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30 de junho de 2026

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Conflito prolongado no Oriente Médio ameaça oferta de fertilizantes, diz indústria

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A combinação de fatores internos e externos tem elevado os custos dos fertilizantes no Brasil e acendido o alerta no setor. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do estado do Paraná (Sindiadubos-PR) , Aluísio Schwartz, o produtor rural enfrenta um cenário de pressão nos preços, enquanto a rentabilidade segue comprometida.

“Estamos praticamente em uma tempestade perfeita, com fertilizantes disparando e o preço dos grãos não acompanhando. A relação de troca está extremamente desfavorável para o produtor”, afirmou em entrevista ao Mercado & Cia.

Medidas internas elevam custo no campo

Entre os fatores internos, Schwartz destaca o impacto do novo modelo de cobrança de PIS/Cofins, que entra em vigor em abril e deve elevar o custo dos fertilizantes em cerca de 2%.

“O agricultor, a partir de 1º de abril, vai pagar cerca de 2% a mais pelo fertilizante com a nova cobrança de PIS/Cofins”, disse.

Além disso, a tabela mínima de frete também pressiona os preços. Segundo ele, a medida elimina uma dinâmica comum do setor, em que o frete do fertilizante era mais barato no retorno dos caminhões após o escoamento da safra.

“Agora o agricultor vai pagar pelo fertilizante o mesmo frete que paga para levar o grão ao porto. Isso encarece o custo”, afirmou.

O aumento do diesel também entra na conta. “O diesel impacta diretamente o custo do produtor, porque ele é amplamente utilizado em toda a operação no campo”, acrescentou.

Oferta global preocupa e aumenta incerteza

No cenário internacional, a preocupação está ligada à redução da oferta de insumos. A menor disponibilidade de enxofre, matéria-prima essencial para a produção de fertilizantes, já impacta a produção global.

Segundo Schwartz, o Brasil já sente esse efeito, com redução no volume do insumo importado.

“O mundo inteiro está com menos enxofre disponível. Se você olhar o lineup no Brasil, ele já está reduzido”, afirmou.

Ele também citou restrições nas exportações por parte da China e os efeitos de conflitos geopolíticos nas cadeias de suprimento.

Apesar do cenário, Schwartz afirma que o histórico do setor mostra que o abastecimento costuma se ajustar, mas reconhece que o momento é mais incerto.

“Em anos anteriores já houve risco de desabastecimento, mas nunca aconteceu. Sempre, na última hora, o mercado se ajustou e o fertilizante chegou”, disse.

No entanto, ele alerta para um ambiente mais desafiador neste ano.

“Este ano é diferente. Está mais difícil prever o que pode acontecer daqui para frente”, afirmou.

O presidente do Sindiadubos-PR destacou ainda a dependência do fornecimento internacional de enxofre.

“Um dos principais fornecedores do Brasil indica que consegue manter o fornecimento por cerca de dois meses sem novas cargas. Depois disso, a situação fica mais delicada”, explicou.

Para ele, a normalização das rotas internacionais será decisiva. “Temos que torcer para que as rotas no Golfo Árabe sejam restabelecidas o mais rápido possível, para que esse enxofre volte a chegar”, disse.

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Pesquisa da Embrapa mostra que germinação deixa arroz mais nutritivo e reduz tempo de cozimento

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Foto: Cristina Takeiti/Embrapa

O arroz, um dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros, pode ganhar importantes benefícios nutricionais quando passa pelo processo de germinação. Uma pesquisa conduzida pela Embrapa, em parceria com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), revelou que a técnica aumenta a concentração de compostos bioativos, reduz o tempo de cozimento e pode abrir caminho para o desenvolvimento de novos alimentos funcionais.

Segundo os pesquisadores, a germinação eleva em cerca de 91% o teor de ácido gama-aminobutírico (GABA), um neurotransmissor associado a diversos benefícios fisiológicos. O aumento foi observado após apenas 16 horas de germinação do grão.

De acordo com a pesquisadora Cristina Yoshie Takeiti, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, o processo ativa mecanismos naturais do arroz que ampliam a presença de compostos importantes para a saúde, como flavonoides e ácidos fenólicos.

“Esses compostos possuem propriedades antioxidantes e podem contribuir para a redução do risco de doenças crônicas não transmissíveis”, explica.

Além de tornar o alimento mais nutritivo, a germinação também reduz o tempo de preparo, característica que atende à demanda crescente dos consumidores por praticidade no dia a dia.

Mais benefícios para o organismo

O estudo também identificou mudanças na composição e na estrutura do amido presente no arroz. Os cientistas verificaram que o grão germinado, quando cozido e posteriormente congelado, apresentou aumento expressivo nos níveis de amido resistente, um tipo de carboidrato que atua de forma semelhante às fibras alimentares.

Segundo a pesquisadora Maria Eugênia Oliveira, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, o arroz germinado cozido em panela elétrica e armazenado congelado por 30 dias apresentou aumento de 100% no teor de amido resistente.

Esse composto está associado a benefícios como melhora do funcionamento intestinal, estímulo ao crescimento de bactérias benéficas da microbiota, auxílio no controle da glicemia e aumento da sensação de saciedade.

Potencial para novos alimentos funcionais

Os pesquisadores acreditam que os resultados podem impulsionar o desenvolvimento de novos produtos à base de arroz com maior valor agregado.

A expectativa é que a tecnologia contribua para ampliar o portfólio de alimentos funcionais disponíveis no mercado, atendendo consumidores interessados em saúde, conveniência e sustentabilidade.

Além disso, a adoção de novas aplicações industriais pode fortalecer a competitividade da cadeia produtiva do arroz no Brasil, agregando valor ao cereal.

Diferença entre arroz integral e arroz germinado

Embora ambos sejam considerados opções mais nutritivas que o arroz branco tradicional, o arroz germinado passa por um processo adicional.

Após ser colocado de molho em água morna, o grão inicia a germinação, ativando enzimas responsáveis pelo aumento de compostos bioativos. O resultado é um alimento mais macio, de sabor levemente adocicado, mais fácil de digerir e com níveis de GABA significativamente superiores aos encontrados no arroz integral comum.

Outra vantagem é o cozimento mais rápido, já que o processo de germinação altera a estrutura do grão.

Armazenamento adequado é fundamental

Apesar dos benefícios, os pesquisadores alertam para a necessidade de armazenar corretamente o arroz germinado após o preparo.

Durante os testes, amostras mantidas em temperatura ambiente apresentaram crescimento da bactéria Bacillus cereus, associada a doenças transmitidas por alimentos.

Por outro lado, o resfriamento ou congelamento logo após o preparo impediu a multiplicação do microrganismo. Por isso, os cientistas reforçam a recomendação de não deixar o arroz cozido fora da geladeira por longos períodos e de armazená-lo refrigerado ou congelado quando não for consumido imediatamente.

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Agro Mato Grosso

Abandono escolar entre alunos da educação especial cresce 185% em MT, diz TCE

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Relatório do USDA deve indicar mais soja e menos milho nos EUA

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O relatório de área plantada do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), conhecido como Acreage e previsto para esta terça-feira, deve confirmar leve aumento da área de soja e pequena redução da área de milho no país, na avaliação da Hedgepoint Global Markets. A leitura da consultoria é de um efeito moderado sobre o mercado, com viés levemente baixista para a oleaginosa e altista para o cereal, caso os dados venham em linha com o esperado.

Segundo análise divulgada nesta segunda-feira pelo coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, Luiz Fernando Roque, o consenso de mercado aponta área plantada de soja em 85,4 milhões de acres, ou 34,5 milhões de hectares. O volume representa alta de 0,8% frente aos 84,7 milhões de acres, ou 34,3 milhões de hectares, informados em março.

Para o milho, a projeção é de 95,0 milhões de acres, equivalentes a 38,4 milhões de hectares, ante 95,3 milhões de acres, ou 38,6 milhões de hectares, na intenção de plantio divulgada anteriormente. A estimativa indica recuo de 0,4%. No trigo, a expectativa é de estabilidade, em 43,9 milhões de acres, ou 17,7 milhões de hectares.

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Roque afirmou que, se esse ajuste se confirmar, o relatório terá tom levemente baixista para a soja e levemente altista para o milho. A Hedgepoint ressalta que mudanças mais expressivas entre os relatórios de março e junho costumam ocorrer em temporadas com atraso no plantio, o que não ocorreu neste ciclo. Entre abril e maio, os trabalhos avançaram sem grandes interrupções climáticas e em ambiente de campo considerado favorável.

Ainda assim, a consultoria avalia que o cenário regular da temporada não elimina a chance de surpresas. Na leitura de Roque, o produtor norte-americano mantém mais dúvidas em relação à soja, diante das incertezas do lado da demanda, especialmente ligadas à China e à guerra comercial. Nesse contexto, resultados diferentes do consenso, como aumento da área de milho e redução da soja, ou até manutenção das áreas, seguem no radar do mercado.

No cenário central da Hedgepoint, o Acreage tende a ser levemente baixista para a soja, levemente altista para o milho e neutro para o trigo. Se os números divergirem das projeções, a consultoria avalia que a reação em Chicago pode ganhar intensidade.

Fonte: Estadão Conteúdo

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