Sustentabilidade
Novo biofungicida multissítio amplia controle de doenças foliares e reduz risco de surgimento de resistência em importantes culturas agrícolas – MAIS SOJA

As doenças foliares seguem entre os principais fatores de perda nas grandes culturas do Brasil, reduzindo o potencial produtivo e elevando os custos de manejo a cada safra. O avanço de fungos resistentes, favorecido pelo uso repetitivo de defensivos químicos, tem pressionado os sistemas produtivos e exigido novas estratégias dentro do manejo integrado. Nesse contexto, os produtos biológicos vêm se consolidando como ferramentas essenciais por oferecerem mecanismos de ação distintos dos fungicidas convencionais, ampliando o controle das doenças e contribuindo para reduzir a pressão de resistência. Além de atuarem diretamente sobre os patógenos, tornam o manejo mais sustentável, sem deixar resíduos e com menor impacto sobre o ambiente de produção.
O Brasil, país com maior biodiversidade do planeta, é lar de microrganismos únicos, com potencial para o desenvolvimento de bioinsumos capazes de promover resultados expressivos em campo. Por meio da bioprospecção, processo que envolve a coleta, o isolamento e a caracterização desses microrganismos, é possível mapear suas funções biológicas para selecionar aqueles com maior relevância agronômica, princípio que orienta o trabalho da Apoena Agro, empresa de biotecnologia que mantém um banco com mais de 800 cepas, obtidas em expedições conduzidas em biomas como Amazônia e Fernando de Noronha. Além de fonte de matéria-prima, essa base microbiológica exclusiva permite com que a empresa desenvolva formulações exclusivas, baseadas em combinações de cepas selecionadas e proprietárias, garantindo mecanismos de ação únicos e performance consistente em diferentes condições de campo – como é o caso do Forblend FS Premium, biofungicida multissítio elaborado a partir de um consórcio de bactérias do gênero Bacillus e recentemente aprovado para uso agrícola pelos órgãos reguladores, MAPA, IBAMA e ANVISA.
“Trata-se de uma tecnologia desenvolvida para o controle de doenças foliares que atua como ferramenta complementar dentro do manejo tradicional, aliando produtividade, sustentabilidade e capacidade de controle por meio de múltiplos mecanismos de ação sobre os fungos. Com atuação ampla e efeito protetor, contribui para reduzir o surgimento de resistências em fungos patogênicos e ampliar o controle de doenças e manchas foliares, além de gerar incrementos consistentes de produtividade. Na soja, por exemplo, os estudos em campo demonstraram incrementos médios de 11,7 sacas por hectare. Esse desempenho está diretamente relacionado ao seu caráter multissítio, que permite interferir simultaneamente em diferentes etapas do desenvolvimento e do metabolismo dos fungos, reduzindo a probabilidade de seleção de resistência, um desafio crescente no manejo de doenças, especialmente em culturas como a soja”, afirma Bruno Carillo, CEO da Apoena Agro.
Composto pelos microrganismos Bacillus velezensis DC81, Bacillus velezensis DC88 e Bacillus pumillus DC61, a solução se destaca pela atuação integrada dessas cepas, que atuam diretamente sobre os fungos e estimulam as respostas naturais da planta, dificultando a instalação e o avanço dos patógenos desde as fases iniciais da infecção por meio da produção de metabólitos bioativos, da competição por espaço e nutrientes e da formação de uma barreira protetora na superfície foliar.
Esses mecanismos atuam de forma sinérgica e ao longo de todo o ciclo da cultura, potencializando o efeito de controle. A competição por espaço e nutrientes cria um ambiente menos favorável à instalação dos patógenos, enquanto a liberação contínua de metabólitos bioativos – antibióticos naturais produzidos pelas cepas – mantém pressão constante sobre os fungos, limitando seu desenvolvimento e dificultando sua adaptação ao interferir em sua fisiologia e na integridade da parede celular. Paralelamente, a ativação das defesas naturais da planta amplia a capacidade de resposta do hospedeiro frente a novos episódios de infecção, efeito que é reforçado pela produção de enzimas e pela formação do biofilme protetor, que atuam como camadas adicionais de proteção e reduzem a penetração e o avanço dos patógenos na superfície foliar.
Dessa forma, ao integrar ações diretas e indiretas sobre os fungos com o estímulo às respostas fisiológicas da planta, a tecnologia promove um controle mais estável e duradouro das doenças, o que explica seu caráter multissítio. A combinação das três cepas exclusivas de Bacillus amplia ainda a consistência do desempenho em diferentes condições de campo, graças à elevada capacidade de estabelecimento na superfície foliar e à diversidade de metabólitos bioativos produzidos, que ampliam o espectro de ação, contribuem para a manutenção da microbiota benéfica e dificultam o avanço dos patógenos ao longo do ciclo da cultura.
“Sua formulação em suspensão concentrada garante ampla compatibilidade com a maior parte dos fertilizantes e defensivos agrícolas, oferecendo ao produtor praticidade e segurança operacional. Ao atuar de forma complementar aos fungicidas químicos, o Forblend FS Premium reforça o controle das doenças e se integra facilmente aos programas de manejo já utilizados nas lavouras. Além disso, por ser uma solução sem resíduos, sem fitotoxicidade e carência zero, contribui para um manejo mais sustentável e seguro no campo”, continua Bruno.
Resultados em campo
Os testes de eficácia agronômica do Forblend FS Premium foram conduzidos em 2024, em parceria com a Consultoria Juliagro, em diferentes estados e regiões agrícolas do país, sob distintos sistemas de manejo e condições edafoclimáticas, o que reforça a consistência do desempenho do produto quando avaliado em realidades produtivas diversas. Os ensaios abrangeram as culturas da soja, feijão, cana-de-açúcar, tomate e alface, com experimentos realizados em quatro regiões representativas: Catalão (GO), Uberlândia (MG), Querência (MT) e Cristais Paulistas (SP).
Dentre os principais patógenos avaliados estão Alternaria solani (pintura preta grande), Colletotrichum falcatum (podridão vermelha da cana), Colletotrichum lindemuthianum (antracnose), Botrytis cinerea (mofo cinzento), Sclerotinia sclerotiorum (mofo branco), Corynespora cassiicola (mancha-alvo), Cercospora kikuchii (cercosporiose) e Septoria glycines (septoriose), compondo um espectro amplo de doenças de relevância econômica para diferentes culturas.
Em comparações diretas com produtos referência amplamente utilizados no mercado, o Forblend FS Premium apresentou desempenho superior tanto no controle das doenças quanto nos ganhos adicionais de produtividade, evidenciando que, além de efetivo, o biofungicida multissítio se posiciona como uma alternativa tecnicamente competitiva dentro dos programas de manejo. Na cultura do feijão, por exemplo, visando o controle da doença antracnose (Colletotrichum lindemuthianum), a tecnologia demonstrou, na comparação com o produto referência, redução de 39,93% na incidência e 43,66% na severidade, resultando em um incremento de produtividade de 4,5 sacas por hectare.
Os ensaios também evidenciaram reduções expressivas no avanço dos principais patógenos avaliados em culturas como cana-de-açúcar e hortifruti. Para pinta preta grande (Alternaria solani), o Forblend FS Premium reduziu a severidade em 58% e proporcionou 32,8% de incremento produtivo. No caso da podridão vermelha da cana (Colletotrichum falcatum), o produto conseguiu conter o patógeno em mais de 53% tanto na incidência quanto no grau de dano observado. Para a doença mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum), o biofungicida mostrou seu melhor desempenho, com queda de 64,2% no nível de ataque e 54,4% na ocorrência do patógeno.
Nas doenças da soja, a consistência dos resultados foi confirmada a partir da condução de doze trabalhos experimentais, com quatro estudos dedicados a cada uma das principais doenças avaliadas: mancha-alvo (Corynespora cassiicola), cercosporiose (Cercospora kikuchii) e septoriose (Septoria glycines). A análise consolidada desses ensaios indicou incremento médio de produtividade de 11,7 sacas por hectare, além de reduções expressivas na severidade das doenças, com quedas médias de 55% na cercosporiose, 58% na mancha-alvo e 64% na septoriose, reforçando a eficiência da tecnologia no manejo das principais doenças foliares da cultura e sua contribuição para sistemas produtivos mais estáveis.
Modelo B2B, inovação em biológicos e portfólio em expansão
O biofungicida multissítio da Apoena Agro já possui registro no MAPA, ANVISA e IBAMA e, desde dezembro de 2025, integra oficialmente o seu portfólio. Todas as tecnologias desenvolvidas são ofertadas no modelo B2B, atendendo players do setor de insumos agrícolas que desejam ampliar sua atuação no segmento de biológicos. A empresa conduz todo o processo — da bioprospecção ao desenvolvimento, validação em campo e registro —, entregando soluções prontas para formulação e comercialização, reduzindo o tempo de entrada no mercado e ampliando o acesso a tecnologias baseadas na biodiversidade brasileira. Além do Forblend FS Premium, outras soluções devem ser incorporadas ao seu portfólio em 2026, em linha com sua estratégia de fortalecer a oferta de tecnologias biológicas para o mercado.
O trabalho de pesquisa da empresa também avança de forma contínua: além de duas expedições já realizadas na Amazônia e duas no arquipélago de Fernando de Noronha, novos biomas devem ser estudados em 2026, com o objetivo de ampliar o banco de microrganismos nativos e acelerar o desenvolvimento de bioinsumos de nova geração. A Apoena Agro também avalia a extensão de registro do Forblend FS Premium para novas doenças, como ferrugem da soja, oídio e estria da cana, reforçando seu compromisso com inovação, sustentabilidade e oferta de ferramentas complementares ao manejo convencional.
“Nosso compromisso é ampliar o acesso a soluções biológicas que unam performance agronômica, segurança e sustentabilidade, reduzindo o impacto ambiental do manejo sem comprometer a produtividade. O trabalho de bioprospecção que conduzimos em biomas brasileiros nos permite desenvolver formulações exclusivas, baseadas em cepas selecionadas do nosso próprio banco microbiano. É essa abordagem que transforma a biodiversidade nacional em tecnologias aplicáveis e fortalece o manejo integrado. O Forblend FS Premium integra esse movimento e reforça a evolução contínua do nosso portfólio de bioinsumos”, finaliza o CEO da Apoena Agro.
Sobre a Apoena Agro
Criada em 2025, a Apoena Agro é a divisão da Apoena Biotech voltada especialmente para atender às demandas do setor agrícola com foco, identidade própria e soluções biotecnológicas de alta performance,
Desde 2018, a Apoena Biotech desenvolve soluções sustentáveis para setores como higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, tendo como matéria-prima a biodiversidade do Brasil: país com maior diversidade de espécies do mundo, abrigando mais de 20% das espécies conhecidas no planeta.
Com a Apoena Agro, a empresa expande sua atuação e se destaca na formulação de soluções sustentáveis para o campo. Para isso, conta com uma plataforma própria de bioprospecção, que explora a diversidade microbiana de biomas brasileiros, como a Amazônia e o arquipélago de Fernando de Noronha, para identificar microrganismos com potencial de aprimorar o manejo agrícola, promover a saúde do solo e contribuir para o aumento da produtividade das culturas.
Esse trabalho resultou em um banco exclusivo com mais de 800 cepas de microrganismos que impulsionam o desenvolvimento de bioinsumos agrícolas como inseticidas, fungicidas, nematicidas, inoculantes microbiológicos e promotores de crescimento de planta. Os produtos atendem tanto à agricultura orgânica quanto ao manejo integrado de pragas e doenças na agricultura convencional.
Em 2024, a empresa figurou como a quarta que mais registrou defensivos biológicos no Brasil, com cinco produtos aprovados. Atualmente, seu portfólio conta com sete produtos registrados, sendo três biofungicidas, dois bioinseticidas e dois bioinseticidas/bioacaricidas. Atualmente, outros produtos estão em processo de registro e novos lançamentos estão previstos para 2026. Esse resultado reforça o compromisso da empresa em destinar 5% do faturamento anual à pesquisa e desenvolvimento, com a inovação como pilar estratégico.
Com a Apoena Agro, a biotecnologia deixa de ser tendência para se tornar realidade no campo, marcando o início de uma nova era para a agricultura brasileira.
Saiba mais em www.apoenaagro.com.br
Fonte: Assessoria de imprensa Apoena Agro
Sustentabilidade
El Niño pode encarecer insumos e frete das empresas em 2027 – MAIS SOJA

O impacto do El Niño na economia brasileira deve extrapolar o calendário meteorológico e pressionar os custos operacionais do setor produtivo ao longo de 2027. O quarto boletim do Painel El Niño 2026–2027, elaborado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), aponta 95% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026. A previsão indica chuva acima da média no Sul e estiagem em faixas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Apesar de o pico climático ocorrer no fim deste ano, a transmissão do choque de oferta para a planilha das empresas será defasada. Estudo do Banco Central sobre episódios anteriores mostra que o impacto na alimentação no domicílio acumula mais de 11 pontos percentuais em quatro trimestres. Já relatórios do BC e estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) projetam alta média de até 5% nos preços internacionais das commodities agrícolas em 12 meses. No campo logístico, o desequilíbrio afeta a navegação nos rios do Norte e o tráfego rodoviário no Sul, encarecendo os fretes.
Para Dema Oliveira, CEO e fundador da Goshen Land, a maior vulnerabilidade das companhias está no descompasso entre o evento climático e o reajuste das tabelas de suprimentos. “O clima muda primeiro, e o custo chega depois, quando a quebra de safra, o frete mais caro e o reajuste dos contratos se espalham pela cadeia. Quem olha só para o calendário do clima percebe o problema tarde”, afirma.
O executivo ressalta que o risco operacional raramente está restrito ao endereço da empresa, concentrando-se na cadeia estendida de suprimentos. A falta de visibilidade sobre a origem primária das matérias-primas expõe os negócios desafios imprevisíveis. “Muitas companhias conhecem bem o fornecedor direto, mas não sabem de onde vêm os insumos dele. É nesses elos mais distantes que a dependência de uma única região aparece. Um insumo agrícola que encarece, uma estrada comprometida ou uma matéria-prima mais difícil de repor chegam ao negócio como atraso, despesa extra e aperto no caixa, mesmo para quem opera longe das áreas atingidas”, explica.
Para conter riscos sem comprometer a liquidez, a orientação é mapear os insumos críticos, calcular o tempo de reposição (lead time) e buscar rotas e fornecedores alternativos. Formar estoques de segurança reduz a chance de parada de fábrica, mas imobiliza capital e eleva custos de armazenagem. Além disso, a recomendação é renegociar antecipadamente os contratos com transportadoras, fornecedores e seguradoras, ajustando cláusulas de reajuste e força maior antes que a volatilidade se consolide.
Na prática, a estruturação dessa blindagem operacional exige um plano de ação em três etapas imediatas. Primeiro, a auditoria da cadeia de suprimentos deve classificar os itens por grau de essencialidade e vulnerabilidade geográfica, identificando previamente matérias-primas substitutas com homologação técnica pronta para uso.
Em seguida, as empresas precisam estabelecer acordos operacionais flexíveis (SLA) e diversificar as rotas de escoamento, prevendo a migração do modal aquaviário para o rodoviário ou vice-versa em momentos de seca severa ou enchente. Por fim, recomenda-se a criação de um comitê multifuncional de gerenciamento de riscos que monitore mensalmente indicadores pluviométricos e índices de frete, permitindo acionar compras antecipadas de oportunidade antes das escaladas de preço.
“O que a empresa precisa saber é quais itens não podem ficar sem, quais são difíceis de substituir e quanto custaria, em dias parados e em margem, reagir só depois que o problema aparecer”, conclui o especialista.
Sobre a Goshen Land
A Goshen Land é uma empresa especializada em expansão de negócios. Fundada por Dema Oliveira, ex-executivo da Samsung e da TIM, desenvolveu a metodologia das “7 Inteligências da Expansão” para apoiar empresas em estratégias de crescimento sustentável. Apenas em 2025, mais de 600 organizações passaram por seus programas, que, segundo a empresa, contribuíram para a geração de R$ 3 bilhões em receitas entre os negócios atendidos. Entre as organizações que já participaram de suas iniciativas estão Unilever, Claro, TIM, Caixa Econômica Federal e Bradesco.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Glufosinato de amônio: atenção às condições de aplicação – MAIS SOJA

O uso do glufosinato de amônio tem se expandido nos sistemas agrícolas, impulsionado por seu amplo espectro de controle e pela eficácia no manejo de espécies daninhas de difícil controle, como buva e capim-amargoso. Essas características têm consolidado o herbicida como uma importante alternativa ao glifosato na dessecação pré-semeadura de culturas como soja e milho. Além disso, diante do avanço da resistência de plantas daninhas ao glifosato, o glufosinato de amônio assume papel estratégico no manejo de espécies como caruru, capim-pé-de-galinha e capim-amargoso, contribuindo para a diversificação dos mecanismos de ação empregados nos programas de controle.
Entretanto, para alcançar resultados satisfatórios de controle, é fundamental observar alguns cuidados relacionados ao posicionamento do herbicida e às condições de aplicação. Pesquisas demonstram que a eficácia do glufosinato de amônio é maior quando as aplicações são realizadas sobre plantas daninhas pequenas, nos estádios iniciais de desenvolvimento. Nessa fase, as plantas apresentam maior suscetibilidade ao herbicida, favorecendo o controle e reduzindo o risco de escapes.
Figura 1. Planta de caruru em período recomendado para o controle pós-emergente.
Quando inserido em programas de dessecação sequencial, o glufosinato de amônio desempenha um papel importante no manejo de espécies daninhas de difícil controle. Conforme observado por Bianchi, Sturmer e Somavilla (2018), o controle da trapoeraba, por exemplo, é mais eficiente quando são realizadas aplicações sequenciais de herbicidas. Nesse caso, a primeira aplicação é composta pela associação de glifosato + 2,4-D (1.458 g e.a. + 1.340 g e.a. ha⁻¹), seguida de uma segunda aplicação com glufosinato de amônio (500 g ha⁻¹). Além de atuar sobre plantas debilitadas e em fase de rebrote, a dessecação sequencial permite atingir plantas daninhas localizadas em camadas mais inferiores do dossel, que podem sobreviver à primeira aplicação em decorrência do chamado “efeito guarda-chuva”, exercido pelas plantas maiores, que limita a interceptação e a chegada do ingrediente ativo aos alvos.
Entretanto, para alcançar resultados satisfatórios com o uso do glufosinato de amônio na dessecação pré-semeadura, além do posicionamento adequado do herbicida em relação às espécies-alvo, é fundamental observar as condições ambientais no momento da pulverização. Fatores como intensidade luminosa, estádio de desenvolvimento das plantas daninhas, condições de crescimento e horário da aplicação podem interferir na resposta ao herbicida (HRAC-BR, 2026). Isso ocorre porque o glufosinato de amônio apresenta ação fotodependente, ou seja, sua eficácia está relacionada à presença de luz. Dessa forma, recomenda-se priorizar horários de aplicação que proporcionem maior exposição das plantas à radiação solar nas horas seguintes à pulverização, favorecendo a ação do herbicida (Braz et al., 2025).
Figura 2. Mecanismo de ação do glufosinato de amônio e fatores que influenciam sua eficácia no controle de plantas daninhas.

Quando aplicado em condições de baixa luminosidade, o glufosinato de amônio pode apresentar menor eficácia, uma vez que a inibição da enzima glutamina sintetase (GS) pode não desencadear o acúmulo expressivo de espécies reativas de oxigênio (EROs). Consequentemente, há menor comprometimento das membranas celulares e menor ocorrência de necrose dos tecidos foliares, reduzindo a eficiência de controle das plantas daninhas (Braz et al., 2025).
Vale destacar que o uso do glufosinato de amônio exige conhecimento técnico e atenção a diferentes aspectos do manejo, incluindo tecnologia de aplicação, monitoramento do desenvolvimento das plantas daninhas e avaliação das condições ambientais no momento da pulverização. Quando corretamente posicionado e aplicado sob condições adequadas, o herbicida constitui uma importante ferramenta para o manejo de espécies daninhas de difícil controle, contribuindo para diversificar as estratégias e os mecanismos de ação empregados nos programas de controle.

Referências:
BIANCHI, M. A.; STURMER, H.; SOMAVILLA, J. C. ESTRATÉGIAS DE CONTROLE PARA TRAPOERABA. CCGL. Boletim Técnica, n. 65, 2018. Disponível em: < https://upherb.com.br/ebook/boletim_t%C3%A9cnico_65.pdf >, acesso em: 03/11/2026.
BRAZ, G. B. P. et al. CAPIM-PÉ-DE-GALINHA: FUNDAMENTOS E RECOMENDAÇÕES PARA MANEJO. FEPAF, Cap. 7, Cuidados com a tecnologia de aplicação para o êxito no controle químico de capim-pé-galinha, 2025. Disponível em: < https://www.fepaf.org.br/loja/fepaf/livro-virtual-e-book/capim-pe-de-galinha-fundamentos-e-recomendacoes-para-manejo/ >, acesso em: 03/11/2026.
HRAC-BR. GLUFOSINATO: MECANISMO DE AÇÃO E CONDIÇÕES AMBIENTAIS. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicida, 2026. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/glufosinato-mecanismo-de-acao-e-condicoes-ambientais >, acesso em: 03/11/2026.

Sustentabilidade
Plantio de verão 26/27 de milho no Centro-Sul atinge 75,2% – Safras – MAIS SOJA

O plantio de milho da safra de verão 2026/27 no Centro-Sul do Brasil atingia 75,2% da área estimada de 3,561 milhões de hectares até sexta-feira (30), segundo levantamento de Safras & Mercado.
O cultivo de milho chegou a 97,8% da área prevista de 940 mil hectares no Rio Grande do Sul, a 96,3% dos 597 mil hectares estimados em Santa Catarina e a 92,9% dos 537 mil hectares projetados no Paraná. A semeadura atinge 56,8% da área prevista de 293 mil hectares em São Paulo, a 40,5% dos 24 mil hectares projetados em Mato Grosso do Sul, a 30,2% dos 282 mil hectares previstos em Goiás/Distrito Federal e a 49,5% dos 847 mil hectares projetados em Minas Gerais. No estado de Mato Grosso o plantio atinge 39% dos 10 mil hectares previstos.
No mesmo período do ano passado, o plantio estava concluído em 68,4% da área estimada de 3,608 milhões de hectares. Já a média de plantio dos últimos cinco anos é de 71,8%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
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