Connect with us
6 de novembro de 2026

Business

Disputa entre usinas e indústrias de ração tende a estabilizar preço do milho

Published

on

O milho na Bolsa de Chicago fechou em alta na semana passada, com o contrato de dezembro subindo 0,7% e fechando a US$ 4,30 por bushel.

A alta foi justificada por uma leve queda nos estoques mundiais junto à baixa na produção da safra norte-americana e pela alta generalizada no complexo grãos, puxada pela soja e pelo trigo.

Já no Brasil, a realidade foi oposta, com uma forte divergência entre os mercados. Assim, a alta de Chicago foi completamente ignorada pela B3, que operou praticamente estável, com o contrato de novembro em R$ 67,72 (-0,41%).

A firmeza dos preços domésticos, mesmo com exportações em ritmo 8,3% menor e com o milho brasileiro “caro” frente aos concorrentes (Estados Unidos e Argentina), é explicada pela mudança estrutural da demanda interna.

O consumo para etanol de milho e ração animal segue robusto. Essa demanda industrial está criando um novo piso de sustentação para os preços no Brasil.

Advertisement

O que esperar do mercado do milho?

A plataforma Grão Direto traz análise sobre o que esperar do mercado do milho nesta semana. Confira:

  • Avanço do plantio – O foco de curto prazo para o milho 1ª safra (verão) é o desenvolvimento das lavouras no Sul, que agora enfrentam riscos pelo excesso de chuvas. O plantio avançou bem, atingindo 54,3% no Centro-Sul, com Paraná (99% semeado) e Rio Grande do Sul (77%) adiantados. “Contudo, o frio atípico e as intempéries podem comprometer o potencial produtivo inicial dessas áreas. O principal ponto de atenção de longo prazo é o risco crescente para a safrinha 2026”, diz a empresa, em nota.
  • Risco futuro – O atraso no plantio da soja no Cerrado e Matopiba significa que a janela de semeadura da 2ª safra de milho será empurrada para um período de maior risco climático (seca), especialmente sob a influência de uma instabilidade climática – o mercado já começa a precificar esse risco futuro.
  • Concorrência – A disputa pela oferta no mercado interno deve se intensificar. A competição entre a demanda aquecida das usinas de etanol e dos setores de proteína animal e a necessidade de exportação continuará ditando os preços. “Essa força da demanda doméstica deve manter os preços na B3 e no mercado físico sustentados, mesmo que Chicago ou o dólar apresentem volatilidade e queda nas cotações”, diz a Grão Direto.

Por fim, a Grão Direto destaca que a semana foi definida por uma batalha de fundamentos. Em Chicago, o mercado comemorou o retorno dos dados do USDA e a expectativa pela confirmação da demanda chinesa, levando soja e milho a apresentarem volatilidade nas cotações em Chicago.

No Brasil, porém, essa alta foi anulada pela valorização do Real, que seguiu a tendência de enfraquecimento global do dólar. O foco do risco de oferta migrou totalmente dos Estados Unidos (safra colhida) para o Brasil, onde o plantio da soja enfrenta um severo atraso no Sul, enquanto a demanda interna por milho prova ser um pilar de sustentação mais forte que a exportação.

    Continue Reading
    Advertisement

    Business

    CNA debate regras corporativas para emissões e metas climáticas em Brasília

    Published

    on

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, na quinta-feira (5), em Brasília, o Workshop sobre Contabilização de Emissões Corporativas de Gases de Efeito Estufa (GEEs) e Metas Climáticas. O encontro reuniu diferentes áreas do Sistema CNA/Senar para discutir metodologias e ferramentas usadas na elaboração de inventários de emissões e na definição de metas climáticas.

    Segundo a CNA, a iniciativa buscou promover uma discussão sobre as principais referências internacionais de contabilização de emissões e de definição de metas de redução. A proposta, de acordo com a entidade, é fortalecer a atuação do setor agropecuário diante dos desafios e das oportunidades ligados à agenda climática e ao mercado de carbono.

    A confederação defendeu que o setor agropecuário brasileiro integra as soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, destacou que os indicadores e critérios de contabilização das emissões de GEEs no país precisam considerar a realidade da produção agropecuária nacional.

    Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

    As discussões do workshop tiveram como base os indicadores internacionais GHG Protocol e SBTi FLAG. O consultor Fábio Marques apresentou os dois temas e abordou também critérios para permanência de créditos de carbono.

    Advertisement

    O GHG Protocol estabelece padrões e diretrizes para a contabilização e o relato de emissões de gases de efeito estufa por organizações, servindo de referência para a elaboração de inventários corporativos. Já a SBTi FLAG é voltada à definição de metas de redução de emissões associadas aos setores florestal, de uso da terra e agropecuário.

    O workshop realizado pela CNA concentrou o debate em referências internacionais para mensuração de emissões corporativas e definição de metas climáticas, com foco na aplicação desses critérios ao contexto da agropecuária brasileira.

    Fonte: cnabrasil.org.br

    Advertisement
    Continue Reading

    Business

    Bancada do agro terá de transformar força política em resultados no Congresso

    Published

    on


    O crescimento da representação ligada ao agronegócio no Congresso Nacional não garante, por si só, avanços para o setor. A capacidade de articulação das lideranças partidárias e a definição de uma agenda de prioridades serão determinantes para transformar a presença parlamentar em resultados concretos para a agropecuária brasileira.

    Para o diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Moraes Rosa, a primeira tarefa é organizar as demandas do setor e construir uma pauta capaz de orientar a atuação das entidades e das frentes parlamentares. A renovação das presidências da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e do Instituto Pensar Agropecuária (IPA) também deve influenciar esse processo.

    A definição dessa agenda passa pela escolha das prioridades que o setor pretende defender junto ao Executivo e ao Legislativo. Fabrício pontua que não basta ampliar a presença de representantes ligados ao agro: é necessário construir propostas e garantir capacidade de negociação para que elas avancem.

    O dirigente destaca, em entrevista ao programa Direto ao Ponto, que a atuação parlamentar depende diretamente das decisões das lideranças partidárias. Mesmo com nomes expressivos na bancada, são os líderes que têm influência sobre a condução das pautas e a definição dos espaços de decisão no Congresso.

    Advertisement

    Fabrício ressalta que a construção de uma agenda precisa considerar as mudanças mais importantes para a agropecuária brasileira. A partir dessa definição, as entidades poderão orientar a atuação dos representantes do setor nas negociações com o governo e o Congresso. “Quais são as realmente as mudanças mais importantes que a agropecuária brasileira precisa nesse momento?”, questiona.

    Foto: Canal Rural Mato Grosso

    Lideranças terão peso nas decisões

    A escolha dos presidentes da Câmara e do Senado é um exemplo dessa influência. Fabrício considera que a manutenção de Hugo Motta e Davi Alcolumbre nos comandos das duas Casas pode significar a continuidade de um cenário em que as propostas do governo têm prioridade, enquanto as demandas do setor precisam enfrentar negociações mais difíceis.

    “O Congresso Nacional não é uma casa de decisão direcionada pela base de parlamentares, mas sim pelas lideranças”, frisa. Segundo ele, a responsabilidade por eventuais mudanças na condução política está concentrada nos dirigentes partidários.

    Nesse contexto, mesmo parlamentares com capacidade de articulação e conhecimento das pautas do agronegócio encontram limites quando não contam com o apoio das lideranças.

    A dificuldade de avançar nas propostas também reforça, na avaliação dele, a necessidade de o setor organizar suas reivindicações e ampliar o diálogo político. A mobilização é importante, mas precisa considerar que a sociedade está dividida e que outras forças também podem se organizar contra as pautas defendidas pelo agro.

    Advertisement
    fabrício rosa aprosoja brasil foto canal rural mato grosso
    Foto: Canal Rural Mato Grosso

    Ajustes econômicos entram na agenda

    Além da articulação no Congresso, a Aprosoja Brasil defende mudanças na condução das contas públicas para melhorar as condições de financiamento e investimento no país. Fabrício avalia que o crescimento das despesas sem aumento correspondente da arrecadação pressiona os juros e limita a capacidade do governo de direcionar recursos para áreas estratégicas.

    “Primeira coisa, arrumar o orçamento. Eu não posso aumentar a despesa se eu não estou arrecadando mais”, pontua. De acordo com ele, elevar impostos como alternativa para cobrir o aumento dos gastos não resolve o problema estrutural das contas públicas.

    O diretor executivo também considera que a agropecuária ainda não ocupa uma posição prioritária na definição das políticas públicas e na destinação de recursos. Na avaliação dele, o setor precisa ser reconhecido como uma infraestrutura essencial para o país, com políticas e investimentos compatíveis com sua importância econômica.

    “Se no ponto de vista estrutural, a agropecuária, o agronegócio brasileiro é importante, tem que ter dinheiro”, defende durante o programa do Canal Rural Mato Grosso.

    Apesar das dificuldades, Fabrício não considera que o setor deva adotar uma postura pessimista diante do novo cenário político. Ele lembra que a atuação da FPA e do IPA em governos anteriores permitiu aprovar legislações importantes e defende que o caminho agora é manter a mobilização e trabalhar pela construção de acordos.

    “Não sou tão pessimista assim, acho que nós temos que arregaçar as mangas e trabalhar”, destaca. Para ele, há demandas que precisam ser resolvidas ao longo dos próximos quatro anos, sem esperar por uma nova mudança de governo.

    Advertisement

    +Confira mais entrevistas do programa Direto ao Ponto

    +Confira outras entrevistas do Programa Direto ao Ponto em nossa playlist no YouTube


    Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

    Continue Reading

    Business

    Chuva irregular obriga produtor a replantar soja duas vezes em Mato Grosso

    Published

    on


    A irregularidade das chuvas tem comprometido o desenvolvimento da safra de soja em Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso. Em algumas propriedades, a falta de umidade no solo prejudicou a germinação e obrigou agricultores a replantar áreas até duas vezes. Além dos gastos extras com sementes, produtos e manejo, a preocupação é com as perdas de produtividade na colheita.

    O problema persiste mesmo em lavouras nas quais o plantio foi realizado com planejamento para aproveitar as condições de umidade. Em uma das propriedades, uma área de 40 hectares precisou passar por dois replantios. O agricultor Maurício Antônio Gilioli estima que os prejuízos podem chegar a 15 ou 20 sacas por hectare, considerando os gastos com sementes, produtos e manejo.

    A diferença no desenvolvimento das plantas é outro reflexo da situação. Como parte da lavoura não germinou no mesmo período, o crescimento ocorre de forma desigual, o que também pode comprometer o enchimento dos grãos. Gilioli explica que o plantio foi acelerado justamente para aproveitar a umidade disponível no solo, mas a chuva não veio. “Toda a precaução que a gente teve aqui não foi suficiente”, lamenta.

    Nesta safra, Gilioli cultivou cerca de 1,2 mil hectares de soja em Campo Novo do Parecis. As dificuldades, porém, não se limitam à propriedade dele. O agricultor Marciano Martelli, que pretende cultivar 5,2 mil hectares no município, também enfrenta incertezas diante da irregularidade das chuvas e teme perdas na área já plantada.

    Advertisement

    Martelli afirma que a decisão de plantar depende de condições adequadas de umidade, já que, sem chuva, as sementes podem não germinar. A preocupação também envolve a lavoura já implantada, que pode apresentar redução de produtividade. “O que está plantado estamos preocupados também, porque a partir de agora já começa ter queda de produções”, frisa em entrevista ao Patrulheiro Agro.

    Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

    Falta de chuva afeta planejamento da safra

    O cenário preocupa o setor produtivo porque a irregularidade das precipitações atingiu áreas que já estavam em fase de implantação. Mesmo em solos argilosos, que apresentam maior capacidade de retenção de umidade, a falta de chuva tem dificultado o estabelecimento das lavouras.

    Em uma área próxima à sede de uma outra propriedade, foram registrados apenas 122 milímetros de chuva acumulada desde o início do plantio, em 17 de setembro. O volume é considerado insuficiente diante das necessidades da cultura.

    O presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Antônio Cezar Brólio, avalia que o comportamento das chuvas mudou a perspectiva que os produtores tinham no início da temporada. As precipitações registradas em setembro chegaram a indicar condições favoráveis, mas a sequência dos dias revelou outro cenário. Para ele, o fenômeno El Niño deve ter impacto significativo sobre a produção regional.

    “Realmente o El Niño vai tirar um giro muito grande da região”, afirma Brólio. A estimativa do Sindicato Rural é de que aproximadamente 390 mil hectares sejam cultivados com soja em Campo Novo do Parecis nesta safra, dimensão que ajuda a mostrar o alcance que as condições climáticas podem ter sobre a atividade agrícola no município.

    Advertisement
    soja falta de chuva foto pedro silvestre canal rural mato grosso1
    Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

    Cancelamento da Parecis SuperAgro

    As dificuldades enfrentadas pelo setor também chegaram ao calendário de eventos do município. A próxima edição da Parecis SuperAgro, programada para abril de 2027, foi cancelada diante dos custos de organização e do momento econômico vivido por empresas e produtores.

    A decisão considerou também a situação dos expositores, que enfrentam um mercado menos favorável, além de juros elevados e incertezas econômicas. Segundo Brólio, conversas com empresas que participam da feira indicaram que, embora houvesse disposição para manter a parceria, o momento não era adequado para novos investimentos. “Se a gente fosse fazer essa edição, eles estariam conosco pela parceria, mas não era o que eles queriam”, explica à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

    O presidente pontua ainda que a realização do evento exige um investimento significativo da entidade e precisa oferecer condições comerciais para quem expõe. Por isso, o Sindicato Rural avaliou que não seria adequado manter a programação neste ano. “É um ano de tirar o pé, porque o mercado está muito ruim”, acrescenta.

    Tradicional na região, a Parecis SuperAgro movimenta diferentes setores da economia local. O cancelamento deve ser sentido principalmente por pequenos e médios negócios que dependem do fluxo de visitantes e das oportunidades comerciais geradas durante o evento.

    A intenção do Sindicato Rural é avaliar alternativas para os próximos anos e buscar uma nova estrutura para manter uma programação que contribua com a economia regional. Enquanto isso, os produtores seguem acompanhando o comportamento das chuvas e os reflexos sobre as lavouras, em uma temporada marcada pela incerteza quanto à produtividade e à rentabilidade.

    +Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro

    Advertisement

    Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

    Continue Reading
    Advertisement
    Advertisement
    Advertisement

    Agro MT