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16 de maio de 2026

Sustentabilidade

Em janeiro, IBGE prevê safra de 342,7 milhões de toneladas para 2026 – MAIS SOJA

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A estimativa de janeiro de 2026 para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 342,7 milhões de toneladas, 1,0% menor (ou menos 3,4 milhões de toneladas) que a obtida em 2025 (346,1 milhões de toneladas), com crescimento de 0,8% (ou mais 2,8 milhões de toneladas) à estimativa de dezembro de 2025.

A área a ser colhida foi de 82,7 milhões de hectares, com aumento de 1,4% (ou 1,1 milhão de hectares) frente a 2025. Frente à estimativa de dezembro, a área a ser colhida foi de 0,0% (queda de 27 452 hectares).

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. Para a soja, a estimativa de produção foi de 172,5 milhões de toneladas.

Quanto ao milho, a estimativa foi de 133,8 milhões de toneladas (28,6 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 105,2 milhões de toneladas de milho na 2ª safra).

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A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,7 milhões de toneladas. Para o trigo, a estimativa de produção foi de 7,7 milhões de toneladas. A produção do algodão herbáceo (em caroço) foi estimada em 8,8 milhões de toneladas; e a do sorgo em 4,6 milhões de toneladas.

No que se refere à produção, frente a 2025, ocorrem acréscimos de 3,9% para a soja e de 0,9% para o feijão. E ocorrem decréscimos de 11,0% para o algodão herbáceo (em caroço); de 7,9% para o arroz em casca; de 5,6% para o milho (crescimento de 11,3% para o milho 1ª safra e declínio de 9,3% para o milho 2ª safra); de 13,9% para o sorgo e de 1,0% para o trigo.

Quanto à área a ser colhida, em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 0,5% na da soja; de 2,2% na do milho (aumentos de 9,3% no milho 1ª safra e de 0,5% no milho 2ª safra) e de 0,9% na do trigo. Houve reduções de 6,2% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 5,9% na do arroz em casca; de 1,4% na do feijão e de 2,9% na do sorgo.

Centro-Oeste lidera a produção em janeiro de 2026, com 167,5 milhões de toneladas

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 167,5 milhões de toneladas (48,9%); Sul, 95,3 milhões de toneladas (27,8%); Sudeste, 30,2 milhões de toneladas (8,8%), Nordeste, 28,2 milhões de toneladas (8,2%) e Norte, 21,5 milhões de toneladas (6,3%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para a Região Sul (10,4%) e a Nordeste (1,8%), e negativas para a Centro-Oeste (-6,2%), a Sudeste (-2,9%) e a Norte (-3,7%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção a Região Sul (0,2%), a Norte (0,5%) e a Centro-Oeste (1,6%). A Sudeste apresentou estabilidade (-0,0%) e a Nordeste teve declínio (-0,4%).

Frente a dezembro, houve aumentos nas estimativas da produção do tomate (1,7% ou 78 845 t), da soja (1,3% ou 2 270 174 t), do milho 2ª safra (0,6% ou 622 268 t), do feijão 2ª safra (0,4% ou 5 663 t), do feijão 3ª safra (0,3% ou 2 142 t), bem como declínios do gergelim (-4,0% ou -15 332 t), da castanha-de-caju (-3,5% ou -5 163 t), do cacau (-3,0% ou -9 640 t), do sorgo (-1,1% ou -51 673 t), do feijão 1ª safra (-0,9% ou -9 236 t), do algodão herbáceo em caroço (-0,6% ou -50 015 t) e do milho 1ª safra (-0,1% ou -42 961 t).

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Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,3%, seguido pelo Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,8%), Goiás (10,6%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,6% do total.

As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Mato Grosso (2 046 117 t), em Goiás (557 473 t), no Paraná (213 800 t), em Roraima (85 230 t), no Tocantins (21 284 t), no Maranhão (18 438 t) e em Rondônia (2 363 t). As variações negativas ocorreram no Piauí (-76 711 t), no Ceará (-49 796 t) e no Rio de Janeiro (-508 t).

ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa para a produção de algodão herbáceo (em caroço) foi de 8,8 milhões de toneladas, redução de 0,6% em relação ao 3º prognóstico, devido à menor área cultivada em 0,5%. Em relação a 2025, a queda nas estimativas de produção chega a 11,0%, com recuos de 6,2% na área plantada e de 5,1% na produtividade. O Mato Grosso, maior produtor nacional, com cerca de 71,8% do total nacional, estimou uma produção de 6,3 milhões de toneladas, uma redução de 1,9% na produção em relação ao 3º prognóstico. Em relação a 2025, a retração da área chega a 5,5%.

CACAU (amêndoa) – A estimativa da produção brasileira de cacau foi de 310,7 mil toneladas, redução de 3,0% em relação ao mês anterior devido à menor produtividade das lavouras, com reavaliação no Espírito Santo (-41,2% ou -9 497 t). Em relação ao ano anterior, a expectativa é de aumento de 5,4%. O Pará é o principal produtor de cacau do país, com uma produção de 162,1 mil toneladas de amêndoas, um crescimento de 5,5% em relação ao volume colhido em 2025. O estado deve participar com 52,1% do total de cacau a ser produzido pelo país em 2026.

CASTANHA-DE-CAJU (amêndoa) – A produção nacional de castanha-de-caju estimada em janeiro foi de 141,8 mil toneladas, aumento de 13,5% em relação ao obtido na safra 2025. A área colhida foi estimada em torno de 455,0 mil hectares. Com relação ao mês anterior, estimou-se queda na produção de 3,5%, puxada pelo menor rendimento médio, que deve passar de 323 kg/ha para 312 kg/ha, perda de 3,4%. No comparativo anual, deve-se observar aumento de produção em todas as regiões, à exceção da Norte, em que deve haver queda de 0,8%, sob influência da redução no Pará. Cabe ao Nordeste, onde está a principal região de produção de castanha-de-caju, o aumento de 13,6% na estimativa, dado o ganho de rendimento médio, de cerca de 16,0%.

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FEIJÃO (em grão) – A estimativa de janeiro para a produção de feijão, considerando-se as três safras, deve alcançar 3,0 milhões de toneladas, crescimento de 0,9% sobre a safra de 2025. Esse volume de produção deve atender ao consumo interno brasileiro, em 2026, não havendo necessidade da importação do produto. O Paraná é o maior produtor nacional de feijão, prevendo 736,5 mil toneladas ou 24,2% de participação; seguido por Minas Gerais com 514,1 mil toneladas ou 16,9% de participação; e Goiás com 365,8 mil toneladas ou 12,0% de participação. A estimativa da produção da 1ª safra de feijão foi de 976,2 mil toneladas, representando 32,1% de participação nacional dentre as três safras, sendo 0,9% menor frente ao 3º prognóstico. A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, correspondendo a 42,7% de participação entre as três safras. No comparativo com o 3º prognóstico, houve crescimento de 0,4%, repercutindo aumento de mesma porcentagem na área a ser colhida. A Região Sul, que produz quase a metade do feijão produzido nessa safra (47,8%), reduziu sua estimativa de produção em 0,2%, sendo o Paraná o maior produtor, com 552,1 mil toneladas ou 42,5% do total da safra. Em relação à 3ª safra de feijão, a estimativa de produção foi de 766,7 mil toneladas, aumento de 0,3% em relação ao 3º prognóstico. Goiás e Minas Gerais são os que mais contribuem com essa safra de feijão, correspondendo a 33,7% de participação (258,5 mil toneladas) e 23,1% (177,2 mil toneladas), respectivamente.

GERGELIM (em grão) – A produção brasileira do gergelim, em 2026, deve alcançar 362,5 mil toneladas, decréscimo de 4,1% em relação ao mês anterior. A área a ser colhida apresenta um declínio de 2,1%, enquanto o rendimento médio, de 653 kg/ha, deve retrair 2,0%. A área a ser plantada na safra corrente deve alcançar 555,4 mil hectares, refletindo destaque de crescimento da importância da cultura nos últimos anos para o país. A partir da safra 2026, o IBGE passou a acompanhar a produção dessa espécie, já que sua importância vem crescendo no contexto da agricultura brasileira. O principal produtor brasileiro é o Mato Grosso, com 227,4 mil toneladas, devendo participar com 62,7% da produção nacional. Em janeiro, a estimativa da produção apresenta um declínio de 6,3%, em relação ao mês anterior, com retrações de 3,2% na área a ser e colhida e de 3,1% no rendimento médio.

MILHO (em grão) – A estimativa da produção do milho foi de 133,8 milhões de toneladas, representando um crescimento de 0,4% em relação ao 3º prognóstico. Embora a área de produção tenha sofrido uma perda de 0,1%, totalizando 22,8 milhões de hectares, o rendimento médio, de 5 877 kg/ha, cresceu 0,5%. Em comparação ao volume produzido no ano anterior, ocorreu uma redução de 7,9 milhões de toneladas (-5,6%), estando associada à perda no rendimento médio, de 7,7%, já que a área a ser colhida deve crescer 2,2%.

O milho 1ª safra apresentou uma estimativa da produção de 28,6 milhões de toneladas, aumento de 11,3% em relação ao ano de 2025, reflexo dos crescimentos de 9,3% na área a ser colhida e de 1,8% na estimativa do rendimento médio, que foi de 5 943 kg/ha. Contudo, em comparação ao 3º prognóstico, ocorreu um declínio de 0,3% no rendimento médio, afetando a estimativa da produção que foi 0,1% menor. O estado com maior produção de milho 1ª safra é o Rio Grande do Sul, com participação nacional de 22,2% e uma produção estimada em 6,3 milhões de toneladas.

A estimativa da produção do milho 2ª safra foi de 105,2 milhões de toneladas, crescimento de 0,6% em relação ao 3º prognóstico, devido ao ajuste positivo do rendimento médio, em 0,8%, chegando a 5 859 kg/ha. O Mato Grosso é o maior produtor de milho na 2ª safra, participando com 47,5% do total nacional e obtendo uma estimativa de produção de 50,0 milhões de toneladas, 8,5% inferior ao ano anterior. O segundo maior produtor de milho 2ª safra, o Paraná, obteve uma estimativa de produção de 17,4 milhões de toneladas, participando com 16,5% do total nacional e sendo 0,7% superior ao 3º prognóstico. Goiás, terceiro maior produtor nacional do milho 2ª safra, com participação de 12,7%, obteve uma estimativa de produção de 13,4 milhões de toneladas, aumento de 1,2% em relação ao 3º prognóstico.

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SOJA (em grão) – A estimativa da produção nacional da oleaginosa alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 172,5 milhões de toneladas, um aumento de 1,3% em relação ao 3º prognóstico e 3,9% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. Estima-se que a produção brasileira tenha um incremento de 3,4% no rendimento médio anual, alcançando 3 598 kg/ha (60 sacas/ha), contribuindo para que o volume colhido da oleaginosa represente mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no país em 2025. Por sua vez, a área total cultivada deve alcançar 48,0 milhões de hectares, o que representa um aumento de 0,5% no ano (222,6 mil hectares), seguindo em ritmo de plena expansão, mesmo com os preços da commodity em patamares abaixo do desejado pelos produtores. As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras do país, e pela expansão da área plantada. O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 48,5 milhões de toneladas, crescimento de 3,8% em relação ao 3º prognóstico, porém, declínio de 3,3% em relação ao volume colhido no ano anterior.

SORGO (em grão) – A estimativa da produção do sorgo alcançou 4,6 milhões de toneladas, declínios de 1,1% em relação ao 3º prognóstico e de 13,9% em relação ao volume colhido em 2025, quando o país produziu sua maior safra do cereal. Em relação ao ano anterior, a área a ser colhida apresentou um declínio de 2,9%, assim como o rendimento médio, que decaiu 11,4%, devendo alcançar 3 111 kg/ha. Os maiores produtores de sorgo são: Goiás, com 1,7 milhão de toneladas e participação de 35,7% no total nacional; Minas Gerais, com 1,2 milhão de toneladas e participação de 25,6%; e São Paulo, com 508,0 mil toneladas e participação de 10,9%.

TOMATE – A produção brasileira deve alcançar 4,7 milhões de toneladas, incremento mensal de 1,7%, contudo declínio de 0,3% em relação ao volume colhido em 2025. A área plantada apresenta um declínio de 0,8%, enquanto o rendimento médio deve crescer 0,5%, alcançando 75 104 kg/ha. Os maiores produtores são Minas Gerais, com 563,7 mil toneladas e São Paulo, com 1,1 milhão de toneladas. A produção mineira deve decrescer 3,7% em relação a 2025, enquanto a de São Paulo deve se manter.

Fonte: IBGE


FONTE
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Autor:IBGE

Site: IBGE

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Sustentabilidade

Fundamentos internacionais começam a mostrar viés mais construtivo ao mercado de arroz – MAIS SOJA

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A consolidação de uma safra volumosa no Mercosul, associada ao avanço praticamente final da colheita no Brasil, mantém o mercado físico abastecido e limita movimentos mais consistentes de recuperação nas cotações. “Ao mesmo tempo, parte dos agentes passa a monitorar com maior atenção fatores internacionais que podem alterar gradualmente o equilíbrio global ao longo do segundo semestre”, destaca o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

No Brasil, a colheita nacional já supera 94% da área estimada, enquanto o Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão total dos trabalhos, consolidando uma produção estadual próxima de 7,9 milhões de toneladas (base casca) e uma safra brasileira ao redor de 11 milhões de toneladas.

“A produtividade média gaúcha significativa, acima de 8,8 toneladas por hectare em importantes regiões produtoras, somada ao bom rendimento de engenho e à elevada incidência de grãos inteiros, reforça a percepção de ampla disponibilidade física no mercado interno”, ressalta Oliveira.

Nesse ambiente, as cotações seguem trabalhando com viés pressionado, embora ainda relativamente sustentadas pela postura defensiva dos produtores mais capitalizados. Na Fronteira Oeste, as referências orbitam entre R$ 57 e R$ 59 por saca de 50 quilos, enquanto Campanha e Depressão Central operam entre R$ 56 e R$ 58. Nas regiões de maior qualidade industrial, como Zona Sul e Planícies Costeiras, os negócios permanecem entre R$ 62 e R$ 65.

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O início da temporada já apresenta déficit na balança comercial do arroz, com importações superiores às exportações, reforçando a necessidade de retomada mais consistente do fluxo exportador para equilíbrio do mercado doméstico.

Apesar disso, o ambiente internacional começa a apresentar elementos potencialmente mais construtivos. “Chicago já opera perto de US$ 13 por quintal curto, refletindo percepção mais firme em relação aos fundamentos globais”, exemplifica.

O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou redução de área e produção mundial para 2025/26, além de estoques finais ligeiramente menores frente à temporada anterior. “Além disso, os riscos climáticos voltam a ganhar relevância”, acrescenta o consultor.

O retorno das discussões envolvendo El Niño, aliado às ondas de calor na Índia, excesso de chuvas em Bangladesh, custos elevados de fertilizantes, combustíveis e crédito agrícola mais caro, amplia o monitoramento sobre a capacidade produtiva global nas próximas temporadas, avalia o analista.

A média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (14) cotada a R$ 60,24, queda de 2,29% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o recuo era de 4,40%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 21,16%.

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Autor/Fonte:  Rodrigo Ramos/ Agência Safras News

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Sustentabilidade

Colheita do milho deve começar com atenção voltada às condições climáticas no Estado – MAIS SOJA

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A colheita do milho segunda safra 2025/2026 deve começar no final de maio, em meio a um cenário de atenção para às condições climáticas no Estado. A previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS), órgão ligado à Semadesc, indica temperaturas acima da média e distribuição irregular das chuvas entre os meses de junho a agosto de 2026, fatores que podem influenciar diretamente o andamento das operações no campo; a umidade dos grãos, e a logística de escoamento da produção.

Com a aproximação da entrada das máquinas nas lavouras, produtores rurais acompanham as condições meteorológicas para definir estratégias de colheita e transporte da produção. Em períodos de maior calor e baixa umidade, o ritmo das operações tende a acelerar, favorecendo a secagem natural dos grãos. Por outro lado, a ocorrência de chuvas isoladas pode provocar paralisações pontuais e impactar o fluxo logístico.

“A previsão climática exige atenção principalmente para o planejamento das operações no campo. Durante a colheita, o produtor também precisa redobrar os cuidados com a prevenção de incêndios, principalmente em áreas com grande volume de palhada seca. Temperaturas elevadas e baixa umidade favorecem a propagação do fogo”, destaca o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.

A expectativa é de avanço gradual da colheita durante junho e julho, período considerado estratégico para armazenagem, transporte e comercialização da safra sul-mato-grossense.

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O monitoramento climático ganhou ainda mais relevância após os impactos registrados nas últimas safras em Mato Grosso do Sul. De acordo com dados do Projeto SIGA-MS,  executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, o milho segunda safra 2023/2024 sofreu perdas provocadas pelo estresse hídrico em diversas regiões do Estado. Mais de 90% dos municípios sul-mato-grossenses registraram impactos relacionados à falta de chuva, resultando em redução no potencial produtivo das lavouras.

“Nos últimos anos, o produtor rural enfrentou períodos prolongados de estiagem e irregularidade climática que afetaram diretamente o desenvolvimento das lavouras. Por isso, o acompanhamento das previsões meteorológicas se tornou uma ferramenta importante para o planejamento das operações no campo”, pontua Gabriel.

Outro ponto acompanhado pelo setor produtivo é a probabilidade de desenvolvimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. Os modelos climáticos indicam 92% de chance de formação do fenômeno no trimestre junho-julho-agosto, com tendência de intensificação ao longo do segundo semestre de 2026.

A presença do El Niño pode provocar mudanças no padrão climático do Estado, como temperaturas acima da média, períodos mais secos e aumento da variabilidade das chuvas, impactando diretamente as operações no campo e o planejamento agrícola.

Milho

Segundo dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, a expectativa para o milho segunda safra 2025/2026 é de área cultivada estimada em 2,206 milhões de hectares, produtividade média projetada em 84,2 sacas por hectare e produção de aproximadamente 11,139 milhões de toneladas.

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Até o momento, o milho segunda safra apresenta predominância de lavouras em boas condições no Estado, cenário que mantém expectativa positiva para a safra sul-mato-grossense.

Fonte: Aprosoja/MS



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Sustentabilidade

Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado finalizou a semana

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de pouca movimentação nesta sexta-feira (15). Mesmo com a forte valorização do dólar ao longo do dia, as cotações registraram poucas alterações, pressionadas pelas novas perdas em Chicago.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, a combinação entre a queda na Bolsa e a postura retraída do produtor voltou a limitar a comercialização.

“Chicago teve novamente uma tela vermelha, o produtor ficou afastado do mercado e houve pouco movimento nas negociações”, afirma.

O analista destaca que o ritmo perdeu força na reta final da semana, após momentos mais positivos nos dias anteriores. “Na semana houveram bons negócios, mas de quinta até hoje o mercado ficou travado”, resume.

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Cotações médias da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 124
  • Santa Rosa (RS): R$ 125
  • Cascavel (PR): R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 108
  • Dourados (MS): R$ 111
  • Rio Verde (GO): R$ 110
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 129
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 130

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa acentuada nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A frustração do tão aguardado encontro entre Donald Trump e Xi Jinping colocou o mercado nos menores níveis em duas semanas. Assim, a perda semanal ficou em 2,57% na posição março.

“O encontro finalmente ocorreu, mas com efeito negativo para os contratos. Na quinta, os contratos caíram acentuadamente, movimento que se estendeu na sexta. Tudo por conta da falta de informações precisas sobre possíveis novas compras de soja norte-americana por parte dos chineses. Essa expectativa vinha sustentando as cotações ao longo do ano”, detalha o analista.

Trump se limitou a dizer que os agricultores estudunidenses ficarão satisfeitos com os acordos comerciais firmados com a China durante sua visita oficial a Pequim. Segundo ele, a China comprará bilhões de dólares em soja de seu país.

Contudo, ele não apresentou detalhes sobre novos contratos, volumes ou prazos relacionados às compras anunciadas.

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Silveira ressalta que o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, manteve o mesmo tom evasivo. Greer disse que Washington espera acordos envolvendo “dezenas de bilhões de dólares” em compras agrícolas chinesas ao longo dos próximos três anos.

De acordo com Greer, os entendimentos não envolvem apenas soja, mas um conjunto mais amplo de produtos agropecuários americanos. Ele ainda ressaltou que a China continua cumprindo o acordo firmado em outubro do ano passado para a importação de 25 milhões de toneladas anuais de soja dos Estados Unidos.

O representante comercial afirmou que a maior parte das novas compras deverá ocorrer mais adiante ao longo do ano.

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Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 15,50 centavos de dólar, ou 1,29%, a US$ 11,77 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,76 1/2 por bushel, com retração de 13,25 centavos de dólar ou 1,11%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,80 ou 0,54% a US$ 334,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,88 centavos de dólar, com ganho de 0,22 centavo ou 0,29%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,58%, sendo negociado a R$ 5,0663 para venda e a R$ 5,0643 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0176 e a máxima de R$ 5,0816. Na semana, a valorização ficou em 3,5%.

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