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Governo de MT oficializa concessão do Terminal Turístico da Salgadeira ao Sesc

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O Governo de Mato Grosso formalizou, nesta quarta-feira (11), a entrega da concessão do Complexo Turístico da Salgadeira ao Serviço Social do Comércio de Mato Grosso (Sesc-MT). A medida consolida a gestão definitiva da entidade sobre o principal ponto turístico da Baixada Cuiabana.

Localizada na rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães, a unidade registrou cerca de 147 mil visitantes no último ano, considerando o funcionamento de terça a domingo. Em 2024, o fluxo foi de aproximadamente 100 mil pessoas, reforçando a Salgadeira como um dos espaços de lazer mais procurados do Estado.

Durante o ato, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, classificou o momento como simbólico para a região e destacou que a revitalização foi resultado de um processo longo e técnico.

“Não foi fácil chegar até aqui. Foi uma trajetória longa, mas vencemos todos os obstáculos com parceria e intenção de fazer o melhor para a população. Hoje, estamos passando definitivamente para ser Sesc Salgadeira, toda revitalizada, com restaurante sendo montado e loja em implantação”, disse.

Segundo César Miranda, o objetivo é oferecer um padrão de atendimento alinhado à marca Sesc, com segurança e qualidade. A inauguração oficial do Sesc Salgadeira ainda não tem data definida, mas, após essa etapa, devem ser ativados o restaurante, a loja de artesanato e outras iniciativas voltadas à experiência turística.

O presidente do Sistema Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, afirmou que a nova fase representa um compromisso institucional com o turismo regional.

“Foram meses intensos de trabalho junto com a equipe da Sedec. Hoje estamos entregando uma obra digna para a população mato-grossense, especialmente para a Baixada Cuiabana. Nosso compromisso é transformar o Sesc Salgadeira no principal ponto turístico da região”, declarou.

Com a concessão formalizada, a gestão do espaço passa a ser integralmente do Sesc-MT, consolidando a estratégia do governo estadual de fortalecer a infraestrutura turística e ampliar a atratividade de um dos cartões-postais mais visitados de Mato Grosso.

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Soja fecha quarta-feira com negócios pontuais, preços mistos e clima no radar

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve um dia de muita volatilidade e preços mistos nesta quarta-feira (11). Houve algumas oportunidades pontuais de negócios. Em regiões onde a colheita está atrasada por causa do clima, melhora a barganha para o produtor que já conseguiu colher parte da safra, avalia o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira.

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De forma geral, porém, o mercado esteve travado na comercialização, tanto nos portos quanto no interior. Sem preços considerados atrativos, a curva de cotações se mantém pressionada e o produtor segue focado no avanço da colheita, mas atento ao clima, especialmente diante do excesso de chuvas no Centro-Oeste, que deve persistir.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 125,00
  • Santa Rosa (RS): seguiu em R$ 126,00
  • Cascavel (PR): preços ficaram em R$ 117,00
  • Rondonópolis (MT): preços ficaram em R$ 107,00
  • Dourados (MS): seguiram em R$ 108,00
  • Rio Verde (GO): a saca caiu de R$ 109,00 para R$ 108,00
  • Paranaguá (PR): segue em R$ 127,00
  • Rio Grande (RS): os preços caíram de R$ 130,00 para R$ 129,00

Contratos futuros de soja

Em Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago, em sessão marcada por volatilidade. O menor nível de aversão ao risco no mercado financeiro, as especulações sobre possível aumento da demanda chinesa pelo produto americano e a preocupação com o clima na América do Sul garantiram sustentação às cotações.

Além disso, o dia foi de alta no petróleo e de dólar recuando frente às moedas, cenário que favorece as exportações americanas. O mercado também segue avaliando sinais de possíveis compras adicionadas da China e dos EUA, mesmo em um período tradicionalmente mais favorável ao produto brasileiro e argentino.

Clima

O clima voltou a chamar atenção. Há excesso de chuvas no Centro-Oeste do Brasil, atrasando a colheita. No Sul do país e na Argentina, a preocupação é com a falta de precipitações. Ainda assim, a expectativa permanece positiva, com safra brasileira estimada em 180 milhões de toneladas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

O relatório divulgado pelo USDA limitou uma reação mais forte das cotações e, em boa parte do dia, manteve alguns contratos no campo negativo.

Contratos futuros de soja

Nos contratos futuros, a soja com entrega em março fechou com alta de 1,50 centavo de dólar, ou 0,13%, a US$ 11,24 por bushel. A posição maio encerrou a US$ 11,39 1/2 por bushel, com elevação de 2,00 centavos ou 0,17%.

Entre os subprodutos, o farelo para março subiu US$ 1,90, ou 0,63%, para US$ 302,70 por tonelada. O óleo com vencimento em março fechou a 57,05 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,22 centavo, ou 0,38%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial fechou a R$ 5,1866 para venda, com baixa de 0,19%. O Dollar Index operava com leve alta, enquanto o dólar futuro para março era cotado a R$ 5.202,500, em queda de 0,17%. O fluxo externo voltou a pressionar a moeda americana, em meio à repercussão de dados do payroll dos Estados Unidos e declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

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Agro Mato Grosso

Avião agrícola cai na BR-070, mata piloto e interdita estrada em MT; Video

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De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a ocorrência foi registrada por volta das 13h45, nas proximidades da rodovia. Inicialmente, o piloto, identificado como Patrick Gabriel Grundler, de 23 anos, foi socorrido em estado grave pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.

Apesar da queda na estrada, nenhuma veículo foi atingido. Os destroços do avião, incluindo o motor que se soltou, ficaram espalhados pela pista, que foi interditada.

Segundo a empresa Rambo Aviação Agrícola, Patrick Gabriel trabalhou por quatro anos como auxiliar e este era o primeiro ano atuando como piloto.

A equipe da PRF entrou em contato com o Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VI), órgão responsável por investigar acidentes com aeronaves.

Patrick Gabriel Grundler, piloto morto na queda da aeronave — Foto: Instagram/reprodução

Patrick Gabriel Grundler, piloto morto na queda da aeronave — Foto: Instagram/reprodução

VIDEO:

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Soja no RS é devastada pela estiagem e produtor relata lavoura ‘praticamente morta’; assista ao vídeo

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Reprodução Canal Rural

A estiagem prolongada já provoca impactos severos nas lavouras de soja do Rio Grande do Sul, especialmente na região norte do estado. Na divisa com Santa Catarina, produtores relatam mais de 40 dias com chuvas irregulares e insuficientes, cenário que comprometeu de forma irreversível parte das áreas cultivadas.

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De acordo com relato do produtor Fernando, de Caiçara (RS), há lavouras praticamente perdidas, que não devem sequer cobrir os custos de produção, mesmo que volte a chover nos próximos dias. Segundo ele, a realidade se repete em grande parte do território gaúcho, evidenciando um cenário de quebra relevante na safra.

Vai chegar chuva?

A previsão indica retorno da chuva a partir do fim de semana, com volumes entre 30 e 50 milímetros e risco de temporais com rajadas que podem superar 100 km/h em áreas do Estado. No entanto, os acumulados previstos são considerados insuficientes para reverter os danos já consolidados, especialmente em lavouras em fase de enchimento de grãos.

Entre os dias 21 e 25 de fevereiro, a tendência é de novo predomínio de tempo quente e seco em praticamente todo o Rio Grande do Sul, reforçando o risco de aprofundamento das perdas. Para os próximos 30 dias, o cenário aponta chuvas irregulares, com volumes mais consistentes apenas no fim do mês e início de março, possivelmente tarde demais para áreas já comprometidas.

O impacto negativo na soja já está consolidado. A estiagem prolongada ocorreu justamente em um momento crítico do ciclo, após um início de safra que teve suporte pontual das chuvas. A irregularidade das precipitações no Estado foi intensificada pela concentração da umidade no Brasil Central, em meio a episódios recorrentes da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), enquanto o Sul enfrentava déficit hídrico.

Ao mesmo tempo, o excesso de chuva no Sudeste e no Centro-Oeste mantém o alerta para temporais, alagamentos e deslizamentos. Minas Gerais e Rio de Janeiro seguem com o risco elevado devido ao solo saturado, e novos episódios de chuva intensa ainda podem provocar transtornos nas próximas 48 horas.

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