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10 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Duas cidades de Mato Grosso entram no ranking dos 50 destinos mais procurados do Brasil

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Cuiabá e Chapada dos Guimarães aparecem na lista dos 50 destinos mais buscados no Brasil, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Brasil em Mapas. O ranking considera diversos indicadores, como tendências de mídia, conectividade aérea, acessibilidade, fluxo turístico e presença em plataformas e rankings globais.

No levantamento, Chapada dos Guimarães aparece na 39ª posição, com destaque para o perfil de natureza e cachoeiras. Já a capital, Cuiabá, figura na 43ª posição e é reconhecida nacional e regionalmente como porta de entrada para o Pantanal.

A imprensa Jefferson Lima, que é guia de turismo e proprietário de uma agência, contou que boa parte dos visitantes que vão a Chapada dos Guimarães saem dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Segundo ele, os destinos mais procurados são: Cidade de Pedra e Vale do Rio Claro.

” Esses são os passeios que mais representam Chapada, os mais procurados. Depois tem a Caverna Aroe Jari e Lagoa Azul, e o circuito de Cachoeira do Parque Nacional com Véu de Noivas e Morro de São Jerônimo, entre outros locais”, pontuou.

O guia destacou a facilidade de acesso à Chapada devido à proximidade com a capital, ressaltando que o município está a apenas 60 km de uma estrada em ótimo estado. Ele comentou que, com a chegada em Cuiabá, o turista já está muito próximo da cidade e que há agências de turismo, guias preparados e diversas pousadas de diferentes estilos e valores, evidenciando que existem pessoas bem capacitadas para receber os visitantes.

“Às vezes nos perguntam: qual é a melhor época para visitar Chapada dos Guimarães ? Eu digo que é o ano todo. Porque você tem momentos diferentes do Cerrado e vale a pena conhecer”, finalizou.

Em Cuiabá, o turista pode ter acesso aos demais municípios do estado, como a própria cidade vizinha ou mesmo Poconé, município que abriga o Pantanal Matogrossense, e fica apenas a 104 km da capital.

O estudo utiliza o Índice de Valor Turístico (IVT), que varia de 0 a 100 e mede a relevância de um destino a partir de quatro dimensões estruturais, distribuídas em 15 parâmetros ponderados. Entre eles estão visibilidade em mídia e rankings especializados, conectividade aérea, centralidade temática (natureza, cultura, eventos e outros segmentos) e fluxo turístico nacional e internacional.

Turismo no Brasil em alta

Segundo o governo federal, 2025 foi o melhor ano do Brasil no turismo internacional, com 9.287.196 chegadas de visitantes estrangeiros, o maior volume registrado na série histórica. Esse fluxo equivale a quase 3 mil voos internacionais desembarcando no país ao longo do ano.

O resultado representa um crescimento expressivo de 37,1% em relação a 2024, ano que, até então, detinha o recorde, com cerca de 6,7 milhões de visitantes internacionais.
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Agro Mato Grosso

MT assina plano para ampliar florestas plantadas e garantir abastecimento sustentável da indústria

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Agro Mato Grosso

Acordo impede uso de biomassa de desmatamento para abastecer indústrias em MT

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A partir de agora, está proibido o uso de madeira nativa extraída de desmatamento por grandes consumidores em Mato Grosso. Na segunda-feira (8), um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) proposto pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e assinado pelo Governo do Estado revogou a instrução normativa estadual 06/2022. O objetivo é zerar o consumo de biomassa nativa e fomentar as florestas plantadas no território mato-grossense.

Fausto Takizawa, presidente da Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), avaliou positivamente a nova regra. “Enfim, nosso estado começa a construir uma trajetória clara para o florestamento no Estado, substituindo a biomassa de desmatamento pela biomassa de fonte sustentável, renovável, escalável e perene, como é o caso das florestas plantadas”, afirmou.

 

Em Mato Grosso, indústrias e grandes consumidores priorizam o eucalipto de reflorestamento como principal insumo para suas caldeiras, devido à eficiência energética e à origem sustentável. No entanto, uma instrução normativa estadual passou a permitir, em 2022, o uso em larga escala de biomassa de desmatamento – prática vedada pelo Código Florestal Brasileiro.

Com o TCA, Mato Grosso adotou um novo cronograma para a redução gradual do uso de biomassa nativa até sua eliminação completa, em 2034. Para garantir a viabilidade econômica e operacional das indústrias, foi estipulado um prazo de transição de sete anos, tempo equivalente ao ciclo completo de plantio e colheita do eucalipto.

A partir de agora, o governo assumiu o compromisso de não expedir mais licenças ambientais para novos empreendimentos ou ampliações dos já existentes que dependam de matéria-prima nativa. Caso contrário, haverá sanções administrativas, multas e bloqueio na renovação de licenças.

De acordo com o presidente da Arefloresta, o setor florestal ganha mais transparência e rastreabilidade com a entrada em vigor do TCA. “O governo terá que criar um sistema informatizado para acompanhar se os grandes consumidores estão, de fato, executando seus Planos de Suprimento Sustentável (PSS). Ou seja, se estão investindo em florestas plantadas de forma proporcional ao consumo previsto”, explicou Takizawa.

Conforme o TCA, o governo tem 30 dias para editar o Decreto do Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa (2026/2040) e 120 dias para regulamentar os mecanismos de rastreabilidade.

Desde o ano passado, a Arefloresta tem alertado tanto o setor produtivo como órgãos públicos sobre o déficit de biomassa de eucalipto reflorestado em Mato Grosso. De 2022 a 2025, a participação das florestas plantadas no mercado de biomassa estadual caiu de 59% para 47,5% – num sinal claro do avanço da biomassa de desmatamento.

Atualmente, Mato Grosso tem 165 mil hectares com plantio de árvores. Considerando apenas a demanda gerada pelas indústrias de etanol de milho, essa área deveria alcançar 436 mil ha em 2030.

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Agro Mato Grosso

Trabalhador morre após carreta que transportava gado cair de ponte em MT

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O motorista Vilmar Josoé dos Santos, de 48 anos, morreu após a carreta ele que conduzia cair de uma ponte sobre o Rio Piranhas, em uma estrada rural na região de Gaúcha do Norte, nessa segunda-feira (8). O veículo transportava 50 cabeças de gado e, em decorrência do acidente, seis animais morreram.

O Corpo de Bombeiros de Primavera do Leste foi acionado por volta das 18h para atender à ocorrência, mas a equipe só conseguiu chegar ao local na manhã do dia seguinte. Os militares constataram que o motorista estava preso às ferragens da carreta. Conforme o atendimento realizado no local, a vítima morreu por afogamento.

Durante a operação de resgate, a corporação contou com o apoio da Prefeitura de Gaúcha do Norte, que disponibilizou uma pá carregadeira e uma escavadeira hidráulica para auxiliar na remoção da estrutura do veículo. Um produtor rural da região também colaborou com os trabalhos.

Após a retirada das ferragens e a realização do desencarceramento, o corpo da vítima foi removido pelos bombeiros. Em seguida, foram realizados os procedimentos periciais no local.

O corpo foi entregue ao técnico em necropsia responsável pelos encaminhamentos legais. As circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes.

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