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16 de maio de 2026

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Soja em MT: safra positiva, mas pressão nas margens preocupa, avalia Imea

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso deve registrar uma safra de soja com bom potencial produtivo, após um início marcado por irregularidade nas chuvas. As avaliações de campo indicam lavouras com desempenho considerado positivo, mantendo o estado em um patamar elevado de produtividade.

De acordo com o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, o ciclo atual reúne características distintas dos últimos dois anos. “A safra 2023/24 foi marcada por aquele atraso das chuvas, falta de chuvas durante um longo período e, principalmente, quem semeou muito cedo teve um impacto significativo na produtividade”, lembra ao programa Direto ao Ponto.

Na sequência, segundo ele, o estado viveu um cenário oposto. “No ano passado, na safra passada, a gente teve um ano excepcional, com as chuvas acontecendo no momento exato, tudo acontecendo cronometrado, praticamente dizendo que a nossa safra rodou realmente perfeita, melhor produtividade da história, safra recorde”.

Já o ciclo atual começou com apreensão no campo. “Esse ano nós começamos com um ano muito atípico. O produtor começou a semear, de repente algumas chuvas faltaram, tivemos algumas regiões sofrendo por conta da seca”, relata. Com a consolidação das precipitações em dezembro, o cenário mudou. “Ao que tudo indica a gente vai ter uma safra bastante interessante”.

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cleiton gauer superintendente do imea foto canal rural mato grosso
Foto: Canal Rural Mato Grosso

Produtividade e qualidade

O Imea revisou recentemente a estimativa de produtividade, que está em 64,73 sacas por hectare, aguardando a consolidação das últimas lavouras. Entretanto, de acordo com o gestor do Imea, Mato Grosso possui “potencial para alcançar o ano passado, mas realmente isso precisa ser confirmado”. Na safra 2024/25, a produtividade média da oleaginosa no estado ficou em 66,29 sacas por hectare.

Gauer destaca que o avanço estrutural da produtividade em Mato Grosso é resultado de um conjunto de fatores. “É um mix de fatores”, resume, citando cultivares mais adaptadas, tratos culturais e correção de solo. “Nós tivemos uma estagnação na casa de 55, 56 sacas por hectare durante um período de tempo e conforme os investimentos foram acontecendo, novos cultivares foram surgindo, a gente ultrapassou a barreira de 60 sacas na média”.

Margens pressionadas

Se no campo o cenário é positivo, no mercado a situação exige atenção. O superintendente observa que o preço da soja tem sido mais pressionado em reais do que em dólar devido ao impacto do câmbio na formação interna.

Desde o ano passado, o Instituto vinha alertando para o risco nas margens. “Principalmente nas variáveis que ele não controla, como a gente tem visto. É o caso do dólar, que tem impactado drasticamente na composição da formação de preços aqui no interior do estado”.

Com custos formados em patamares mais elevados, o desafio pode se estender para o próximo ano. “Dependendo do volume que ele travou da produção aos preços patamares anteriores, ele vai ter um longo desafio ao longo em 2026”.

Produtores que assumiram investimentos em máquinas no período pré e pós-pandemia enfrentam cenário ainda mais delicado. “Nós tínhamos produtores que assumiram dívida, assumiram investimentos naquele momento e com uma rentabilidade muito melhor do que o momento atual. Então os desafios realmente têm para quem tem um investimento significativo”.

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Para Gauer, o atual momento é reflexo do ciclo das commodities. “Commodities são cíclicas. Tem esses momentos realmente de sobreoferta”. O ponto de atenção, conforme ele, é a velocidade da transição. “A expectativa é que isso retorne no futuro porque a commodity vai fazer realmente esse ciclo, retornando lá na frente. O desafio é quanto tempo isso vai passar?”.

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Conab inicia processo de transformação institucional para ampliar atividades

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Foto: Divulgação/Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aprovou nesta semana a sua autodeclaração como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT).

A medida representa a primeira etapa de um processo institucional que visa ampliar a capacidade da entidade de transformar conhecimento em soluções reais para o abastecimento e para a gestão de estoques públicos.

Além disso, a pretenção também é a de aumentar a logística agrícola, a inteligência agropecuária do país e a formulação e operacionalização de políticas públicas agrárias.

Caracterização aprovada em lei

Prevista na Lei nº 10.973/2004 e regulamentada pelo Decreto nº 9.283/2018, a caracterização como ICT contempla órgãos públicos que executam atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), incluindo estudos técnicos, produção de conhecimento científico e desenvolvimento de soluções voltadas a produtos, serviços e processos.

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O enquadramento institucional está alinhado às atribuições já previstas no Estatuto Social da Conab, que incluem o desenvolvimento de pesquisas sobre agropecuária nacional, estudos de oferta e demanda e ações de intercâmbio com universidades, centros de pesquisa e organismos internacionais ligados ao setor de abastecimento.

De acordo com comunicado da Companhia, nesta nova fase, além de fortalecer instrumentos relacionados a projetos de PD&I, a instituição também passa a se lançar em um ecossistema de inovação robusto que possibilita parcerias e trocas com universidades, institutos federais e centros de pesquisa de excelência, acesso a editais e linhas de financiamento nacionais e internacionais – como Finep, CNPq, Capes, Embrapii – e fundos setoriais destinados a projetos estratégicos de inovação.

O objetivo é trazer mais agilidade administrativa e segurança jurídica na celebração de instrumentos de cooperação técnica, como é o caso da consagração de Termos de Execução Descentralizada (TEDs), Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) e demais instrumentos.

Agora, a próxima etapa prevê a consolidação da Política de Inovação da Conab, prevista
para julho deste ano. Em seguida, a instituição deverá avançar na criação do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), estrutura voltada à gestão de projetos e instrumentos de PD&I, com previsão de implementação até o fim de 2026.

Com essa última etapa, a Conab afirma que já será possível a submissão de projetos, captação de recursos e a execução das ações de PD&I junto a fundações credenciadas pela estatal.

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Mapa destina 1,5 mil pacotes de café apreendidos para compostagem no Paraná

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, nesta terça-feira (12), a destinação final de cerca de 1.500 pacotes de café apreendidos no Paraná. O material, considerado irregular após fiscalização oficial, foi encaminhado para compostagem em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Campus Botânico, em Curitiba. A medida integrou o processo de descarte controlado para impedir o retorno do produto à cadeia de consumo.

O lote era de café torrado e moído da marca “Made in Brazil” e havia sido adquirido pela UFPR para consumo interno. A comercialização foi suspensa após inspeção do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR), que identificou impurezas e matérias estranhas acima dos limites permitidos pela legislação.

Após a apreensão, o produto permaneceu armazenado até a definição da destinação ambientalmente adequada. Segundo o Mapa, o café foi incorporado a leiras de compostagem com aparas de grama, folhas secas, esterco bovino e água. As embalagens foram separadas e encaminhadas para reciclagem.

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De acordo com o ministério, o composto orgânico gerado poderá ser utilizado em atividades de manejo e recuperação de solo realizadas pela própria universidade. A operação foi acompanhada por auditores fiscais federais agropecuários.

O caso ocorre em um contexto de reforço da fiscalização sobre a cadeia do café no estado. Até o momento, o Mapa informa ter realizado 194 coletas oficiais de amostras no Paraná. Nos casos de não conformidade, as medidas adotadas incluem autuações, multas, apreensões e auditorias em estabelecimentos torrefadores e embaladores.

Recentemente, mais de 21 toneladas de café irregular também foram apreendidas em compras públicas realizadas em Curitiba, segundo o ministério. Não foram divulgados, no material oficial, os detalhes sobre o volume total de lotes fiscalizados no estado nem a proporção de amostras reprovadas.

A destinação por compostagem atende ao objetivo de retirar definitivamente o produto irregular do mercado e dar tratamento técnico ao material apreendido. Para o setor, a continuidade das coletas e auditorias tende a manter o foco sobre a conformidade dos produtos de origem vegetal comercializados no Paraná.

Fonte: gov.br

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Assembleia de Minas homenageia Embrapa Milho e Sorgo pelos 50 anos de atuação

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A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) homenageou, na manhã desta sexta-feira (15), a Embrapa Milho e Sorgo pelos 50 anos de atuação da unidade. A sessão solene foi solicitada pelo presidente da Casa, deputado estadual Tadeu Leite (MDB), e conduzida por seu representante na cerimônia, o deputado Antônio Carlos Arantes (PL). O encontro reuniu manifestações sobre a contribuição técnica da instituição para a agricultura brasileira.

Durante a cerimônia, a atuação da Embrapa Milho e Sorgo foi relacionada ao desenvolvimento de soluções voltadas à produção agropecuária. Segundo Vinícius Guimarães, chefe-geral da unidade, ao longo de cinco décadas a instituição desenvolveu cultivares de milho, sorgo e milheto, além de avançar em bioinsumos e em sistemas integrados de produção.

Guimarães afirmou que a evolução da agricultura brasileira passa pela atuação conjunta de instituições de pesquisa, assistência técnica e ensino. Ele citou a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e universidades entre os agentes envolvidos nesse processo.

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O chefe-geral também destacou o papel dos profissionais da empresa no desenvolvimento de tecnologias para o setor. Segundo ele, o reconhecimento feito pela ALMG se estende aos funcionários que atuaram na construção de soluções para o agro brasileiro ao longo desses 50 anos.

Na avaliação do deputado Antônio Carlos Arantes, a Embrapa tem função estratégica na transformação da agricultura, com reflexos sobre a qualidade de vida dos produtores. A homenagem reforça institucionalmente a relevância da pesquisa agropecuária para ganhos de produtividade e para a adoção de sistemas de produção com base técnica.

Para os próximos anos, segundo Vinícius Guimarães, o desafio da unidade é ampliar a produção com maior sustentabilidade. Não foram apresentados, na cerimônia, novos dados quantitativos sobre projetos, investimentos ou metas futuras da Embrapa Milho e Sorgo.

Fonte: embrapa.br

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