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Produção de cana em São Paulo cai 5,2% com impacto do clima

A nova safra de cana-de-açúcar em São Paulo deve ser menor que a anterior. A redução está ligada à falta de chuva e às geadas registradas no inverno. O levantamento foi elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Apesar do avanço da área colhida, os canaviais perderam vigor ao longo do ciclo. A combinação de déficit hídrico e temperaturas baixas interrompeu o desenvolvimento das plantas e reduziu a quantidade de açúcares.
Safra paulista: menor produtividade e mudança no mix
A produção paulista está estimada em 335,3 milhões de toneladas, queda de 5,2% frente à safra 2024/25. A produtividade deve recuar 5,4%, alcançando 75,77 mil quilos por hectare, mesmo com um leve aumento da área colhida para 4,43 milhões de hectares.
O ATR médio, indicador que mede o teor de açúcares da cana, está projetado em 134,9 kg por tonelada, resultado 3% abaixo do visto no ciclo anterior. Técnicos da Faesp apontam que as condições climáticas adversas limitaram a formação desses açúcares, apesar de alguns momentos favoráveis no campo.
A safra também apresenta maior direcionamento da cana para etanol, principalmente a partir de setembro, quando a queda das cotações internacionais do açúcar e a valorização do biocombustível alteraram o mix. Mesmo assim, a projeção para a produção paulista de etanol indica retração de 15,5%, somando 11,44 bilhões de litros — 6,4 bilhões de hidratado e 5,1 bilhões de anidro. Já o açúcar deve alcançar 26,7 milhões de toneladas, alta de 2,6% sobre o ciclo anterior.
Reflexos no cenário nacional
O quadro climático de 2024, marcado por déficit hídrico, calor intenso e registros de incêndios na região Centro-Sul, também deve limitar a produção nacional. A Conab estima 666,4 milhões de toneladas para a safra 2025/26, recuo de 1,6% na comparação anual. A produtividade média deve cair 3,8%, chegando a 74.259 kg/ha, mesmo com aumento de 2,4% na área colhida.
A produção de açúcar no país está projetada em 45 milhões de toneladas, alta de 2%, com São Paulo respondendo por 59,3% desse volume. Já o etanol total — que inclui o etanol de cana e o de milho — deve atingir 36,2 bilhões de litros, queda de 2,8% em relação à safra passada.
O recuo na oferta de etanol de cana, de 9,5%, contrasta com o avanço de 22,6% no etanol de milho. O movimento reforça a expansão das usinas dedicadas ao grão e consolida Mato Grosso como o segundo maior produtor nacional do biocombustível, atrás apenas de São Paulo.
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Clima ajuda aumentar a produtividade e faz preço do café recuar, aponta Cepea

As condições climáticas mais favoráveis em grande parte de janeiro e a expectativa de continuidade da umidade no início de fevereiro devem beneficiar o enchimento dos grãos de café, fase considerada decisiva para a temporada, de acordo a avaliação dos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Diante desse cenário produtivo mais positivo, os preços do café vêm recuando no mercado brasileiro. Entre 30 de dezembro e 30 de janeiro, o Indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, caiu R$ 80,19 por saca de 60 quilos, o equivalente a uma retração de 3,7%.
No encerramento do dia 30 de janeiro, a cotação ficou em R$ 2.094,55 por saca. Já a média de janeiro de 2026, de R$ 2.178,82, foi a menor desde outubro de 2025.
Safra maior, mas clima ainda inspira atenção
No campo, a perspectiva é de que a safra 2026/27 de café arábica apresente produção superior à da temporada anterior. O avanço está relacionado às condições climáticas mais favoráveis observadas em parte do período recente.
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Apesar disso, os pesquisadores do Cepea alertam que o clima segue como fator de risco. O final de dezembro foi marcado por temperaturas elevadas e baixa umidade em algumas regiões produtoras, situação que pode comprometer a formação dos grãos e resultar em cafés chochos.
Segundo o centro de pesquisas, o comportamento do clima nas próximas semanas será determinante tanto para o desempenho produtivo quanto para o direcionamento dos preços no mercado interno.
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Senado aprova MP que libera R$ 83,5 milhões para combate a pragas na agropecuária

Após passar pela Câmara dos Deputados no começo da semana, o Senado aprovou nesta terça-feira (3) a medida provisória que autorizou a liberação de R$ 83,5 milhões para ações de prevenção e combate a pragas e doenças que atingem a agropecuária brasileira. A MP 1.312/2025 foi aprovada em votação simbólica e segue agora para promulgação.
O crédito extraordinário começou a ser executado em setembro de 2025 e é destinado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com foco em emergências sanitárias envolvendo a produção animal e vegetal. Entre os principais alvos das ações estão a gripe aviária, a mosca-da-carambola, a monilíase do cacaueiro e a vassoura-de-bruxa da mandioca.
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No caso da gripe aviária, a doença foi identificada em maio de 2025 em aviários comerciais no Rio Grande do Sul. Posteriormente, houve registro de focos em criações de subsistência em Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal. Ao todo, segundo o governo federal, foram dez focos confirmados ao longo de 2025, o que levou à decretação de estado de emergência zoossanitária em todo o país.
O volume de recursos autorizado pela MP é quase o dobro do valor destinado em 2025 ao Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), responsável por coordenar respostas a emergências sanitárias no campo.
Do total liberado, R$ 45 milhões serão aplicados diretamente pela União em despesas correntes, como aquisição de insumos, contratação de serviços e realização de estudos técnicos. Outros R$ 29,5 milhões são destinados a obras e investimentos incorporados ao patrimônio da União. Já R$ 9 milhões serão repassados aos governos estaduais para apoio às ações locais de defesa agropecuária.
Durante a tramitação, o relator da matéria na Comissão Mista de Orçamento, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), destacou que a medida contribui para o enfrentamento da vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá, com impacto direto sobre agricultores familiares e comunidades indígenas da região.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também ressaltou o papel da Embrapa no apoio técnico às ações, enquanto o senador Jayme Campos (União-MT) afirmou que o reforço orçamentário é essencial para garantir a segurança alimentar e manter a credibilidade sanitária do Brasil nos mercados internacionais.
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Suíno vivo sofre desvalorização de quase 17% em Mato Grosso

O preço do quilo do suíno vivo pago ao produtor mato-grossense registrou uma queda de aproximadamente 17% entre dezembro de 2025 e a primeira semana de fevereiro de 2026. O recuo acentuado é reflexo de uma combinação de fatores sazonais, como as férias escolares, que reduzem a demanda interna, e o aumento da oferta de animais no mercado.
De acordo com dados da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), o valor, que estava em R$ 8,00 no fim do ano passado, derreteu para R$ 6,65 no levantamento mais recente.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que o movimento de baixa atinge quase todos os produtos da cadeia suinícola neste início de ano. Enquanto a demanda interna não apresenta sinais de recuperação e a oferta permanece elevada, o setor enfrenta dificuldades para sustentar as cotações. Os produtores independentes são os que mais sentem o impacto, devido à exposição direta à volatilidade do mercado físico.
A trajetória de queda em Mato Grosso foi contínua ao longo de janeiro. A primeira cotação do ano recuou para R$ 7,85, chegando a R$ 7,55 na segunda quinzena. No fechamento do mês, o valor acordado entre produtores e frigoríficos já estava em R$ 7,15, até atingir o patamar atual de R$ 6,65. Segundo o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a retração já era prevista e faz parte de um ciclo de mercado.
Impacto do represamento nas granjas
A redução no ritmo de abates também contribuiu para o cenário atual, especialmente em função das férias coletivas adotadas por grandes unidades frigoríficas no encerramento de 2025. Esse fator, somado ao período escolar, gerou um descompasso entre a produção nas granjas e a capacidade de absorção do mercado consumidor.
“Esse cenário provoca o represamento de animais nas granjas, elevando temporariamente a oferta de suínos disponíveis para o abate. Além do período de férias escolares, que também interfere na queda de consumo. Diante desse desequilíbrio, o excesso de animais nas granjas e baixa demanda fazem com que os preços caiam naturalmente”, explica Tannure.
Apesar do momento crítico para o caixa do suinocultor, a avaliação das entidades setoriais é de que a instabilidade seja passageira. A expectativa é que, após o Carnaval, as escalas de abate sejam normalizadas e a oferta passe por um ajuste. Embora a Quaresma tradicionalmente reduza o consumo de proteína animal, a projeção indica uma retomada gradual dos preços logo na sequência.
Mesmo com o início de ano turbulento, o setor mantém o otimismo para o restante do calendário. A análise da Acrismat descarta o risco de novas quedas acentuadas e prevê um mercado mais firme a partir do segundo trimestre.
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