Sustentabilidade
Análise mensal do mercado do trigo – MAIS SOJA

A produção mundial de trigo deve crescer 3,5% e atingir volume recorde de 828,89 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo apontam dados divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em novembro. O consumo na temporada 2025/26 está previsto para somar 818,9 milhões de toneladas, ligeiramente menor que a oferta e com aumento de 1,1% em relação à safra anterior. A relação estoque final sobre o consumo deve ir para 33,1%, contra 32,3% na temporada passada.
Destaca-se o avanço de 6,5% nas transações mundiais, para 217,66 milhões de toneladas, o que equivale a 26,3% da produção mundial. Esperam-se maiores importações em 21 dos 25 maiores demandantes do mundo. As exportações devem crescer para a Rússia, a União Europeia, a Austrália, a Argentina e os Estados Unidos. Na Argentina, a maior fornecedora do cereal ao Brasil, dados divulgados em 27 de novembro pela Bolsa de Cereales indicam que, com 33,9% da área colhida até a data, a produção foi revisada para cima, para 25,5 milhões de toneladas. Esse volume se torna um novo recorde, ultrapassando o até então maior volume, de 22,4 milhões de toneladas, registrado na temporada 2021/22. Com isso, o setor brasileiro está bastante atento ao andamento da colheita de trigo da safra da Argentina.
Esse cenário evidencia ampla oferta externa e possibilidade de o Brasil importar maiores volumes da Argentina, fatores que devem pesar sobre os preços nacionais. Além do cenário de safra volumosa na Argentina e no mundo, a desvalorização do dólar frente ao Real reforçou o movimento de queda nos preços do trigo no mercado brasileiro. Em novembro, a média mensal no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.044,82/t, recuo de 8,2% frente a outubro/25, baixa de 17,1% em relação a novembro/24 e a menor desde fevereiro/18 – todas as comparações são em termos reais (valores deflacionados pelo IGPDI). No Paraná, a média foi de R$ 1.196,69/t em novembro, com baixa mensal de 1,6% e anual de 15,9% e a menor desde outubro/23. Já em São Paulo, a média foi de R$ 1.202,63/t, alta de 3,5% frente à de outubro, mas queda de 23,8% em um ano. Em Santa Catarina, a média foi de R$ 1.206,29/t, retrações de 4,5% no mês e de 15,1% em um ano e o menor patamar desde abril/18. O dólar teve média de R$ 5,339 em novembro, 0,9% abaixo da de outubro/25.
OFERTA E DEMANDA BRASILEIRA – Em relatório divulgado em novembro, a Conab projetou a produção nacional em 7,7 milhões de toneladas para 2025, sendo 2,6% abaixo da colheita de 2024. Porém, ao se considerar os estoques iniciais (de agosto/25) e as importações (de 6,7 milhões de toneladas entre agosto/25 e julho/26), a disponibilidade interna fica em 15,8 milhões de toneladas, volume 3,5% maior que o registrado no mesmo período da safra anterior(15,2 milhões de toneladas). Deste total, a Conab estima que, entre agosto/25 e julho/26, 11,81 milhões de toneladas sejam consumidas internamente e que 2,04 milhões sejam exportadas. Com isso, o estoque em julho/26 equivaleria a 16,2% do consumo, contra 11,6% estimado no ano atual.
LEILÕES CONAB – Os valores pagos aos produtores de trigo estão bem abaixo do preço mínimo da política de garantia do governo, o que abre espaço para a intervenção federal, visando apoiar a comercialização e assegurar a remuneração mínima aos agricultores. A Conab divulgou a liberação de R$ 67 milhões para apoiar o escoamento de 250 mil toneladas de trigo do Paraná e do Rio Grande do Sul. Ainda não há editais oficiais, mas a sinalização é de que sejam lançados, preferencialmente, leilões do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e do Prêmio de Escoamento do Produto (PEP). Em ambos os casos, o objetivo é transferir o produto das regiões produtoras para outras praças, reduzindo a oferta local e contribuindo para sustentar os preços no mercado físico.
COLHEITA NO BRASIL – Segundo a Conab, até 29 de novembro, 95,1% da área cultivada no País havia sido colhida. No Rio Grande do Sul, 94% da área foi colhida; no Paraná, 99%; e em Santa Catarina, 62,6%.
DERIVADOS DE TRIGO – Os preços das farinhas seguem em queda, influenciados sobretudo pelas baixas do trigo em grão. De outubro para novembro, as cotações médias das farinhas caíram 1,3% (massas em geral), 1,57% (panificação), 2,7% (bolacha doce), 2,1% (bolacha salgada), 0,19% (farinha integral) e 1,4% (pré-mistura) e subiu ligeiro 0,29% (massas frescas). Já para os farelos, a maior demanda pelo a granel deu certo suporte aos preços em novembro. A média do farelo a granel avançou 1%, enquanto a do ensacado caiu 0,9%.
MERCADO EXTERNO – Os preços internacionais encerraram novembro em alta, impulsionados pela desvalorização do dólar frente às principais moedas, o que tende a aumentar a competitividade das commodities dos Estados Unidos. Em novembro, o primeiro vencimento do Soft Red Winter teve média de US$ 5,3545/bushel (US$ 196,74/t), 4,8% acima da de outubro/25, mas 3% abaixo da de novembro/24. Para o Hard Winter, a média foi de US$ 5,2159/bushel (US$ 191,65/t), avanço de 4,8% no mês, mas queda de 5,8% em um ano. Na Argentina, a média mensal de novembro para os preços FOB do Ministério da Economia foi de US$ 212,94/t, 2,5% abaixo da de outubro e 5,5% inferior à de novembro/24, sendo, ainda, a menor/maior desde dezembro/19.
Confira o Agromensal novembro/2025 da Soja completo, clicando aqui!
Fonte: CEPEA

Autor:AGROMENSAIS NOVEMBRO/2025
Site: CEPEA
Sustentabilidade
Cálcio: o nutriente que pode estar limitando sua lavoura – MAIS SOJA

Embora a calagem seja uma prática de manejo voltada principalmente a correção da acidez e pH do solo, o calcário é uma das principais fontes de Cálcio para o sistema de produção. Ainda que varie em função da cultivar e expectativa de produtividade, em média são requeridos cerca de 22 kg de Cálcio por tonelada de grãos de soja produzida (Oliveira Junior et al., 2020), o que torna o Cálcio um dos macronutrientes mais demandados pela soja, atrás apenas do Nitrogênio, Fósforo e Potássio.
Embora menos frequente, a deficiência de Cálcio pode ocorrer na cultura da soja e comprometer seu desempenho. Assim como para os demais nutrientes, o desequilíbrio nutricional causado pela limitação de Cálcio reduz o potencial produtivo, mesmo quando os demais nutrientes estão disponíveis em níveis adequados na solução do solo.
Os sintomas são observados principalmente nos pontos de crescimento e folhas jovens, além de causar distúrbios fisiológicos na planta. Folhas primárias que emergem sob condições de deficiência de Ca geralmente apresentam aspecto ercarquilhado (Borkert et al., 1994), podendo inclusive comprometer o desenvolvimento da planta, afetando a população da lavoura (figura 2).
Figura 1. Sintomas de deficiência de Cálcio em soja.
Figura 2. Deficiência de Cálcio em soja.

Considerando que o número de plantas por área é um dos principais componentes da produtividade da soja, o adequado equilíbrio nutricional do solo, levando em conta as exigências da cultura, os teores de cálcio e as expectativas de rendimento. é fundamental tanto para minimizar os efeitos da deficiência desse nutriente quanto para garantir o bom estabelecimento do estande de plantas.
Vale destacar que embora estudos demonstrem que a adubação foliar com Cálcio possa surtir efeito positivo sobre o desenvolvimento da planta e produtividade da cultura, esse benefício é limitado, uma vez que o Cálcio é considerado um nutriente imóvel na planta, o que limita sua capacidade de ser translocado. Nesse contexto, o ajuste dos níveis de Cálcio via adubação do solo é uma das principais e mais eficiente estratégias para suprir a demanda desse nutriente, sendo a calagem, a forma mais usual e econômica de realizar essa adubação.
Além disso, a disponibilidade do Cálcio na solução do solo esta condicionado ao seu pH, sendo que o intervalo de pH do solo de 5,5 a 6,5 proporciona os maiores níveis de Calcio disponíveis para as plantas. Coincidentemente, esse é o pH recomendado para culturas de sequeiro como a soja, uma vez que também concentra a maior disponibilidade da maioria dos macro e micronutrientes requeridos pela cultura.
Sobretudo, quando se optar pela adubação de Cálcio via calagem, vale lembrar que o calcário demanda um período de reação no solo para que ocorram as devidas correções do pH. Tecnicamente, recomenda-se que a calagem seja realizada ao menos três meses (90 dias) antes do plantio (Fráguas, 2005). Esse tempo garante a correção do pH e o adequado aumento dos níveis de Cálcio no solo, contudo, pode variar de acordo com as características físico-químicas do corretivo.
Logo, ainda que muitas vezes não seja o foco da calagem, o ajuste dos níveis de Cálcio do solo é determinante para o sucesso do cultivo, impactando o estabelecimento das plantas, crescimento e desenvolvimento da cultura.
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Referências:
BORKERT, C. M. et al. SEJA O DOUTOR DA SUA SOJA. Potafos, Arquivo Agronômico, n. 5, 1994. Disponível em: < https://www.npct.com.br/npctweb/npct.nsf/article/BRS-3140/$File/Seja%20Soja.pdf >, acesso em: 19/03/2026.
FRÁGUAS, J. C. PREPARO DO SOLO, CALAGEM E ADUBAÇÃO. Embrapa, 2005. Disponível em: < https://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Uva/UvasRusticasParaProcessamento/calagem.htm >, acesso em: 19/03/2026.
OLIVEIRA JUNIOR, A. et al. FERTILIDADE DO SOLO E EVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DA SOJA. Embrapa Soja, Tecnologias de produção de soja, Sistemas de Produção, n. 17, cap. 7, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 19/03/2026.
SANTOS, M. S.; CONSONNI, A. C. GUIA ILUSTRADO DE DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS DA SOJA. Metrics, 2024. Disponível em: < https://conteudo.maissoja.com.br/guia-ilustrado-de-deficiencias-nutricionais >, acesso em: 19/03/2026.
VIECELLI, C. A. GUIA DE DEFICIÊNIAS NUTRICIONAIS EM PLANTAS. PUCPR Câmpus Toledo; Grupo Marista; ASSOESTE, 2017. Disponível em: < https://archivum.grupomarista.org.br/pergamumweb/vinculos//00005e/00005e1f.pdf >, acesso em: 19/03/2026.

Sustentabilidade
Soja/RS: Soja no RS entra na fase final com queda de produtividade e impacto do clima – MAIS SOJA

A cultura da soja apresentou avanço significativo de fases, aproximando do final do ciclo. Predominam as fases de enchimento de grãos (50%) e de maturação (37%), além da colheita (5%), que avançou e se estendeu para diferentes regiões administrativas.
As condições climáticas do período, caracterizadas por precipitações irregulares e mal distribuídas, associadas às temperaturas elevadas, continuam determinando forte variabilidade no desempenho das lavouras.
De forma geral, as lavouras implantadas no início da janela de semeadura se encontram em maturação fisiológica ou em colheita. Já as áreas semeadas mais tardiamente ainda estão em enchimento de grãos, dependendo de condições hídricas adequadas para definição do rendimento. O estresse térmico e hídrico durante o período reprodutivo acelerou a senescência foliar e antecipou o ciclo em parte das áreas, reduzindo o potencial produtivo. A heterogeneidade entre lavouras, mesmo em localidades próximas, permanece elevada, refletindo diferenças de época de semeadura, regime hídrico e condições de manejo.
Em relação à sanidade das lavouras, segue a intensificação dos manejos fitossanitários, com destaque para o controle de ferrugem-asiática e de pragas associadas à fase de enchimento de grãos.
A estimativa atual da Emater/RS-Ascar indica produtividade média de 2.871 kg/ha, o que representa redução de 9,7% em relação à estimativa realizada no início da safra, refletindo os efeitos da irregularidade hídrica. A área cultivada está estimada em de 6.624.988 hectares.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a colheita teve início, especialmente em Manoel Viana, nas lavouras precoces semeadas em outubro. As produtividades iniciais variam entre 3.000 kg/ha nas áreas de sequeiro, em localidades beneficiadas pelas chuvas, e 3.600 kg/ha nas áreas irrigadas. Os produtores já realizam dessecação, visando uniformizar a maturação de áreas implantadas na mesma época.
Em Uruguaiana, aproximadamente 85% dos 3.000 hectares são irrigados, e a produtividade está estimada em 3.180 kg/ha, influenciada por altas temperaturas na fase reprodutiva e por limitações pontuais no uso de água. Em áreas de sequeiro, a estimativa é de cerca de 2.000 kg/ha, indicando forte impacto da restrição de umidade. Em Itacurubi, as perdas atingem até 50% do potencial produtivo, havendo registros de perda total em áreas semeadas em outubro.
Na Campanha, há lavouras em maturação em Dom Pedrito (15%), Caçapava do Sul (10%) e Hulha Negra (4%), e o início da colheita está previsto para a última semana de março. Em Dom Pedrito, cerca de 25% dos 165.000 hectares estão cultivados em áreas de várzea, mantendo potencial produtivo superior, o que contribui para elevar a média municipal.
Na de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, as chuvas do período, apesar de irregulares, amenizaram parcialmente as perdas nas lavouras tardias. Em Muitos Capões, áreas precoces estão sendo colhidas com rendimentos entre 1.800 e 2.400 kg/ha. As condições das lavouras tardias estão melhores, e a produtividade estimada está próxima de 3.000 kg/ha, ainda inferior à expectativa inicial de 4.200 kg/ha.
Na de Erechim, as lavouras estão em fase de formação de legumes, enchimento de grãos e início de maturação. O abortamento de flores, associado ao excesso de calor, tem levado produtores a reavaliar o potencial produtivo. Segue a intensificação do monitoramento e controle da ferrugem-asiática com base em sistemas de detecção regional. A colheita deverá iniciar nos próximos dias nas áreas mais precoces.
Na de Frederico Westphalen, 5% estão em desenvolvimento vegetativo, 5% em floração, 45% em enchimento de grãos, 40% em maturação e 5% colhidos. As produtividades obtidas apresentam redução de 15% em relação às projetadas.
Na de Ijuí, a cultura evolui rapidamente para a maturação, e mais de 30% da área alcançou essa fase; cerca de 3% foram colhidos. A má distribuição de chuvas e o calor têm antecipado o ciclo, reduzindo o potencial produtivo. Em Santa Bárbara do Sul, onde houve manutenção da umidade do solo, as lavouras apresentam elevado potencial produtivo. As lavouras em maturação apresentam folhas com coloração verde-amarelada, indicando boa sanidade. O desenvolvimento das áreas de segundo cultivo está apropriado, mas o porte está inferior ao ideal. Nas lavouras tardias, os manejos foram direcionados ao controle de tripes, ácaros, percevejos e doenças.
Na de Passo Fundo, 35% estão em fase de formação de vagens, 40% em maturação fisiológica, 10% maduros para colheita e 5% já colhidos. As lavouras precoces apresentam redução de produtividade em torno de 30% em função do estresse hídrico. Observou-se aumento da necessidade hídrica, e diversas áreas estão entrando em déficit.
Na de Pelotas, o desenvolvimento das lavouras está normal e em recuperação, que foi favorecida pela continuidade das chuvas. A distribuição das fases indica 1% em desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 74% em enchimento de grãos e 6% em maturação. Embora muitas lavouras já tenham definido seu potencial produtivo, parte das perdas não será revertida. O avanço da maturação permitirá o encaminhamento gradual das áreas para a colheita nas próximas semanas.
Na de Santa Maria, a área cultivada está estimada em 1.035.576 hectares e a produtividade média em 2.843 kg/ha, representando redução de 7,1% em relação à expectativa inicial de 3.059 kg/ha. A colheita avançou para 5% da área. Em lavouras em floração e enchimento de grãos, seguem as aplicações de fungicidas e inseticidas, com atenção à incidência de ferrugem-asiática.
Na de Santa Rosa, 5% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 12% em floração, 57% em enchimento de grãos e 25% em maturação. Cerca de 1% foi colhido com produtividade entre 1.500 e 3.000 kg/ha. As condições climáticas continuam limitando o enchimento de grãos, e as perdas de produtividade podem alcançar 40%. Áreas implantadas após o milho, no final de janeiro, iniciaram a floração, mas o potencial produtivo está reduzido devido ao estresse inicial.
Em Garruchos, as lavouras implantadas no início de novembro apresentam sinais de final de ciclo. Já as áreas de dezembro ainda estão em enchimento de grãos, e houve formação de legumes no terço superior do dossel após chuvas recentes, o que pode resultar tanto em aumento de rendimento em cultivares de ciclo longo quanto em desuniformidade de maturação em materiais de ciclo curto.
Na de Soledade, o regime de chuvas esparsas manteve os níveis de umidade do solo adequados para parte das lavouras, que avançam seu ciclo. A distribuição das fases indica 2% em desenvolvimento vegetativo, 5% em floração, 43% em enchimento de grãos, 40% em maturação fisiológica, 7% em maturação de colheita e 3% colhidos. As áreas colhidas apresentam produtividades variadas, inferiores à média projetada, em muitos casos, devido às limitações de manejo de solo, que intensificaram os efeitos da estiagem. Seguem intensos os manejos fitossanitários, com aplicações de fungicidas para ferrugem-asiática e doenças de final de ciclo, frequentemente realizadas em horários de menor temperatura. Também são realizadas aplicações de inseticidas para controle de tripes, ácaros, lagartas (em baixa incidência) e percevejos direcionados as lavouras em formação de grãos.
Comercialização (saca de 60 quilos)
A cotação média da soja passou de R$ 119,69 para R$ 119,57, reduzindo 0,10% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.
Fonte: Emater
Sustentabilidade
Nano no tamanho. Gigante na cobertura: conheça Galil® nano, inseticida lançamento da ADAMA – MAIS SOJA

Nova formulação com partículas em escala nano amplia a cobertura foliar, potencializa o efeito de choque e reforça a eficiência no manejo de percevejos em soja e milho
A ADAMA apresenta ao mercado brasileiro Galil® nano, desenvolvido no Brasil para elevar o padrão de controle de percevejos na soja e da cigarrinha-do-milho. O novo produto utiliza partículas em escala nano.
“Para se ter ideia, uma partícula nano pode ser até mil vezes menor do que uma partícula de uma formulação convencional. Esse tamanho muito reduzido traz benefícios como a maior velocidade de absorção pela planta, trazendo um efeito mais rápido, ou maior contaminação do inseto, como é o caso de Galil nano®”, explica Raphael Malandrino, gerente de Inseticidas da ADAMA. Na prática, a tecnologia nano entrega maior cobertura na superfície da folha e, por consequência, um efeito de choque mais rápido e perceptível no manejo de pragas, especialmente do percevejo-marrom e do percevejo-barriga-verde, contribuindo para reduzir perdas e preservar o potencial produtivo das lavouras, mesmo em cenários de difícil controle.
“O maior desafio no manejo do percevejo não é aplicar o inseticida, mas garantir que a praga entre em contato com o princípio ativo e só Galil® nano traz uma cobertura com alta eficácia de controle”, explica Malandrino. “Sendo assim, a nanotecnologia muda o jogo ao aumentar a biodisponibilidade do ativo e intensificar o contato tarsal, entregando um controle mais eficiente e seguro.”
Desenvolvido no Brasil, benefícios para os agricultores
Galil® nano foi desenvolvido integralmente no centro de Pesquisa e Desenvolvimento da ADAMA em Londrina (PR) e testado por várias safras, em diferentes regiões produtoras de soja e milho do País, sempre com resultados consistentes. O produto conta com formulação alinhada ao padrão de qualidade ADAMA, que favorece a estabilidade e a eficiência da aplicação em condições climáticas distintas.
Outro diferencial está na versatilidade da solução, que se consolida como uma ferramenta estratégica para produtores de soja e milho devido à sua alta eficácia para o controle das espécies que podem maiores danos, como o percevejo-marrom (Euschistus heros) e o percevejo-barriga-verde (Diceraeus spp.) Para regiões de produção de sementes, o percevejo pode causar danos ainda mais críticos e o controle desses insetos deve ser ainda mais rigoroso. Galil® nano é uma ferramenta que contribui para elevar o padrão de qualidade das sementes, ao minimizar danos provocados pela alimentação dessas pragas.
Posicionamento estratégico e visão de futuro
O lançamento de Galil® nano sinaliza um novo momento da ADAMA em tecnologias de formulação. Trata-se do primeiro produto de uma plataforma de Nanotecnologia que já está sendo expandida para outros segmentos e outras culturas. Com o produto, que estará disponível comercialmente para os produtores brasileiros a partir da safra 2026/2027, a ADAMA reforça sua estratégia de Inovação de Valor, entregando ao agricultor uma ferramenta altamente eficaz, acessível e alinhada às práticas de manejo integrado de pragas (MIP), em um cenário de escassez de novos ingredientes ativos no mercado.
Sobre a ADAMA
A ADAMA Ltda. é uma empresa global líder em proteção de cultivos, oferecendo soluções inovadoras para agricultores no combate a plantas daninhas, insetos e doenças. A companhia possui um dos portfólios mais amplos e diversificados de ingredientes ativos do setor, apoiado por capacidades avançadas de Pesquisa & Desenvolvimento, fabricação e formulação.
Com presença em mais de 100 países, a ADAMA combina escala global com forte foco local, desenvolvendo produtos de alta qualidade e soluções customizadas, orientadas pelas necessidades reais dos agricultores e de seus parceiros comerciais.
Para mais informações, visite nosso site www.adama.com e nossos canais no Facebook, LinkedIn, Instagram e Youtube.
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