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Sustentabilidade

Conab eleva estimativa da produção de soja para 178 milhões de t

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou para 178 milhões de toneladas a estimativa de produção de soja na safra 2025/26, segundo o 5º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (12). O volume representa aumento de 6,5 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior e configura novo recorde na série histórica da estatal.

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Na comparação com o levantamento anterior, quando a projeção era de 176,1 milhões de toneladas, houve um acréscimo de 1,9 milhão de toneladas, o que corresponde a uma alta de aproximadamente 1,1%.

De acordo com a Conab, as condições climáticas no período analisado favoreceram o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do país. A colheita da oleaginosa já foi iniciada na maior parte dos estados e atinge 17,4% da área cultivada, percentual superior ao registrado no mesmo período do ano passado e pouco abaixo da média dos últimos cinco anos, conforme o Progresso de Safra divulgado nesta semana.

Em Mato Grosso, principal estado produtor, a colheita alcança 46,8% da área plantada. As produtividades observadas até o momento estão próximas das estimativas iniciais, reforçando a perspectiva de safra cheia.

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Sustentabilidade

Área de arroz plantada no Estado recua 8% na safra 2025/2026 – MAIS SOJA

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O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou, nesta quinta-feira (12/2), a estimativa para a safra 2025/2026 de arroz no Rio Grande do Sul. Os dados foram apresentados durante encontro com a imprensa, na sede da autarquia, em Porto Alegre, pelo presidente do Irga, Alexandre Velho, e por técnicos do Instituto.

A projeção aponta retração de 8,06% na área semeada em relação ao ciclo anterior. Na safra 2024/2025, o Estado registrou 970.194 hectares cultivados. Para 2025/2026, o plantio foi de 891.908,5 hectares.

Segundo o presidente do Irga, a redução reflete o cenário desafiador enfrentado pelos produtores em 2025, marcado por dificuldades no acesso ao crédito e pelos elevados custos de produção do cereal. A estimativa inicial de plantio, que era de 920 mil hectares, foi revisada para cerca de 892 mil hectares.

As seis regiões arrozeiras do Estado, distribuídas em 135 municípios, registraram queda na área plantada, com variações entre 4% e 11%, resultando na média geral de retração de 8,06%.

“Isso deve resultar em uma produção menor em relação à safra anterior. No entanto, o resultado final dependerá das condições climáticas ao longo do ciclo da cultura, especialmente na fase de floração, quando a luminosidade tem impacto significativo”, avaliou Alexandre Velho. A expectativa é que a produtividade fique entre 8.500 e 9.000 quilos por hectare na atual safra, projeta o presidente do Irga.

O presidente também destacou a necessidade de equilíbrio entre oferta e demanda. “Precisamos buscar alternativas para ampliar o consumo no mercado interno e fortalecer as exportações do grão”, afirmou.

Genética Irga

Representando a Diretoria Técnica do Irga, o engenheiro agrônomo Luiz Fernando Siqueira apresentou os dados detalhados e contextualizou o cenário atual. Segundo ele, o Instituto realiza acompanhamento semanal desde o início da semeadura até o encerramento da colheita. As cultivares desenvolvidas pelo Irga estão presentes em 58,05% da área plantada, que corresponde a cerca de 70% da produção brasileira.

“A genética desenvolvida pelo Instituto e a atuação pública no setor demonstram a força do Rio Grande do Sul na orizicultura em relação a outras culturas agrícolas. O acompanhamento técnico e os levantamentos periódicos serão fundamentais para atualizar os dados ao longo do ciclo”, destacou.

O Irga reforça que seguirá monitorando a evolução da safra e as condições climáticas nos próximos meses — fatores que poderão influenciar diretamente o desempenho final da produção gaúcha, responsável pela maior parte do arroz colhido no país.

Dados apresentados
  • Safra 2025/2026 – Arroz irrigado no RS
  • Área semeada: 891.908,5 hectares
  • Safra (2024/2025): 970.194 hectares
  • Variação: redução de 8,06% na área plantada

A nova estimativa confirma retração na área destinada ao arroz irrigado no Rio Grande do Sul em comparação ao ciclo anterior.

Fonte: IRGA



 

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Sustentabilidade

Influência das chuvas na colheita sobre a qualidade das sementes de soja – MAIS SOJA

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Em lavouras destinadas a produção de sementes de soja, os cuidados com a implantação da cultura, tratos culturais e manejo fitossanitário são ainda maiores. Nessas lavouras, além da obtenção de altas produtividades, é essencial garantir a qualidade do produto, assegurando bons atributos fisiológicos, genéticos, físicos e sanitários das sementes produzidas.

Sobretudo, mesmo com uma boa condução da lavoura ao longo do ciclo, as sementes de soja estão sujeitas a influência de fatores que podem depreciá-las, reduzindo sua qualidade. Um desses fatores, é a deterioração por umidade. De acordo com Aguila; Agula; Theisen (2011), as condições climáticas que ocorrem da maturação à colheita podem determinar se uma semente poderá ser armazenada satisfatoriamente ou não.

Quando a planta atinge a maturidade fisiológica, há o máximo de germinação e vigor nas sementes. Após a maturação fisiológica, a semente pode ser considerada como armazenada a campo, enquanto a colheita não se processa (Aguila; Agula; Theisen, 2011). Nesse intervalo entre maturação e colheita, a ocorrência de chuvas, desencadeando processos de hidratação e desidratação das sementes pode acelerar a deterioração por umidade, reduzindo atributos quantitativos das sementes como germinação e vigor. Essa condição é ainda mais agravada quando a ocorrência de chuvas é associada a altas temperaturas.

As alterações fisiológicas das sementes em função desse processo ocorrem concomitantemente com o processo de alterações físicas, resultando em severa degradação dos principais componentes da soja que são lipídios e proteínas, na degradação de membranas celulares e de organelas subcelulares, interagindo com processos oxidativos, resultando em reduções de germinação e do vigor (França-Neto et al., 2016).

O atraso na colheita, expondo a semente a sucessivas hidratações e desidratações, provoca rugas no tegumento e a semente torna-se quebradiça quando seca, levando a um aumento da ocorrência de danos mecânicos por ocasião da trilha. Além disso, a ruptura do tegumento acaba servindo como porta de entrada para patógenos, como os fungos do gênero Phomopsis, reduzindo a tanto a qualidade fisiológica quanto a sanitária das sementes (Aguila; Agula; Theisen, 2011).

Figura 1. Processo de alterações físicas, devido à oscilação do teor de água da semente de soja em função das condições de umidade ambiental, que resultam no aparecimento de rugas na semente de soja, características da deterioração por umidade.

Esquema: José de Barros França-Neto; arte: Danilo Estevão. Adaptado de França-Neto e Henning (1984). Fonte: França-Neto et al. (2016).

Nesse contexto, o atraso da colheita, especialmente em lavouras destinadas à produção de sementes, pode comprometer a qualidade da soja, afetando inclusive sua classificação. Assim, o planejamento das lavouras de sementes, desde a implantação até a condução e a colheita, é determinante para o sucesso da atividade, tornando o processo, sem dúvidas, mais complexo e criterioso do que a produção de grãos.

Referências:

AGUILA, L. S. H.; AGUILA, J. S.; THEISEN, G. PERDAS NA COLHEITA DA SOJA. Embrapa, Comunicado Técnico, n. 271, 2011. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/79567/1/comunicado-271.pdf >, acesso em: 12/02/2026.

FRANÇA-NETO, J. B. et al. TECNOLOGIA DA PRODUÇÃO DE SEMENTE DE SOJA DE ALTA QUALIDADE. Embrapa, Documentos, n. 380, 2016. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/151223/1/Documentos-380-OL1.pdf >, acesso em: 12/02/2026.

 

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Sustentabilidade

Análise climática e prognósticos para fevereiro, março e abril/26 – MAIS SOJA

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ANÁLISE CLIMÁTICA DE JANEIRO

Em janeiro de 2026, acumulados de chuva acima de 150 mm ocorreram nas Regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, favorecendo a manutenção da umidade do solo nessas áreas. Por outro lado, a porção leste da Região  Nordeste, norte de Roraima e oeste do Rio Grande do Sul registraram volumes inferiores a 40 mm, reduzindo os níveis de umidade do solo.

Em grande parte da Região Norte, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm e os maiores volumes de chuva concentraram-se na porção sudoeste da região amazônica. Destaque para o sul do Pará e Acre, onde os totais foram superiores a 250 mm. Este cenário contribuiu para elevação dos níveis de umidade do solo. Somente no norte de Roraima, os totais de chuva foram inferiores a 40 mm, reduzindo o armazenamento hídrico do solo nesta área.

Na Região Nordeste, os acumulados de chuva foram inferiores a 120 mm, exceto no sul do Maranhão e sudoeste da Bahia, onde os valores ultrapassaram os 150 mm. No geral, a região do Matopiba encontra-se com níveis de umidade do solo satisfatórios, favorecendo o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. Na parte leste da região, a situação é inversa, com volumes de chuva inferiores a 50 mm, resultando na manutenção da baixa umidade no solo.

Bons volumes de chuva foram observados na maior parte da Região CentroOeste, com valores superiores a 200 mm, exceto em Mato Grosso do Sul, onde os acumulados foram menores. Desta forma, os níveis de umidade do solo encontram-se satisfatórios, beneficiando o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safras. Porém, o excesso de umidade limitou o avanço da colheita da soja e do feijão primeira safra em algumas áreas.

Na Região Sudeste, os volumes mensais de chuva foram superiores a 200 mm em grande parte da região. No sul e sudoeste de São Paulo, os acumulados variaram entre 90 mm e 150 mm. No geral, os níveis de umidade do solo foram suficientes para o desenvolvimento das lavouras de grãos.

Em grande parte da Região Sul, os volumes de chuva foram inferiores a 120 mm, exceto em áreas pontuais da costa leste do Paraná e nordeste do Rio Grande do Sul, onde as chuvas variaram entre 150 mm e 200 mm. De modo geral, esses volumes garantiram níveis satisfatórios de armazenamento de água no solo, favorecendo o manejo e desenvolvimento das lavouras.

Em janeiro, as temperaturas máximas foram acima de 30 °C no Centro-Norte do país. Os maiores valores foram observados no norte da Região Nordeste e oeste de Mato Grosso do Sul. Em áreas da costa da Região Sudeste e da Região Sul, os valores permaneceram entre 24 °C e 28 °C. Quanto às temperaturas mínimas, os valores superaram os 22 °C na maior parte da Região Norte, centro-norte da Região Nordeste, bem como na porção central e oeste da Região Centro-Oeste. No sul de Minas Gerais e centro-leste da Região Sul, as temperaturas foram inferiores a 18 °C.1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA

Na figura a seguir, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) entre os dias 17 e 31 de janeiro de 2026. Nesse período, registraram-se valores entre -0,5 °C e -1 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida entre 160°W e 120°W, indicando uma área de resfriamento das águas mais para oeste do Pacífico Equatorial. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaram-se valores variando entre -1 °C e -0,8 °C durante janeiro. Esse comportamento ainda indica um resfriamento da região, porém mais fraco em relação ao mês anterior.

A análise do modelo de previsão do Enos (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para a transição das condições de La Niña para a Neutralidade, durante o trimestre fevereiro, março e abril de 2026, com probabilidade de 86%.

 

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO FEVEREIRO, MARÇO E
ABRIL DE 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do Inmet, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas acima da média na maior parte da Região Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, além de áreas do sul da região amazônica. Chuvas abaixo da média são previstas para as Regiões Sul e Norte.

Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média no sul da Região Norte, elevando os níveis de umidade do solo. Nas demais áreas, são previstas chuvas abaixo da média, havendo previsão de baixos níveis de umidade no solo para Roraima.

Na Região Nordeste, a previsão indica chuvas próximas e acima da média. Este cenário ainda não será suficiente para recuperar os níveis de umidade do solo no centro-leste da região. Porém, em áreas do Maranhão, oeste da Bahia e do Piauí, as chuvas devem favorecer a elevação do armazenamento de água no solo.

Em grande parte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste, são previstas chuvas próximas e acima da média. No leste de Mato Grosso e sul de Goiás, podem ocorrer volumes abaixo da média. No geral, os níveis de umidade do solo se manterão satisfatórios entre fevereiro e março, porém, em abril, pode haver uma redução do armazenamento hídrico em algumas áreas do sul de Mato Grosso, centro-norte de Mato Grosso do Sul, triângulo e norte mineiro, oeste de São Paulo, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro.

Na Região Sul, são previstas chuvas abaixo da média. No oeste do Rio Grande do Sul e norte do Paraná, as chuvas podem ficar próximas e ligeiramente acima da média nos próximos meses. Quanto aos níveis de umidade do solo, devem permanecer satisfatórios, exceto no sudeste e leste do Rio Grande do Sul, onde o armazenamento pode sofrer redução ao longo do trimestre.

Quanto às temperaturas, essas devem permanecer próximas e acima da média histórica em grande parte do país. São previstas temperaturas acima de 25 °C nas Regiões Norte, Nordeste e parte da Região Centro-Oeste. Para Roraima e áreas pontuais da costa leste da Região Nordeste a previsão indica temperaturas acima 28 °C, enquanto que temperaturas mais amenas e abaixo de 22 °C podem ocorrer no centro-leste da Região Sul, áreas mais elevadas da Região Sudeste e Distrito Federal.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos, clicando aqui.

Fonte: Conab



 

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