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3 de julho de 2026

Sustentabilidade

Influência das chuvas na colheita sobre a qualidade das sementes de soja – MAIS SOJA

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Em lavouras destinadas a produção de sementes de soja, os cuidados com a implantação da cultura, tratos culturais e manejo fitossanitário são ainda maiores. Nessas lavouras, além da obtenção de altas produtividades, é essencial garantir a qualidade do produto, assegurando bons atributos fisiológicos, genéticos, físicos e sanitários das sementes produzidas.

Sobretudo, mesmo com uma boa condução da lavoura ao longo do ciclo, as sementes de soja estão sujeitas a influência de fatores que podem depreciá-las, reduzindo sua qualidade. Um desses fatores, é a deterioração por umidade. De acordo com Aguila; Agula; Theisen (2011), as condições climáticas que ocorrem da maturação à colheita podem determinar se uma semente poderá ser armazenada satisfatoriamente ou não.

Quando a planta atinge a maturidade fisiológica, há o máximo de germinação e vigor nas sementes. Após a maturação fisiológica, a semente pode ser considerada como armazenada a campo, enquanto a colheita não se processa (Aguila; Agula; Theisen, 2011). Nesse intervalo entre maturação e colheita, a ocorrência de chuvas, desencadeando processos de hidratação e desidratação das sementes pode acelerar a deterioração por umidade, reduzindo atributos quantitativos das sementes como germinação e vigor. Essa condição é ainda mais agravada quando a ocorrência de chuvas é associada a altas temperaturas.

As alterações fisiológicas das sementes em função desse processo ocorrem concomitantemente com o processo de alterações físicas, resultando em severa degradação dos principais componentes da soja que são lipídios e proteínas, na degradação de membranas celulares e de organelas subcelulares, interagindo com processos oxidativos, resultando em reduções de germinação e do vigor (França-Neto et al., 2016).

O atraso na colheita, expondo a semente a sucessivas hidratações e desidratações, provoca rugas no tegumento e a semente torna-se quebradiça quando seca, levando a um aumento da ocorrência de danos mecânicos por ocasião da trilha. Além disso, a ruptura do tegumento acaba servindo como porta de entrada para patógenos, como os fungos do gênero Phomopsis, reduzindo a tanto a qualidade fisiológica quanto a sanitária das sementes (Aguila; Agula; Theisen, 2011).

Figura 1. Processo de alterações físicas, devido à oscilação do teor de água da semente de soja em função das condições de umidade ambiental, que resultam no aparecimento de rugas na semente de soja, características da deterioração por umidade.

Esquema: José de Barros França-Neto; arte: Danilo Estevão. Adaptado de França-Neto e Henning (1984). Fonte: França-Neto et al. (2016).

Nesse contexto, o atraso da colheita, especialmente em lavouras destinadas à produção de sementes, pode comprometer a qualidade da soja, afetando inclusive sua classificação. Assim, o planejamento das lavouras de sementes, desde a implantação até a condução e a colheita, é determinante para o sucesso da atividade, tornando o processo, sem dúvidas, mais complexo e criterioso do que a produção de grãos.

Referências:

AGUILA, L. S. H.; AGUILA, J. S.; THEISEN, G. PERDAS NA COLHEITA DA SOJA. Embrapa, Comunicado Técnico, n. 271, 2011. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/79567/1/comunicado-271.pdf >, acesso em: 12/02/2026.

FRANÇA-NETO, J. B. et al. TECNOLOGIA DA PRODUÇÃO DE SEMENTE DE SOJA DE ALTA QUALIDADE. Embrapa, Documentos, n. 380, 2016. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/151223/1/Documentos-380-OL1.pdf >, acesso em: 12/02/2026.

 

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Sustentabilidade

Risco de neve e transbordamentos marcam o início de julho; confira a previsão do tempo

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Imagem gerado por IA para o Canal Rural

A frente fria continua em atuação na região Sul nesta sexta-feira (3), mantendo o alerta para temporais em importantes áreas produtoras de soja no norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A previsão indica chuvas volumosas, rajadas intensas de vento e possibilidade de queda de granizo.

O maior risco está concentrado no noroeste e norte do Rio Grande do Sul, onde o acumulado de chuva pode provocar transbordamentos de rios. A tendência é de que as precipitações comecem a perder força na metade sul do estado a partir deste sábado (4).

Enquanto isso, as regiões Sudeste e Centro-Oeste seguem sob influência de uma massa de ar seco, mantendo o tempo firme, quente e com baixa umidade. O frio deve avançar para o Sudeste ao longo do fim de semana, mas sem previsão de geadas.

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No Sul, as temperaturas permanecem baixas. Nesta sexta-feira (3), os termômetros podem se aproximar de 0°C em áreas de baixada do Rio Grande do Sul. A nebulosidade reduz o potencial para geadas mais amplas, embora o frio continue intenso.

A massa de ar polar segue influenciando a região Sul e mantém condições favoráveis para geadas, principalmente nas áreas mais elevadas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Também há possibilidade de neve nas serras gaúcha e catarinense.

No restante do país, a chuva permanece concentrada principalmente em Roraima. Segundo a previsão, as maiores mudanças no padrão das precipitações devem ocorrer apenas na segunda quinzena de julho.

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Sustentabilidade

Farsul alerta produtores sobre novas diretrizes no Crédito Rural – MAIS SOJA

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A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) emitiu, por meio de sua Assessoria Jurídica, nesta quarta-feira (01/07/2026), um alerta aos produtores rurais referente à entrada em vigor da Resolução CMN n° 5.314, de 25 de junho de 2026. A normativa altera dispositivos do Manual de Crédito Rural (MCR), especificamente no que se refere às regras para a prorrogação, ou alongamento, das operações de crédito.

O que muda na prática? Com a nova redação do item 2-6-4 do MCR, as instituições financeiras passam a ter autorização, por sua conveniência e decisão, para prorrogar operações de crédito mantendo os encargos financeiros originalmente pactuados. Para que o pedido seja analisado, o mutuário deve comprovar a dificuldade temporária de pagamento, que pode ser motivada por:

  • Dificuldades na comercialização dos produtos;
  • Frustração de safras por fatores adversos;
  • Ocorrências prejudiciais ao desenvolvimento das explorações;
  • Problemas no fluxo de caixa causados pelo impacto acumulado de perdas em safras anteriores devido a eventos climáticos.

Nesses casos, cabe à própria instituição financeira atestar a necessidade da prorrogação e verificar a capacidade de pagamento do produtor.

Orientações da Assessoria Jurídica Embora a alteração amplie a margem de decisão dos bancos na análise dos pedidos administrativos, a Assessoria Jurídica da Farsul destaca pontos cruciais para a classe produtora:

  1. Aplicação: O entendimento da federação é de que a mudança se aplica apenas a contratos firmados a partir desta data, 01/07/2026.
  2. Direito do Produtor: A Farsul reforça que permanecem vigentes os princípios constitucionais e as leis do crédito rural. Segundo o entendimento dos tribunais, caso o produtor comprove os requisitos necessários, o alongamento da dívida é um direito garantido, e não uma mera liberalidade do banco.
  3. Formalização: O produtor deve protocolar o pedido de prorrogação junto à instituição financeira, instruindo-o com documentos que comprovem a incapacidade temporária de pagamento – como laudos técnicos agronômicos – preferencialmente antes do vencimento da parcela ou da operação.

A Farsul ressalta que a medida surge em um cenário de preocupação do setor, marcado por perdas climáticas sucessivas, aumento do endividamento e desafios no acesso ao crédito. A entidade segue à disposição dos produtores para orientações adicionais.

Confira a Nota Técnica na íntegra, clicando aqui.

Fonte: Farsul



 

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Sustentabilidade

Algodão recua em NY com vendas fracas dos EUA e pressão técnica – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta quinta-feira.

O mercado foi pressionado pelo desempenho das vendas semanais americanas e por fatores técnicos. As vendas líquidas norte-americanas de algodão (upland), referentes à temporada 2025/26, iniciada em 10 de agosto, ficaram em 49.000 fardos na semana encerrada em 25 de junho. O maior importador foi o Vietnã, com 23.200 fardos.

Para a temporada 2026/27, foram mais 44.100 toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 77,12 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,72 centavo, ou de 0,9%. Março/2027 fechou a 78,52 centavos, queda de 0,67 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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