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5 de maio de 2026

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Disputa entre usinas e indústrias de ração tende a estabilizar preço do milho

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O milho na Bolsa de Chicago fechou em alta na semana passada, com o contrato de dezembro subindo 0,7% e fechando a US$ 4,30 por bushel.

A alta foi justificada por uma leve queda nos estoques mundiais junto à baixa na produção da safra norte-americana e pela alta generalizada no complexo grãos, puxada pela soja e pelo trigo.

Já no Brasil, a realidade foi oposta, com uma forte divergência entre os mercados. Assim, a alta de Chicago foi completamente ignorada pela B3, que operou praticamente estável, com o contrato de novembro em R$ 67,72 (-0,41%).

A firmeza dos preços domésticos, mesmo com exportações em ritmo 8,3% menor e com o milho brasileiro “caro” frente aos concorrentes (Estados Unidos e Argentina), é explicada pela mudança estrutural da demanda interna.

O consumo para etanol de milho e ração animal segue robusto. Essa demanda industrial está criando um novo piso de sustentação para os preços no Brasil.

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O que esperar do mercado do milho?

A plataforma Grão Direto traz análise sobre o que esperar do mercado do milho nesta semana. Confira:

  • Avanço do plantio – O foco de curto prazo para o milho 1ª safra (verão) é o desenvolvimento das lavouras no Sul, que agora enfrentam riscos pelo excesso de chuvas. O plantio avançou bem, atingindo 54,3% no Centro-Sul, com Paraná (99% semeado) e Rio Grande do Sul (77%) adiantados. “Contudo, o frio atípico e as intempéries podem comprometer o potencial produtivo inicial dessas áreas. O principal ponto de atenção de longo prazo é o risco crescente para a safrinha 2026”, diz a empresa, em nota.
  • Risco futuro – O atraso no plantio da soja no Cerrado e Matopiba significa que a janela de semeadura da 2ª safra de milho será empurrada para um período de maior risco climático (seca), especialmente sob a influência de uma instabilidade climática – o mercado já começa a precificar esse risco futuro.
  • Concorrência – A disputa pela oferta no mercado interno deve se intensificar. A competição entre a demanda aquecida das usinas de etanol e dos setores de proteína animal e a necessidade de exportação continuará ditando os preços. “Essa força da demanda doméstica deve manter os preços na B3 e no mercado físico sustentados, mesmo que Chicago ou o dólar apresentem volatilidade e queda nas cotações”, diz a Grão Direto.

Por fim, a Grão Direto destaca que a semana foi definida por uma batalha de fundamentos. Em Chicago, o mercado comemorou o retorno dos dados do USDA e a expectativa pela confirmação da demanda chinesa, levando soja e milho a apresentarem volatilidade nas cotações em Chicago.

No Brasil, porém, essa alta foi anulada pela valorização do Real, que seguiu a tendência de enfraquecimento global do dólar. O foco do risco de oferta migrou totalmente dos Estados Unidos (safra colhida) para o Brasil, onde o plantio da soja enfrenta um severo atraso no Sul, enquanto a demanda interna por milho prova ser um pilar de sustentação mais forte que a exportação.

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    Cooperativas de SC faturam R$ 105,7 bi em 2025, alta de 15,8%

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    Foto gerada por IA.

    As cooperativas de Santa Catarina faturaram R$ 105,7 bilhões em 2025, avanço de 15,8% em relação ao ano anterior, de acordo com o Sistema Ocesc. Os dados foram divulgados em entrevista coletiva e teve como base levantamento realizado junto a 236 cooperativas do Estado. Em nota, representantes do Sistema Ocesc destacaram que o ritmo de crescimento foi três vezes superior ao da alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período.

    O desempenho também se refletiu nas sobras (equivalentes ao lucro no modelo cooperativista), que cresceram 30,8% e somaram R$ 7,3 bilhões. Os recursos serão destinados a investimentos, fundos estatutários e distribuição entre os associados.

    Em 2025, mais de 370 mil pessoas ingressaram em cooperativas, elevando o total para 5,08 milhões de associados, o equivalente a 61% da população catarinense. “Somos o Estado mais cooperativista do Brasil”, afirmou o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, durante a apresentação dos dados em Florianópolis, segundo a nota.

    Crédito supera 4 milhões de associados

    O ramo de crédito lidera em número de cooperados, com mais de 4 milhões de associados, seguido pelas cooperativas de infraestrutura (469 mil), consumo (467 mil) e agropecuária (84,9 mil). Ao todo, o sistema emprega diretamente 109,7 mil pessoas, após a criação de 7.301 vagas em 2025, um crescimento de 15,8% no quadro funcional.

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    A carga tributária também aumentou. As cooperativas recolheram R$ 4,4 bilhões em impostos sobre a receita bruta no ano passado, alta de 12,9% na comparação anual.

    Agro lidera receitas e empregos

    O ramo agropecuário manteve a liderança dentro do cooperativismo catarinense, respondendo por 60% das receitas totais e 62% dos empregos diretos. As 45 cooperativas do segmento somaram R$ 63 bilhões em faturamento, crescimento de 10%, e geraram mais de 4 mil novas vagas, totalizando 68 mil postos de trabalho.

    No comércio exterior, as cooperativas agropecuárias exportaram US$ 2,18 bilhões, o equivalente a 17,9% das exportações do estado e 38,9% dos embarques de aves e suínos. Entre os principais produtos estão cereais, proteínas animais, fertilizantes, lácteos e frutas. Os investimentos também seguem robustos. Em 2025, o setor aplicou R$ 1,34 bilhão em ampliação e modernização industrial. Para 2026, estão previstos aportes de R$ 1,53 bilhão.

    O segmento de crédito registrou receitas de R$ 28,7 bilhões, alta de 36% em relação a 2024, mantendo-se como o segundo maior em faturamento. Já o ramo de saúde alcançou R$ 7,7 bilhões em receitas (+10%) e criou 800 empregos, totalizando 13,7 mil trabalhadores. As cooperativas de infraestrutura, focadas principalmente na distribuição de energia elétrica, somaram R$ 2,2 bilhões em receitas (+9%) e atendem cerca de 469 mil associados. Outros segmentos reuniram 475 mil cooperados e faturaram R$ 3,8 bilhões.

    No acumulado de seis anos, as receitas do sistema cooperativista catarinense mais que dobraram, com alta de 126%, passando de R$ 46,8 bilhões em 2020 para R$ 105,7 bilhões em 2025. O desempenho reforça o papel do setor como um dos principais motores da economia estadual, especialmente nas cadeias do agronegócio, que respondem por cerca de 30% do PIB de Santa Catarina e 70% das exportações.

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    Cecafé e MTE encerram ciclo de encontros sobre boas práticas trabalhistas antes da colheita

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    O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) concluíram, nesta segunda-feira (5), em Araguari (MG), a série de encontros presenciais do programa “Fortalecendo o Trabalho Digno”.

    A ação, voltada ao período pré-colheita da safra 2026 de café, teve foco na transferência de conhecimento sobre boas práticas trabalhistas nas propriedades rurais.

    A iniciativa foi realizada em parceria com o Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), a Coocacer Araguari, a Starbucks e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Segundo as entidades, o objetivo foi ampliar a orientação técnica aos agentes da cadeia cafeeira com base no diálogo social e na conformidade legal.

    Durante o encontro, o chefe do Setor de Fiscalização da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Uberlândia, Marco Antônio Ferreira Costa, apresentou os instrumentos legais disponíveis para contratação de mão de obra no meio rural, considerando as características de cada atividade desenvolvida nas fazendas.

    A programação também incluiu explicações sobre prevenção ao trabalho análogo ao de escravo e ao trabalho infantil.

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    Outro eixo técnico foi a saúde e segurança do trabalho, com destaque para a implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) no campo. A ferramenta é usada para identificar, avaliar e controlar riscos ocupacionais, com o objetivo de reduzir acidentes e organizar medidas preventivas antes do início das atividades mais intensas da colheita.

    De acordo com o Cecafé, a devida diligência em direitos humanos foi tratada como elemento de gestão e de acesso a mercados, especialmente em cadeias exportadoras submetidas a exigências de rastreabilidade, conformidade e sustentabilidade.

    As entidades não divulgaram o número total de encontros realizados nem a quantidade de participantes desta edição.

    O encerramento da série ocorre às vésperas da colheita e reforça a preparação técnica do setor para a safra 2026. A tendência, segundo os organizadores, é de continuidade das ações de orientação para reduzir riscos trabalhistas e fortalecer a adequação das propriedades às exigências legais e comerciais.

    Fonte: cecafe.com.br

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    Precisamos de no mínimo R$ 180 bilhões para renegociar dívidas rurais, diz Tereza Cristina

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    Foto: FPA

    A vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que são necessários ao menos R$ 180 bilhões para renegociação das dívidas rurais.

    “O governo ofereceu cerca de R$ 80 bilhões, do dinheiro que sobrou do Plano Safra que não conseguiram aplicar. Mas precisamos de no mínimo R$ 180 bilhões para começar a resolver o problema, já que as dívidas estressadas passam de R$ 800 bilhões”, disse a parlamentares da bancada durante reunião-almoço semanal.

    O Ministério da Fazenda negocia com o Senado novas medidas para repactuação das dívidas rurais, dado o crescente endividamento do setor.

    A ex-ministra afirmou que o “dilema” atual é buscar as fontes de recursos para as linhas de crédito para renegociação. “Apresentamos no projeto de lei 5122/2023 R$ 30 bilhões de recursos do Fundo Social do Pré-Sal, que seriam insuficientes, mas o governo sinaliza não concordar com o uso dos recursos”, esclareceu a senadora.

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    Tereza Cristina afirmou ainda que a proposta apresentada pelo Ministério da Fazenda necessita de ajustes. “Precisamos de uma coisa mais estruturante. Estamos conversando sobre outras receitas novas. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto na CAE [Comissão de Assuntos Econômicos], e o ministro da Agricultura, André de Paula, entenderam que o problema não é pontual”, defendeu a senadora.

    A ex-ministra também lembrou que o enfrentamento das dívidas rurais depende de medidas do governo federal. “Não adianta ficar batendo no governo”, alertou aos seus colegas parlamentares. “Precisamos que o governo tenha vontade e abra caminho para usar fundos constitucionais”, apontou, citando a possibilidade de utilizar R$ 18 bilhões do Fundo Constitucional para o Nordeste.

    “R$ 2 bilhões que tínhamos pensado já foram usados ontem”, pontuou. “O governo terá receita extraordinária de R$ 128 bilhões adicionais por aumento do petróleo. Há receitas, é preciso ver o caminho que o governo vai apontar”, pontuou .

    Caso governo e Senado não avancem no tema, o PL 5122 pode ser votado na próxima semana na CAE.

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