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Mercado sênior impulsiona novo padrão de moradia e orienta projetos em cidades médias

Assessoria – O mercado brasileiro de residências voltadas ao público sênior – acima de 60 anos – deve crescer de US$ 82,3 bilhões em 2025 para US$ 135,6 bilhões até 2031, com taxa anual de 8,7%, impulsionado pelo envelhecimento da população, pela urbanização e pela demanda por moradias que integrem bem-estar, segurança e autonomia, conforme relatório da empresa Mobility Foresights.
É dentro desse cenário econômico que o Parque Sinop, da PZ Empreendimentos, se insere ao adotar soluções habitacionais alinhadas ao conceito Senior Living, no empreendimento erguido em Sinop (MT).
O empreendimento acompanha uma tendência de mercado que deixa de tratar a moradia para idosos como nicho e passa a enxergá-la como estratégia de médio e longo prazo. Relatórios do setor apontam que, nos próximos anos, esse modelo deve evoluir para formatos mais integrados, com foco em prevenção, qualidade de vida e autonomia, reduzindo a necessidade de adaptações futuras.
No Parque Sinop, essa lógica se traduz em apartamentos com circulação acessível, portas com largura ampliada, ausência de desníveis, banheiros seguros e sistemas de emergência, além de áreas comuns planejadas para promover convivência, bem-estar e integração com o entorno urbano. O modelo dialoga com critérios ESG cada vez mais valorizados por investidores, como eficiência energética, inclusão e sustentabilidade.
Segundo o CEO da PZ Empreendimentos, Filipe Pitz, o Parque Sinop já nasce alinhado a essa leitura econômica e demográfica.
“Pensamos o projeto para acompanhar o morador ao longo do tempo. As soluções de acessibilidade, a ausência de desníveis, os banheiros adaptados, a circulação mais segura e os sistemas de apoio não são voltados apenas à terceira idade, mas a qualquer pessoa que queira morar com mais funcionalidade, conforto e previsibilidade para o futuro”, afirma.
Outro diferencial do empreendimento é a Rua Acalmada, uma tendência internacional conhecida como traffic calming, que prioriza a redução da velocidade dos veículos, aumenta a segurança e devolve o espaço urbano às pessoas. Em Sinop, a Rua Acalmada vai conectar o Parque Sinop com o PZ Offices e o PZ Ecomall, primeiro shopping gastronômico da cidade.
Dados do IBGE mostram que a proporção de brasileiros com mais de 60 anos quase dobrou nas últimas duas décadas e deve ultrapassar 30% da população até 2060. Esse movimento pressiona o mercado imobiliário a oferecer produtos mais adequados a um perfil de morador que busca permanência prolongada no imóvel, autonomia e segurança no cotidiano.
Além do crescimento populacional, o público sênior concentra cada vez mais renda e poder de consumo. Informações do Instituto Locomotiva indicam que a economia prateada movimenta atualmente cerca de R$ 1,8 trilhão por ano no Brasil, com projeção de alcançar R$ 3,8 trilhões até 2044, consolidando o envelhecimento como vetor econômico relevante.
Pitz aponta que os empreendimentos que incorporam o conceito Senior Living tendem a ganhar protagonismo no mercado imobiliário brasileiro, especialmente em cidades médias com crescimento econômico consistente.
“Mais do que uma escolha arquitetônica, trata-se de uma resposta direta às mudanças estruturais da economia, da demografia e do comportamento de consumo no país. É uma oportunidade para investidores diante do envelhecimento populacional e escassez de oferta de empreendimentos como o Parque Sinop”.
Agro Mato Grosso
Tecnologia reduz em 28% o consumo de diesel e salva 20 mil litros por safra em MT

Com a escalada do preço do combustível em 2026, modernização da frota deixa de ser luxo para virar estratégia de sobrevivência. Tratores de alta performance em Lucas do Rio Verde já entregam plantio 82% mais ágil.
O diesel caro em 2026 acendeu o alerta vermelho nas fazendas de Mato Grosso. No entanto, o que parecia ser apenas um aumento de custo está acelerando uma revolução tecnológica no médio-norte. Testes de campo revelam que a troca de máquinas antigas por modelos de alta eficiência pode economizar mais de 20.000 litros de diesel por equipamento ao longo de uma safra média de 2.000 horas. É dinheiro que deixa de queimar no motor e volta direto para o bolso do produtor.
O Segredo do Torque: Menos Rotação, Mais Potência
A grande virada de chave está na inteligência entre motor e transmissão. Tecnologias como a transmissão continuamente variável (CVT), presente em modelos como o MF 8S.305, permitem que o motor trabalhe com alto torque em baixas rotações.
Resultado Real: Em operações de plantio direto, o consumo caiu de 33,75 l/h para 24,19 l/h — uma redução de 28,33% apenas pela integração inteligente do sistema.
Eficiência que Atravessa Culturas
A economia não se limita aos grandes grãos. No setor sucroenergético, tratores modernos registraram consumo por hectare até 42,5% inferior. Em subsolagens profundas, a combinação de alto torque permitiu antecipar o fim da operação em até 17 dias, reduzindo drasticamente o pagamento de horas extras e a exposição da frota ao consumo de diesel.
Desperdício Zero: Fertilizantes e Sementes
A tecnologia não para no tanque de combustível. A integração entre trator e implementos modernos, com corte de seção e controle individual de linhas, elimina em até 50% o desperdício de sementes e fertilizantes em áreas de sobreposição.
Ganho Logístico: A substituição de frotas antigas tem gerado um aumento de até 82% na eficiência operacional de plantio. “Isso significa finalizar as janelas de operação com dias de antecedência”, destaca Lucas Zanetti, da Massey Ferguson.
“A modernização da frota passou a ser uma decisão técnica e econômica. A adoção de máquinas agrícolas com maior eficiência no consumo de diesel contribui para uma maior previsibilidade de custos, aumento da produtividade operacional e um aproveitamento muito superior dos recursos“, afirma Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produtos da Massey Ferguson. “Hoje, a eficiência energética se consolida como um dos principais critérios técnicos na escolha do maquinário agrícola pelo produtor”.
Agro Mato Grosso
Etanol de milho ganha destaque e MT se consolida como o maior produtor de biocombustível

Conhecido há muitos anos como segunda safra, o plantio do milho iniciou em Mato Grosso como alternativa para o aproveitamento do espaço após a colheita da soja e hoje já não é mais uma segunda opção. Assim como a soja, o milho se tornou uma das principais culturas semeadas no estado, com a produção de 55,43 milhões de toneladas na safra de 2024/25. Desta quantidade, mais de 13,9 milhões de toneladas foram destinadas à produção do etanol de milho, tornando Mato Grosso o maior produtor de biocombustível de milho. O etanol ganhou destaque no estado com a chegada das usinas nos principais municípios produtores.
Mato Grosso produziu mais de 5,6 bilhões de litros de etanol, se consolidando como o maior produtor do Brasil. Para movimentar todo o setor, a produção de biocombustível emprega mais de 147 mil pessoas em Mato Grosso e arrecadou mais de R$ 833,6 milhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 2025, segundo os dados da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT). Todos esses números mostram a grandiosidade da cultura do milho para Mato Grosso, que se reflete nas cidades, como afirmou o vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo.
“A industrialização é o principal vetor da economia, ela sustenta toda a economia do Estado. Então, quando você aumenta a indústria, você está aumentando a renda do Estado e isso reflete para a população com mais saúde, mais educação e mais estradas. Então, todo o grão que é industrializado aqui, ele gera valor agregado, isso fortalece toda a cadeia, não só da agricultura, mas também da sociedade em geral”, disse.
Gilson destaca que com o avanço da produção do etanol e com a maior disponibilidade do combustível no mercado, o valor final do produto pode ficar mais atrativo para os consumidores. Além do combustível, com o DDG (Dried Distillers Grains), que é a biomassa destinada à ração animal, o preço da carne também pode ficar mais econômico para a população, já que o produto fica disponível o ano todo.
Além da produção do biocombustível, em 2025, as usinas também produziram 2,2 bilhões de litros de biodiesel e 2,7 milhões de toneladas de DDG. Esses subprodutos são extraídos durante o processo de fabricação do etanol, aproveitando por completo a matéria-prima.
Com a chegada das usinas de etanol de milho, a demanda pelo grão cresceu e o ritmo deve aumentar nos próximos anos. Atualmente, há 12 usinas de etanol de milho em operação, outras 10 em construção e mais cinco sendo projetadas em Mato Grosso, como apontou o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A delegada coordenadora do núcleo de Tapurah, Daiane Kirnev, afirmou que esse aumento na demanda incentiva o produtor rural.
“Houve um incentivo da produção de milho, afinal de contas, com mais mercados para a gente vender e com os valores um pouco melhor, isso acabou incentivando o produtor a aumentar o plantio de milho. Antes era uma coisa incerta por causa dos valores e tudo é oferta e demanda, quando tem mais demanda, acaba incentivando muito mais o produtor a plantar para que ele garanta os custos da produção”, afirmou.
Além de produzir, o agricultor de Tangará da Serra, Romeu Ciochetta, também investe no setor da indústria do etanol de milho. Ele contou que as indústrias de etanol trouxeram mais segurança para os produtores investirem no milho e ampliarem os quadros de colaboradores, pois com a aproximação das indústrias os produtores reduziram as preocupações com o escoamento do grão e conseguem comercializar o grão em todos os meses do ano.
Ciochetta afirmou que a vinda do mercado para Mato Grosso abriu novas oportunidades aos produtores e também empresários. A indústria de etanol movimenta, diretamente e indiretamente, uma grande cadeia de empregos e outras indústrias.
“Tudo isso é uma grande cadeia que se a gente analisar o início dessa operação, lá no plantio da muda de eucalipto, usado para aquecer as caldeiras das usinas, até a carne ser consumida ou etanol no tanque do veículo, é muita gente trabalhando, transportando e tudo isso sem derrubar nenhuma árvore, tudo isso sem impactar o meio ambiente”, afirma.
Ciochetta também destacou as práticas sustentáveis no setor do etanol e afirmou que a tendência do futuro é o combustível verde, proveniente de fontes renováveis como o milho. Hoje, mais de 20% do etanol utilizado no Brasil, já vem do milho e com as práticas sustentáveis e a preocupação com o futuro, o número deve aumentar e o mercado abrir novas oportunidades.
“As oportunidades são inúmeras, porque o mundo cada vez mais vai atrás e vai querer consumir combustível verde. Então, isso desde a aviação até os carros menores, enfim, é uma tendência e eu acredito muito nessas oportunidades. Então, o Brasil realmente está destinado ao sucesso, eu acredito muito nisso e vamos em frente”, contou.
Com o avanço das indústrias do etanol de milho em Mato Grosso, o estado, já líder na produção de milho, se consolida como o maior produtor do etanol de milho do país. Todo esse avanço econômico fomenta a produção local, representando mais empregos e infraestrutura para o interior do estado, refletindo nas práticas incentivadas pela Aprosoja MT.
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Herbicida fendioxypyracil amplia controle em pós-emergência

Um novo herbicida inibidor da protoporfirinogênio oxidase (PPO) surge como alternativa para manejo de plantas daninhas em pós-emergência. O fendioxypyracil apresenta atividade sistêmica e controle de amplo espectro em gramíneas e folhas largas, com alta eficácia em doses reduzidas.
O composto atua sobre enzimas PPO1 e PPO2, ligadas à biossíntese de clorofila e heme, explicam os cientistas envolvidos no projeto. A inibição bloqueia a conversão de protoporfirinogênio IX em protoporfirina IX. O acúmulo desse intermediário leva à formação de espécies reativas de oxigênio sob luz. O processo provoca dano de membranas, necrose e morte da planta.
Modo de ação

Ensaios bioquímicos confirmaram o modo de ação. O fendioxypyracil apresentou valores de IC50 inferiores aos do padrão comercial saflufenacil para ambas as isoformas da enzima. O resultado indica maior potência, com destaque para PPO2 em Amaranthus tuberculatus.
Avaliações fisiológicas reforçaram o mecanismo. O herbicida induziu necrose rápida em tecidos expostos à luz e forte inibição de crescimento. A assimilação de CO2 caiu de forma expressiva. Não ocorreu inibição direta do fotossistema II, o efeito depende de luz. O perfil fisiológico alinhou o composto com outros inibidores PPO, com probabilidade superior a 99% para esse modo de ação.
Amplo espectro
Ensaios em casa de vegetação demonstraram amplo espectro. O produto controlou gramíneas como Avena fatua, Digitaria sanguinalis, Eleusine indica e Echinochloa crus-galli. O controle de folhas largas também ocorreu de forma consistente, explicam os pesquisadores envolvidos no projeto.
A eficácia apareceu em diferentes condições ambientais. Os experimentos incluíram casas de vegetação com temperaturas entre 12 ºC e 24 ºC. A avaliação visual indicou níveis elevados de dano às plantas daninhas poucos dias após aplicação.
A molécula combina núcleo de piridina com cadeia lateral ariloxílica. A estrutura favorece encaixe no sítio ativo da enzima. Essa configuração aumenta a atividade biológica e contribui para o desempenho em campo.
Mais informações em doi.org/10.1002/ps.70763
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