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20 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa – 05/12/2025 – MAIS SOJA

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Destaque da Semana – Exportações Brasileiras de algodão batem recorde histórico em nov/25, com mais de 400 mil tons embarcadas.  Lá fora, cautela nos mercados globais aliada a números fracos de vendas semanais dos EUA fizeram con que os futuros de algodão na ICE (NY) recuassem para o menor nível em mais de uma semana. Foi a quarta sessão consecutiva de baixa após um animador rali de cinco sessões.

Canal do Cotton Brazil – Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.

Algodão em NY – O contrato Mar/26 fechou nesta quinta 04/dez cotado a 64,08 U$c/lp (-0,7% vs. 26/nov). O contrato Dez/26 fechou em 67,65 U$c/lp (-0,25% vs. 26/nov).

Basis Ásia – O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 710 pts para embarque Dez-25/Jan-26 (Middling 1-1/8″, 31-3-36), fonte Cotlook 27/nov/25.

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Altistas 1 – Com a posição líquida vendida dos fundos muito elevada, um gatilho de curto prazo – como surpresa no WASDE ou nos dados de exportação – pode forçar recompra de posições curtas e aumentar a volatilidade para cima.

Altistas 2 – Muitos produtores em grandes origens já trabalham com margens apertadas ou negativas aos preços atuais de NY, o que limita a disposição de vender novos volumes a esses patamares. Esse contexto reforça a percepção de que preços muito abaixo dos níveis atuais podem não ser sustentáveis no médio prazo, especialmente para a safra 2026/27.

Altistas 3 – As expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve se fortaleceram, com a ferramenta CME FedWatch indicando cerca de 87% de probabilidade de redução já na próxima reunião. Em pesquisa da Reuters realizada entre 28/nov e 4/dez, 82% dos economistas consultados projetam corte de 25 pontos-base, o que tende a estimular a atividade econômica global, melhorar o ambiente de consumo e apoiar, indiretamente, a demanda têxtil e de energia.

Altistas 4 – Em vários mercados, as fiações operam com estoques de algodão e de fios relativamente enxutos, após meses de compras “hand-to-mouth”. Qualquer recuperação um pouco mais firme dos pedidos no varejo pode levar a um movimento concentrado de recomposição de estoques, sustentando preços físicos e diferenciais de qualidade.

Baixistas 1 – Relatos indicam que fiações na China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão não mostram urgência em recompor estoques. A ausência do tradicional movimento de recompras no início do mês confirma que “simplesmente precisamos de demanda”, com excesso de algodão disponível e pouco comprometimento das mills.

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Baixistas 2 – Em mercados como Bangladesh, Vietnã e Paquistão, o ambiente macro segue desafiador, com custos de energia, instabilidade cambial e incertezas políticas afetando as exportações de têxteis e vestuário. A combinação de pedidos irregulares e estoques de produtos acabados ainda elevados reduz o apetite por novas compras de algodão.

Baixistas 3 – Em vários relatórios, o balanço global continua apontando estoques finais confortáveis, mesmo com alguns ajustes pontuais de produção. Estoques elevados reduzem a urgência das fiações em recompor posições e deixam o poder de barganha mais nas mãos dos compradores.

Baixistas 4 – A ausência de notícias realmente novas no front fundamental faz com que o mercado fique “preso” em um intervalo relativamente estreito, com viés descendente. Sem gatilhos de alta claros, os participantes tendem a privilegiar a preservação de caixa e a alongar decisões de compra, o que aprofunda a sensação de morosidade.

EUA 1 – USDA Export Sales para a semana encerrada em 30/10 mostraram vendas líquidas de apenas 81.500 fardos para a safra corrente (-39% vs semana anterior e -51% vs. média das últimas quatro semanas), sinalizando demanda externa fraca para o algodão americano.

EUA 2 – Vietnã segue como principal cliente dos EUA (27% do total), seguido pelo Paquistão (11%). China aumentou seu compromisso em apenas 5,7 mil tons, totalizando 31,8 mil tons (vs 124,8 mil em 2024).

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China 1 – Dados da China National Cotton Exchange mostram que até 3/dez 4,55 milhões tons de pluma foram inspecionadas no Xinjiang (+626,2 mil tons na semana), volume 19% superior a 2024.

China 2 – A China Cotton Association manteve as projeções para 2025/26: produção de 7,28 milhões tons (+9,2%), importações de 1,1 milhão (+4,5%), consumo de 8,1 milhões (+3,8%) e exportações de 20 mil tons. Os estoques finais seguem em 10,11 milhões tons (+2,7%).

China 3 – Xinjiang reforçará a cooperação com países da Ásia Central, conforme discutido no Tianshan Forum for Central Asia Economic Cooperation esta semana. A região visa consolidar seu papel como hub central do Cinturão e Rota.

Bangladesh – A média de importação de algodão de Bangladesh em set-out/25 foi de 130 mil tons/mês, mas outubro teve o menor volume desde 2023. Se nov/25 repetir a queda, pode indicar desaceleração setorial.

Turquia – Na Mediterranean Cotton Roads conference, foi informado que a seca afetou a produtividade da safra atual da Turquia, com produção estimada pela Cotlook em 650 mil toneladas (-24% vs 2024/25). A área plantada deve cair em 2026.

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Vietnã – Fiações vietnamitas seguem cautelosas, comprando pouco e focando em algodão dos EUA, Austrália e Brasil. A alta dos preços futuros reduziu o interesse na semana.

Indonésia – Pequenos lotes de algodão brasileiro foram negociados esta semana para entrega imediata, mas o mercado segue fraco. O setor têxtil local enfrenta concorrência de produtos chineses baratos, afetando a competitividade da indústria doméstica.

Câmara Setorial 1 – A Câmara Setorial do Algodão realizou sua última reunião de 2025 em 02/dez, coordenada pelo presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, com participação das associações estaduais, Anea, Mapa e Abit para discutir balanço da safra e políticas públicas.

Câmara Setorial 2 – A Abrapa protocolou ao ministro Carlos Fávaro pedido de acesso a instrumentos como Prepo e crédito do BNDES para sustentar preços mínimos e liquidez dos produtores, frente à volatilidade de preços e custos elevados.

Câmara Setorial 3 – O diretor de relações internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, apresentou dados de fechamento de safra, confirmando que o Brasil segue como maior exportador mundial, mas com receita pressionada pela queda dos preços globais.

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Câmara Setorial 4 – A Abrapa projetou safra 2026 de 3,83 milhões tons (- 9,9% vs 2024/25) e estima que o Brasil ampliará sua participação nas exportações globais para 33% (3,1 milhões tons), mesmo com cenário de preços baixos.

Exportações 1 – As exportações brasileiras de algodão somaram 402,4 mil tons em nov/25. Recorde embarcado no mês de novembro.

Exportações 2 – No acumulado de ago/25 a nov/25, as exportações brasileiras somam 952,7 mil tons, alta de 11,9% com relação ao mesmo período em 2024.

Beneficiamento 2024/25 – Até o dia de ontem (04/12) foram beneficiados nos estados da BA (94%), GO (99,5%), MA (78%), MG (99%), MS (98%), MT (83%), PI (99%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 86,1%.

Plantio 2025/26 –  Até o dia de ontem (04/12) foram semeados nos estados da BA (15,3%), MG (30%), PR (60%) e SP (65%). Total Brasil: 3,86%.

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Preços – Consulte a tabela de cotações:

Quadro de cotações para 04 -12

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil – cottonbrazil@cottonbrazil.com

Fonte: Abrapa



 

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FONTE

Autor:ABRAPA

Site: Abrapa

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Sustentabilidade

Aprosoja-GO e Faeg possibilitam antecipação do plantio de soja em Goiás

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Foto: Pedro Silvestre

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO) e A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) conseguiram a antecipação do calendário de semeadura da soja em Goiás para a safra 2026/2027. O pedido foi encaminhado à Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), que autorizou, em caráter excepcional, o início da presença de plântulas de soja no campo a partir de 20 de setembro.

A autorização foi oficializada nesta quarta-feira (16), com a publicação da Instrução Normativa nº 5/2026, da Agrodefesa. Até então, o calendário estabelecia 25 de setembro como data inicial para a semeadura. A data limite permanece em 2 de janeiro de 2027.

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Segundo a Faeg, a solicitação levou em consideração avaliações técnicas e as condições climáticas previstas para o período. A análise identificou a possibilidade de ocorrência de janelas pontuais de umidade do solo em diferentes regiões produtoras do Estado.

“Na prática, uma janela de umidade é um período curto em que o solo apresenta condições adequadas de umidade, geralmente após chuvas, que podem favorecer o início da semeadura. Essas condições não ocorrem necessariamente ao mesmo tempo em todo o Estado e podem durar poucos dias. Por isso, a antecipação permite que o produtor aproveite uma oportunidade de plantio quando houver chuva e umidade suficientes em sua região, sem precisar esperar até 25 de setembro”, explica Edson Novaes, gerente de Estudos Técnicos da Faeg.

Outro aspecto considerado pelas entidades foi a diferença entre os calendários de Goiás e de estados vizinhos, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde o período de vazio sanitário da soja termina antes. A antecipação pode aproximar os períodos de plantio entre as principais regiões produtoras do Centro-Oeste.

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A medida é excepcional e temporária e vale para a safra 2026/2027. Isso significa que não altera de forma permanente o calendário estabelecido pela Instrução Normativa Agrodefesa nº 6/2024.

Os produtores que realizarem a semeadura entre 20 e 24 de setembro deverão cumprir as obrigações fitossanitárias já estabelecidas, como o registro e a comunicação das áreas cultivadas e o monitoramento das lavouras.

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Cuidados essenciais para o estabelecimento da lavoura de soja – MAIS SOJA

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O estabelecimento da lavoura de soja constitui uma das etapas mais decisivas para a obtenção de elevadas produtividades. Embora a premissa de que “uma boa lavoura começa com uma boa semente” seja amplamente reconhecida, o potencial das sementes depende também de condições adequadas para a germinação e a emergência das plântulas. Dessa forma, além da qualidade fisiológica das sementes, fatores relacionados à semeadura e às condições do ambiente são fundamentais para a formação de uma lavoura uniforme e com bom potencial produtivo.

Durante a instalação da lavoura, é definido um dos principais componentes do rendimento da soja: o número de plantas por unidade de área. Apesar da conhecida capacidade de plasticidade da cultura, que permite certo grau de compensação diante de falhas no estande, essa capacidade é limitada. Assim, falhas, plantas duplas ou distribuição inadequada podem comprometer a uniformidade da lavoura e, consequentemente, refletir negativamente sobre a produtividade.

Figura 1. Esquerda: resultado de semeadura de soja bem feita, com sementes de alta qualidade e vigor: plântulas com emergência uniforme, bem espaçadas e sem falhas; Direita: resultado de semeadura mal feita, resultando em falhas e aglomerados de plântulas.
Fonte: França-Neto et al. (2016).

Logo, além da utilização de sementes de alta qualidade, cuidados relacionados à semeadura, à plantabilidade e às exigências fisiológicas das sementes devem ser considerados para a formação de um estande adequado e uniforme. Da mesma forma, o planejamento da implantação da lavoura exerce importante influência sobre o potencial produtivo da soja, especialmente quanto à definição da época e da densidade de semeadura.

A época de semeadura da soja deve ser definida com base nas recomendações técnicas estabelecidas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que considera as características de solo e as condições ambientais de cada região de cultivo, buscando minimizar os riscos associados às adversidades climáticas. Além disso, é fundamental respeitar os períodos de vazio sanitário e os calendários de semeadura estabelecidos para as diferentes regiões produtoras do país.

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Tabela 1. Períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura para a cultura da soja na safra 2026/2027.
Fonte: MAPA (2026)

Já com relação a densidade de semeadura, além das recomendações técnicas para a cultivar, é preciso compreender que quando a lavoura é instalada com densidade de plantas acima da indicada para a cultivar, a região e a época de semeadura, há alta competição entre plantas. Nessa situação, a redução de produção de grãos por planta pode ser mais expressiva do que o aumento da quantidade de plantas por área, reduzindo a produtividade de grãos por hectare (Balbinot Junior et al.,2020). Logo, é fundamental trabalhar com densidades de semeadura dentro do estabelecido para a cultivar e região de cultivo.

Tabela 2. Densidade de plantas por hectare, de acordo com o espaçamento entre as fileiras e o número de plantas por metro linear.
Fonte: Balbinot Junior et al. (2020)

Após a definição da época e da densidade de semeadura, é fundamental atentar para as condições ambientais no momento da implantação da lavoura, de modo a garantir que as exigências fisiológicas das sementes sejam atendidas durante a germinação. Para que esse processo ocorra adequadamente, a semente de soja necessita de três fatores fundamentais: água, oxigênio e temperatura adequada. A semente precisa absorver, no mínimo, 50% do seu peso em água para assegurar uma boa germinação  (Farias; Neumaier; Nepomuceno, 2009).

Quando a quantidade de água absorvida é insuficiente, a semente pode até iniciar o processo germinativo, mas dificilmente consegue completar adequadamente suas três fases: absorção de água, ativação metabólica e crescimento. Além da disponibilidade hídrica, a temperatura exerce papel fundamental nesse processo. Para a soja, a faixa de temperatura do solo considerada adequada para a germinação situa-se entre 20 °C e 30 °C, enquanto temperaturas inferiores a 20 °C podem prejudicar a germinação e a emergência das plântulas (Neumaier et al., 2020).

Outro aspecto fundamental para o estabelecimento da lavoura é a regulagem da semeadora. O correto ajuste do equipamento, visando reduzir a ocorrência de falhas e plantas duplas, contribui para a formação de um estande adequado e uniforme. Da mesma forma, a regulagem da profundidade de deposição das sementes é essencial para favorecer a emergência das plântulas. Para a soja, recomenda-se posicionar as sementes, em condições adequadas, entre 3 e 5 cm de profundidade (Balbinot Junior et al., 2020).


Veja mais: Plantabilidade – Atenção com falhas e duplas


Referências:

BALBINOT JUNIOR, A. A. et al. INSTALAÇÃO DA LAVOURA. Embrapa Soja, Tecnologias de Produção de Soja, Sistemas de Produção, n. 17, cap. 4, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

FARIAS, J. R. B.; NEUMAIER, N.; NEPOMUCENO, A. L. Agrometeorologia dos Cultivos: O fator meteorológico na produção agrícola: Soja. INMET, 2009. Disponível em: < https://www.embrapa.br/documents/1355291/37056285/Bases+climatol%C3%B3gicas_G.R.CUNHA_Livro_Agrometeorologia+dos+cultivos.pdf/13d616f5-cbd1-7261-b157-351eaa31188d?version=1.0 >, acesso em: 18/09/2026.

FRANÇA-NETO, J. B.; et al. TECNOLOGIAS DA PRODUÇÃO DE SEMENTES DE SOJA DE ALTA QUALIDADE. Embrapa Soja, Documentos, n. 380, 2016. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1057882/1/Documentos380OL1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

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MAPA. PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026. Diário Oficial da União, 2026. Disponível em: < https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-sda/mapa-n-1.579-de-9-de-abril-de-2026-698696654 >, acesso em: 18/09/2026.

NEUMAIER, N. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA. Tecnologias de Produção de Soja, cap. 2, Embrapa, Soja, Sistemas de Produção, n. 17, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

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Sustentabilidade

Com 88% da área em floração e enchimento de grãos, cultura de canola avança no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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A cultura de canola avança para as fases finais do ciclo. Predominam lavouras em floração e enchimento de grãos (88%), e aumentam as áreas em maturação (9%). A colheita ainda se limita a pequenas extensões de implantação precoce (1%).

As condições de maior luminosidade, de temperaturas favoráveis e de menor umidade relativa do ar, observadas em parte do período, contribuíram para o avanço fenológico, para o desempenho das plantas e, nas áreas em floração, para maior atividade de polinizadores.

Eventos de geada atingiram as lavouras em diferentes estádios, provocando efeitos variáveis conforme o relevo e o desenvolvimento das plantas. Em lavouras que estavam em formação e enchimento de grãos, há possibilidade de comprometimento parcial do enchimento das síliquas e redução do peso de mil grãos, mas ainda sem quantificação definitiva das perdas.

O estado fitossanitário está, em geral, satisfatório, mas continua o monitoramento de pragas e doenças, sendo observada incidência de traça-das-crucíferas e de mofo-branco. A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as primeiras lavoura simplantadas em abril alcançam a maturação: em São Borja (10% de 13.500 ha), em Maçambará (5% de 13.868 ha) e em Santa Margarida do Sul (10% de 600 ha). As condições ambientais favoreceram as áreas em floração devido à maior atividade de polinizadores e as lavouras em enchimento de grãos. Contudo, em Manoel Viana, a redução da umidade do solo em áreas de textura predominantemente arenosa aumentou a necessidade de reposição hídrica via precipitações.

Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório. Estão 2% em florescimento, 65% em enchimento de grãos, 25% em maturação e 8% colhidos. A produtividade atual está estimada em cerca de 2.000 kg/ha. Na de Ijuí, 80% dos cultivos estão em fase final de enchimento de grãos, e 10% em maturação. No Alto Jacuí, em Ibirubá, as primeiras lavouras colhidas apresentaram rendimentos entre 1.500 e 1.800 kg/ha. Nas áreas atingidas por geada, não foram observados sintomas externos de queimadura das síliquas, mas houve interrupção do desenvolvimento dos grãos na porção terminal.

Na de Passo Fundo, as lavouras estão nos estágios de formação de vagens e de enchimento de grãos, com boa condição sanitária. Os impactos causados pelos episódios de granizo em alguns municípios ainda dependem de avaliação nas áreas atingidas.

Na de Pelotas, as lavouras apresentam estande adequado. Estão 74% da área em florescimento e 26% em enchimento de grãos. Na de Santa Maria, em Tupanciretã, município com a maior área de canola no Estado, estimada em 29 mil hectares, 75% das lavouras estão em formação e enchimento de grãos e 25% em maturação. As geadas ocorridas não provocaram prejuízos significativos.

Na de Santa Rosa, a distribuição fenológica aponta 6% das lavouras em floração, 74% em enchimento de grãos, 19% em maturação e 1% colhido. As geadas, registradas no início do período, podem ter afetado o potencial produtivo, sobretudo em baixadas e áreas sujeitas ao acúmulo de ar frio. As lavouras apresentam bom desenvolvimento vegetativo e potencial
produtivo, mas há incidência de traça-das-crucíferas em diferentes áreas.

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Na de Soledade, as temperaturas e a radiação solar foram elevadas para a época, favorecendo a evolução do ciclo. Estão 2% da área em florescimento e formação de síliquas, e 98% em enchimento de grãos. As lavouras apresentam plantas vigorosas, bem ramificadas e com elevada densidade de síliquas. O monitoramento concentra-se em doenças e pragas, especialmente mofo-branco e traça-das-crucíferas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Ijuí é de R$ 134,00; na de Santa Maria, R$ 139,00; na de Santa Rosa, R$ 136,35; em Santana do Livramento, R$ 135,00.

Fonte: Emater/RS



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