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4 de agosto de 2026

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Disputa entre usinas e indústrias de ração tende a estabilizar preço do milho

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O milho na Bolsa de Chicago fechou em alta na semana passada, com o contrato de dezembro subindo 0,7% e fechando a US$ 4,30 por bushel.

A alta foi justificada por uma leve queda nos estoques mundiais junto à baixa na produção da safra norte-americana e pela alta generalizada no complexo grãos, puxada pela soja e pelo trigo.

Já no Brasil, a realidade foi oposta, com uma forte divergência entre os mercados. Assim, a alta de Chicago foi completamente ignorada pela B3, que operou praticamente estável, com o contrato de novembro em R$ 67,72 (-0,41%).

A firmeza dos preços domésticos, mesmo com exportações em ritmo 8,3% menor e com o milho brasileiro “caro” frente aos concorrentes (Estados Unidos e Argentina), é explicada pela mudança estrutural da demanda interna.

O consumo para etanol de milho e ração animal segue robusto. Essa demanda industrial está criando um novo piso de sustentação para os preços no Brasil.

O que esperar do mercado do milho?

A plataforma Grão Direto traz análise sobre o que esperar do mercado do milho nesta semana. Confira:

  • Avanço do plantio – O foco de curto prazo para o milho 1ª safra (verão) é o desenvolvimento das lavouras no Sul, que agora enfrentam riscos pelo excesso de chuvas. O plantio avançou bem, atingindo 54,3% no Centro-Sul, com Paraná (99% semeado) e Rio Grande do Sul (77%) adiantados. “Contudo, o frio atípico e as intempéries podem comprometer o potencial produtivo inicial dessas áreas. O principal ponto de atenção de longo prazo é o risco crescente para a safrinha 2026”, diz a empresa, em nota.
  • Risco futuro – O atraso no plantio da soja no Cerrado e Matopiba significa que a janela de semeadura da 2ª safra de milho será empurrada para um período de maior risco climático (seca), especialmente sob a influência de uma instabilidade climática – o mercado já começa a precificar esse risco futuro.
  • Concorrência – A disputa pela oferta no mercado interno deve se intensificar. A competição entre a demanda aquecida das usinas de etanol e dos setores de proteína animal e a necessidade de exportação continuará ditando os preços. “Essa força da demanda doméstica deve manter os preços na B3 e no mercado físico sustentados, mesmo que Chicago ou o dólar apresentem volatilidade e queda nas cotações”, diz a Grão Direto.

Por fim, a Grão Direto destaca que a semana foi definida por uma batalha de fundamentos. Em Chicago, o mercado comemorou o retorno dos dados do USDA e a expectativa pela confirmação da demanda chinesa, levando soja e milho a apresentarem volatilidade nas cotações em Chicago.

No Brasil, porém, essa alta foi anulada pela valorização do Real, que seguiu a tendência de enfraquecimento global do dólar. O foco do risco de oferta migrou totalmente dos Estados Unidos (safra colhida) para o Brasil, onde o plantio da soja enfrenta um severo atraso no Sul, enquanto a demanda interna por milho prova ser um pilar de sustentação mais forte que a exportação.

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    Algodão bate recorde de produtividade, mas perde área e volume em Mato Grosso

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    Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

    Mato Grosso deve colher mais algodão por hectare, mas não mais algodão no total. A estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada no Relatório de Oferta e Demanda de agosto, aponta rendimento médio de 315,33 arrobas por hectare em 2025/26, enquanto a área cultivada encolheu 11,11% e limita o volume produzido no estado.

    A estimativa de produtividade de agosto representa avanço de 1,50% em relação ao número calculado em julho. O avanço supera, ainda que por uma margem estreita, o recorde anterior. Na temporada 2024/25, o rendimento médio chegou a 315,12 arrobas por hectare, até então o maior registrado pelo instituto.

    O desempenho ocorre em uma temporada na qual o algodão ocupou 1,375 milhão de hectares. A redução foi definida ainda no planejamento da safra, em meio à combinação de custos elevados e preços considerados menos atrativos pelos produtores, especialmente para o algodão de primeira safra.

    É justamente essa diferença entre rendimento e área que desenha o resultado do ciclo. Mesmo com o potencial produtivo elevado, a produção de algodão em caroço está estimada em 6,51 milhões de toneladas, 11,06% abaixo do volume da temporada anterior.

    Clima coloca produtividade no topo da série

    A principal explicação para o recorde na produtividade está no comportamento do clima durante o desenvolvimento das lavouras. As condições observadas ao longo da temporada favoreceram o desenvolvimento das plantas e permitiram que o potencial produtivo avançasse mesmo em uma safra marcada por uma área menor.

    O dado de agosto também mostra uma mudança em relação ao cenário projetado no mês anterior. A produtividade passou de uma estimativa de 310,67 para 315,33 arrobas por hectare, reforçando a percepção de que as lavouras apresentam capacidade de entregar um rendimento elevado.

    O número, porém, ainda é uma projeção. A colheita continua em andamento em Mato Grosso, e o avanço dos trabalhos de campo deve fornecer informações mais precisas sobre o rendimento efetivamente alcançado no campo.

    Há ainda uma diferença importante entre produzir mais por hectare e preservar a qualidade do produto colhido. Nesse ponto, o Imea chama atenção para as chuvas registradas em meados de junho, que trouxeram uma preocupação específica para as lavouras que já tinham capulhos abertos.

    A ocorrência de chuvas nesse estágio pode comprometer parte da qualidade da fibra. O impacto, contudo, ainda não pode ser dimensionado de forma definitiva, já que os trabalhos de campo não foram concluídos no estado.

    A situação faz com que a produtividade recorde precise ser analisada junto a outro indicador: a qualidade do algodão que efetivamente chegará ao mercado. À medida que a colheita avançar, será possível identificar com maior precisão os efeitos das condições climáticas sobre a fibra.

    Menos área muda cenário de oferta

    A retração da área não foi resultado de uma perda de potencial agronômico da cultura, mas de uma decisão tomada em um ambiente de maior pressão sobre a rentabilidade. Com custos elevados e preços menos atrativos no momento do planejamento, produtores reduziram principalmente o espaço destinado ao algodão de primeira safra.

    O efeito dessa escolha aparece agora nos números de produção. Mesmo que cada hectare entregue um rendimento recorde, há menos hectares em produção para formar o volume final da temporada.

    A estimativa atual aponta ainda para 2,67 milhões de toneladas de pluma. Desse total, o Imea calcula que 76,3% deverão ser destinados ao mercado externo, o equivalente a 2,09 milhões de toneladas.

    O mercado também entra na equação com estoques finais bastante comprometidos. Mais de 97% do volume projetado para esses estoques já está comercializado, cenário que reduz a disponibilidade de fibra para novas negociações ao longo da temporada.

    Assim, a safra 2025/26 combina dois movimentos distintos: de um lado, Mato Grosso avança para o melhor rendimento por hectare de sua série histórica; de outro, a menor área cultivada reduz a produção total e restringe a oferta disponível. O resultado definitivo ainda dependerá do encerramento da colheita e da avaliação dos efeitos das chuvas sobre a qualidade da fibra.


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    Colheita do milho safrinha chega a 69,1% da área no Brasil, diz Conab

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    A colheita do milho de segunda safra 2025/26 no Brasil atingiu 69,1% da área semeada até a última sexta-feira, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em boletim semanal de progresso de safra. O avanço foi de 10,8 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Mesmo assim, o ritmo segue abaixo do registrado no mesmo período da temporada passada e também da média dos últimos cinco anos.

    Segundo a Conab, na mesma época da safra passada 75,2% da área já havia sido colhida, diferença de 6,1 pontos porcentuais. Em relação à média de cinco anos, de 74,5%, o atraso é de 5,4 pontos porcentuais.

    Entre os principais estados produtores, Mato Grosso já colheu 95,7% da área, praticamente em linha com a média de cinco anos, de 95,6%. O Paraná avançou para 38%, Goiás para 58% e Mato Grosso do Sul para 37%. No Tocantins, a colheita alcançou 99%.

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    No milho verão 2025/26, a retirada do grão do campo atingiu 99,3% da área, avanço de 0,3 ponto porcentual na semana. O índice está 0,5 ponto porcentual abaixo do mesmo período da safra passada, quando o porcentual era de 99,8%, e 0,2 ponto porcentual abaixo da média de cinco anos, de 99,5%. Maranhão, com 97%, e Piauí, com 96%, ainda concentram parte final dos trabalhos.

    A colheita de algodão 2025/26 chegou a 28,4% da área plantada, avanço semanal de 11,9 pontos porcentuais. O ritmo está 1,3 ponto porcentual abaixo do visto um ano antes e 8,3 pontos porcentuais abaixo da média de cinco anos. Mato Grosso colheu 22,6% da área, Bahia 36%, Goiás 54%, Mato Grosso do Sul 64%, Maranhão 67% e Piauí 62%.

    No trigo, a colheita da safra 2026 alcançou 2,5% da área semeada, com avanço de 0,7 ponto porcentual na semana. Goiás retirou o cereal de 55% da área e Minas Gerais de 16%. A semeadura do trigo chegou a 99,9% da área prevista. Santa Catarina marcou 97%, enquanto os demais estados acompanhados pela Conab já encerraram o plantio.

    Os dados da Conab mostram avanço da colheita das principais culturas de inverno e segunda safra no país, com o milho safrinha mantendo a maior parte dos trabalhos concentrada em estados como Mato Grosso, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul.

    Fonte: Estadão Conteúdo

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    Imea ajusta área do milho e produção pode ultrapassar 57,3 milhões de toneladas

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    Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

    Nova revisão de safra 2025/26 do milho em Mato Grosso realizada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontou que 7,43 milhões de hectares foram destinados para o grão. A extensão consolidada supera em 0,57% o total divulgado anteriormente e em 2,41% ao cultivado no ciclo passado. Com o ajuste, a perspectiva de produção passa de 57,393 milhões de toneladas.

    O relatório de estimativa de safra que consolida a área do ciclo 2025/26 foi divulgado nesta segunda-feira (3). De acordo com o Instituto, o resultado foi viabilizado através de um mapeamento no qual foi utilizado “geoprocessamento e sensoriamento remoto, pautados na análise da série temporal de índices de vegetação”, o que possibilitou “identificar a assinatura espectral característica da cultura ao longo do seu ciclo fenológico, diferenciando o milho de outras coberturas do solo e garantindo maior precisão na área implantada no estado”.

    O avanço da extensão em relação a temporada 2024/25, frisa o relatório, reflete o dinamismo e a viabilidade da produção de milho no estado, motivados pela demanda interna, em especial das usinas de etanol de milho.

    Produção e produtividade crescem com ajuste de área

    Com a consolidação da área plantada, a perspectiva de produtividade deve saltar de 128,64 para 128,67 sacas por hectare, um leve incremento de 0,02%.

    Os números ainda não foram consolidados, uma vez que a colheita do milho em Mato Grosso ainda está em andamento, tendo alcançado no último dia 31 de julho 96,77% da área semeada. A expectativa do Imea, conforme destacado recentemente pelo Canal Rural Mato Grosso, é que a colheita encerre nos próximos 15 dias, a depender ainda da região Sudeste que se encontra com 85,61% da colheita realizada.

    Com o ajuste na área e a atual projeção de rendimento médio, a produção deve crescer 0,59% frente ao projetado no mês anterior e 3,53% superior ao volume da safra 2024/25. 


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