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19 de junho de 2026

Sustentabilidade

Análise mensal do mercado do milho – MAIS SOJA

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Os preços do milho seguiram firmes em novembro na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. O suporte veio da retração de vendedores, que continuaram focados nas atividades envolvendo a semeadura da safra verão. A demanda também registrou aumento em novembro. Parte dos consumidores que priorizava o uso de estoques e/ou aguardava desvalorização voltou ao mercado, no intuito de recompor os estoques e se programar para o final de 2025 – vale lembrar que as últimas semanas do ano são marcadas pela menor liquidez, sobretudo devido à paralisação de transportadoras.

Vendedores, por sua vez, limitaram o volume de mercadoria para entrega imediata. Além disso, a paridade de exportação e os embarques se mantendo em bons patamares também deram suporte aos vendedores, que acabaram aguardando melhores oportunidades para novos negócios Assim, no acumulado de novembro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa avançou consideráveis 4%, fechando a R$ 68,76/saca de 60 kg no dia 28. A média mensal foi de R$ 67,54/sc de 60 kg, superando em 3,4% a de outubro, e atingindo o maior patamar nominal desde junho/25 (R$ 68,15/sc de 60 kg).

Na média das regiões pesquisadas pelo Cepea, o cereal valorizou 0,9% no mercado de balcão (ao produtor) e 2,4% no de lotes (negociação entre empresas) também no acumulado de novembro. As médias mensais superaram em respectivos 1,2% e 1,9% as de outubro. Na B3, a demanda aquecida, as altas dos preços internacionais e as atenções voltadas ao desenvolvimento da safra verão impulsionaram os futuros durante a maior parte do mês. Os vencimentos Jan/26 e Mar/26 subiram 2% fechando a R$ 73,22 e R$ 74,91/sc de 60 kg no dia 28.

EXPORTAÇÕES – Na parcial de novembro (com 14 dias úteis), os embarques brasileiros de milho totalizam 3,93 milhões de toneladas, o que já representa 83% do escoado em todo mês de novembro/24, segundo dados preliminares da Secex. Nos portos, no spot, levantamento do Cepea mostra alta nos preços, com influência vinda das valorizações externa. Em Paranaguá (PR) e em Santos (SP), no acumulado de novembro, os avanços foram de 1,6% e de 1%, nessa ordem. Já o dólar se desvalorizou 0,9% no mesmo período, a R$ 5,332 no dia 28.

ESTIMATIVAS – Dados divulgados no dia 13 pela Conab indicaram que a área com milho de primeira safra deve crescer em todas as mesorregiões brasileiras, com aumento de 7,1% na média nacional, para 4,04 milhões de hectares. Esse cenário se deve à migração de muitos produtores de arroz e feijão para o milho, que tem melhor perspectiva de rentabilidade. A produtividade estimada é de 6,4 t/ha, 3,1% inferior à da temporada anterior. Com isso, a produção prevista é de 25,9 milhões de toneladas, 3,7% acima da safra anterior. Para a segunda safra, a Companhia segue prevendo aumento de área e redução de produtividade, que resultaria em oferta de 110,5 milhões de toneladas, 2,5% a menos que a colhida em 2025. Para a terceira safra, cultivada em estados do Norte e Nordeste, há previsão de menores área e produtividade, resultando em produção de 2,5 milhões de toneladas, com queda de 13,1% sobre a temporada de 2025.

No agregado, a Conab estima a produção nacional em 138,4 milhões de toneladas para 2026, com queda de 1,6% em relação a 2025. Considerando-se os amplos estoques iniciais previstos para fevereiro/26 e as importações, a disponibilidade interna deve alcançar o recorde de 154,7 milhões de toneladas, 6,9% acima da temporada passada. Desse total, 94,6 milhões devem ser consumidos internamente, gerando excedente superior a 60 milhões de toneladas, o maior desde a temporada 2022/23. Espera-se que 46,5 milhões de toneladas sejam exportadas entre fevereiro/26 e janeiro/27, o que representaria o maior volume em três safras. Os estoques finais devem continuar elevados, até então previstos em 13,5 milhões de toneladas.

O USDA voltou a divulgar no dia 14 de novembro o relatório de oferta e demanda, que estava sem atualização desde setembro deste ano, devido à paralisação de parte do governo dos Estados Unidos. No relatório mais recente, o Departamento diminuiu ligeiramente a produção mundial em comparação com o de setembro; o motivo seria a menor oferta dos Estados Unidos, mas compensada devido ao aumento da safra na União Europeia e no México. Vale lembrar que, apesar da queda na produção norte-americana frente ao relatório de setembro, a oferta dos Estados Unidos ainda deve ser recorde, agora estimada em 425,52 milhões de toneladas, ante 427,10 milhões em setembro e 378,32 toneladas produzidas em 2024/25. No balanço, a produção mundial é estimada em 1,28 bilhão de tonelada na temporada 2025/26,sendo 4,5% maior que a anterior.

O consumo mundial foi elevado para 1,29 bilhão de tonelada, acima das 1,28 bilhão de toneladas projetadas no relatório de setembro. O crescimento deverá ocorrer no Brasil, União Europeia, México e Argentina. Com isso, o estoque de passagem terá queda de 3,5% entre as temporadas, agora estimado em 281,34 milhões de toneladas. Assim, a relação estoque/consumo de 21,9% é a menor desde 2012/13, quando era de 16,4%. Nem mesmo a produção recorde e os estoques elevados nos Estados Unidos limitaram a queda dos estoques mundiais.

CAMPO – O cultivo da safra verão segue em bom ritmo nas principais regiões produtoras, apesar dos volumes de chuvas, da intensidade dos ventos e registros de granizo em meados de novembro, que deixaram produtores em alerta. Até o dia 29, a semeadura somava 65,9% da área nacional, 1,2 p.p. acima da média dos últimos cinco anos.

No Paraná, a semeadura foi finalizada no início de novembro e, apesar da leve piora das condições das lavouras durante o mês, o desenvolvimento segue satisfatório. Até o dia 2 de dezembro, das lavouras implantadas, 92% estavam em boas condições; 7%, em médias e apenas 1% estava ruim, conforme dados da Seab/Deral. No Rio Grande do Sul, as condições climáticas beneficiaram a cultura, que apresenta bom desenvolvimento. Até o dia 27, a semeadura somava 86% da área estadual, e, destas lavouras, 52% já estavam em desenvolvimento vegetativo; 30%, em floração e 18%, em enchimento dos grãos, segundo a Emater/RS.

Confira o Agromensal novembro/2025 do Milho completo, clicando aqui!

Fonte: CEPEA



 

FONTE

Autor:AGROMENSAIS NOVEMBRO/2025

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Sistema de produção Arroz – Soja – MAIS SOJA

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O sistema de produção Arroz–Soja é notavelmente empregado em áreas de terras baixas na região Sul do Rio Grande do Sul (RS), bem como no estado do Mississippi (Estados Unidos) e em algumas regiões da Colômbia, Venezuela e Paraguai. Ele consiste na rotação de cultura entre a semeadura de soja e o cultivo de arroz irrigado.

Nessas áreas, os fatores que limitam a produtividade da soja diferem daqueles observados nas áreas de terras altas, sendo comuns as seguintes características edáficas:

  1. Camada subsuperficial compactada;
  2. Baixa condutividade hidráulica e baixa capacidade de armazenamento de água;
  3. Baixo pH do solo (exceto na Venezuela e em certas localidades da Colômbia, onde o pH tende à alcalinidade).

As características edáficas peculiares das terras baixas impõem a necessidade de um manejo diferenciado, priorizando fatores que poderiam ser negligenciados em terras altas. Ambientes de várzea são naturalmente mais propícios à ocorrência de excesso hídrico no solo, um grande limitante para a produtividade da soja.

Para minimizar os efeitos negativos do excesso hídrico, diversas estratégias de drenagem devem ser adotadas de forma conjunta. Uma das principais estratégias durante a semeadura é a utilização de microcamalhões. Esta prática visa melhorar a aeração do solo e proporcionar o aprofundamento radicular das plantas, atenuando a ocorrência ou a intensidade do encharcamento.

A época de semeadura da soja em terras baixas possui uma influência distinta daquela observada em terras altas, especialmente em função do risco climático e das condições hídricas do solo. Uma análise realizada pela Equipe FieldCrops em 161 lavouras de arroz no RS identificou que a janela de semeadura que maximiza a produtividade está entre 21 de outubro e 18 de novembro que apresentaram as maiores produtividades de grãos de soja (5 T ha-1) (Figura 1), quando as semeaduras são realizadas antes do dia 20 de outubro, resulta-se em perdas de produtividade de 95 quilos por hectare por dia  (kg ha-1 d-1), enquanto semeaduras realizadas após 17 de novembro resultam em perdas de 68 (kg ha-1 d-1).

Figura 1. Produtividade de grãos de soja (t ha-1) em função da data de semeadura (dias após 20 de setembro) para lavouras de soja em rotação com arroz em terras baixas no Rio Grande do Sul, Brasil (A). Análise de probabilidade de produtividade de grãos de soja de 3 t ha-1 (linha tracejada preta) em função de duas épocas de semeaduras, em terras baixas no Rio Grande do Sul, Brasil (B).
Fonte: Equipe Field Crops

Com base em duas épocas de semeaduras (antes de 18 de novembro e a partir de 18 de novembro) foi determinada a probabilidade de atingir produtividades de grãos, acima ou abaixo, de 3 t ha-1 (Figura 1B). A análise de probabilidade indica que há 54% de chance de produzir igual ou mais que 3 t ha-1 em semeaduras de antes de 18 de novembro. Enquanto, semeaduras a partir de 18 de novembro a probabilidade é de 34%.

Referências Bibliográficas.

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

 

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Sustentabilidade

Colheita do milho atinge 99% no RS e produtores já planejam a próxima safra – MAIS SOJA

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A colheita da cultura está finalizada na maior parte do Estado, chegando a 99% da área cultivada. Restam poucas lavouras principalmente correspondentes a pequenos cultivos. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as lavouras de milho de implantação tardia e as áreas de safrinha continuam em fase de colheita, representando menos de 5% dos 56.571 hectares cultivados na região.

Os produtores estão planejando a próxima safra. Em Maçambará, a previsão de El Niño tem estimulado os produtores de sequeiro a investir na cultura, devido à expectativa de condições hídricas mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.

Na de Caxias do Sul, restam algumas áreas de pequenos produtores para ser colhidas. Nas pequenas propriedades das regiões da Serra e das Hortênsias, a colheita costuma ocorrer em etapas com máquinas de pequeno porte ou de forma manual, e os grãos são armazenados em espiga ou a granel para posterior consumo na propriedade.

Na de Ijuí, a colheita está praticamente finalizada, restando poucas áreas. Na de Pelotas, ainda há atividades de colheita em alguns municípios. As condições climáticas dificultaram as atividades de colheita em função dos dias com o céu encoberto, do nevoeiro e do excesso de orvalho nas manhãs, além das chuvas generalizadas em 12/06 (sextafeira). Na região, 87% dos cultivos estão colhidos, e 13% maduros e prontos para colher. Os cerealistas da região estão anunciando o recebimento de milho de lavoura para secagem, armazenamento e comercialização.

Na de Soledade, há áreassemeadas em período intermediário e tardio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) em fase de enchimento de grãos. Apesar das adversidades climáticas, o padrão produtivo desses cultivos está satisfatório. As temperaturas e a radiação solar baixas aumentam o tempo de maturação, e as lavouras são colhidas com alta umidade do grão, exigindo secagem antes do armazenamento para manter a sua qualidade.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A pesquisa semanal de preços pagos ao produtor realizada pela Emater/RS-Ascar indica redução de 0,12% na cotação do milho, passando de R$ 58,98 para R$ 58,91 em média no
Estado.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Semeadura do trigo avança no RS em ritmo heterogêneo devido ao clima – MAIS SOJA

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A semeadura de trigo prossegue no Estado de forma heterogênea devido às condições meteorológicas ocorridas no período. Nas regiões onde choveu, foi possível a retomada da semeadura. Contudo, onde as chuvas foram mais frequentes, a operação foi realizada apenas em curtas janelas de tempo firme. Nas lavouras com boa disponibilidade hídrica e temperaturas propícias, o estabelecimento e o desenvolvimento das plantas estão adequados.

Já onde o tempo ficou predominantemente estável, o excesso de umidade no solo, somado à alta nebulosidade e à elevada umidade do ar, limitou o progresso das máquinas de plantio.

A estimativa de área a ser cultivada na Safra 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 kg/ha e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme dados do IBGE.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Borja, aproximadamente 9 mil hectares foram implantados, e há perspectiva de aceleração da semeadura nos próximos dias em função do restabelecimento da umidade do solo e da proximidade do encerramento da janela considerada ideal para o cultivo.

Na de Caxias do Sul, a semeadura evolui lentamente, chegando a aproximadamente 5% da área prevista para a safra, concentrada nos municípios de menor altitude. Na de Frederico Westphalen, a semeadura alcança 90% do previsto para a safra. As atividades de manejo se concentram no controle de plantas daninhas, por meio da aplicação de herbicidas pré e pós-emergentes. Nas áreas semeadas mais cedo, iniciou a adubação nitrogenada em cobertura.

Na de Ijuí, a emergência e o estabelecimento inicial da cultura estão apropriados, com uniformidade de germinação e bom vigor das plantas. Na de Passo Fundo, a semeadura do trigo avança na região. As lavouras se encontram nas fases de germinação e em início do desenvolvimento vegetativo, com adequado estabelecimento inicial.

Na de Santa Maria, em Tupanciretã, que concentra a maior área destinada à cultura na região, a semeadura atingiu 50% do previsto para a safra. Na de Santa Rosa, a semeadura está em 57%, favorecida pelas propícias condições de umidade do solo, que proporcionaram boa germinação e estabelecimento inicial das plantas.

De modo geral, as lavouras apresentam condição satisfatória, embora o desenvolvimento vegetativo inicial esteja abaixo do esperado devido à baixa incidência de radiação solar, fator que reduz a evapotranspiração e limita a absorção de nutrientes pelo sistema radicular.

Observa-se ainda a adoção de menor nível tecnológico nesta safra, caracterizada pela redução dos investimentos em adubação de base e cobertura como uma estratégia de diminuição de custos e mitigação de riscos. Essas áreas poderão ser utilizadas tanto para a produção de grãos quanto para cobertura do solo, conforme a evolução das condições climáticas. Há registros pontuais de ocorrência de corós, exigindo monitoramento e adoção de medidas de controle. Na de Soledade, as lavouras implantadas apresentam boa evolução e adequado estabelecimento inicial.

Comercialização (saca de 60 quilos)

Ovalor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,58%, passando de R$ 66,88 para R$ 67,94.

Fonte: Emater/RS



 

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