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17 de junho de 2026

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Você conhece a Ilha do Combu? Destino é destaque em meio à COP30

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A Ilha do Combu, a 1,5 km de Belém, reforça a relação entre preservação e geração de renda no coração da Amazônia. Durante a COP30, o local chamou atenção pelo modelo de produção sustentável do cacau e pela cultura ribeirinha, que se tornaram vitrine de bioeconomia na região.

O Combu foi declarado patrimônio cultural e imaterial do Pará e já integra roteiros de ecoturismo. O vai e vem de lanchas no rio Guamá revela o movimento crescente em torno da ilha, a quarta maior entre as 39 que formam a região insular da capital paraense.

Resgate cultural e geração de renda

Embora o açaí seja predominante, o cacau ganhou protagonismo nos últimos anos com um projeto conduzido pela empreendedora Dona Nena. O trabalho começou em 2006, quando ela decidiu transformar a produção familiar em um modelo de negócio sustentável. A partir do cacau, ampliou o portfólio com novas espécies da floresta e criou parcerias com outros produtores de Belém e do interior do estado.

A iniciativa hoje inclui uma loja de chocolate, um armazém e uma rede colaborativa que envolve mel de Salinas, produtos orgânicos da Fazenda Bacuri e outras agroindústrias locais que buscavam maior visibilidade.

Produção afetada por mudanças climáticas

A ilha também sente os efeitos do clima. Sensível ao aumento do nível das águas e ao regime de chuvas, o Combu registrou queda na produção de chocolate refinado em 2023. A fábrica artesanal produziu uma tonelada e meia no ano passado, volume inferior ao do ano anterior.

Segundo Juliana Cruz, agente de viagens, o comportamento climático atípico reduziu a oferta de frutos. O período de estiagem prolongada, com um mês inteiro sem chuva, provocou queda e morte de parte das amêndoas. “Muitos frutos não resistiram ao calor e à falta de adaptação”, relatou.

Bioeconomia e resistência em área estratégica

Mesmo diante dos desafios, Dona Nena destaca a força da “vida cabocla”, expressão que traduz a relação entre natureza, cultura e comunidade. Para ela, a COP30 é uma oportunidade para que as 2,5 mil famílias da ilha apresentem ao mundo seus cultivos e produtos.

A empreendedora do cacau amazônico avalia que o evento amplia o diálogo sobre políticas públicas e apoio ao campo. “É a chance de falar das nossas dores, do que precisamos para permanecer no território, cuidando da floresta e garantindo renda”, afirmou.

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Preços do arroz voltam a cair no RS com oferta elevada e demanda enfraquecida

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os preços do arroz em casca registraram nova queda no Rio Grande do Sul, interrompendo o movimento de recuperação observado no início de junho. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que aponta o aumento da oferta disponível e as dificuldades na comercialização do arroz beneficiado como os principais fatores de pressão sobre o mercado.

Segundo os pesquisadores, a ampla disponibilidade do cereal tem mantido os compradores cautelosos, em um momento em que as indústrias enfrentam dificuldades para escoar o produto beneficiado. Esse cenário reduz o interesse por novas aquisições de matéria-prima e contribui para o recuo das cotações.

Demanda externa não sustenta preços

De acordo com o Cepea, a demanda internacional segue ativa e continua oferecendo alternativas de comercialização para parte dos produtores. No entanto, o efeito das exportações sobre os preços internos tem sido limitado diante da oferta elevada disponível no mercado doméstico.

Além disso, os mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) perderam força como fator de sustentação das cotações.

Indústrias mantêm postura cautelosa

Outro fator que pesa sobre o mercado é a dificuldade na venda do arroz beneficiado. Com menor fluidez nos negócios, as indústrias têm reduzido o ritmo das compras de arroz em casca, ampliando a pressão sobre os preços pagos ao produtor.

Na avaliação do Cepea, a combinação entre oferta abundante, demanda industrial enfraquecida e menor impacto dos mecanismos de sustentação do mercado mantém o cenário desafiador para as cotações do cereal no estado.

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Chuvas interrompem colheita e impulsionam preços do café arábica

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Foto: Marcelo Camargo/ABr

Depois de iniciar junho em forte queda, os preços do café arábica voltaram a subir na segunda semana do mês, impulsionados pelas chuvas registradas nas principais regiões produtoras do país. A avaliação é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, o avanço da colheita da safra 2026/27 pressionou as cotações do arábica no início do mês. No entanto, a partir do dia 10 de junho, o mercado passou a reagir diante das precipitações que atingiram áreas produtoras, afetando o ritmo dos trabalhos no campo e reduzindo pontualmente a oferta da variedade.

Além de dificultar a colheita, as chuvas nesta fase do ciclo também acendem um alerta para a qualidade dos grãos. De acordo com os pesquisadores, agentes do setor têm relatado problemas relacionados à qualidade e ao tamanho dos grãos colhidos, com desempenho inferior ao observado na temporada passada.

O cenário ocorre mesmo diante de estimativas oficiais que apontam para uma safra recorde de café no Brasil.

Robusta segue mais firme

No mercado do café robusta, os preços seguem mais sustentados em comparação ao arábica. Conforme o Cepea, a firmeza das cotações está relacionada às projeções de uma safra menor que a registrada na temporada anterior.

Com expectativa de oferta mais restrita, a variedade tem encontrado suporte adicional no mercado, mantendo os preços em patamares mais elevados.

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No G7, Brasil cobra da União Europeia revisão de restrições às exportações de carne

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.

O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do Brasil participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.

Segundo Lula, em postagem nas redes sociais, o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão Europeia “para identificar as dificuldades” em relação aos produtos.

“Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente.

Veto a partir de setembro

A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto entraria em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

A decisão foi anunciada em maio, depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente a de não utilizar, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

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