Sustentabilidade
Picão-preto avança no final do ciclo da soja e acende alerta para o manejo – MAIS SOJA

Em ambientes agrícolas, especialmente em lavouras de soja, o manejo eficiente de plantas daninhas é uma tarefa complexa que exige conhecimento técnico, planejamento e monitoramento constante, a fim de garantir um ambiente livre de matocompetição e favorável ao pleno desenvolvimento da cultura.
Tradicionalmente, espécies como buva (Conyza spp.) e capim-amargoso (Digitaria insularis) e caruru (Amaranthus spp.) figuram entre as principais preocupações dos produtores. No entanto, outras plantas daninhas, antes consideradas de menor expressão econômica, têm encontrado condições favoráveis para sua expansão. Esse processo de ascensão tem resultado em prejuízos cada vez mais expressivos, tanto na cultura da soja quanto nas lavouras em sucessão, reforçando a necessidade de estratégias de manejo integradas e preventivas.
Uma desses daninhas que tem se tornado cada vez mais relevante é picão-preto, cujas espécies Bidens pilosa e Bidens subalternans apresentam maior expressão econômica. Essa espécies possuem resistência conhecida aos herbicidas inibidores da ALS + FSII, EPSPs e PROTOX, cujos principais casos de resistência foram relatados no Brasil (Heap, 2026).
A resistência das populações de picão-preto a herbicidas, associado a limitada oferta de herbicidas pós-emergentes para controle dessa daninha na pós-emergência da soja tem resultado em falhas de controle, evidenciadas principalmente ao final do ciclo da soja. No cenário atual, essa é uma das principais preocupações referentes ao controle dessa planta daninha.
As plantas de picão-preto possuem uma grande capacidade em produzir sementes, as quais passam a ser dispersas ao final do ciclo da soja, contribuindo para o aumento das infestações em culturas sucessoras. Estima-se que uma única planta de picão-preto possa produzir até 3000 aquênios. Ao fim do ciclo da planta, essas sementes passam a integrar o banco de sementes do solo, resultando em elevados fluxos de emergência na cultura sucessora (Rizzardi, s. d.).
Figura 1. Infestação de picão-preto (Bidens spp.) na pós-emergência da soja.

Uma das culturas sucessoras mais impactadas por infestações de picão-preto é o milho. No sistema soja–milho, estudos indicam que o aumento da densidade populacional dessa planta daninha compromete o crescimento inicial do milho, com reflexos negativos no acúmulo de biomassa e, consequentemente, na produtividade da cultura (Maciel et al., 2020),
Segundo Rizzardi (2019), o período crítico de competição entre a maioria das plantas daninhas e o milho estende-se dos 5 aos 50 dias após a emergência. Nesse intervalo, a interferência do picão-preto pode ser particularmente prejudicial, exigindo controle efetivo já nas fases iniciais de desenvolvimento do milho para minimizar perdas produtivas.
Para maximizar a eficiência no manejo do picão-preto, é fundamental diversificar as estratégias de controle. A adoção de práticas integradas, como a rotação e associação de herbicidas com diferentes mecanismos de ação, o uso de métodos culturais e mecânicos, além da eliminação de plantas remanescentes (escapes), contribui para reduzir a pressão de seleção sobre os herbicidas e preservar seu desempenho ao longo do tempo, protegendo a produtividade das lavouras (HRAC-BR, 2025).
Referências:
HEAP, I. THE INTERNATIONAL HERBICIDE-RESISTANT WEED DATABASE, 2026. Disponível em: < https://weedscience.org/Home.aspx >, acesso em: 23/02/2026.
HRAC-BR. PICÃO-PRETO: INIMIGO DA PRODUTIVIDADE. HRAC-BR, 2025. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/picao-preto-inimigo-da-produtividade >, acesso em: 23/02/2026.
MACIEL, J. C. et al. CRESCIMENTO DE MILHO CULTIVADO EM COMUNIDADE COM Bidens pilosa E Urochloa Brizantha. Research, Society and Development,2020. Disponível em: < https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/download/8277/7319/117285 >, acesso em: 23/02/2026.
RIZZARDI, M. A. INTERFERÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS EM MILHO. Up Herb, Academia das Plantas Daninhas, 2019. Disponível em: < https://upherb.com.br/int/interferencia-de-plantas-daninhas-em-milho >, acesso em: 23/02/2026.
RIZZARDI, M. A. PLANTAS DANINHAS: PICÃO-PRETO. Up Herb, Academia das Plantas Daninhas, s. d. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/picao-preto >, acesso em: 23/02/2026.

Agro Mato Grosso
FMC lança fungicida Onsuva® para citros na Coopercitrus Expo 2026

Empresa leva soluções para cana-de-açúcar e cereais à maior feira da cooperativa e apresenta oficialmente o Onsuva®, novo fungicida para o manejo de doenças dos citros
A FMC, empresa global de ciências para agricultura, participa da Coopercitrus Expo 2026, realizada entre 27 e 31 de julho, em Bebedouro (SP), reforçando uma parceria construída ao longo de muitos anos com a Coopercitrus e apresentando tecnologias para a cana-de-açúcar, citros e cereais. Entre os destaques da participação está o lançamento do fungicida Onsuva® para citricultura, novidade que amplia o portfólio da companhia com mais tecnologia e inovação.
|
“A Coopercitrus Expo é um momento importante para reforçarmos uma parceria sólida, construída ao longo de muitos anos, e estarmos próximos dos cooperados. Levaremos um portfólio robusto para diferentes culturas e apresentaremos, em primeira mão na feira, o Onsuva® para citros, ampliando nossas soluções para o manejo de doenças nessa cultura tão importante para a cooperativa e seus produtores”, destaca Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC.
Com formulação exclusiva à base da molécula fluindapir, o fungicida já é referência no manejo das principais doenças da soja, milho e algodão e agora passa a integrar o portfólio destinado à citricultura. O produto oferece controle eficiente do complexo de manchas dos citros, incluindo pinta preta (Phyllosticta citricarpa), Alternaria spp., Cercospora spp. e antracnose, protegendo folhas e frutos e contribuindo para ganhos de produtividade e qualidade.
“O Onsuva® chega para compor o nosso portfólio que já é muito completo e robusto para citricultura. Esse novo fungicida tem como a proposta agregar ao manejo de doenças e elevar ainda mais o padrão de proteção dos pomares, oferecendo mais eficiência para o controle das principais doenças dos citros e contribuindo para a produtividade e a qualidade da produção”, ressalta Brusantin.
A FMC ainda apresenta um portfólio completo para a cana-de-açúcar, uma das principais culturas de investimento da companhia. Entre os destaques está o Boral® Full, herbicida que combina duas moléculas em uma única formulação para ampliar o controle de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, oferecendo maior seletividade, flexibilidade de aplicação e segurança no manejo da cana-de-açúcar.
Outro destaque é o Reator®, herbicida pré-emergente seletivo e desenvolvido com tecnologia exclusiva de microencapsulação. O produto proporciona liberação gradual do ingrediente ativo conforme a disponibilidade de umidade no solo, mantendo elevado desempenho no manejo de plantas daninhas como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e picão-preto (Bidens pilosa), tanto em períodos úmidos quanto em condições mais secas.
A companhia também evidencia o Verimark®, inseticida à base de diamidas antranílicas indicado para o controle de importantes pragas, como Sphenophorus levis, cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) e broca-da-cana (Diatraea saccharalis). Sua alta sistemicidade garante proteção prolongada das plantas, enquanto sua seletividade contribui para a preservação dos inimigos naturais e para o equilíbrio do sistema produtivo.
A participação na Coopercitrus Expo inclui ainda o Premio® Star, com amplo espectro de controle e atuação simultânea sobre diferentes pragas, e o Malathion®, que oferece efeito de choque e rápida ação, sendo fundamental em estratégias de manejo integrado para melhoria da qualidade da colheita.
No portfólio de biológicos, o destaque é o Sofero™ Fall, tecnologia baseada em feromônio que atua na interrupção do ciclo reprodutivo da Spodoptera frugiperda, reduzindo a formação de novas gerações da praga de forma altamente seletiva e compatível com programas de manejo integrado de pragas. Sua formulação microencapsulada favorece a estabilidade e amplia a permanência no campo, aumentando a eficiência do manejo em momentos críticos das culturas.
Campanha exclusiva com o programa Bônus Mais
Durante a Coopercitrus Expo, a FMC também promove uma campanha em parceria com a Coopercitrus por meio do programa Bônus Mais.
Os produtores que adquiriremBoral®, Boral® Full e Stone® durante a feira terão acesso a condições comerciais diferenciadas dentro do programa, reforçando a estratégia conjunta de oferecer tecnologias inovadoras e, também, vantagens exclusivas aos cooperados.
Além disso, a companhia lança uma campanha promocional voltada aos produtores rurais. Na compra dos inseticidas Benevia®, Dimexion® e Verimark®, os clientes poderão ser premiados conforme o volume adquirido.
Os produtores que atingirem os volumes mínimos de 200 litros de Benevia®, 500 litros de Dimexion® ou 80 litros de Verimark® serão contemplados com uma Mini Starlink, ampliando a conectividade no campo. Já aqueles que alcançarem 2.000 litros de Benevia®, 5.000 litros de Dimexion® ou 800 litros de Verimark® receberão um iPhone 17 Pro.
“Nossa parceria com a Coopercitrus vai muito além da participação na feira. Trabalhamos juntos para levar inovação, tecnologia e benefícios concretos aos cooperados, contribuindo para uma agricultura cada vez mais produtiva e sustentável”, conclui o gerente.
Sustentabilidade
Mercado de soja tem preços firmes, mas retenção dos produtores limita os negócios

O mercado brasileiro de soja voltou a registrar cotações firmes, impulsionadas pela alta da Bolsa de Chicago e pelos prêmios, que seguem em patamares elevados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os portos chegaram a testar a faixa de R$ 150,00 por saca no mercado spot, enquanto as ofertas para outubro ficaram entre R$ 155,00 e R$ 157,00, com prazos de pagamento mais longos.
Silveira destaca que o mercado interno também segue indicando cotações elevadas, sustentadas pelo basis positivo e pela demanda compradora. Segundo ele, as ofertas continuam escassas, com menor volume disponível de soja e algumas regiões mais pressionadas.
O analista acrescenta que os produtores seguem retendo a soja, o que limitou o volume de negócios ao longo da sessão. Apesar disso, ele ressalta que a semana foi marcada por preços significativamente altos e que, mesmo com negociações moderadas, as cotações representam excelentes oportunidades neste momento.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
Confira como ficaram as cotações de soja no Brasil:
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 144,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 143,00 para R$ 145,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 136,00 para R$ 138,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 128,50 para R$ 130,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00
- Paranaguá (PR): avançou de R$ 147,00 para R$ 149,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 148,00 para R$ 150,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando os ganhos acumulados na semana. Após um movimento de realização de lucros durante a manhã, os fundamentos voltaram a prevalecer e levaram os preços aos melhores patamares em cerca de três anos. A posição novembro acumulou valorização de 4,2% na semana.
Os agentes seguem atentos às condições climáticas nos Estados Unidos. As previsões indicam temperaturas elevadas e pouca chuva, cenário que pode comprometer o potencial produtivo da safra norte-americana.
Outro fator de sustentação para a oleaginosa é a demanda aquecida nos Estados Unidos. O mercado continua repercutindo os acordos firmados entre Pequim e Washington, que impulsionaram as compras por parte dos asiáticos e deram suporte adicional às cotações.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 10,50 centavos de dólar, ou 0,84%, a US$ 12,48 por bushel. A posição novembro encerrou cotada a US$ 12,53 1/2 por bushel, com valorização de 9,75 centavos de dólar, ou 0,78%.
Nos subprodutos, o farelo para setembro subiu US$ 2,00, ou 0,60%, para US$ 330,80 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em setembro, fechou a 73,47 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 1,22 centavo, ou 1,63%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,03%, cotado a R$ 5,0803 para venda e R$ 5,0783 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0498 e a máxima de R$ 5,0903. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,58%.
O post Mercado de soja tem preços firmes, mas retenção dos produtores limita os negócios apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros das operações do Plano Safra 2026/2027 – MAIS SOJA

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (23) a portaria que estabelece os critérios, limites, normas operacionais e procedimentos para o pagamento da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional às instituições financeiras que operam financiamentos rurais no âmbito do Plano Safra 2026/2027.
A norma aplica-se aos financiamentos rurais concedidos no ano agrícola compreendido entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027, bem como às operações de capital de giro contratadas até 30 de dezembro de 2026 destinadas a cooperativas agropecuárias no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro).
Os recursos contemplam diversas linhas de crédito rural, entre elas Custeio Empresarial, Custeio Pronamp, Inovagro, Moderfrota, PCA, Prodecoop, Proirriga, RenovAgro, Procap-Agro e linhas voltadas à produção sustentável.
Ao todo, 26 instituições financeiras, entre bancos, cooperativas de crédito e agências de fomento, estão autorizadas a operacionalizar as linhas de crédito com equalização de juros.
Os recursos estão divididos entre R$ 97,5 bilhões destinados aos médios e grandes produtores e R$ 44,3 bilhões destinados à agricultura familiar.
Fonte: MAPA
Autor:MAPA
Site: MAPA
Agro Mato Grosso23 horas agoCusto total da produção de algodão em Mato Grosso sobe I agro.mt
Agro Mato Grosso23 horas agoFMC lança fungicida Onsuva® para citros na Coopercitrus Expo 2026
Featured9 horas agoAcordo no TCE destrava R$ 1,5 milhão e garante salário atrasado de 105 terceirizados em Cuiabá
Featured8 horas agoFim de semana tem ruas e avenidas interditadas em Cuiabá; veja os trechos
Business21 horas agoA disputa pelo prato do futuro, e por que não associamos o feijão à proteína?
Featured10 horas agoPL lança Flávio Bolsonaro à Presidência com Milei e vídeo de Jair recriado por IA
Agro Mato Grosso23 horas ago‘Fórmula-1 Caipira’; o agro transformou a terra batida em alta velocidade no país
Featured13 horas agoCondenado a 9 anos por estupro em MT é caçado e preso escondido no Maranhão














