Sustentabilidade
Saiba como ficaram as cotações de soja com mercado atento aos números do USDA

O mercado brasileiro de soja começou a semana com baixa movimentação e poucas mudanças nos preços. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por liquidez limitada e comportamento lateral das cotações, refletindo um cenário de cautela entre compradores e vendedores.
No campo, a colheita segue como principal foco do produtor, que começa a aparecer mais no mercado. Ainda assim, o ritmo de comercialização ocorre de forma cadenciada. Apesar desse controle na oferta, cresce a necessidade de avanço nas vendas, impulsionada por compromissos típicos do período.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
No cenário de preços, os prêmios voltaram a recuar ao longo do dia, enquanto as cotações oscilaram dentro de uma faixa estreita, variando entre estabilidade e leve baixa.
No mercado físico brasileiro, os preços apresentaram o seguinte comportamento:
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 124,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 125,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 120,00
- Rondonópolis (MT): desceu de R$ 109,00 para R$ 108,00
- Dourados (MS): desceu de R$ 114,00 para R$ 113,00
- Rio Verde (GO): desceu de R$ 111,00 para R$ 110,00
- Paranaguá (PR): desceu de R$ 131,00 para R$ 130,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 130,00
Soja em Chicago
No mercado internacional, os contratos futuros da soja fecharam de forma mista na Bolsa de Chicago. O grão sustentou ganhos durante boa parte do dia, mas perdeu força no fechamento. O farelo recuou e o óleo também apresentou leve baixa.
O mercado reagiu inicialmente à escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e trouxe suporte às commodities. No entanto, ao longo do dia, prevaleceu o movimento de ajuste de posições, com investidores aguardando os relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
USDA
O USDA deve divulgar nesta terça-feira o relatório de intenção de plantio, com expectativa de aumento da área destinada à soja em 2026. A possível migração de área do milho para a soja está relacionada ao aumento dos custos com fertilizantes, especialmente o nitrogênio, mais demandado pelo milho.
Segundo levantamento da Reuters, o mercado projeta uma área de 85,55 milhões de acres, acima dos 81,22 milhões do ano passado. As estimativas variam entre 84,25 milhões e 86,5 milhões de acres. Ainda assim, a área de milho deve seguir maior.
Além disso, será divulgado o relatório de estoques trimestrais, com expectativa de volume em 2,077 bilhões de bushels em 1º de março, acima do registrado no mesmo período do ano anterior.
Na Bolsa de Chicago, os contratos de soja para maio fecharam em US$ 11,59 por bushel, com queda de 1,23%. Já o contrato de julho recuou 1,19%. Entre os subprodutos, o farelo caiu 2,11%, enquanto o óleo registrou leve baixa.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia com leve alta de 0,14%, cotado a R$ 5,2459 para venda, após oscilar entre a mínima de R$ 5,2246 e a máxima de R$ 5,2666 ao longo da sessão.
O post Saiba como ficaram as cotações de soja com mercado atento aos números do USDA apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Trigo em Alta: Chicago Dispara com Clima Hostil nos EUA e Guerra no Oriente Médio – MAIS SOJA

A cotação do bushel de trigo, em Chicago, após disparar nesta semana, puxada pela continuidade da guerra no Oriente Médio e, principalmente, pelas condições climáticas ruins nas áreas de produção dos EUA, atingindo a US$ 6,65/bushel nos dias 12 e 13/05, acabou recuando no dia 14, seguindo a tendência da soja e do milho.
Com isso, o primeiro mês cotado fechou a quinta-feira (14) em US$ 6,47/bushel, porém, ainda assim bem mais elevado do que os US$ 6,01 de uma semana antes. Por sua vez, o relatório de maio, do USDA, apontou, para 2026/27, uma produção estadunidense de trigo em 42,5 milhões de toneladas, contra 54 milhões no ano anterior.
Em se confirmando isso, serão 21,3% a menos! Já os estoques finais nos EUA, no ano em questão, ficariam em 20,7 milhões de toneladas, contra 25,4 milhões um ano antes. Por sua vez, a produção mundial chegaria a 819 milhões de toneladas, contra 843,8 milhões no ano anterior, ou seja, um recuo de 2,9%. Enquanto isso, os estoques finais mundiais cairiam para 275 milhões de toneladas, após 279 milhões um ano antes.
A produção da Argentina recuaria para 21 milhões de toneladas, após o recorde de 28 milhões no ano anterior, enquanto a brasileira ficaria em apenas 6,7 milhões de toneladas, contra 7,9 milhões no ano anterior. Com isso, as importações de trigo pelo Brasil somariam 7,2 milhões de toneladas em 2026/27. Lembrando que o mercado interno brasileiro chega a avançar um volume superior a 8 milhões.
Dito isso, as condições das lavouras do trigo de inverno, nos EUA, no dia 10/05, apresentavam 40% entre ruins a muito ruins, 32% regulares e somente 28% entre boas a muito boas. Já o trigo de primavera registrava 53% da área esperada semeada, contra a média de 51%. Do total semeado, 23% estava germinado, contra 19% na média.
E no Brasil, os preços do cereal continuaram sua lenta evolução positiva. No Rio Grande do Sul, as principais praças praticaram R$ 64,00 a R$ 65,00/saco, para o produto de qualidade superior, enquanto no Paraná os valores oscilaram entre R$ 66,00 e R$ 67,00/saco.
O mercado local vem acompanhando o plantio, mais tardio, e o comportamento climático nas regiões produtoras do Sul do país, especialmente porque as previsões, cada vez mais, estão apontando a possibilidade de um super El Niño. Esse fato poderá trazer muita chuva, ventos e granizo no momento crítico do trigo, devendo causar estragos nas lavouras caso se confirme.
Além disso, os altos custos de produção ajudam a diminuir o interesse pelo cereal junto aos produtores. Tanto é verdade que a Conab, em seu relatório deste dia 14/05, indicou uma redução de área no país em 12,5%, para 2,14 milhões de hectares, sendo que o Rio Grande do Sul teria um recuo de 20%, com sua área ficando em 925.500 hectares, enquanto o Paraná perderia 8%, a 753.500 hectares. Com isso, a produção final do país, em 2026, alcançaria tão somente 6,4 milhões de toneladas, contra 7,9 milhões no ano anterior, cristalizando um recuo de 19% sobre 2025.
E isso desde que o clima transcorra normalmente, o que, como se viu, se tornou uma incerteza ainda maior para o corrente ano. Até o dia 11/05 o Paraná já havia semeado 35% de sua área esperada, enquanto no Rio Grande do Sul o plantio apenas está iniciando.
Por sua vez, o analista privado Safras & Mercado aponta uma produção brasileira de trigo, para 2026/27, ao redor de 6,16 milhões de toneladas, com recuo de 23,3% em relação a sua estimativa de colheita do ano anterior, que é de 8,02 milhões de toneladas. Neste momento, o mercado brasileiro observa estoques mais apertados e forte dependência das importações do cereal, com atenção redobrada em relação ao trigo argentino e às oscilações das cotações em Chicago.
Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
Safra de grãos deve registrar alta de 5,7 milhões de toneladas no país – MAIS SOJA

A safra brasileira de grãos deve alcançar 358 milhões de toneladas, volume que representa crescimento de 1,6% em comparação ao ciclo anterior. O acréscimo estimado é de 5,7 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de uma produção recorde no país, impulsionada principalmente pelos resultados positivos da soja, do milho e do sorgo. As projeções fazem parte do 8º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Soja
A soja segue como principal destaque da temporada. A estimativa é de que a oleaginosa atinja 180,1 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde para a cultura. O volume supera em 978 mil toneladas a previsão anterior, equivalente a um ajuste de 0,5%, enquanto a colheita já alcança 98,3% da área plantada. Em relação à safra 2024/25, a produção deve crescer 8,6 milhões de toneladas, avanço de 5% que marca o sétimo aumento registrado nas últimas dez temporadas.
Milho e sorgo
O milho da primeira safra também apresentou expansão da área cultivada, revertendo a tendência observada nos últimos anos, com expectativa de produção próxima de 28,5 milhões de toneladas, resultado 3,5 milhões de toneladas superior ao registrado anteriormente. O sorgo igualmente mantém cenário favorável, podendo atingir 7,6 milhões de toneladas produzidas.
Considerando os três ciclos do milho, a estimativa da Companhia aponta para a segunda maior produção já registrada na série histórica, com previsão de 140,2 milhões de toneladas. O resultado representa crescimento de 0,4% em relação ao levantamento anterior, o equivalente a 600 mil toneladas adicionais.
Até o início de maio, 71,5% da área da primeira safra já havia sido colhida, registrando incremento de 1,8% frente à projeção anterior, com aumento de 493 mil toneladas. Já a segunda safra, cuja semeadura foi concluída, deve alcançar 108,5 milhões de toneladas, apresentando leve retração de 0,6% em comparação ao ciclo passado. Segundo a Conab, fatores climáticos afetaram a produção em estados como Goiás e Minas Gerais, embora a área plantada nacional tenha avançado 2,1%.
O desempenho do sorgo também chama atenção, com expectativa de crescimento de até 23,8% na produção. A expansão é atribuída ao aumento significativo da área cultivada, favorecido pela maior resistência da cultura à escassez hídrica e pela utilização semelhante à do milho. O avanço ocorreu em todas as regiões do país, especialmente no Centro-Oeste, onde a área plantada cresceu 50,7%.
Em Goiás, maior produtor nacional na safra 2024/25, a produção deve superar 2,2 milhões de toneladas, representando alta de 40,3%. De acordo com o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos, o crescimento está relacionado à migração de áreas inicialmente destinadas ao milho, já que parte dos produtores optou pelo sorgo após o encerramento da janela ideal de plantio do cereal, aproveitando a maior adaptação da cultura a períodos de estiagem e diferentes possibilidades de uso, como alimentação animal e produção de etanol.
Arroz
No caso do arroz, alimento essencial na mesa dos brasileiros, a produção deve apresentar leve queda de 0,3%, totalizando 11,1 milhões de toneladas. O volume permanece estável em relação ao levantamento anterior, mas representa redução de 1,7 milhão de toneladas frente à safra 2024/25. A retração está ligada à diminuição de aproximadamente 13,7% na área cultivada. Ainda assim, com 94,6% da colheita concluída, houve melhora na produtividade média, estimada em 7.281 quilos por hectare.
Feijão
Para o feijão, a previsão também indica redução. A produção total das três safras deve atingir 2,9 milhões de toneladas, recuo de 5,2% em comparação ao ciclo anterior, mantendo estabilidade frente às estimativas mais recentes da Companhia. A primeira safra da leguminosa, já colhida em 95,4% da área, apresentou ganho de produtividade de 4,3%, com produção estimada em pouco mais de 969 mil toneladas. Apesar das quedas previstas para arroz e feijão, a Conab avalia que não há risco de desabastecimento no mercado interno.
Algodão
Na cultura do algodão, cuja maior parte das lavouras está em fase próxima da colheita, a expectativa é de produção em torno de 4 milhões de toneladas de pluma, volume 2,6% inferior ao obtido na safra 2024/25. A redução está associada tanto à menor área cultivada quanto à queda na produtividade. O trigo também deve registrar retração, com previsão de diminuição de 1,5 milhão de toneladas, principalmente em função da redução da área plantada no Rio Grande do Sul e no Paraná. A produção nacional do cereal está estimada em 6,4 milhões de toneladas.
Etanol
No mercado, a indústria de etanol deve seguir estimulando o consumo interno de milho, que pode crescer 4,6% em relação à temporada passada, alcançando 94,86 milhões de toneladas.
Exportações
As exportações do cereal também devem permanecer elevadas, com expectativa de atingir 46,5 milhões de toneladas, favorecidas pela boa produção nacional. Mesmo com o aumento nos embarques, o estoque de passagem ao fim da safra deverá ficar próximo de 12,98 milhões de toneladas. Para a soja, as projeções seguem igualmente positivas, com exportações estimadas em 116 milhões de toneladas, avanço de 7,25% frente ao ciclo 2024/25.
Autor/Fonte: SNA – Por Larissa Machado / larissamachado@sna.agr.br
Sustentabilidade
Análise climática e prognósticos para maio, junho e julho/26 – MAIS SOJA

Em abril de 2026, as chuvas foram acima de 150 mm na Região Norte, centronorte da Região Nordeste e parte de Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, os volumes de chuva variaram entre 50 mm e 100 mm, exceto no norte de Minas Gerais, sul do Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro, onde os valores foram inferiores a 40 mm. No geral, notou-se uma redução dos níveis de umidade do solo no Centro-Leste do Brasil.
Em grande parte da Região Norte, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm e os maiores volumes de chuva concentraram-se no Amapá e nordeste do Pará, onde os acumulados de chuva ultrapassaram os 300 mm. Este cenário contribuiu para a manutenção dos níveis de umidade do solo elevados.
Na Região Nordeste, as chuvas foram acima de 150 mm no Maranhão, centronorte do Piauí, no Ceará, no Rio Grande do Norte e na Paraíba, além do leste de Pernambuco e Alagoas. Destaque para o noroeste do Maranhão, onde os acumulados foram superiores a 400 mm. Nestas áreas, o armazenamento hídrico se manteve elevado. No restante da região os volumes de chuva foram inferiores a 120 mm. Na porção centro-sul da Bahia, os valores não ultrapassaram os 50 mm, havendo redução dos níveis de umidade do solo.
Este cenário foi desfavorável às lavouras de milho primeira safra, ainda em enchimento de grãos. Os maiores volumes de chuva na Região Centro-Oeste foram registrados no norte e oeste de Mato Grosso, com acumulados superiores a 150 mm. Nas demais áreas da região, os volumes foram menores, resultando na redução do armazenamento hídrico no solo e, consequentemente, em restrições ao desenvolvimento das lavouras de algodão e milho segunda safra.
Na Região Sudeste, os acumulados de chuva foram superiores a 80 mm em áreas do sul de São Paulo e de Minas Gerais. Em contrapartida, no norte de Minas Gerais e na divisa entre o Espírito Santo e Rio de Janeiro, os volumes ficaram abaixo de 30 mm. De modo geral, os baixos volumes de chuva causaram restrição hídrica em lavouras de milho e feijão segunda safra.
Na Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 70 mm em grande parte da região. Destaque para o sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul, onde as chuvas ultrapassaram os 150 mm. Estas condições elevaram a umidade do solo nestas áreas, favorecendo os cultivos de segunda safra.
Em abril, as temperaturas máximas permaneceram acima de 30 °C em grande parte das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os maiores valores foram registrados em áreas da Região Centro-Oeste, de Tocantins e do oeste da Bahia. Já no leste das Regiões Sul e Sudeste, as temperaturas máximas ficaram abaixo de 26 °C.
Em relação às temperaturas mínimas, os valores superaram 22 °C em grande parte das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Nas Regiões Sul e Sudeste, as mínimas ficaram abaixo de 18 °C, refletindo em condições mais amenas. Destacam-se, ainda, episódios isolados de frio no final de abril, com registro de geadas em áreas pontuais da Região Sul, associados à atuação de uma massa de ar polar de fraca intensidade.
1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA
Na figura abaixo, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no período de 16 a 30 de abril de 2026. Nesse intervalo, foram registrados valores entre 0,5 °C e 2° C ao longo da faixa longitudinal, compreendida entre 90°W e 160°E, indicando temperaturas acima da média climatológica e superiores às observadas no mês anterior. As águas mais aquecidas concentraram-se na costa oeste da América do Sul, entre 80°W e 100°W, onde as anomalias variaram entre 2 °C e 3 °C.
Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaram-se valores positivos ao longo de abril, evidenciando um rápido aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Na segunda quinzena do mês, essas anomalias ultrapassaram 0,5 °C, sinalizando uma possível transição da condição de neutralidade para um futuro evento de El Niño. Contudo, para a caracterização oficial do fenômeno, é necessária a persistência desse aquecimento por, no mínimo, três meses consecutivos.


A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta para a transição das condições de Neutralidade para El Niño (fase quente), durante o trimestre maio, junho e julho, com probabilidade de 88%.

1.3 – PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO MAIO, JUNHO E JULHO 2026
As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do INMET, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas acima da média em grande parte das Regiões Norte e Nordeste, além de áreas de Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média.
Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média em grande parte da Região Norte, favorecendo a manutenção de elevados níveis de umidade no solo, principalmente na porção norte da região. Por outro lado, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média no sul de Tocantins, leste do Acre, sul de Rondônia e na faixa de divisa entre Amazonas e Roraima.
Destaca-se ainda que, com a aproximação do inverno, aumenta a probabilidade de redução gradual das chuvas no sul da região amazônia a partir de junho, o que tende a diminuir progressivamente os níveis de umidade do solo nessas áreas.
Na Região Nordeste, a previsão indica chuvas acima da média, concentrandose principalmente nas faixas norte e leste da região. No sul da Bahia, a tendência é de ocorrência de chuvas mais irregulares ao longo do final do trimestre, condição que pode favorecer a redução gradual dos níveis de umidade do solo, incluindo áreas da região do Matopiba.
Em grande parte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste, são previstas chuvas próximas e abaixo da média. Em Mato Grosso, sudeste de Goiás e leste de São Paulo, podem ocorrer volumes acima da média. Entretanto, com aproximação do inverno, existe uma tendência sazonal de redução das chuvas, especialmente em junho e julho, e de diminuição dos níveis de umidade de solo Na Região Sul, são previstas chuvas próximas ou abaixo da média para Paraná e Santa Catarina.
Já no Rio Grande do Sul, as chuvas podem ficar acima da média, e os níveis de umidade do solo devem permanecer satisfatórios em grande parte da região durante o trimestre. As temperaturas médias do ar devem permanecer próximas ou acima da média histórica em grande parte do país. Valores superiores a 25 °C são previstos para a Região Norte, centro-norte da Região Nordeste e norte de Mato Grosso. Já nas Regiões Sul e Sudeste, áreas de Mato Grosso do Sul, porções leste e sul de Goiás, Distrito Federal e sul de Mato Grosso, temperaturas mais amenas e inferiores a 22 °C podem ocorrer. Destacamse ainda, as áreas de maior altitude das Regiões Sul e Sudeste, onde as temperaturas podem ficar abaixo de 15 °C, especialmente durante a atuação de massas de ar frio.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade21 horas agoEm abril, IBGE prevê safra de 348,7 milhões de toneladas para 2026 – MAIS SOJA
Featured14 horas agoPL realiza evento para intensificar articulação com a imprensa de MT
Sustentabilidade13 horas agoSafra brasileira de grãos pode alcançar recorde e chegar a 358 milhões de toneladas – MAIS SOJA
Featured15 horas agoSão Benedito entra no ranking das maiores construtoras do Brasil e conquista 1º lugar no Centro-Oeste e em Mato Grosso
Business21 horas agoConab mantém estimativa da safra 2025/26 em 357,97 milhões de toneladas no 8º levantamento
Sustentabilidade23 horas agoEmbrapa, Simbiose e Bioma levam inovação para reduzir dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados com a Caravana Solo Vivo, Fósforo Ativo – MAIS SOJA
Featured24 horas agoPolícia Civil qualifica 127 agentes para investigar crimes de gênero em Mato Grosso
Sustentabilidade20 horas agoSeguro rural: produtor enfrenta mais restrições na contratação e custo alto em cenário de riscos maiores – MAIS SOJA


















