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Soja fecha quarta-feira com negócios pontuais, preços mistos e clima no radar

O mercado brasileiro de soja teve um dia de muita volatilidade e preços mistos nesta quarta-feira (11). Houve algumas oportunidades pontuais de negócios. Em regiões onde a colheita está atrasada por causa do clima, melhora a barganha para o produtor que já conseguiu colher parte da safra, avalia o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira.
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De forma geral, porém, o mercado esteve travado na comercialização, tanto nos portos quanto no interior. Sem preços considerados atrativos, a curva de cotações se mantém pressionada e o produtor segue focado no avanço da colheita, mas atento ao clima, especialmente diante do excesso de chuvas no Centro-Oeste, que deve persistir.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 125,00
- Santa Rosa (RS): seguiu em R$ 126,00
- Cascavel (PR): preços ficaram em R$ 117,00
- Rondonópolis (MT): preços ficaram em R$ 107,00
- Dourados (MS): seguiram em R$ 108,00
- Rio Verde (GO): a saca caiu de R$ 109,00 para R$ 108,00
- Paranaguá (PR): segue em R$ 127,00
- Rio Grande (RS): os preços caíram de R$ 130,00 para R$ 129,00
Contratos futuros de soja
Em Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago, em sessão marcada por volatilidade. O menor nível de aversão ao risco no mercado financeiro, as especulações sobre possível aumento da demanda chinesa pelo produto americano e a preocupação com o clima na América do Sul garantiram sustentação às cotações.
Além disso, o dia foi de alta no petróleo e de dólar recuando frente às moedas, cenário que favorece as exportações americanas. O mercado também segue avaliando sinais de possíveis compras adicionadas da China e dos EUA, mesmo em um período tradicionalmente mais favorável ao produto brasileiro e argentino.
Clima
O clima voltou a chamar atenção. Há excesso de chuvas no Centro-Oeste do Brasil, atrasando a colheita. No Sul do país e na Argentina, a preocupação é com a falta de precipitações. Ainda assim, a expectativa permanece positiva, com safra brasileira estimada em 180 milhões de toneladas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
O relatório divulgado pelo USDA limitou uma reação mais forte das cotações e, em boa parte do dia, manteve alguns contratos no campo negativo.
Contratos futuros de soja
Nos contratos futuros, a soja com entrega em março fechou com alta de 1,50 centavo de dólar, ou 0,13%, a US$ 11,24 por bushel. A posição maio encerrou a US$ 11,39 1/2 por bushel, com elevação de 2,00 centavos ou 0,17%.
Entre os subprodutos, o farelo para março subiu US$ 1,90, ou 0,63%, para US$ 302,70 por tonelada. O óleo com vencimento em março fechou a 57,05 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,22 centavo, ou 0,38%.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial fechou a R$ 5,1866 para venda, com baixa de 0,19%. O Dollar Index operava com leve alta, enquanto o dólar futuro para março era cotado a R$ 5.202,500, em queda de 0,17%. O fluxo externo voltou a pressionar a moeda americana, em meio à repercussão de dados do payroll dos Estados Unidos e declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
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Flávia Moretti nega apoio a Pivetta e diz que posição será definida nas convenções

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que os investimentos anunciados pelo Governo de Mato Grosso para o município não representam, neste momento, apoio à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Pivetta esteve em Várzea Grande nesta sexta-feira (3), onde assinou convênios e ordens de serviço para a execução de obras, entre elas a construção de um novo Hospital e Pronto-Socorro e de um mercado municipal.
Apesar da parceria administrativa, Flávia ressaltou que a relação institucional com o governo estadual não deve ser confundida com alinhamento eleitoral.
“Eu sou uma prefeita que pega dinheiro do PT [governo federal] e do governo do Estado. Eu peço, se me atenderem, eu aceito. A minha posição sobre as eleições sairá nas convenções partidárias”, afirmou.
Durante a agenda, o governador também firmou acordos com o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), para obras de microrrevestimento asfáltico em bairros da Capital e para a construção de um centro de permanência para idosos.
Flávia Moretti e Abilio Brunini são filiados ao Partido Liberal (PL), legenda que deverá lançar candidatura própria ao Governo de Mato Grosso. Na semana passada, ao comentar o anúncio de novos investimentos, Pivetta afirmou acreditar que poderá contar com o apoio político dos prefeitos das duas maiores cidades do estado.
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Tirzepatida, emagrecimento e pele: o que precisamos conversar além da balança

Nos últimos meses, poucas medicações geraram tanta conversa quanto a tirzepatida. Ela chegou com uma reputação impressionante pelo que pode fazer no controle do diabetes e na perda de peso. Mas dentro do consultório, uma pergunta aparece com frequência cada vez maior: “Doutora, e a minha pele?”
Faz todo sentido. Quando a gente perde peso de forma significativa, e às vezes bem rápida, o corpo inteiro precisa se adaptar. A pele, que é o maior órgão que temos, não fica de fora dessa história.
A ciência começa a confirmar o que já vemos na prática. Quando a gordura vai embora rápido demais, a pele nem sempre acompanha no mesmo ritmo. Pode aparecer flacidez, o rosto pode ficar com aspecto mais cansado, os sulcos ficam mais visíveis. Não porque a medicação esteja envelhecendo a pele, mas porque aquela gordura que sumiu também sustentava os tecidos por baixo.
É uma surpresa que muita gente não espera. O paciente celebra os resultados, e com razão. Mas às vezes se depara com um reflexo no espelho que ainda não reconhece completamente. Essa sensação precisa ser acolhida, não ignorada.
É justamente por isso que, quando a tirzepatida é utilizada com o objetivo de emagrecimento, o acompanhamento dermatológico merece começar junto com o tratamento, e não apenas quando as queixas estéticas aparecem. Muitas pessoas esperam atingir o peso desejado para então procurar soluções para a flacidez ou para as mudanças no rosto. Na prática, porém, costumamos observar resultados muito melhores quando esse cuidado é iniciado desde o começo. Enquanto o organismo responde à perda de peso, já é possível investir em protocolos que estimulem o colágeno, melhorem a qualidade da pele e preservem o suporte das estruturas faciais. É muito mais eficaz acompanhar essa transformação do que esperar que ela aconteça por completo para só depois tentar corrigir seus efeitos.
Por outro lado, a tirzepatida também traz boas notícias para a pele. Um metabolismo mais equilibrado tende a melhorar a cicatrização, reduzir infecções recorrentes, fortalecer a barreira cutânea e aliviar o ressecamento e a coceira tão comuns no diabetes.
Há ainda relatos iniciais de melhora em doenças como hidradenite supurativa, psoríase e algumas formas de queda de cabelo ligadas à resistência à insulina. Ainda é cedo para transformar isso em recomendação, mas é uma janela que vale acompanhar.
Sobre reações cutâneas durante o tratamento, na maioria das vezes elas são leves, localizadas no ponto de aplicação e passageiras. Reações mais sérias são raras, mas sempre merecem avaliação médica.
A mensagem principal é que a tirzepatida não é apenas uma ferramenta de emagrecimento. Ela promove mudanças importantes no organismo e precisa ser acompanhada de forma igualmente completa, com atenção à nutrição, à preservação da massa muscular e também à saúde da pele. Cuidar da pele durante esse processo não é apenas uma questão estética. É parte de um tratamento que busca bem-estar, naturalidade e qualidade de vida. Afinal, emagrecer é importante, mas se reconhecer no espelho e se sentir bem com a própria imagem também faz parte da saúde.
Cíntia Procópio é dermatologista, especialista em rejuvenescimento com naturalidade.
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Indústria de Mato Grosso cresce 56% com ações do Governo do Estado

Mato Grosso vem consolidando sua posição como uma das economias mais dinâmicas do país. Impulsionado pelo crescimento da produção agropecuária, pela ampliação da infraestrutura e por políticas de incentivo aos investimentos, o Estado tem registrado um avanço significativo da atividade industrial nos últimos anos.
Levantamento da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) mostra que o número de estabelecimentos industriais em atividade no Estado cresceu 56,4% entre 2019 e 2025, passando de 10,8 mil para 16,89 mil unidades. O aumento demonstra o fortalecimento do ambiente de negócios e a expansão da capacidade produtiva estadual, especialmente em segmentos ligados à transformação de matérias-primas produzidas no próprio território mato-grossense.
Segundo o Governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o crescimento da indústria é resultado de um conjunto de ações voltadas à melhoria do ambiente de negócios, atração de investimentos e ampliação da infraestrutura do Estado.
“Mato Grosso produz muito e tem avançado na verticalização da sua produção. O Estado tem feito a sua parte, sem atrapalhar quem quer investir, produzir e gerar empregos. Temos investido em infraestrutura, ampliado a oferta de energia, garantido segurança jurídica e criado um ambiente favorável aos negócios. O resultado é o crescimento da indústria, a agregação de valor à nossa produção e mais riqueza ficando em Mato Grosso”.
O avanço da indústria tem contribuído para diversificar a economia estadual e agregar valor à produção local, ampliando a participação do setor industrial na geração de riqueza e no desenvolvimento regional.
Incentivos impulsionam novos investimentos
Parte desse crescimento é sustentado por políticas públicas voltadas à atração de investimentos e à expansão da atividade produtiva. Entre os principais instrumentos está o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), gerido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Desde 2020, o acesso aos incentivos fiscais oferecidos pelo programa passou a ocorrer por meio de adesão simplificada, reduzindo etapas burocráticas e tornando mais ágil a entrada das empresas no sistema de benefícios.
O número de empresas participantes do programa saltou de 591 em 2020 para 1.778 em 2025, crescimento de 200,8% no período.
Os investimentos realizados pelas empresas beneficiadas também avançaram. Em cinco anos, o volume aplicado no Estado passou de R$ 6,39 bilhões para R$ 10,7 bilhões, aumento de 67,4%.
Na avaliação de Anderson Lombardi, secretário adjunto de Indústria, Comércio e Incentivos Programáticos da Sedec, os resultados refletem os avanços promovidos no Prodeic, que passou a operar com um modelo mais ágil e menos burocrático para as empresas interessadas em investir no Estado.
“Quando o empresário encontra regras claras, segurança jurídica e menos burocracia, ele investe mais. Os resultados observados nos últimos anos mostram que a simplificação do Prodeic tem contribuído para atrair novos empreendimentos e ampliar a capacidade produtiva da indústria mato-grossense”, afirmou.
Os reflexos dessa expansão também podem ser observados no mercado de trabalho. O número de empregos vinculados às empresas participantes do programa cresceu de 59.942 em 2020 para 80.483 em 2025, representando aumento de 34,3%.
Riqueza gerada pela indústria
Um dos indicadores que ajudam a medir a importância da indústria para a economia é o Valor Adicionado Bruto (VAB), que representa a riqueza efetivamente gerada pelos setores produtivos. O VAB é um dos componentes utilizados para calcular o Produto Interno Bruto (PIB).
No caso da indústria, o chamado PIB Industrial é formado pela soma da riqueza gerada por quatro grandes segmentos: indústrias extrativas, indústrias de transformação, construção civil e os serviços industriais de utilidade pública (SIUP), que incluem atividades como fornecimento de energia elétrica, gás, água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação.
De acordo com os dados mais recentes disponíveis, referentes a 2023, e divulgados no Anuário da Indústria de Mato Grosso 2026, do Observatório de Mato Grosso, da Fiemt, o Estado registrou um PIB industrial de R$ 36,85 bilhões. O resultado correspondeu a 1,52% da indústria nacional e colocou o Estado na 14ª posição entre as unidades da federação.
A maior parcela dessa riqueza foi gerada pelas indústrias de transformação, segmento responsável por converter matérias-primas em produtos industrializados. Em 2023, esse setor movimentou R$ 21,03 bilhões, o equivalente a 57,08% de todo o PIB industrial mato-grossense.
Em Mato Grosso, fazem parte desse segmento atividades bastante presentes no dia a dia da população, como frigoríficos, usinas de etanol de milho, indústrias de processamento de soja e fábricas do setor têxtil ligadas ao algodão. Essas empresas transformam a produção do campo em produtos com maior valor agregado, fortalecendo a economia estadual.
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a industrialização tem papel estratégico na diversificação da economia mato-grossense, ao permitir que uma parcela cada vez maior da riqueza gerada pela produção local permaneça no Estado.
“Mato Grosso já é uma potência na produção agropecuária, e o avanço da indústria permite que essa produção seja transformada aqui, gerando mais valor, empregos e renda para a população. Quando agregamos valor às matérias-primas dentro do Estado, fortalecemos as cadeias produtivas e ampliamos as oportunidades de desenvolvimento nos municípios”, declarou.
Na sequência aparece o setor da construção civil, com R$ 9,41 bilhões e participação de 25,54% no PIB industrial estadual. Os serviços industriais de utilidade pública responderam por R$ 5,60 bilhões, representando 15,20% do total, enquanto as indústrias extrativas registraram R$ 803,91 milhões, correspondendo a 2,18%.
Em comparação com os demais estados brasileiros, Mato Grosso ocupou a 13ª posição nacional nas indústrias de transformação, a 10ª colocação na construção civil, a 15ª nos serviços industriais de utilidade pública e a 12ª nas atividades extrativas.
Avanço no mercado de trabalho
Os reflexos da expansão industrial também podem ser observados no mercado de trabalho. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), sistema do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) utilizado para monitorar a geração de empregos formais no país desde 2020, o setor industrial – que engloba a indústria e a construção civil – registrou crescimento de 36% no número de empregos formais entre 2020 e 2026, consolidando-se como o segundo segmento que mais ampliou postos de trabalho no Estado nesse período.
O setor que liderou essa expansão foi o de serviços, com crescimento de 42% no mesmo intervalo: a participação passou de 33% (242.381 empregos) em 2020 para 36% (344.546 empregos) em 2026, um aumento de mais de 102 mil postos formais.
Em 2020, a indústria respondia por 155.285 empregos formais, o equivalente a 21% do total de vínculos com carteira assinada em Mato Grosso. Em 2026, o setor passou a concentrar 211.715 trabalhadores, representando 22% do emprego formal estadual.
O avanço de um ponto percentual na participação da indústria ocorreu em um cenário de crescimento do emprego formal em toda a economia mato-grossense. Ainda assim, o setor foi responsável pela criação de mais de 56 mil postos de trabalho no período, ampliando sua presença no mercado de trabalho estadual.
Entre os segmentos industriais que mais empregam em Mato Grosso estão a fabricação de produtos alimentícios, responsável por 64.910 postos de trabalho, o equivalente a 31% dos empregos do setor, seguida pela construção civil, com 57.407 trabalhadores (27%).
Também se destacam a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com 12.362 empregos (6%); as indústrias extrativas, com 10.345 postos de trabalho (5%); a fabricação de produtos minerais não metálicos, com 9.351 empregos (4%); e a fabricação de produtos de madeira, com 8.389 trabalhadores (4%). Juntos, esses segmentos concentram 77% dos empregos da indústria mato-grossense.
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