Sustentabilidade
CEPEA: Mercado brasileiro de milho inicia 2026 com ampla disponibilidade interna – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho inicia 2026 com ampla disponibilidade interna – reflexo de estoques de passagem acima dos da temporada anterior – e em meio à expectativa de aumento na produção da primeira safra.
Diante desse cenário de maior oferta, os contratos futuros negociados na B3, que, apesar de indicarem leves reações no primeiro trimestre do ano, operam em patamares inferiores aos da safra anterior.
No mercado internacional, os futuros na Bolsa de Chicago (CME Group) sinalizam curva ascendente ao longo do primeiro semestre de 2026. O ritmo recorde das exportações norte-americanas nos últimos meses, aliado à expectativa de uma relação estoque/consumo global mais ajustada, tem dado sustentação aos preços futuros.
No Brasil, a perspectiva é de área cultivada recorde na safra 2025/26, estimada em 22,7 milhões de hectares, segundo dados da Conab. No entanto, a irregularidade das chuvas e as temperaturas elevadas no Centro-Oeste seguem como pontos de atenção para o desenvolvimento da primeira safra, especialmente da soja, que pode reduzir a janela ideal de semeadura do milho de segunda safra, responsável por cerca de 80% da oferta nacional.
A produção total prevista para 2025/26 deve ser a segunda maior da história, atrás apenas do recorde da temporada atual. A produção elevada deve ser acompanhada por um consumo doméstico recorde, este impulsionado sobretudo pela expansão da indústria de etanol de milho e pela demanda dos setores de proteína animal. Um maior equilíbrio entre oferta e demanda internas tende a vir acompanhado de crescimento das exportações, favorecidas pelo excedente doméstico.
A Conab estima aumento de 3,8% na produção da primeira safra 2025/26, projetada em 25,9 milhões de toneladas, resultado do avanço de 6,8% na área cultivada, após três anos consecutivos de retração. Até o dia 31 de janeiro, a semeadura no País alcançava 95,2% da área prevista, contra 95% no mesmo período de 2024 e ainda acima dos 93,9% da média das últimas cinco safras.
Ao se somar a produção da primeira safra ao estoque de passagem, estimado pela Conab em 12,56 milhões de toneladas ao final de janeiro de 2026, o suprimento disponível no primeiro semestre alcança 38,5 milhões de toneladas, volume equivalente a 41% do consumo doméstico anual, acima dos 30% observados na safra 2024/25.
Para a segunda safra, a Conab projeta aumento de área, mas reduções de produtividade e de produção. Em dezembro, a área destinada ao milho de segunda safra 2025/26 era estimada em 18 milhões de hectares, recorde nacional e 3,8% superior à da temporada anterior. A produtividade e a produção são estimadas em quedas de 6% e de 2%, respectivamente, totalizando 6.105 kg/ha e 110,46 milhões de toneladas. A produção da terceira safra, por sua vez, é estimada em 2,51 milhões de toneladas, recuo de 12,6% em relação a 2024/25.
No agregado, considerando-se estoques iniciais de 12,56 milhões de toneladas em fevereiro de 2026, a produção total de 138,86 milhões de toneladas e as importações de 1,7 milhão de toneladas, a disponibilidade interna na safra 2025/26 é estimada em 153,13 milhões de toneladas. Descontado o consumo doméstico, projetado em 94,6 milhões de toneladas, o excedente interno alcança 58,5 milhões de toneladas, o maior desde 2022/23, quando foi de 61,8 milhões de toneladas, conforme dados da Conab.
As exportações brasileiras são estimadas em 46,5 milhões de toneladas entre fevereiro de 2026 e janeiro de 2027. Caso se confirme, o volume resultaria em estoques de passagem de 12,02 milhões de toneladas em janeiro de 2027, sendo 4% inferiores aos da safra anterior, mas ainda 401% acima da média das últimas cinco temporadas.
OFERTA E DEMANDA MUNDIAIS
A expectativa é de crescimento tanto da produção quanto do consumo mundiais de milho, acompanhado de redução da relação estoque/consumo global. Esse quadro tende a dar maior sustentação aos preços externos e pode ampliar o interesse de produtores brasileiros em vender ao mercado internacional.
Dados do USDA indicam que a produção mundial de milho na safra 2025/26 deve atingir 1,296 bilhão de toneladas, aumento de 5,3% em relação à safra anterior. Nos Estados Unidos, maior produtor global, a colheita é estimada em 425,5 milhões de toneladas, um recorde e 12,5% superior ao da safra 2024/25.
O consumo mundial deve crescer 3%, atingindo 1,284 bilhão de toneladas. Já os estoques globais são projetados em 290,9 milhões de toneladas, queda de 1,29% em relação à temporada anterior, o que reduz a relação estoque/consumo para 22,6%, abaixo dos 23,6% registrados em 2024/25.
Em relação ao comércio internacional, o USDA projeta aumento de 10% nas exportações globais, para 205,1 milhões de toneladas. Os Estados Unidos devem responder por 80 milhões de toneladas, o equivalente a 40% do total mundial, enquanto o Brasil, segundo maior exportador, deve embarcar 41 milhões de toneladas, o que corresponde a 20% das exportações globais. A produção da Argentina também deve crescer na safra 2025/26, intensificando a concorrência no mercado internacional em 2026. O USDA estima aumento de 6% na produção argentina, para 53 milhões de toneladas, com exportações projetadas em 33 milhões de toneladas, o equivalente a 16% do total global.
Fonte: Cepea
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TRIGO/CEPEA: Valores seguem em alta no BR – MAIS SOJA

Em movimento de alta, o preço do trigo em grão atinge em março os mesmos patamares de outubro do ano passado nos estados do Sul do Brasil. Em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea, como São Paulo, o valor do grão é o maior em aproximadamente seis meses. Esse movimento está associado principalmente à valorização do trigo no mercado internacional e à alta do dólar frente ao Real, além de expectativas de redução de área e produção na próxima safra brasileira.
Nesse contexto, segundo pesquisadores do Cepea, produtores têm restringido a oferta do cereal no mercado spot, apostando em novas valorizações e considerando a futura necessidade de recomposição de estoques pelas moageiras no período de entressafra.
Fonte: Cepea
Autor:CEPEA
Site: CEPEA
Sustentabilidade
MT: Algodão entra em fase crítica e bicudo preocupa produtores no Brasil – MAIS SOJA

A Conab divulgou o acompanhamento da fenologia do algodão no Brasil. Assim, até 21 de mar/26, as lavouras se encontravam com 18,10% das áreas em fase vegetativa, 53,90% em floração e 28,00% em formação de maçãs. Nesse período, a tendência é de que a cultura fique mais suscetível à incidência de pragas, entre elas, a principal é o bicudo-do-algodoeiro.
Especificamente em Mato Grosso, conforme o relatório divulgado pelo Instituto Matogrossense do Algodão (Ima-MT), no início do ciclo da cultura, os indicadores de monitoramento registraram alta incidência do inseto no período pré-safra. Como consequência, a infestação pode provocar a queda de botões e maçãs, além de reduzir a qualidade da fibra. Diante desse cenário, o manejo adequado, aliado a condições climáticas favoráveis, são essenciais para o bom desempenho da cultura.
Confira os principais destaques do boletim:
- VALORIZAÇÃO: o preço do algodão na bolsa de NY, contrato dez/26, teve elevação de 0,88% frente à semana anterior, ficando cotado na média de ¢ US$ 72,88/lp.
- BAIXA: o dólar compra Ptax apresentou queda de 0,06% em relação à semana passada, sendo cotado na média de R$ 5,24/US$.
- ALTA: o preço pluma Imea valorizou 1,18% em relação à semana passada, sendo cotado na média de R$ 113,56/@, acompanhando os preços externos do algodão.
A alta do dólar e a valorização do algodão na bolsa de NY elevaram as paridades de exportação em Mato Grosso.
Na última quinzena (10/03 a 27/03), as paridades de jul/26 e dez/26 apresentaram aumento em relação à quinzena anterior (17/02 a 09/03). Assim, o contrato de jul/26 ficou precificado na média de R$ 119,88/@ no período analisado, alta de 4,18% no comparativo quinzenal. Já para dez/26, no mesmo comparativo, houve incremento de 4,82%, ficando na média de R$ 128,94/@. Esse contexto esteve atrelado à valorização das cotações do algodão na bolsa de Nova York, com o aquecimento da demanda internacional contribuindo
para sustentar a firmeza dos preços.
Somada a isso, a elevação do dólar também contribuiu para o suporte das paridades, associada à guerra no Oriente Médio e aos ajustes nas taxas de juros brasileiras. Por fim, além das questões citadas, as próximas semanas serão marcadas pelo início da semeadura do algodão nos EUA, o que poderá trazer novas dinâmicas para o comportamento dos preços da pluma.
Fonte: IMEA
Autor:IMEA
Site: IMEA
Sustentabilidade
MT: Colheita da soja chega a 99,7% em Mato Grosso e produção pode ser recorde – MAIS SOJA

A colheita da soja para a safra 25/26 em MT está em sua reta final, até a última sexta-feira (27/03), os trabalhos a campo haviam alcançado 99,74% dos 13,01 mil de ha previstos para a temporada, avanço de 0,60 p.p. O indicador está 1,35 p.p. acima da média dos últimos cinco anos, mas ainda 0,18 p.p. abaixo do colhido no mesmo período da safra anterior. Em relação às regiões do estado, a Oeste, e Centro-Sul atingiram 99,94%, e 99,55% das áreas finalizadas, respectivamente. Vale destacar que, na região Oeste, apenas os municípios que compõem o Vale do Guaporé ainda não finalizaram as operações.
Por outro lado, as regiões Nordeste (99,47%) e Sudeste (99,38%) seguem com atraso em relação à safra 24/25, reflexo da semeadura e do calendário mais tardio, além das condições climáticas ao longo do ciclo. Desse modo, a expectativa é de que a colheita seja totalmente encerrada na próxima semana. Com isso a produção de soja da safra 25/26 poderá ser a maior da história, projetada em 51,51 milhões de t.
Confira os principais destaques do boletim:
- MAIOR: o diferencial de base MT-CME aumentou 6,00% quando comparado à semana passada, reflexo da valorização do preço da soja em Mato Grosso.
- ALTA: motivado pela valorização do prêmio exportação no Porto de Paranaguá, a paridade
exportação mar/27 exibiu um incremento de 1,36% no comparativo semanal. - POSITIVO: o preço da oleaginosa no indicador Cepea-Paranaguá registrou acréscimo de 0,92% frente à semana passada, encerrando o período na média de R$ 129,93/sc.
Demanda aquecida pelo setor de biodiesel tem elevado os preços do óleo de soja em MT.
Nesse contexto, o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional tem elevado o custo do diesel, aumentando a competitividade dos biocombustíveis. Como consequência, o aumento na demanda por biodiesel intensifica a procura por óleo de soja para o esmagamento, principal matéria-prima na produção. Refletindo esse cenário de maior demanda, o preço do coproduto valorizou 1,48% na semana passada, sendo negociado a R$ 5.886,75/t. Em fev/26, a produção de biodiesel no estado atingiu 195.343 m³, alta de 114,38% frente ao mesmo período do ano anterior e 64,07% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o consumo no mercado interno.
Quanto à produção do Brasil, MT respondeu por 22,65% da produção nacional em 2025. Por fim, a ampliação da mistura obrigatória para B16, ainda em 2026, não apenas reduz a necessidade de diesel, mas também aumenta a demanda por óleo de soja. Mesmo com safras recordes, esse movimento contribui para a absorção da oferta e dá suporte aos preços do coproduto no estado
Fonte: IMEA
Autor:IMEA
Site: IMEA
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