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Agência de Tocantins busca modelo de Mato Grosso para organizar setor mineral

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O modelo de organização da mineração implantado por Mato Grosso passou a atrair a atenção de outros estados. Nesta segunda-feira (23), a equipe da Agência de Mineração do Tocantins cumpriu agenda técnica na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) para conhecer de forma detalhada a legislação estadual, os mecanismos de fiscalização, o sistema de cadastramento e os instrumentos criados para controle da produção mineral, entre eles a TRFM, a Taxa de Fiscalização de Recursos Minerais.

A programação em Cuiabá segue nesta terça-feira (24), com visita a uma mineradora em Poconé (100 km de Cuiabá) para acompanhamento prático da aplicação das normas.

O presidente da Agência de Mineração do Tocantins, Eduardo Moraes, explicou que a vinda da equipe técnica ao Estado faz parte de um movimento de estruturação do setor mineral tocantinense, que vive fase de expansão e busca aperfeiçoar seus mecanismos de gestão e fiscalização.

“Viemos a Cuiabá para discutir a cadeia produtiva da mineração, ouvir a Secretaria Adjunta de Mineração e entender como Mato Grosso estruturou esse modelo. Estamos com toda a equipe técnica, da fiscalização e do planejamento, porque o Estado foi pioneiro na implantação da taxa. Queremos aprender, trocar informações e sair daqui com um caminho bem definido para aplicar algo conectado à realidade do Tocantins”, afirmou.

Segundo Moraes, a mineração já representa um importante braço da economia do Tocantins, ao lado do agronegócio, com destaque para a exploração de ouro, cobre e pedras preciosas. Ele avalia que o crescimento do setor exige organização institucional e segurança jurídica para garantir arrecadação e geração de empregos de forma sustentável.

“A mineração cresce muito no Tocantins e tem forte impacto na geração de emprego, arrecadação e desenvolvimento regional. Por isso estamos estruturando a agência e buscando referências técnicas. Mato Grosso deu um passo importante e queremos entender como esse processo foi construído”, acrescentou.

O secretário adjunto de Mineração da Sedec, Paulo Leite, destacou que o interesse de outros estados no modelo local demonstra o avanço institucional promovido nos últimos anos, especialmente na gestão das outorgas federais e no controle da produção mineral dentro do território estadual.

“É gratificante perceber que avançamos em um prazo tão curto e já somos referência. Tivemos apoio total do secretário César Miranda e do governador Mauro Mendes e estruturamos um sistema moderno, com uso de tecnologia e inteligência artificial para gestão e fiscalização”, disse.

Leite explicou que, embora a outorga mineral seja competência da União, por meio da Agência Nacional de Mineração (ANM), cabe ao Estado acompanhar a execução dessas permissões e garantir que a produção declarada esteja de acordo com a realidade, especialmente no que diz respeito ao recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM).

“A União concede a Permissão de Lavra Garimpeira, mas o Estado pode fiscalizar se os prazos estão sendo cumpridos e se a produção corresponde ao que é informado. Instituímos a taxa para garantir recursos destinados a laboratório, mapeamento geológico e fiscalização. É uma concepção moderna de gestão de processo”, afirmou.

Entre os projetos apresentados à comitiva está o convênio com o Serviço Geológico do Brasil, com duração prevista de dez anos, para realização de mapeamento geológico detalhado. A partir de abril, aeronaves especializadas iniciarão levantamentos aerogeofísicos no Estado para ampliar o conhecimento sobre o subsolo e atrair novos investimentos.

“Nenhum estado ou país avança no setor mineral sem informação geológica. Estamos investindo em conhecimento técnico para fortalecer o setor com transparência e planejamento. Temos potencial para crescer na mineração como crescemos no agronegócio, mas isso exige organização e visão estratégica”, concluiu o secretário adjunto.

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Vazamento de gás em residência mobiliza Bombeiros em Cáceres; saiba como agir em emergências

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Incidente no bairro Rodeio foi causado pelo rompimento do regulador durante a troca do botijão; militares alertam para o risco de explosão por faíscas de celulares e interruptores

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, na tarde desta quarta-feira (15.4), a uma ocorrência de vazamento de gás de cozinha em uma residência no bairro Rodeio, em Cáceres (a 217 km de Cuiabá).

A 2ª Companhia Independente Bombeiro Militar (2ª CIBM) foi acionada via 193 por volta das 16h30. Ao chegar ao local, os militares constataram que um botijão de gás estava com vazamento, sem presença de chamas. O recipiente já havia sido retirado do interior da casa pelos moradores.

De acordo com a solicitante, o vazamento começou no momento da troca do botijão, quando o engate do regulador se rompeu, provocando grande liberação de gás.

Os bombeiros realizaram o afastamento do botijão para uma área externa, segura e bem ventilada, onde permaneceram monitorando até o completo esvaziamento do recipiente.

Os moradores foram orientados a manter portas e janelas abertas para ventilação natural e dissipação do gás.

A equipe da 2ª CIBM também orientou os moradores a não acender luzes, não manusear materiais inflamáveis ou que possam gerar faíscas e a redobrar a atenção durante a troca do botijão, verificando as condições das mangueiras, registros e conexões antes do uso.

Como prevenir e evitar vazamentos?

Para prevenir vazamentos e manter a segurança, é indispensável que a área em que o botijão de gás for armazenado seja bem ventilada. A instalação deve ser realizada exclusivamente por um profissional qualificado, evitando improvisações com mangueiras ou conexões inadequadas. Durante a instalação, o botijão deve ser mantido na posição vertical e não deve ser deitado.

Outra forma de prevenção é a verificação ou troca periódica dos equipamentos de gás. Recomenda-se que a mangueira seja trocada a cada cinco anos ou quando o prazo de validade expirar. Da mesma forma, o regulador também deve ser substituído a cada cinco anos. Além disso, a orientação é realizar checagens regulares nos equipamentos, utilizando uma solução de água com sabão para identificar a formação de bolhas e, consequentemente, possíveis vazamentos.

Em caso de vazamento, o que fazer?

Em caso de vazamento, a orientação é fechar o registro do gás diretamente no botijão, abrir portas e janelas para ventilar o ambiente e não acionar nenhum aparelho elétrico. Também é preciso remover equipamentos da tomada ou desligar o padrão de energia ou a chave geral da residência.

Não é seguro acionar luzes, usar o celular ou qualquer aparelho eletrônico nesse momento. Qualquer faísca, até mesmo de um interruptor ou celular, pode servir como fonte de ignição e causar explosão em ambiente com gás acumulado.

Caso o cheiro de gás no local seja muito forte, haja risco de ignição ou alguma pessoa esteja passando mal, é fundamental evacuar o local imediatamente. Na sequência, quando a pessoa já estiver do lado de fora da residência ou em uma área ventilada e segura, deve-se acionar o Corpo de Bombeiros Militar pelo número de emergência 193.

Com Assessoria 

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Operação ‘Safe House’ desarticula bando que aterrorizou e agrediu casal de idosos em Sinop

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PJC-MT cumpre 28 ordens judiciais contra grupo especializado em roubos a residências; um dos alvos foi flagrado com estoque de cocaína e maconha no Jardim Califórnia

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (16.4), a Operação Safe House para cumprimento de ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso responsável por um roubo a residência, que teve como vítima um casal de idosos na cidade de Sinop.

Foram cumpridas na operação 28 ordens judiciais, dentre elas seis mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão domiciliar, bloqueio de contas bancárias e afastamento de sigilos, deferidas pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop.

O crime ocorreu no dia 24 de setembro de 2025, quando três homens invadiram a residência das vítimas, no período da manhã, mantendo o casal em cárcere privado por aproximadamente duas horas.

Sob grave ameaça e mediante agressões físicas, os criminosos obrigaram as vítimas a abrir um cofre, subtraíram joias, armas de fogo, dinheiro em espécie e um aparelho celular, além de forçá-las a realizar transferências via PIX. Logo após o crime, dois suspeitos foram presos em flagrante delito durante as diligências policiais.

Com o aprofundamento das investigações e diligências complementares, a Polícia Civil identificou outros seis envolvidos na empreitada criminosa, integrantes de uma organização estruturada com divisão de tarefas, planejamento prévio e atuação coordenada voltada à prática reiterada de roubos a residências.

Com a conclusão do trabalho investigativo, o delegado da Derf Sinop, Thiago Berger, representou pelas ordens judiciais contra os integrantes do grupo criminoso, que foram deferidas pela Justiça e cumpridas nesta quinta feira (16), na operação policial.

Segundo o delegado da Derf, a conclusão do inquérito e a deflagração da operação representam mais um resultado do trabalho contínuo de enfrentamento qualificado aos grupos criminosos atuantes na região,

“As investigações apontaram que os suspeitos atuavam de forma reiterada na prática de crimes patrimoniais, especialmente roubos a residências, utilizando grave ameaça e, em alguns casos, emprego de arma de fogo, o que reforça o caráter organizado e a periculosidade do grupo”, disse o delegado.

Durante o cumprimento de um dos mandados, no bairro Jardim Califórnia, o suspeito um dos alvos foi preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas. Com ele foram apreendidos 48 porções de cocaína fracionada em papelotes prontos para comercialização, 37 porções de maconha e três tabletes de maconha, além de materiais utilizados para o acondicionamento e pesagem de entorpecentes, como insufilmes e uma balança de precisão. Um aparelho celular também foi apreendido.

Com Assessoria 

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Conferência UNEM Datagro: Pivetta aponta etanol de milho como motor de MT

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Mato Grosso consolidou sua liderança nacional na produção de etanol de milho, tema central da 3ª Conferência Internacional UNEM Datagro, realizada nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. O estado produziu 5,6 bilhões de litros na safra 2024/2025, cerca de 70% de todo o volume brasileiro.

Durante a abertura, o governador Otaviano Pivetta destacou a virada econômica iniciada em 2017, com a instalação da primeira usina, e o impacto direto da industrialização. Segundo ele, o modelo ampliou o mercado para o produtor e fortaleceu a economia local. “Isso agrega valor à produção e gera emprego e renda”, afirmou.

O avanço do setor é sustentado por uma estrutura industrial em expansão, com 17 usinas em operação, e deve seguir crescendo nos próximos anos. A projeção é que a moagem de milho alcance 26,8 milhões de toneladas até a safra 2026/2027.

Mato Grosso em rota de industrialização

Para o presidente da Datagro, Plínio Nastari, a industrialização é o principal fator de transformação econômica. “Quando o grão é industrializado, ele pode aumentar de valor entre 80% e 100%”, disse, ao destacar o impacto direto na cadeia produtiva e em outros setores do agro.

Além do biocombustível, o etanol de milho também impulsiona a produção de subprodutos, como DDGS, e a geração de bioeletricidade, ampliando o peso do setor na economia e na matriz energética brasileira.

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