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17 de setembro de 2026

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Custeio do milho 26/27 sobe, enquanto algodão e soja registram leve queda em Mato Grosso

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Foto: Imea/Reprodução

A safra 2025/26 de milho ainda é semeada em Mato Grosso, entretanto os produtores já sentem impactos no bolso quanto ao ciclo 2026/27. Segundo o levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), o custeio do cereal apresentou em janeiro alta de 7,19% frente à atual temporada, ficando estimado em R$ 3.558,08 o hectare.

O aumento está atrelado à atualização de pacotes tecnológicos entre safras. Em decorrência disso, o custo operacional efetivo (COE) registrou elevação de 9,46% no comparativo, com média de R$ 5.260,69 o hectare. Já o custo operacional total (COT) apresentou incremento de 8,08%, fechando em R$ 5.830,02 o hectare. Com isso, o custo total (CT) exige que o produtor invista, em média, R$ 7.153,73 para cultivar um hectare.

Os indicadores mostram que o grupo de defensivos foi o que apresentou maior aumento no milho, com desembolso de R$ 875,29 por hectare (alta de 18,64%). A mão de obra avançou 21,17%, para R$ 235,70 por hectare, enquanto o grupo de sementes alcançou R$ 826,94 por hectare, aumento de 6,36%.

“É importante que os produtores mantenham atenção às relações de troca e aproveitem as melhores oportunidades de preço para travar seus custos para a temporada, uma vez que a comercialização da 2026/27 ainda não iniciou”, orienta o Imea em seu boletim semanal.

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Alívio pontual para algodão e soja

Diferente do cenário observado no milho, o algodão e a soja registraram retrações leves no início de 2026. O algodão mantém-se como a cultura de maior custo de produção no estado, com custeio estimado em R$ 10.295,48 por hectare em janeiro — uma queda de 1,39% no mês. Os defensivos seguem como o principal peso no bolso do cotonicultor, representando R$ 4.588,79 o hectare, apesar da retração de 3,09% no período, seguido dos os fertilizantes, estimados em R$ 3.291,47 por hectare, com alta de 0,41%.

No caso da soja transgênica, o custeio foi estimado em R$ 4.156,03 por hectare, redução de 1,8% na comparação com dezembro de 2025. O movimento foi puxado pela queda nos gastos com defensivos (-5,69%) e sementes (-2,94%).

Apesar da baixa geral no custeio da oleaginosa, os fertilizantes continuam pressionando a margem do produtor. O insumo segue como o maior componente de custo da soja, somando R$ 1.582,92 por hectare, após uma alta mensal de 2,62%. Na sequência dos maiores gastos aparecem os defensivos (R$ 1.309,64 por hectare) e as sementes (R$ 498,11 por hectare).


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É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

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Imagem gerada por IA

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).

Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.

Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.

Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.

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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

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Foto: Paulo Lanzetta

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.

A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.

No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.

De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.

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No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.

“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.

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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

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Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.

A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.

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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.

O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.

Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).

O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.

Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.

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Fonte: gov.br

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