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Quebras na soja de até 80%: produtores do RS relatam lavouras perdidas

A estiagem prolongada no Rio Grande do Sul já consolida perdas expressivas na safra de soja 2025/26. Após um início de ciclo favorecido por chuvas bem distribuídas em dezembro, o cenário mudou de forma abrupta. A ausência de precipitações atingiu lavouras que entraram justamente na fase mais sensível do desenvolvimento: o período reprodutivo, decisivo para a formação e o enchimento de grãos.
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O Soja Brasil conversou com o sojicultor Lucas Scheffer, de Cacequi, que relata que o estado vive dois cenários distintos. “Hoje temos duas realidades. A região mais ao sul está um pouco melhor, porque são lavouras plantadas mais tarde e com variedades de ciclo mais longo. Se a chuva normalizar agora, a quebra não deve ser tão grande e ainda existe algum potencial produtivo”, afirma.
Mesmo assim, ele descarta qualquer expectativa de safra cheia. “O recorde está longe de acontecer, principalmente pelo baixo investimento do produtor, pela falta de crédito e de recursos. Se voltar a chover nesta semana e normalizar, ainda dá para colher alguma coisa. Pelo menos pagar as contas do ano é o que o produtor espera.”
No norte, porém, a situação é mais delicada. Nessas áreas, o plantio ocorre mais cedo e com cultivares de ciclo precoce. A combinação entre semeadura antecipada e variedades mais rápidas fez com que as lavouras atingissem o período reprodutivo exatamente no auge da estiagem.
“Essas variedades plantadas cedo estão pegando a seca bem no reprodutivo. E esse é o pior momento para faltar água”, explica Scheffer. Ele destaca que as chuvas acima da média em dezembro estimularam crescimento vegetativo intenso, mas reduziram o aprofundamento das raízes.
O resultado já é considerado irreversível em diversas áreas do norte gaúcho. “A região está morrendo soja. Temos quebras de 70% a 80% em muitas lavouras. Mesmo que a chuva volte, é um prejuízo que já está na conta do produtor.”
O relato se repete em outros municípios. Em São Pedro do Sul, o produtor Cleber Pinheiro descreve um quadro igualmente crítico. “Estamos há praticamente 30 dias sem chuva. As lavouras tinham bom potencial, boa nascida, boa arrancada, e agora estão se terminando. Lavoura em floração, lavoura enchendo grão, e estão morrendo”, afirma.
A previsão indica retorno da chuva a partir do fim de semana, com volumes entre 30 e 50 milímetros e risco de temporais, com rajadas que podem superar 100 km/h. Ainda assim, os acumulados previstos são considerados insuficientes para reverter os danos já consolidados, especialmente nas áreas em enchimento de grãos.
Entre os dias 21 e 25 de fevereiro, a tendência é de novo predomínio de tempo quente e seco em praticamente todo o Rio Grande do Sul, o que pode aprofundar as perdas. Para os próximos 30 dias, o cenário indica chuvas irregulares, com volumes mais consistentes apenas no fim do mês e início de março, possivelmente tarde demais para lavouras já comprometidas.
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Prefeitura de Cuiabá e IPEM realizam força-tarefa para regularização de taxímetros a partir desta segunda-feira (24)

Mutirão segue até o dia 28 de agosto na pista de ensaio da Avenida Contorno Leste. Ação ocorre após reajuste da tarifa de táxi e garante isenção de taxa metrológica para os permissionários
_DE 24 A 28 DE AGOSTO_
*Prefeitura de Cuiabá e IPEM realizam força-tarefa para regularização de taxímetros*
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, em parceria com o Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (IPEM-MT), realiza uma força-tarefa para garantir a regularização dos taxímetros dos veículos que atuam no serviço de táxi da Capital, entre os dias 24 e 28 de agosto de 2026.
A ação contará com a mobilização de toda a equipe do IPEM-MT para a realização da verificação metrológica dos equipamentos. O procedimento é necessário para a atualização e validação dos taxímetros após o reajuste dos valores do serviço de táxi autorizado pelo município.
O trabalho será realizado na pista de ensaio para verificação metrológica do IPEM-MT/INMETRO, localizada na Avenida Contorno Leste, sentido Rodovia Emanuel Pinheiro, em Cuiabá. O atendimento ocorrerá por ordem de chegada, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 16h.
A verificação de pista é uma etapa fundamental do processo, pois permite conferir o funcionamento e a aferição do taxímetro. Após a realização dos procedimentos metrológicos, o equipamento poderá receber o lacre e seguir para as demais etapas de vistoria e regularização do veículo.
A medida foi adotada em razão da atualização dos valores cobrados pelo serviço de táxi em Cuiabá, estabelecida pelo Decreto Municipal nº 12.250/2026. O reajuste ocorre após mais de uma década sem atualização da tarifa, representando uma adequação dos valores praticados no serviço.
De acordo com o IPEM-MT, no momento do cadastro para a verificação metrológica será emitido o documento de isenção do pagamento da taxa de serviços metrológicos (GRU), conforme a Lei nº 15.271, de 26 de novembro de 2025, resultado da conversão da Medida Provisória nº 1.305/2025.
A secretária de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, coronel Francyane Lacerda, reforça a importância de os operadores do serviço de táxi aderirem à força-tarefa, que busca agilizar o atendimento aos permissionários e assegurar que os taxímetros estejam devidamente regularizados, de acordo com os parâmetros metrológicos exigidos, para que a prestação do serviço à população ocorra dentro das normas estabelecidas.
Os proprietários de táxi, ou seus representantes, devem comparecer à pista de ensaio dentro do período estabelecido para realizar a verificação. O não comparecimento poderá acarretar as implicações previstas na Lei Federal nº 9.933/1999 e no item 6.3.7 da Portaria Inmetro nº 124, de 24 de março de 2022.
Com a ação conjunta, a Prefeitura de Cuiabá e o IPEM-MT reforçam o compromisso com a regularização do serviço de táxi, a segurança dos usuários e o cumprimento das normas de controle metrológico.
https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/prefeitura-de-cuiaba-e-ipem-realizam-forca-tarefa-para-regularizacao-de-taximetros-apos-reajuste-da-tarifa
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TRE defere candidatura de Flaviane Ramalho, mas veta nome “Flaviane do Bolsonaro” na urna

Candidata afirma que expressão nunca buscou indicar parentesco com a família Bolsonaro, mas representar identidade ideológica; sem recorrer da decisão, ela seguirá nas urnas como “Dr.ª Flaviane Ramalho”
A candidata a deputada estadual por Mato Grosso Flaviane Ramalho, número 30.022, do Partido NOVO, seguirá oficialmente na disputa eleitoral de 2026. A Justiça Eleitoral deferiu seu registro de candidatura, mas não autorizou a utilização do nome de urna “Flaviane do Bolsonaro”, determinando que ela concorra como “Dr.ª Flaviane Ramalho”.
A discussão judicial ficou restrita ao nome escolhido para aparecer na urna. Na própria decisão, o relator registrou que Flaviane está quite com a Justiça Eleitoral, não possui condenação criminal apontada nos autos e preenche as condições de elegibilidade, não havendo discussão sobre sua possibilidade de disputar a eleição.
Desde o início da controvérsia, a defesa sustentou que “Flaviane do Bolsonaro” jamais foi uma tentativa de aparentar parentesco com Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro ou qualquer integrante da família. Segundo a manifestação apresentada ao TRE-MT, a denominação “não pretende indicar qualquer vínculo sanguíneo ou familiar”, mas traduz uma “identificação política, ideológica e pública”, relacionada aos valores e ao projeto político com os quais a candidata se identifica.
A defesa também ressaltou que a palavra “do” não foi utilizada por acaso. O argumento apresentado foi exatamente o de diferenciar sobrenome de identificação política: Flaviane não pretendia se registrar como “Flaviane Bolsonaro”, mas como “Flaviane do Bolsonaro”, numa referência expressa ao bolsonarismo e a um projeto político e ideológico.
Em outro trecho, a manifestação foi ainda mais objetiva: “‘do Bolsonaro’ significa vinculada ao projeto político Bolsonaro, e não pertencente à família Bolsonaro”. A defesa apresentou ainda publicações, entrevistas, matérias jornalísticas e registros em redes sociais para demonstrar que a identificação vinha sendo utilizada antes do registro formal da candidatura.
O Ministério Público Eleitoral entendeu de maneira diferente. Em seu parecer, conforme registrado na decisão, sustentou inicialmente o indeferimento do registro porque a candidata, após ser intimada, permaneceu defendendo um nome de urna que o órgão considerava incompatível com o artigo 25 da Resolução TSE nº 23.609/2019. De forma subsidiária, o Ministério Público pediu a rejeição de “Flaviane do Bolsonaro” e a adoção de “Dr.ª Flaviane Ramalho”.
O juiz-relator não acompanhou o Ministério Público na proposta de impedir o registro da candidatura. Entendeu que a discussão sobre o nome da urna não representava falta de condição de elegibilidade nem causa de inelegibilidade e destacou que todos os demais requisitos estavam satisfeitos.
Quanto ao nome, porém, o entendimento judicial foi contrário à candidata.
Na decisão, o relator considerou que “Bolsonaro” não integra o nome civil de Flaviane, que não existe vínculo familiar e que as provas apresentadas não seriam suficientes, na avaliação da Justiça Eleitoral, para demonstrar que “Flaviane do Bolsonaro” já constituía uma identidade pública consolidada. Também foi considerado o fato de a candidata ter concorrido em eleições anteriores utilizando o nome “Dra. Flaviane Ramalho”.
Por essa razão, o magistrado concluiu ser “inviável a homologação do nome de urna ‘FLAVIANE DO BOLSONARO’”.
Ao final, a Justiça Eleitoral indeferiu especificamente o uso de “Flaviane do Bolsonaro”, determinou o registro do nome “Dr.ª Flaviane Ramalho” e, ao mesmo tempo, deferiu integralmente a candidatura de Flaviane ao cargo de deputada estadual pelo NOVO, sob o número 30.022.
Apesar de discordar da interpretação dada ao caso, Flaviane Ramalho decidiu que não recorrerá da decisão.
Para a candidata, prolongar uma disputa judicial em torno do nome desviaria tempo, energia e recursos de uma campanha que pretende concentrar esforços nas ruas e na apresentação de suas propostas.
Flaviane também afirma que respeita a decisão judicial, embora veja o episódio como mais uma demonstração das limitações impostas à utilização de uma identidade política vinculada ao bolsonarismo.
“Eu poderia recorrer e continuar essa discussão. Mas não vou perder a campanha discutindo meu nome. Todo mundo sabe que sou bolsonarista. Nunca escondi isso e nunca disse que era parente do Bolsonaro. Meu nome na urna muda. Meus princípios não mudam.”
A candidata faz ainda uma comparação provocativa sobre a realidade eleitoral brasileira.
“Nós vemos candidatos conhecidos como ‘fulano do cachorro-quente’, ‘fulano da escola’, ‘fulano do salão’, ‘fulano da oficina’. Quando se trata de uma identificação ideológica ligada a Bolsonaro, a interpretação é outra. Respeito a decisão, mas o eleitor pode tirar suas próprias conclusões.”
Para Flaviane, entretanto, a discussão termina aí.
Não haverá recurso. Não haverá paralisação da campanha. E não haverá mudança de posicionamento político.
A partir de agora, a candidata seguirá oficialmente como:
Dr.ª Flaviane Ramalho
Deputada Estadual — 30.022 — NOVO
“Podem determinar como meu nome aparecerá na urna. O que ninguém pode mudar são meus valores, meus princípios e aquilo em que acredito. Continuo bolsonarista, continuo defendendo as mesmas bandeiras e continuarei enfrentando o que precisar ser enfrentado. Agora é rua, trabalho, luta e muita correria por Mato Grosso.”
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Restaurante Trapiche, de Chapada dos Guimarães, vence etapa regional e representará Mato Grosso no concurso “O Quilo é Nosso”

Com 37 anos de tradição, estabelecimento levou o prêmio com o prato “Brasilidade”, que mistura filé de pacú, creme de banana da terra e castanha de baru. Final nacional ocorre em setembro, em São Paulo
Com 37 anos de tradição, o restaurante Trapiche Regionalíssimo, de Chapada dos Guimarães, foi o grande vencedor da etapa regional da 10ª edição do concurso O Quilo é Nosso, promovido pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e irá representar Mato Grosso em São Paulo na final nacional, que acontece nos dias 14 e 15 de setembro, durante o Salão Abrasel.
Daniel Teixeira, presidente da Abrasel-MT destaca que o evento é uma forma de mostrar a força da gastronomia regional e o talento de quem está diariamente à frente das cozinhas dos restaurantes. “Foi uma grande disputa, com pratos muito bem elaborados e agora temos um forte concorrente nos representando nacionalmente, levando um pouco de Mato Grosso para o Brasil e utilizando ingredientes únicos, da nossa enorme biodiversidade, com uma identidade culinária que merece ser conhecida e valorizada”, afirma.
Utilizando elementos naturais regionais, o prato campeão leva o nome de “Brasilidade” e mistura ingredientes como filé de Pacú, creme de banana da terra, crispy de couve e castanha de baru, criando um prato legitimamente mato-grossense. “É gratificante para nós que trabalhamos com comida à quilo ver que uma criação nossa não só está sendo reconhecida, como vai representar o estado na final nacional de um importante concurso. Vamos nos preparar nos mínimos detalhes”, declara José Carlos Dolce, proprietário do restaurante.
Ele continua contando que o convite da Abrasel estimulou a criatividade do chef Moisés Lúcio, criador do prato. “Os chefs da atualidade não se contentam com a rotina e aspiram novas criações, querem novidades e dominam os sabores dos ingredientes locais”, acrescenta Dolce.
Os restaurantes Arca Café, Renne Restaurante e Restaurante Original também participaram da final, apresentando seus pratos para um júri técnico, na cozinha da CDL. A imprensa local também pode participar da experiência, provando as receitas que representam a gastronomia mato-grossense.
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