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Exportações de soja saltam 80% e milho avança 18% em janeiro

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Brasil exportou US$ 2,6 bilhões para o Leste Europeu e o farelo de soja foi um dos destaques

Os embarques brasileiros de soja em grão cresceram 80% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados apresentados no Agroexport desta quarta-feira (10). Foram exportadas 1,87 milhão de toneladas, ante 1 milhão em janeiro de 2025. Apesar do avanço expressivo, o volume não foi recorde para o mês. Em 2022, o país embarcou 2,45 milhões de toneladas e, em 2024, atingiu 2,85 milhões, o maior patamar da série para janeiro.

Reprodução Canal Rural

Havia potencial para um resultado ainda maior porque o Brasil colhe uma safra robusta, estimada em cerca de 170 milhões de toneladas, o que amplia o excedente exportável. No entanto, parte relevante dessa oferta ficou no mercado interno.

Segundo análise apresentada no quadro Agroexport, o crescimento confirma um cenário de forte liquidez para a soja, impulsionado pela grande produção. Porém, a exportação enfrenta concorrência direta da demanda doméstica, especialmente da indústria de biodiesel. O país avança para a mistura B15, com 15% de biodiesel no diesel, o que eleva o consumo interno de soja. Além disso, o farelo mantém a demanda aquecida, após recorde de exportações no ano passado.

Milho

No milho, os embarques somaram 4,24 milhões de toneladas em janeiro de 2026, alta de 18% sobre as 3,6 milhões de toneladas registradas em janeiro de 2025. Assim como na soja, o volume não foi o maior da história para o mês, mesmo diante de uma safra superior a 130 milhões de toneladas.

A principal razão também é o fortalecimento da demanda interna, puxada pelo etanol de milho, especialmente no Mato Grosso. A indústria deve consumir entre 30 e 35 milhões de toneladas do cereal em 2026, reduzindo o excedente disponível para exportação.

O cenário indica forte liquidez tanto para soja quanto para milho, com mercado interno e externo ativos. Ainda assim, especialistas alertam que liquidez não é sinônimo de rentabilidade. Os custos de produção, como fertilizantes, defensivos e logística, seguem elevados e continuam pressionando as margens do produtor.

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Cacau sofre queda de 65% em menos de dois anos e setor pede fim das importações

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Foto: Divulgação/Aiba

O excesso de oferta e a redução da demanda vem provocando uma queda acentuada nos preços do cacau. Na Bolsa de Nova York, a cotação da amêndoa caiu 65,6% em menos de dois anos, indo de US$ 10.945,62 a tonela em 28 de maio de 2024 para 3.761,26 na última terça-feira (10).

O acúmulo dos estoques em importantes regiões produtoras, como Costa do Marfim e Gana, combinada com a demanda retraída pelo produto ajudam a explicar o tombo. No Brasil, o cenário tem gerado manifestações públicas. Em janeiro, a Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia divulgou nota contra o excesso de importação de cacau, especialmente da África. A iniciativa foi apoiada por sindicatos da região e por produtores e trabalhadores que chegaram a interditar rodovias para portestar contra os preços baixos e supostos esquemas de cartel.

De acordo com a coordenadora de projetos da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa/Senar), Maria Goretti Gomes, houve uma inversão de fluxo nos últimos anos. “Até meados de 2025 o mercado sai de um déficit extremo para uma fase de reequilíbrio, isto é, nós tínhamos pouca oferta e uma demanda gigantesca no mundo. Já em 2026 acontece o contrário, os preços derrubam porque nós temos muita oferta e pouca demanda, com o mercado mundial que está comprando menos.”

Segundo ela, somada à queda na bolsa, há o deságio aplicado pelos compradores em cima do cacau brasileiro. “Isso leva cada vez mais os nossos preços a caírem. […] um produtor hoje ele está gastando muito mais para produzir, o que ele fica de lucro é tão pouco, a margem dele é tão mínima que hoje em dia eu tenho certeza que o cacauicultor pensa duas vezes em
continuar em nossa cultura, o que é uma tristeza”, ressalta.

De acordo com Maria, a principal luta do setor atualmente é manter a competitividade convencendo o governo a não mais importar cacau, que chega ao país isento de impostos.

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Notificações a produtores que não manejaram vegetação em rede elétrica são canceladas

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Foto: Pixabay

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) terá de cancelar as notificações que enviou a produtores rurais que não realizaram o manejo da vegetação no entorno da rede de distribuição dentro das propriedades.

O cancelamento acontece após negocição da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema Faep), que tenta revogar a Lei Estadual 20.081/2019, voltada a obrigar os agricultores paranaenses a realizarem a tarefa em um raio de 15 metros ao redor das linhas da concessionária localizadas em áreas rurais.

De acordo com a Federação, a lei representa uma transferência indevida ao impor ao proprietário rural custos e encargos operacionais de uma obrigação que é da concessionária, além do risco de vida.

“Nosso foco segue na revogação desta lei, que impõe ao produtor uma responsabilidade que não é sua, pois a manutenção da faixa livre é uma atribuição legal da Copel”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Resolução da Aneel isenta produtor

O entendimento do Sistema Faep se baseia na Resolução 1.000/2021 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que define a poda ou supressão de árvores em áreas rurais como responsabilidade da distribuidora.

A entidade também destaca que o manejo de vegetação nativa exige licenciamento ambiental específico. “Além da questão legal, há risco operacional direto. Essa é uma atividade que exige técnica e equipamentos adequados, disponíveis à concessionária. Transferi-la ao produtor é expô-lo a perigos desnecessários” complementa Meneguette.

Apesar de o prazo inicial de carência de cinco anos previsto na lei estadual já ter transcorrido, a norma ainda não conta com regulamentação específica que detalhe procedimentos, valores de multas e agentes fiscalizadores. “Neste cenário, a emissão das notificações pela Copel ocorre em um contexto de ausência de regulamentação específica”, finaliza a nota do Sistema Faep.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Copel e ainda não obteve retorno. O texto será atualizado conforme a resposta da concessionária.

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VÍDEO: produtores despejam toneladas de cebola em rodovia em protesto por preços baixos

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Foto: Reprodução/ Montagem

Toneladas de cebola foram descartadas por produtores às margens de uma estrada em Nova Itália, no município de Aurora, em Santa Catarina, em protesto pelos preços baixos.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, com depoimentos e imagens de drone, é possível notar a quantidade de hortaliça despejada em um terreno, cujo dono autorizou a ação para usar o produto como adubo futuramente.

A ação acontece em decorrência da crise econômica vivida pelos agricultores da região, que têm na cebolicultura a principal fonte de renda. A prefeitura de Ituporanga, ao lado de Aurora e conhecida como a “Capital Nacional da Cebola”, publicou na última quinta-feira (5) o Decreto nº 0017, declarando situação de emergência no setor agrícola por 180 dias, período que pode ser prorrogado.

De acordo com a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente do município, o cenário de baixa remuneração tem provocado prejuízos aos agricultores, comprometido a renda das famílias rurais e gerado impactos diretos na economia local.

Preço da cebola em queda

Os preços da cebola vêm caindo desde o início do segundo semestre. A saca de 20 quilos (classe 3 a 5) em junho de 2025 foi comercializada em média a R$ 30,36 em Santa Catarina, com custo de produção estimado em R$ 1,67 por quilo.

A baixa remuneração ao produtor decorre do excesso de oferta, já que o estado, líder na produção da hortaliça, deve registrar safra recorde em 2025/26, com estimativa de quase 600 mil toneladas, incremento de 7,3% em relação à temporada anterior, conforme o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri.

Segundo o produtor e presidente do Sindicato Rural de Ituporanga, Arny Mohr, a safra 2024/25 já havia sido de prejuízos aos cebolicultores da região. “Entramos na safra 2025/26 de forma ainda pior, [com o preço] pagando somente 50% do custo da produção da cebola”, declara.

Medidas emergenciais

Com o decreto, a administração municipal de Ituporanga fica autorizada a adotar ações administrativas excepcionais para reduzir os efeitos da crise, incluindo priorização de políticas públicas para o setor, revisão de prazos administrativos, ampliação de programas de apoio à produção, suporte para acesso a crédito e renegociação de dívidas, além de articulação com governos estadual e federal e instituições financeiras.

De acordo com a prefeitura, o reconhecimento da emergência também permitirá ao município formalizar pedidos de apoio técnico e financeiro, bem como subsidiar novos programas e medidas voltadas à manutenção da atividade rural e à mitigação dos impactos econômicos e sociais.

Segundo a prefeitura de Ituporanga, a iniciativa tem como objetivo preservar a sustentabilidade da produção agrícola, proteger os produtores rurais e reduzir os impactos econômicos sobre o município.

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