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6 de maio de 2026

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Decreto federal flexibiliza contratação de veterinários e destrava habilitação de frigoríficos com selo Sisbi

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O Governo Federal publicou nesta quinta-feira (6) o Decreto nº 12.711/2025, que muda as regras para contratação de médicos veterinários responsáveis pela inspeção em frigoríficos. A medida, solicitada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), deve destravar a habilitação de novas plantas com o selo do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi) e ampliar a comercialização da carne suína mato-grossense em todo o país.

A nova norma permite que os frigoríficos contem com profissionais de entidades privadas credenciadas, e não apenas com servidores públicos. A mudança reduz a dependência do quadro federal e deve acelerar o reconhecimento de novas unidades pelo Sisbi.

O texto também abre espaço para que a inspeção seja realizada por servidores cedidos, por acordos de cooperação técnica, por serviços sociais autônomos ou por pessoas jurídicas contratadas diretamente pelos frigoríficos, sem custo para a União.

Conforme a Acrismat, a falta de veterinários disponíveis vinha impedindo a expansão da suinocultura no estado. “Essa é uma vitória importante para a suinocultura mato-grossense. A falta de médicos veterinários estava travando o avanço das plantas frigoríficas e, consequentemente, limitando o crescimento do setor. Com o novo decreto, será possível agilizar as inspeções e ampliar a comercialização da nossa carne suína em nível nacional”, destacou o presidente da entidade, Frederico Tannure Filho.

Avanço para o setor

O Sisbi-POA, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), reconhece a equivalência dos serviços de inspeção estaduais e municipais aos padrões federais. O selo permite que frigoríficos e agroindústrias comercializem produtos de origem animal em todo o território nacional.

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Com o novo decreto, as empresas ganham autonomia para garantir a presença de veterinários nas linhas de abate — exigência essencial para a certificação. A expectativa é que mais plantas de Mato Grosso conquistem o selo e aumentem a capacidade de produção, geração de empregos e renda nas regiões suinícolas.

“O Sisbi é um selo que abre portas. Quanto mais frigoríficos habilitados, mais oportunidades para o produtor e mais força para a suinocultura de Mato Grosso”, reforça Tannure Filho.


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Cooperativa promove encontro de caminhoneiros para reforçar segurança no transporte

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A Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec) promoverá um encontro de caminhoneiros nesta quinta-feira (7), a partir das 8h, em Franca, São Paulo, voltado à segurança e à saúde dos motoristas durante o transporte de café na região de Alta Mogiana.

A ação pretende fomentar a segurança nas estradas durante o transporte do grão no período mais crítico do calendário do setor. “Em um cenário onde o café se destaca como uma commodity de alto valor agregado, a segurança no transporte dos grãos passa a ser uma prioridade estratégica. Mais do que logística, trata-se de proteger um patrimônio do produtor e preservar vidas”, destaca a entidade, em nota.

Os caminhoneiros são os responsáveis por conduzir cargas, muitas vezes em longas distâncias, enfrentando jornadas intensas e condições adversas, fator que se agrava no Brasil, onde o escoamento pelo modal rodoviário representa até 75% da matriz logística nacional.

Além de conduzir a carga, o motorista de caminhão também precisa estar alinhado aos procedimentos operacionais da cooperativa, respeitando horários, locais de descarga e normas de segurança.

De acordo com o gerente de Comercialização de Café da Cocapec, Willian Cesar Freiria, o objetivo é garantir que o café chegue com qualidade aos armazéns e que o motorista retorne para casa em segurança.

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“Eles transportam o bem mais valioso do cooperado, exigindo atenção redobrada a procedimentos como horários de funcionamento, locais de descarga e normas de transporte. Estar bem informado é, portanto, uma medida de segurança, tanto para evitar transtornos operacionais quanto para reduzir riscos durante o trajeto”, reforça.

O encontro busca preparar os motoristas para a rotina da safra, evitando situações como deslocamentos desnecessários, espera prolongada ou pernoites inesperados, condições que podem aumentar a exposição a riscos.

Saúde dos caminhoneiros

Encontro de motoristas - saúde dos caminhoneiros
Foto: Divulgação Cocapec

Além da segurança operacional, a cooperativa também promoverá ações como aferição de pressão arterial e testes de glicemia, com foco em um público majoritariamente acima dos 40 anos, faixa etária que exige maior atenção a doenças silenciosas.

Segundo a técnica de segurança da Cocapec, Márcia Helena Borges Bevilacqua, a iniciativa reforça um cuidado essencial que muitas vezes é negligenciado pelos próprios motoristas. “Eles estão muito focados no trabalho, em cumprir as viagens, e acabam deixando a saúde de lado. Mas a nossa preocupação é que eles estejam bem para dirigir e, principalmente, que voltem para casa com segurança”, afirmou ela.

De acordo com ela, a ação é realizada anualmente pela cooperativa e reforça que proteger o transporte do café e quem está ao volante é garantir não apenas a qualidade do produto, mas a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva.

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Cotações da soja: mercado físico não resiste à nova queda expressiva de Chicago

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Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural

O mercado brasileiro de soja ficou praticamente paralisado nesta quarta-feira (6), com poucos negócios reportados ao longo do dia.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Thiago Oleto, os players permaneceram afastados diante da queda em Chicago e das poucas oportunidades geradas pelo câmbio.

“O produtor segue retraído, aguardando melhores condições de comercialização”, afirma. Segundo ele, mesmo com uma leve melhora nos prêmios dos portos, o cenário não foi suficiente para destravar o mercado. “O spread ainda elevado limitou a formação de negócios”, comenta.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 124 para R$ 122,50
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 125 para R$ 123,50
  • Cascavel (PR): passou de R$ 120 para R$ 118,50
  • Rondonópolis (MT): reduziu de R$ 109 para R$ 107,50
  • Dourados (MS): foi de R$ 112 para R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): diminuiu de R$ 111 para R$ 109,50
  • Porto de Paranaguá (PR): recuou de R$ 130 para R$ 128,50
  • Porto de Rio Grande (RS): passou de R$ 130 para R$ 128,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa acentuada nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado acompanhou a forte desvalorização dos preços do petróleo diante da possibilidade de Estados Unidos e Irã chegarem a um acordo para por fim ao conflito no Oriente Médio.

Segundo Oleto, os agentes voltam as suas atenções também para outro dois pontos. O primeiro deles é o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, nas próximas semanas.

“A aposta é de um acordo que envolva a compra de soja estadunisense pela China, mas também pairam dúvidas sobre as discussões comerciais”, ressalta o analista.

Segundo a Reuters, a Associação Americana de Soja afirmou estar preocupada que a China possa voltar a impor tarifas mais altas sobre a soja norte-americana em resposta a uma investigação comercial dos Estados Unidos.

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Outro foco do mercado está no relatório de oferta e demanda de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trará os primeiros números para a temporada 2026/27. Com isso, os traders já começam a posicionar suas carteira.

Contratos futuros

cotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 16,75 centavos de dólar, ou 1,38%, a US$ 11,94 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,89 por bushel, com retração de 16,00 centavos de dólar ou 1,32%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 3,10 ou 0,96% a US$ 317,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 75,02 centavos de dólar, com perda de 1,89 centavo ou 2,45%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,14%, sendo negociado a R$ 4,9195 para venda e a R$ 4,9175 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8877 e a máxima de R$ 4,9347.

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Mercosul-UE: CNA lança simulador que mostra redução de tarifas para exportações do agro

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Foto: Pixabay

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) disponibilizou uma nova ferramenta para facilitar o acesso dos produtores rurais às informações sobre o cronograma de redução tarifária negociado entre o Mercosul e a União Europeia.

O “BI Simulador do Acordo” foi desenvolvido para orientar o setor produtivo sobre as tarifas de importação aplicadas pela União Europeia aos produtos comercializados entre os dois blocos. O acordo comercial começou a valer de forma provisória em 1º de maio, após mais de duas décadas de negociações.

Por meio da plataforma, o produtor pode selecionar produtos de interesse e acompanhar como as tarifas europeias serão reduzidas ao longo do período de desgravação tarifária previsto no acordo.

A ferramenta contempla todas as mercadorias com base nas linhas tarifárias da União Europeia, permitindo consultas detalhadas sobre as condições estabelecidas no capítulo de comércio bilateral.

O sistema também permite pesquisar pelo nome do produto ou pelo código tarifário. Além disso, o usuário consegue identificar o regime de desgravação aplicado a cada item e verificar se o produto está incluído em quotas tarifárias.

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Segundo a CNA, o simulador integra uma série de materiais técnicos, guias e análises produzidos pela entidade para traduzir os impactos do acordo comercial para a realidade do campo brasileiro.

A entidade ressalta que a plataforma serve como ferramenta de orientação e não substitui o contato com parceiros comerciais no país de destino nem consultas às autoridades aduaneiras antes do início de operações de exportação.

Além do simulador, a CNA também disponibilizou em seu site uma área de “Perguntas e Respostas” com esclarecimentos sobre as novas regras comerciais entre Mercosul e União Europeia.

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