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19 de junho de 2026

Sustentabilidade

Análise mensal do mercado do trigo – MAIS SOJA

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A produção mundial de trigo deve crescer 3,5% e atingir volume recorde de 828,89 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo apontam dados divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em novembro. O consumo na temporada 2025/26 está previsto para somar 818,9 milhões de toneladas, ligeiramente menor que a oferta e com aumento de 1,1% em relação à safra anterior. A relação estoque final sobre o consumo deve ir para 33,1%, contra 32,3% na temporada passada.

Destaca-se o avanço de 6,5% nas transações mundiais, para 217,66 milhões de toneladas, o que equivale a 26,3% da produção mundial. Esperam-se maiores importações em 21 dos 25 maiores demandantes do mundo. As exportações devem crescer para a Rússia, a União Europeia, a Austrália, a Argentina e os Estados Unidos. Na Argentina, a maior fornecedora do cereal ao Brasil, dados divulgados em 27 de novembro pela Bolsa de Cereales indicam que, com 33,9% da área colhida até a data, a produção foi revisada para cima, para 25,5 milhões de toneladas. Esse volume se torna um novo recorde, ultrapassando o até então maior volume, de 22,4 milhões de toneladas, registrado na temporada 2021/22. Com isso, o setor brasileiro está bastante atento ao andamento da colheita de trigo da safra da Argentina.

Esse cenário evidencia ampla oferta externa e possibilidade de o Brasil importar maiores volumes da Argentina, fatores que devem pesar sobre os preços nacionais. Além do cenário de safra volumosa na Argentina e no mundo, a desvalorização do dólar frente ao Real reforçou o movimento de queda nos preços do trigo no mercado brasileiro. Em novembro, a média mensal no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.044,82/t, recuo de 8,2% frente a outubro/25, baixa de 17,1% em relação a novembro/24 e a menor desde fevereiro/18 – todas as comparações são em termos reais (valores deflacionados pelo IGPDI). No Paraná, a média foi de R$ 1.196,69/t em novembro, com baixa mensal de 1,6% e anual de 15,9% e a menor desde outubro/23. Já em São Paulo, a média foi de R$ 1.202,63/t, alta de 3,5% frente à de outubro, mas queda de 23,8% em um ano. Em Santa Catarina, a média foi de R$ 1.206,29/t, retrações de 4,5% no mês e de 15,1% em um ano e o menor patamar desde abril/18. O dólar teve média de R$ 5,339 em novembro, 0,9% abaixo da de outubro/25.

OFERTA E DEMANDA BRASILEIRA – Em relatório divulgado em novembro, a Conab projetou a produção nacional em 7,7 milhões de toneladas para 2025, sendo 2,6% abaixo da colheita de 2024. Porém, ao se considerar os estoques iniciais (de agosto/25) e as importações (de 6,7 milhões de toneladas entre agosto/25 e julho/26), a disponibilidade interna fica em 15,8 milhões de toneladas, volume 3,5% maior que o registrado no mesmo período da safra anterior(15,2 milhões de toneladas). Deste total, a Conab estima que, entre agosto/25 e julho/26, 11,81 milhões de toneladas sejam consumidas internamente e que 2,04 milhões sejam exportadas. Com isso, o estoque em julho/26 equivaleria a 16,2% do consumo, contra 11,6% estimado no ano atual.

LEILÕES CONAB – Os valores pagos aos produtores de trigo estão bem abaixo do preço mínimo da política de garantia do governo, o que abre espaço para a intervenção federal, visando apoiar a comercialização e assegurar a remuneração mínima aos agricultores. A Conab divulgou a liberação de R$ 67 milhões para apoiar o escoamento de 250 mil toneladas de trigo do Paraná e do Rio Grande do Sul. Ainda não há editais oficiais, mas a sinalização é de que sejam lançados, preferencialmente, leilões do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e do Prêmio de Escoamento do Produto (PEP). Em ambos os casos, o objetivo é transferir o produto das regiões produtoras para outras praças, reduzindo a oferta local e contribuindo para sustentar os preços no mercado físico.

COLHEITA NO BRASIL – Segundo a Conab, até 29 de novembro, 95,1% da área cultivada no País havia sido colhida. No Rio Grande do Sul, 94% da área foi colhida; no Paraná, 99%; e em Santa Catarina, 62,6%.

DERIVADOS DE TRIGO – Os preços das farinhas seguem em queda, influenciados sobretudo pelas baixas do trigo em grão. De outubro para novembro, as cotações médias das farinhas caíram 1,3% (massas em geral), 1,57% (panificação), 2,7% (bolacha doce), 2,1% (bolacha salgada), 0,19% (farinha integral) e 1,4% (pré-mistura) e subiu ligeiro 0,29% (massas frescas). Já para os farelos, a maior demanda pelo a granel deu certo suporte aos preços em novembro. A média do farelo a granel avançou 1%, enquanto a do ensacado caiu 0,9%.

MERCADO EXTERNO – Os preços internacionais encerraram novembro em alta, impulsionados pela desvalorização do dólar frente às principais moedas, o que tende a aumentar a competitividade das commodities dos Estados Unidos. Em novembro, o primeiro vencimento do Soft Red Winter teve média de US$ 5,3545/bushel (US$ 196,74/t), 4,8% acima da de outubro/25, mas 3% abaixo da de novembro/24. Para o Hard Winter, a média foi de US$ 5,2159/bushel (US$ 191,65/t), avanço de 4,8% no mês, mas queda de 5,8% em um ano. Na Argentina, a média mensal de novembro para os preços FOB do Ministério da Economia foi de US$ 212,94/t, 2,5% abaixo da de outubro e 5,5% inferior à de novembro/24, sendo, ainda, a menor/maior desde dezembro/19.

Confira o Agromensal novembro/2025 da Soja completo, clicando aqui!

Fonte: CEPEA



 

FONTE

Autor:AGROMENSAIS NOVEMBRO/2025

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Soja/RS: Segundo Emater, colheita está tecnicamente encerrada no Estado – MAIS SOJA

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A colheita da soja está tecnicamente encerrada no Estado. Restam apenas áreas pontuais de segunda safra, sem expressão significativa. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita está em fase final. Restam pequenas lavouras, mas os produtores aguardam melhores condições de umidade para realizar a colheita.

Nas demais regiões administrativas da Emater/RS-Ascar, a colheita foi finalizada com produtividades variadas, influenciadas pelas condições de clima no período de cultivo. As áreas colhidas estão sendo destinadas ao cultivo de forrageiras e de plantas de cobertura. Os produtores têm se dedicado especialmente aos cultivos de inverno e ao planejamento da próxima safra de verão.

Comercialização (saca de 60 quilos)

De acordo com a pesquisa semanal de preços da Emater/RS-Ascar, a cotação média do produto variou de R$ 115,00 para R$ 115,36, representado um aumento de 0,31% em relação ao valor médio do período anterior.

Fonte: Emater/RS



 

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Agro Mato Grosso

Bayer leva fungicidas e sementes à Hortitec

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Portfólio inclui Valpura, Xivana Smart e novas variedades Seminis para hortifrúti

A Bayer apresenta fungicidas e sementes hortícolas na Hortitec 2026, feira que acontece em Holambra, São Paulo. A companhia leva ao evento tecnologias para proteção de cultivos e materiais da marca Seminis voltados à produtividade, adaptação regional e qualidade.

Os principais destaques em proteção de cultivos incluem os fungicidas Valpura (bixafen) e Xivana Smart (fluoxapiprolim + fluopicolide). O Valpura tem indicação para manejo de pinta preta em batata e tomate, oídio em uva, sarna em maçã e mal de sigatoka em banana. O Xivana Smart atua no controle de requeima e míldio em culturas como batata, tomate, cebola, uva e alface.

A empresa informa investimento global anual de 2 bilhões de euros em pesquisa e desenvolvimento. No Brasil, a previsão soma cinco lançamentos por ano até 2030 em proteção de cultivos.

A Seminis apresenta o Argemiro, novo porta-enxerto de pimentão. O material amplia a atuação da marca em porta-enxertos e busca oferecer vigor, sanidade e estabilidade produtiva ao cultivo. A empresa posiciona a solução para sistemas com pressão de doenças de solo e condições adversas.

A marca também leva a Silverstar, cenoura de inverno com foco em desempenho produtivo, qualidade de raízes e uniformidade. A cenoura Laura reforça o portfólio de verão. O material tem ciclo médio de 110 a 120 dias, vigor de emergência, folhagem ereta, retenção em campo e tolerância média ao pendoamento precoce e ao ombro verde.

Entre as demais novidades aparecem os brócolis Abraham, adaptados à região Sul do Brasil na janela de inverno, e a cebola 1049, com ciclo precoce de 115 a 120 dias e uso da safra principal à tardia. A Bayer também promove a campanha “Variedades Consagradas”, com sementes lançadas há mais de dez anos e ainda presentes no mercado.

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Sustentabilidade

Sistema de produção Arroz – Soja – MAIS SOJA

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O sistema de produção Arroz–Soja é notavelmente empregado em áreas de terras baixas na região Sul do Rio Grande do Sul (RS), bem como no estado do Mississippi (Estados Unidos) e em algumas regiões da Colômbia, Venezuela e Paraguai. Ele consiste na rotação de cultura entre a semeadura de soja e o cultivo de arroz irrigado.

Nessas áreas, os fatores que limitam a produtividade da soja diferem daqueles observados nas áreas de terras altas, sendo comuns as seguintes características edáficas:

  1. Camada subsuperficial compactada;
  2. Baixa condutividade hidráulica e baixa capacidade de armazenamento de água;
  3. Baixo pH do solo (exceto na Venezuela e em certas localidades da Colômbia, onde o pH tende à alcalinidade).

As características edáficas peculiares das terras baixas impõem a necessidade de um manejo diferenciado, priorizando fatores que poderiam ser negligenciados em terras altas. Ambientes de várzea são naturalmente mais propícios à ocorrência de excesso hídrico no solo, um grande limitante para a produtividade da soja.

Para minimizar os efeitos negativos do excesso hídrico, diversas estratégias de drenagem devem ser adotadas de forma conjunta. Uma das principais estratégias durante a semeadura é a utilização de microcamalhões. Esta prática visa melhorar a aeração do solo e proporcionar o aprofundamento radicular das plantas, atenuando a ocorrência ou a intensidade do encharcamento.

A época de semeadura da soja em terras baixas possui uma influência distinta daquela observada em terras altas, especialmente em função do risco climático e das condições hídricas do solo. Uma análise realizada pela Equipe FieldCrops em 161 lavouras de arroz no RS identificou que a janela de semeadura que maximiza a produtividade está entre 21 de outubro e 18 de novembro que apresentaram as maiores produtividades de grãos de soja (5 T ha-1) (Figura 1), quando as semeaduras são realizadas antes do dia 20 de outubro, resulta-se em perdas de produtividade de 95 quilos por hectare por dia  (kg ha-1 d-1), enquanto semeaduras realizadas após 17 de novembro resultam em perdas de 68 (kg ha-1 d-1).

Figura 1. Produtividade de grãos de soja (t ha-1) em função da data de semeadura (dias após 20 de setembro) para lavouras de soja em rotação com arroz em terras baixas no Rio Grande do Sul, Brasil (A). Análise de probabilidade de produtividade de grãos de soja de 3 t ha-1 (linha tracejada preta) em função de duas épocas de semeaduras, em terras baixas no Rio Grande do Sul, Brasil (B).
Fonte: Equipe Field Crops

Com base em duas épocas de semeaduras (antes de 18 de novembro e a partir de 18 de novembro) foi determinada a probabilidade de atingir produtividades de grãos, acima ou abaixo, de 3 t ha-1 (Figura 1B). A análise de probabilidade indica que há 54% de chance de produzir igual ou mais que 3 t ha-1 em semeaduras de antes de 18 de novembro. Enquanto, semeaduras a partir de 18 de novembro a probabilidade é de 34%.

Referências Bibliográficas.

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

 

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