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23 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Em janeiro, IBGE prevê safra de 342,7 milhões de toneladas para 2026 – MAIS SOJA

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A estimativa de janeiro de 2026 para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 342,7 milhões de toneladas, 1,0% menor (ou menos 3,4 milhões de toneladas) que a obtida em 2025 (346,1 milhões de toneladas), com crescimento de 0,8% (ou mais 2,8 milhões de toneladas) à estimativa de dezembro de 2025.

A área a ser colhida foi de 82,7 milhões de hectares, com aumento de 1,4% (ou 1,1 milhão de hectares) frente a 2025. Frente à estimativa de dezembro, a área a ser colhida foi de 0,0% (queda de 27 452 hectares).

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. Para a soja, a estimativa de produção foi de 172,5 milhões de toneladas.

Quanto ao milho, a estimativa foi de 133,8 milhões de toneladas (28,6 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 105,2 milhões de toneladas de milho na 2ª safra).

A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,7 milhões de toneladas. Para o trigo, a estimativa de produção foi de 7,7 milhões de toneladas. A produção do algodão herbáceo (em caroço) foi estimada em 8,8 milhões de toneladas; e a do sorgo em 4,6 milhões de toneladas.

No que se refere à produção, frente a 2025, ocorrem acréscimos de 3,9% para a soja e de 0,9% para o feijão. E ocorrem decréscimos de 11,0% para o algodão herbáceo (em caroço); de 7,9% para o arroz em casca; de 5,6% para o milho (crescimento de 11,3% para o milho 1ª safra e declínio de 9,3% para o milho 2ª safra); de 13,9% para o sorgo e de 1,0% para o trigo.

Quanto à área a ser colhida, em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 0,5% na da soja; de 2,2% na do milho (aumentos de 9,3% no milho 1ª safra e de 0,5% no milho 2ª safra) e de 0,9% na do trigo. Houve reduções de 6,2% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 5,9% na do arroz em casca; de 1,4% na do feijão e de 2,9% na do sorgo.

Centro-Oeste lidera a produção em janeiro de 2026, com 167,5 milhões de toneladas

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 167,5 milhões de toneladas (48,9%); Sul, 95,3 milhões de toneladas (27,8%); Sudeste, 30,2 milhões de toneladas (8,8%), Nordeste, 28,2 milhões de toneladas (8,2%) e Norte, 21,5 milhões de toneladas (6,3%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para a Região Sul (10,4%) e a Nordeste (1,8%), e negativas para a Centro-Oeste (-6,2%), a Sudeste (-2,9%) e a Norte (-3,7%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção a Região Sul (0,2%), a Norte (0,5%) e a Centro-Oeste (1,6%). A Sudeste apresentou estabilidade (-0,0%) e a Nordeste teve declínio (-0,4%).

Frente a dezembro, houve aumentos nas estimativas da produção do tomate (1,7% ou 78 845 t), da soja (1,3% ou 2 270 174 t), do milho 2ª safra (0,6% ou 622 268 t), do feijão 2ª safra (0,4% ou 5 663 t), do feijão 3ª safra (0,3% ou 2 142 t), bem como declínios do gergelim (-4,0% ou -15 332 t), da castanha-de-caju (-3,5% ou -5 163 t), do cacau (-3,0% ou -9 640 t), do sorgo (-1,1% ou -51 673 t), do feijão 1ª safra (-0,9% ou -9 236 t), do algodão herbáceo em caroço (-0,6% ou -50 015 t) e do milho 1ª safra (-0,1% ou -42 961 t).

Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,3%, seguido pelo Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,8%), Goiás (10,6%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,6% do total.

As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Mato Grosso (2 046 117 t), em Goiás (557 473 t), no Paraná (213 800 t), em Roraima (85 230 t), no Tocantins (21 284 t), no Maranhão (18 438 t) e em Rondônia (2 363 t). As variações negativas ocorreram no Piauí (-76 711 t), no Ceará (-49 796 t) e no Rio de Janeiro (-508 t).

ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa para a produção de algodão herbáceo (em caroço) foi de 8,8 milhões de toneladas, redução de 0,6% em relação ao 3º prognóstico, devido à menor área cultivada em 0,5%. Em relação a 2025, a queda nas estimativas de produção chega a 11,0%, com recuos de 6,2% na área plantada e de 5,1% na produtividade. O Mato Grosso, maior produtor nacional, com cerca de 71,8% do total nacional, estimou uma produção de 6,3 milhões de toneladas, uma redução de 1,9% na produção em relação ao 3º prognóstico. Em relação a 2025, a retração da área chega a 5,5%.

CACAU (amêndoa) – A estimativa da produção brasileira de cacau foi de 310,7 mil toneladas, redução de 3,0% em relação ao mês anterior devido à menor produtividade das lavouras, com reavaliação no Espírito Santo (-41,2% ou -9 497 t). Em relação ao ano anterior, a expectativa é de aumento de 5,4%. O Pará é o principal produtor de cacau do país, com uma produção de 162,1 mil toneladas de amêndoas, um crescimento de 5,5% em relação ao volume colhido em 2025. O estado deve participar com 52,1% do total de cacau a ser produzido pelo país em 2026.

CASTANHA-DE-CAJU (amêndoa) – A produção nacional de castanha-de-caju estimada em janeiro foi de 141,8 mil toneladas, aumento de 13,5% em relação ao obtido na safra 2025. A área colhida foi estimada em torno de 455,0 mil hectares. Com relação ao mês anterior, estimou-se queda na produção de 3,5%, puxada pelo menor rendimento médio, que deve passar de 323 kg/ha para 312 kg/ha, perda de 3,4%. No comparativo anual, deve-se observar aumento de produção em todas as regiões, à exceção da Norte, em que deve haver queda de 0,8%, sob influência da redução no Pará. Cabe ao Nordeste, onde está a principal região de produção de castanha-de-caju, o aumento de 13,6% na estimativa, dado o ganho de rendimento médio, de cerca de 16,0%.

FEIJÃO (em grão) – A estimativa de janeiro para a produção de feijão, considerando-se as três safras, deve alcançar 3,0 milhões de toneladas, crescimento de 0,9% sobre a safra de 2025. Esse volume de produção deve atender ao consumo interno brasileiro, em 2026, não havendo necessidade da importação do produto. O Paraná é o maior produtor nacional de feijão, prevendo 736,5 mil toneladas ou 24,2% de participação; seguido por Minas Gerais com 514,1 mil toneladas ou 16,9% de participação; e Goiás com 365,8 mil toneladas ou 12,0% de participação. A estimativa da produção da 1ª safra de feijão foi de 976,2 mil toneladas, representando 32,1% de participação nacional dentre as três safras, sendo 0,9% menor frente ao 3º prognóstico. A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, correspondendo a 42,7% de participação entre as três safras. No comparativo com o 3º prognóstico, houve crescimento de 0,4%, repercutindo aumento de mesma porcentagem na área a ser colhida. A Região Sul, que produz quase a metade do feijão produzido nessa safra (47,8%), reduziu sua estimativa de produção em 0,2%, sendo o Paraná o maior produtor, com 552,1 mil toneladas ou 42,5% do total da safra. Em relação à 3ª safra de feijão, a estimativa de produção foi de 766,7 mil toneladas, aumento de 0,3% em relação ao 3º prognóstico. Goiás e Minas Gerais são os que mais contribuem com essa safra de feijão, correspondendo a 33,7% de participação (258,5 mil toneladas) e 23,1% (177,2 mil toneladas), respectivamente.

GERGELIM (em grão) – A produção brasileira do gergelim, em 2026, deve alcançar 362,5 mil toneladas, decréscimo de 4,1% em relação ao mês anterior. A área a ser colhida apresenta um declínio de 2,1%, enquanto o rendimento médio, de 653 kg/ha, deve retrair 2,0%. A área a ser plantada na safra corrente deve alcançar 555,4 mil hectares, refletindo destaque de crescimento da importância da cultura nos últimos anos para o país. A partir da safra 2026, o IBGE passou a acompanhar a produção dessa espécie, já que sua importância vem crescendo no contexto da agricultura brasileira. O principal produtor brasileiro é o Mato Grosso, com 227,4 mil toneladas, devendo participar com 62,7% da produção nacional. Em janeiro, a estimativa da produção apresenta um declínio de 6,3%, em relação ao mês anterior, com retrações de 3,2% na área a ser e colhida e de 3,1% no rendimento médio.

MILHO (em grão) – A estimativa da produção do milho foi de 133,8 milhões de toneladas, representando um crescimento de 0,4% em relação ao 3º prognóstico. Embora a área de produção tenha sofrido uma perda de 0,1%, totalizando 22,8 milhões de hectares, o rendimento médio, de 5 877 kg/ha, cresceu 0,5%. Em comparação ao volume produzido no ano anterior, ocorreu uma redução de 7,9 milhões de toneladas (-5,6%), estando associada à perda no rendimento médio, de 7,7%, já que a área a ser colhida deve crescer 2,2%.

O milho 1ª safra apresentou uma estimativa da produção de 28,6 milhões de toneladas, aumento de 11,3% em relação ao ano de 2025, reflexo dos crescimentos de 9,3% na área a ser colhida e de 1,8% na estimativa do rendimento médio, que foi de 5 943 kg/ha. Contudo, em comparação ao 3º prognóstico, ocorreu um declínio de 0,3% no rendimento médio, afetando a estimativa da produção que foi 0,1% menor. O estado com maior produção de milho 1ª safra é o Rio Grande do Sul, com participação nacional de 22,2% e uma produção estimada em 6,3 milhões de toneladas.

A estimativa da produção do milho 2ª safra foi de 105,2 milhões de toneladas, crescimento de 0,6% em relação ao 3º prognóstico, devido ao ajuste positivo do rendimento médio, em 0,8%, chegando a 5 859 kg/ha. O Mato Grosso é o maior produtor de milho na 2ª safra, participando com 47,5% do total nacional e obtendo uma estimativa de produção de 50,0 milhões de toneladas, 8,5% inferior ao ano anterior. O segundo maior produtor de milho 2ª safra, o Paraná, obteve uma estimativa de produção de 17,4 milhões de toneladas, participando com 16,5% do total nacional e sendo 0,7% superior ao 3º prognóstico. Goiás, terceiro maior produtor nacional do milho 2ª safra, com participação de 12,7%, obteve uma estimativa de produção de 13,4 milhões de toneladas, aumento de 1,2% em relação ao 3º prognóstico.

SOJA (em grão) – A estimativa da produção nacional da oleaginosa alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 172,5 milhões de toneladas, um aumento de 1,3% em relação ao 3º prognóstico e 3,9% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. Estima-se que a produção brasileira tenha um incremento de 3,4% no rendimento médio anual, alcançando 3 598 kg/ha (60 sacas/ha), contribuindo para que o volume colhido da oleaginosa represente mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no país em 2025. Por sua vez, a área total cultivada deve alcançar 48,0 milhões de hectares, o que representa um aumento de 0,5% no ano (222,6 mil hectares), seguindo em ritmo de plena expansão, mesmo com os preços da commodity em patamares abaixo do desejado pelos produtores. As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras do país, e pela expansão da área plantada. O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 48,5 milhões de toneladas, crescimento de 3,8% em relação ao 3º prognóstico, porém, declínio de 3,3% em relação ao volume colhido no ano anterior.

SORGO (em grão) – A estimativa da produção do sorgo alcançou 4,6 milhões de toneladas, declínios de 1,1% em relação ao 3º prognóstico e de 13,9% em relação ao volume colhido em 2025, quando o país produziu sua maior safra do cereal. Em relação ao ano anterior, a área a ser colhida apresentou um declínio de 2,9%, assim como o rendimento médio, que decaiu 11,4%, devendo alcançar 3 111 kg/ha. Os maiores produtores de sorgo são: Goiás, com 1,7 milhão de toneladas e participação de 35,7% no total nacional; Minas Gerais, com 1,2 milhão de toneladas e participação de 25,6%; e São Paulo, com 508,0 mil toneladas e participação de 10,9%.

TOMATE – A produção brasileira deve alcançar 4,7 milhões de toneladas, incremento mensal de 1,7%, contudo declínio de 0,3% em relação ao volume colhido em 2025. A área plantada apresenta um declínio de 0,8%, enquanto o rendimento médio deve crescer 0,5%, alcançando 75 104 kg/ha. Os maiores produtores são Minas Gerais, com 563,7 mil toneladas e São Paulo, com 1,1 milhão de toneladas. A produção mineira deve decrescer 3,7% em relação a 2025, enquanto a de São Paulo deve se manter.

Fonte: IBGE



FONTE

Autor:IBGE

Site: IBGE

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Mercado da soja encerra semana com preços firmes e demanda chinesa em destaque

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Divulgação Embrapa Soja

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com movimentos contidos em termos de volume comercializado, apesar da manutenção de preços firmes tanto nos portos quanto na indústria. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o basis permanece bastante fortalecido, mas o spread entre as ofertas dos compradores e as pedidas dos vendedores segue elevado.

Na Bolsa de Chicago, a sessão foi marcada por volatilidade. Silveira destaca que o Crop Tour
surpreendeu ao projetar uma produtividade maior para a safra norte-americana, depois de algumas amostras ao longo da semana apresentarem resultados menos favoráveis.

Por outro lado, houve grandes reportes de vendas da safra nova dos Estados Unidos, de aproximadamente 1,4 milhão de toneladas, com a China respondendo por cerca da metade desse volume.

“O dólar apresentou recuos firmes, enquanto os prêmios compensaram parte desses ajustes”, observa Silveira. De maneira geral, as cotações oscilaram entre a estabilidade e leves quedas, sem alterar os bons patamares de preços observados atualmente.

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 147,00 para R$ 146,50.
  • Santa Rosa (RS): recuou de R$ 148,00 para R$ 147,50.
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 144,00.
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 138,00.
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 135,50.
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 138,00.
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 153,50 para R$ 155,00.
  • Rio Grande (RS): recuou de R$ 155,00 para R$ 154,50.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam com em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta sexta-feira (21), ampliando a valorização semanal. Após passar boa parte do dia pressionado por um movimento de realização de lucros, o mercado voltou a subir, ainda que moderadamente, reagindo a novos anúncios de vendas de soja dos Estados Unidos, reafirmando a boa demanda chinesa.

Na semana, a posição novembro acumulou alta de 3,7%. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 712.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 26/27. E mais 720.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem disponibilizadas na
temporada 26/27.

Os agentes seguem atentos aos resultados da Crop Tour da Pro Farmer. No leste de Iowa, a contagem de vagens atingiu 1.362,93 em uma área de 3 por 3 pés, acima da média de três anos, de 1.295,70, mas abaixo das 1.384,38 registradas no ano passado.

Em Minnesota, a contagem chegou a 1.257,80 vagens, acima da média de três anos, de 1.089,82, e ligeiramente superior às 1.247,86 observadas em 2025. Os números finais da crop tour serão divulgados logo mais pela Pro Farmer.

Contratos da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,00 centavos de dólar, ou 0,24%, a US$ 12,39 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,53 3/4 por bushel, com elevação de 2,25 centavo de dólar ou 0,17%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,00 ou 0,61% a US$ 325,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 69,58 centavos de dólar, com perda de 1,74 centavo ou 2,43%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 1%, sendo negociado a R$ 5,1423 para venda e a R$ 5,1403 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1322 e a máxima de R$ 5,1832. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,5%.

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Etapas do controle do azevém – MAIS SOJA

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Controlar o azevém (Lolium multiflorum) de forma eficaz é um dos principais desafios encontrados no cultivo de culturas de inverno de folha estreita (Poaceas). As similaridades dessa planta daninha com culturas comerciais pertencentes a família Poaceae, limita o controle pós-emergentes, havendo poucas ferramentas seletivas disponíveis para esse uso. Atrelado a isso, é consenso que algumas populações de azevém apresentam resistência a herbicidas, o que dificulta ainda mais o posicionamento de herbicidas para um controle químico eficiente dessa espécie daninha.

Sendo assim, Mário Bianchi, Pesquisador da Rede Técnica Cooperativa – RTC, chama atenção para três etapas essenciais para um bom manejo do azevém:

  • Dessecação
  • Controle pré-emergente
  • Controle pós-emergente

Independentemente da etapa de manejo, Bianchi ressalta que o estádio de desenvolvimento do azevém é um fator determinante para o sucesso do controle. De modo geral, plantas mais jovens e de menor porte apresentam maior suscetibilidade aos herbicidas, enquanto indivíduos mais desenvolvidos tendem a apresentar maior dificuldade de controle. Dessa forma, o manejo precoce do azevém constitui uma importante estratégia para aumentar a eficiência das aplicações e reduzir a possibilidade de escapes.

Contudo para evitar efeitos indesejados sobre culturas como o trigo, a dessecação pré-semeadura deve ser planejada com atenção, especialmente quanto à escolha e ao posicionamento dos herbicidas em áreas com populações de azevém resistentes. A disponibilidade de herbicidas registrados para essa finalidade é limitada, com opções como diquate, glifosato e glufosinato de amônio, o que torna ainda mais importante conhecer o histórico de resistência da população presente na área. No caso do glufosinato de amônio, a eficiência do controle está diretamente relacionada ao estádio de desenvolvimento das plantas, sendo maior quando aplicado sobre azevém com duas a três folhas, nas doses de 400 a 600 g de ingrediente ativo por hectare. Já o desempenho do diquate sobre gramíneas pode depender de sua associação com herbicidas graminicidas (Rizzardi, s. d.).

Nesse contexto, o uso de herbicidas pré-emergentes também desempenha papel importante no manejo do azevém, pois contribui para reduzir os fluxos de emergência e, consequentemente, a pressão de competição sobre a cultura. Além disso, essa estratégia é particularmente relevante em áreas com populações resistentes a herbicidas pós-emergentes, uma vez que amplia os mecanismos de ação utilizados no programa de manejo. Entretanto, a disponibilidade de produtos registrados para o controle do azevém em pré-emergência do trigo ainda é limitada, destacando-se opções como a Pendimetalina, a Piroxasulfona (Rizzardi, s. d.) e o Bixlozone.

Na pós-emergência do trigo, as opções se limitam principalmente a Clodinafope, Iodosulfurom-metílico, Piroxsulam, Imazamoxi e mais recentemente o Pinoxaden, contudo, vale destacar que o Imazamoxi é indicado somente para uso em cultivares de trigo tolerantes CL (ClearField®).

Figura 1. Azevém em meio a cultura do trigo.

Considerando a limita oferta de produtos seletivos para o controle do azevém em pós-emergência, além de definir o herbicida para apropriado para o controle da população de azevém, o momento de aplicação é determinante para o sucesso do manejo. De acordo com Bianchi, maiores resultados de controle são obtidos em pulverizações com azevém em estádio de 2 a 4 folhas. Vale destacar que a adoção das três etapas de controle (dessecação, pré-emergência e pós-emergência) são indispensáveis para um controle eficiente e eficaz do azevém em trigo, principalmente se tratando de populações com histórico de resistência a herbicidas.

Assim, o manejo eficiente do azevém no trigo deve integrar estratégias de pré e pós-emergência, priorizando o controle de plantas jovens, a diversificação dos mecanismos de ação e o uso de herbicidas pré-emergentes sempre que disponíveis e registrados para a cultura.

Confira abaixo as dicas do Pesquisador Mário Bianchi.


Inscreva-se agora no canal Rede Técnica Cooperativa – RTC clicando aqui!


Referências:

UP. HERB. COMO CONTROLAR O AZEVÉM NO TRIGO? Up. Herb: Academia das Plantas Daninhas, s.d. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/como-controlar-o-azevem-no-trigo>, acesso em: 21/08/2026.

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Ceema: Milho salta para US$ 4,78 em Chicago puxado por preocupações com a safra dos EUA – MAIS SOJA

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As cotações do milho, em Chicago, também subiram nesta semana. O fechamento desta quinta-feira (20) chegou a US$ 4,78/bushel, contra US$ 4,48 uma semana antes. O clima continua sendo o elemento de maior atenção do mercado, sendo que o excesso de chuvas nas regiões produtoras estadunidenses está, no momento, pressionando as cotações. Em tal contexto, o destaque está no fato de que, no dia 16/08, as lavouras estadunidenses em condições entre boas a excelentes recuaram para 60% do total, contra 71% no mesmo período do ano anterior. Mas, o desenvolvimento das lavouras está mais avançado, com o enchimento de grãos atingindo a 76% do total, contra 70% na média histórica. Dito isso, a Pro Farmer Crop Tour vem indicando preocupações com a safra de milho em algumas regiões dos EUA, especialmente Indiana e Nebraska. A ponto de a previsão para a produção de milho em Indiana estar em 183,5 bushels por acre, contra 193,8 bushels por acre do ano passado. Já em Nebraska a mesma é de 163,6 bushels por acre, contra 179,5 bushels do ano passado.

Ajuda, igualmente, a manter as altas das cotações do milho a continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, e seus efeitos na região do Mar Negro, forte produtora de cereais, assim como a elevação nos preços do trigo.

Enquanto isso, a Argentina teria exportado um recorde de 5,14 milhões de toneladas de milho em julho, segundo a Bolsa de Grãos de Rosário. Nesta semana, a Bolsa elevou sua estimativa para a safra de milho da Argentina, de 2025/26, para 70,5 milhões de toneladas, classificando-a como uma safra histórica. Este volume está bem acima do que os relatórios do USDA vêm informando. A colheita do cereal no vizinho país atingia a 89%, contra a média de 97% na média para esta época do ano.

Em paralelo, as vendas de soja, por parte dos produtores argentinos, estava muito abaixo do esperado. Até o dia 5 de agosto, as mesmas atingiam a 24,3 milhões de toneladas da safra atual, quase 5 milhões abaixo da média de 10 anos. Isso representa 47,2% da produção esperada, a menor parcela para esta época do ano em 25 anos.

E no Brasil, os preços do milho têm oscilado pouco. No Rio Grande do Sul as principais praças continuam praticando R$ 58,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilam entre R$ 52,00 e R$ 64,00/saco. Dito isso, o viés é de alta diante de preços internacionais, que elevam a paridade de exportação; o atraso da colheita no Brasil, e as preocupações com o clima no final do ano, devido aos possíveis impactos do El Niño.

Por sua vez, a colheita da atual safrinha atingia a 85% da área cultivada no Centro-Sul brasileiro no dia 13/08, contra 94% uma ano atrás. Especificamente para o Mato Grosso do Sul, tal cenário se soma a uma oferta estadual menor. Neste estado, a safrinha deverá alcançar 11,1 milhões de toneladas, ou seja, 20,1% abaixo da safra anterior, diante de uma produtividade média estimada em 84,2 sacos/hectare, com recuo de 22,4% sobre o ano anterior.

Já a nova safra de verão brasileira começou a ser semeada através do Rio Grande do Sul. No dia 13/08 a mesma atingia a 0,3% da área estimada para o Centro-Sul nacional, contra 1,6% um ano atrás. Enfim, nos 10 primeiros dias úteis de agosto o Brasil exportou 2,2 milhões de toneladas de milho, porém, a média diária ainda é menor do que a do ano anterior, ficando 32% abaixo da média de todo o mês de agosto/25. O preço médio obtido por tonelada exportada ficou em US$ 216,80, ganhando 9,5% sobre o ano anterior. Para o total do atual mês de agosto, as exportações de milho atingem a 5,63 milhões de toneladas (cf. Anec).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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