidade, com os agentes tentando avaliar o impacto das novas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em resposta à decisão da Suprema Corte na sexta-feira (20), que considerou ilegal a política tarifária, Trump elevou uma tarifa temporária global de 10% para 15% por meio da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite manter a medida por até 150 dias sem aprovação imediata do Congresso.

Os investidores avaliam possíveis retaliações de importantes players, que poderiam afetar a compra de produtos agrícolas norte-americanos. No caso da soja, o temor é que a decisão de Trump adie um possível acordo com a China, que envolveria o aumento das aquisições por parte daquele país, o principal comprador de soja do mundo.

Preços futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 3,25 centavos de dólar, ou 0,28%, a US$ 11,34 1/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 11,49 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar, ou 0,30%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa e US$ 1,10 ou 0,35%, a US$ 308,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 59,39 centavos de dólar, com ganho de 0,47 centato ou 0,79%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a R$ 5,1678 para venda, com baixa de 0,14%. O Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de unidades, tinha alta de 0,26% a 97,70 pontos.

Já o dólar futuro para março estava cotado a R$ 5.177,500, com baixa de 0,16%. O fluxo de capital estrangeiro assegurou a leve desvalorização da moeda americana, em um dia de muita volatilidade.

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Aprosoja/MS disponibiliza painel inédito com dados de armazenagem por município em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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A Aprosoja/MS passou a disponibilizar gratuitamente o Dashboard de Armazéns de Mato Grosso do Sul, ferramenta que reúne dados detalhados por município sobre capacidade de armazenagem, produção média de soja e milho dos últimos cinco anos, e o déficit estrutural existente no Estado.

O painel consolida informações técnicas e permite visualizar, de forma individualizada, a realidade de cada município, oferecendo uma base sólida para planejamento logístico e formulação de políticas públicas.

Atualmente, Mato Grosso do Sul tem 16.378.411 toneladas de capacidade estática de armazenagem, enquanto a produção média de soja e milho atinge 23.661.038 toneladas. Quando aplicada a recomendação da FAO, que orienta capacidade 20% superior ao volume produzido como margem de segurança para supersafras, a necessidade sobe para 28.393.246 toneladas. Com isso, o déficit estadual chega a 12.014.835 toneladas.

O coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, destaca que os dados utilizados são do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, e a  ferramenta foi desenvolvida para transformar dados em inteligência aplicada. “O objetivo do dashboard é oferecer uma visão objetiva e técnica da situação da armazenagem em cada município. A partir dessas informações, é possível identificar onde estão os maiores gargalos e onde há oportunidade de expansão”, afirma.

Segundo ele, o sistema cruza dados de produção, capacidade instalada e recomendação técnica internacional, permitindo análises rápidas e fundamentadas.

Além dos números consolidados, o painel conta com mapa interativo que mostra a localização das unidades armazenadoras cadastradas no Estado.

Para o presidente da Aprosoja/MS, Jorge Michelc, a disponibilização pública dos dados reforça o compromisso da entidade com a transparência e o desenvolvimento estratégico do Estado.

“A Aprosoja/MS cumpre seu papel ao organizar e disponibilizar informações técnicas de forma acessível. Os dados podem ser utilizados para direcionar investimentos e estruturar políticas que acompanhem o crescimento da produção. Nosso foco é contribuir para que Mato Grosso do Sul avance com planejamento e eficiência”, pontua.

Com acesso gratuito, o Dashboard de Armazéns de Mato Grosso do Sul permite que o poder público, investidores e produtores tenham subsídios técnicos para decisões mais assertivas, reduzindo gargalos logísticos e fortalecendo a competitividade do agro sul-mato-grossense.

Dados

Municípios como Dourados e Bataguassu apresentam superávit de capacidade, enquanto grandes produtores enfrentam déficit significativo.

Maracaju lidera o ranking de maior déficit absoluto, com 1,35 milhão de toneladas abaixo do ideal. Na sequência aparecem Ponta Porã (1,23 milhão), Rio Brilhante (665 mil) e São Gabriel do Oeste (562 mil).

Os números evidenciam que os principais polos produtivos do Estado operam com forte pressão logística, o que pode impactar custos de frete, formação de filas na colheita e perda de competitividade.

O conteúdo pode ser acessado aqui, basta clicar na aba “Armazenagem MS”.

Fonte: Aprosoja/MS



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Picão-preto avança no final do ciclo da soja e acende alerta para o manejo – MAIS SOJA

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Em ambientes agrícolas, especialmente em lavouras de soja, o manejo eficiente de plantas daninhas é uma tarefa complexa que exige conhecimento técnico, planejamento e monitoramento constante, a fim de garantir um ambiente livre de matocompetição e favorável ao pleno desenvolvimento da cultura.

Tradicionalmente, espécies como buva (Conyza spp.) e capim-amargoso (Digitaria insularis) e caruru (Amaranthus spp.) figuram entre as principais preocupações dos produtores. No entanto, outras plantas daninhas, antes consideradas de menor expressão econômica, têm encontrado condições favoráveis para sua expansão. Esse processo de ascensão tem resultado em prejuízos cada vez mais expressivos, tanto na cultura da soja quanto nas lavouras em sucessão, reforçando a necessidade de estratégias de manejo integradas e preventivas.

Uma desses daninhas que tem se tornado cada vez mais relevante é picão-preto, cujas espécies Bidens pilosa e Bidens subalternans apresentam maior expressão econômica. Essa espécies possuem resistência conhecida aos herbicidas inibidores da ALS + FSII, EPSPs e PROTOX, cujos principais casos de resistência foram relatados no Brasil (Heap, 2026).

A resistência das populações de picão-preto a herbicidas, associado a limitada oferta de herbicidas pós-emergentes para controle dessa daninha na pós-emergência da soja tem resultado em falhas de controle, evidenciadas principalmente ao final do ciclo da soja. No cenário atual, essa é uma das principais preocupações referentes ao controle dessa planta daninha.

As plantas de picão-preto possuem uma grande capacidade em produzir sementes, as quais passam a ser dispersas ao final do ciclo da soja, contribuindo para o aumento das infestações em culturas sucessoras. Estima-se que uma única planta de picão-preto possa produzir até 3000 aquênios. Ao fim do ciclo da planta, essas sementes passam a integrar o banco de sementes do solo, resultando em elevados fluxos de emergência na cultura sucessora (Rizzardi, s. d.).



Figura 1. Infestação de picão-preto (Bidens spp.) na pós-emergência da soja.
Fonte: Professores Alfredo & Leandro Albrecht

Uma das culturas sucessoras mais impactadas por infestações de picão-preto é o milho. No sistema soja–milho, estudos indicam que o aumento da densidade populacional dessa planta daninha compromete o crescimento inicial do milho, com reflexos negativos no acúmulo de biomassa e, consequentemente, na produtividade da cultura (Maciel et al., 2020),

Segundo Rizzardi (2019), o período crítico de competição entre a maioria das plantas daninhas e o milho estende-se dos 5 aos 50 dias após a emergência. Nesse intervalo, a interferência do picão-preto pode ser particularmente prejudicial, exigindo controle efetivo já nas fases iniciais de desenvolvimento do milho para minimizar perdas produtivas.

Para maximizar a eficiência no manejo do picão-preto, é fundamental diversificar as estratégias de controle. A adoção de práticas integradas, como a rotação e associação de herbicidas com diferentes mecanismos de ação, o uso de métodos culturais e mecânicos, além da eliminação de plantas remanescentes (escapes), contribui para reduzir a pressão de seleção sobre os herbicidas e preservar seu desempenho ao longo do tempo, protegendo a produtividade das lavouras (HRAC-BR, 2025).

Referências:

HEAP, I. THE INTERNATIONAL HERBICIDE-RESISTANT WEED DATABASE, 2026. Disponível em: < https://weedscience.org/Home.aspx >, acesso em: 23/02/2026.

HRAC-BR. PICÃO-PRETO: INIMIGO DA PRODUTIVIDADE. HRAC-BR, 2025. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/picao-preto-inimigo-da-produtividade >, acesso em: 23/02/2026.

MACIEL, J. C. et al. CRESCIMENTO DE MILHO CULTIVADO EM COMUNIDADE COM Bidens pilosa E Urochloa Brizantha. Research, Society and Development,2020. Disponível em: < https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/download/8277/7319/117285 >, acesso em: 23/02/2026.

RIZZARDI, M. A. INTERFERÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS EM MILHO. Up Herb, Academia das Plantas Daninhas, 2019. Disponível em: < https://upherb.com.br/int/interferencia-de-plantas-daninhas-em-milho >, acesso em: 23/02/2026.

RIZZARDI, M. A. PLANTAS DANINHAS: PICÃO-PRETO. Up Herb, Academia das Plantas Daninhas, s. d. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/picao-preto >, acesso em: 23/02/2026.

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