Sustentabilidade
Desafios do agro reforçam importância da proteção por meio dos seguros – MAIS SOJA

O agronegócio brasileiro é um dos pilares da economia nacional, responsável por impulsionar o desenvolvimento de diversas regiões do país e gerar milhões de empregos. No entanto, o setor enfrenta desafios cada vez mais complexos , que vão desde os impactos das mudanças climáticas, variações de mercado e custos de produção, até riscos ligados a questões logísticas e ambientais. Em um cenário de tantas incertezas, o seguro se torna um aliado essencial para garantir a sustentabilidade e a continuidade das atividades no campo.
A proteção oferecida pelos seguros rurais vai muito além das lavouras. Ela se estende às fazendas, maquinários, armazéns, transportes, lojas agropecuárias e até aos animais, assegurando que produtores e empresários do setor possam se recuperar de eventuais perdas e seguir com suas operações. A contratação de seguros específicos para o agro tem crescido no país, reflexo da consciência cada vez maior sobre a importância de prevenir riscos e preservar o patrimônio.
De acordo com Gustavo Bentes, presidente do Sincor-MG (Sindicato dos Corretores de Seguros de Minas Gerais), o seguro é um instrumento estratégico para o desenvolvimento do agronegócio.
“O produtor rural lida diariamente com fatores que estão fora do seu controle — o clima, o mercado e até questões sanitárias. O seguro é o que garante a tranquilidade para continuar produzindo mesmo diante das adversidades. Ele protege o investimento e fortalece o setor como um todo, seja na fazenda, na loja agropecuária ou na empresa que atua na cadeia do agro”, destaca Bentes.
Com o avanço da tecnologia, novas modalidades de seguros vêm sendo desenvolvidas para atender às diferentes demandas do setor. Diante dos desafios e da relevância do agronegócio para o Brasil, investir em proteção não é apenas uma decisão financeira, mas também uma medida de gestão responsável, que assegura a continuidade dos negócios e contribui para o crescimento sustentável do campo.
Fonte: Assessoria de Imprensa
Sustentabilidade
Mercado da soja inicia semana enfraquecido; confira as cotações do dia

O mercado brasileiro de soja começou a semana com comportamento enfraquecido e preços encerrando de forma mista. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por volatilidade, mas com baixo volume de negócios. Apesar do dólar mais firme ao longo da sessão, os prêmios recuaram e devolveram parte dos ganhos, limitando a sustentação das cotações.
De acordo com o analista, o produtor segue retraído, aguardando preços mais atrativos, ao mesmo tempo em que avança com a colheita. Nos portos, o ritmo também foi lento, sem registro de negociações de grande porte.
No mercado físico, os preços tiveram o seguinte comportamento
- Passo Fundo (RS): R$ 123,00
- Santa Rosa (RS): R$ 124,00
- Cascavel (PR): recuo de R$ 118,00 para R$ 117,00
- Rondonópolis (MT): queda de R$ 108,00 para R$ 107,00
- Dourados (MS): alta de R$ 109,50 para R$ 110,00
- Rio Verde (GO): avanço de R$ 109,00 para R$ 110,00
- Paranaguá (PR): recuo de R$ 129,00 para R$ 128,00
- Rio Grande (RS): queda de R$ 130,00 para R$ 129,00
Mercado internacional da soja
No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago. O conflito no Irã e as incertezas em relação à demanda chinesa dominaram o início da semana. O mercado chegou a operar em alta, acompanhando a disparada do petróleo e a valorização do óleo de soja, mas perdeu força ao longo do dia.
A avaliação de Rafael Silveira é que os reflexos do conflito no Irã devem se estender, especialmente sobre os contratos de óleo. Caso o petróleo siga em alta, o custo do frete tende a subir, mantendo os prêmios elevados no Golfo dos Estados Unidos e dificultando ainda mais as compras chinesas.
Segundo o analista, o encarecimento logístico pode reduzir as margens das esmagadoras e comprometer o volume de exportações americanas. Isso pode resultar em estoques mais confortáveis nos Estados Unidos e abrir espaço para uma possível correção na bolsa no curto e médio prazo.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,60%, cotado a R$ 5,1642 para venda e R$ 5,1622 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1385 e R$ 5,2150.
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Sustentabilidade
Palhada pode ser aliada no combate a doenças – MAIS SOJA

O controle da evolução das doenças nas culturas agrícolas está entre os principais desafios dos sistemas produtivos. Além de reduzir a produtividade, muitas doenças comprometem a qualidade de grãos e sementes, depreciando atributos físicos, fisiológicos e sanitários determinantes para a comercialização.
Entre os problemas fitossanitários mais recorrentes, destacam-se as doenças causadas por fungos fitopatogênicos, que concentram grande parte das estratégias de manejo nas lavouras comerciais. Embora o uso de fungicidas seja a ferramenta mais empregada em escala comercial, estratégias de manejo como como rotação de culturas, escolha de cultivares com maior tolerância genética e adequado posicionamento da época de semeadura contribuem para o manejo de doenças.
Independentemente da estratégia adotada, o monitoramento sistemático da lavoura é indispensável, sobretudo no caso de fungos necrotróficos, que sobrevivem em resíduos culturais e encontram, sob condições favoráveis de temperatura e umidade, ambiente propício para infecção e progresso da doença. Cercospora sojina (mancha olho-de-rã), Cercospora kikuchii (cercosporiose), Septoria glycines (mancha-parda), Colletotrichum truncatum (antracnose), Corynespora cassiicola (mancha-alvo), Sclerotinia sclerotiorum (mofo-branco) e Phomopsis sojae (queima da haste e da vagem) são exemplos de doenças causadas por fungos necrotróficos (Forcelini, 2010).
Os cuidados devem ser intensificados ainda mais em áreas com baixa cobertura de palhada e histórico de ocorrência de doenças. Nesses ambientes, especialmente quando se trata de fungos necrotróficos e patógenos de solo, a ação mecânica da chuva desempenha papel relevante na dispersão. O impacto das gotas promove respingos de solo que transportam estruturas fúngicas até as folhas, iniciando o processo infeccioso, fato que ajuda a explicar por que muitas doenças têm início no terço inferior das plantas, região mais próxima à superfície do solo.
Figura 1. Ilustração: Efeito da gota da chuva sobre a dispersão de patógenos em soja.
Figura 2. Efeito da gota da chuva sobre a dispersão de patógenos em soja. Folhas de soja com solo, proveniente dos respingos de chuva.
De forma geral, a presença de palhada na superfície do solo atua como uma barreira física que dissipa a energia cinética das gotas de chuva, reduzindo o respingo de partículas de solo e a consequente dispersão de propágulos de patógenos para o terço inferior das plantas. Embora não constitua uma medida de controle direto de doenças na soja, esse efeito contribui para a menor incidência e severidade de patógenos associados ao solo, evidenciada pela maior sanidade do baixeiro em áreas com cobertura vegetal quando comparadas àquelas com solo exposto.
Nesse contexto, o monitoramento fitossanitário deve ser ainda mais criterioso em lavouras desprovidas de palhada residual, sobretudo sob condições de precipitação frequente associada a temperaturas amenas, que favorecem a germinação de esporos, a infecção e o progresso de doenças causadas por fungos fitopatogênicos.

Referências:
FORCELINI, C. A. DOENÇAS EM SOJA: ENTENDENDO AS DIFERENÇAS ENTRE BIOTRÓFICOS E NECROTRÓFICOS. Revista Plantio Direto, N. 7, 2010. Disponível em: < https://pt.scribd.com/document/711702511/3-230207-193658 >, acesso em: 02/03/2026.

Sustentabilidade
Consultoria reduz estimativa para a produção de soja, mas prevê alta no milho

A consultoria StoneX revisou para baixo a estimativa de produção de soja do Brasil na safra 2025/26. A nova projeção passou para 177,8 milhões de toneladas, recuo de 2,1% em relação ao levantamento anterior. Apesar do ajuste, o volume ainda representa um novo recorde nacional.
Segundo a especialista em Inteligência de Mercado da StoneX, Ana Luiza Lodi, a revisão reflete principalmente os impactos climáticos registrados no Sul do país, com destaque para o Rio Grande do Sul.
De acordo com a analista, o atraso e a irregularidade das chuvas prejudicaram o desenvolvimento das lavouras gaúchas, reduzindo o potencial produtivo do estado.
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Queda de produtividade no Sul pressiona estoques
O Rio Grande do Sul concentrou o principal corte nesta atualização. A produtividade foi reduzida em 11,8%, com expectativa de rendimento médio abaixo de três toneladas por hectare.
Como o ciclo da soja no estado é mais tardio, o avanço da colheita nas próximas semanas ainda poderá gerar novos ajustes nas estimativas.
No balanço de oferta e demanda, a StoneX manteve inalteradas as projeções de consumo doméstico, em 65 milhões de toneladas, e de exportações, em 112 milhões de toneladas. Com a produção menor, os estoques finais foram revisados para 4,6 milhões de toneladas.
Segundo Ana Luiza Lodi, o mercado segue atento ao início do ciclo de consumo e, principalmente, ao ritmo das compras chinesas.
Milho ganha suporte da primeira safra e da safrinha
Para o milho primeira safra, a consultoria elevou levemente a estimativa nacional, agora projetada em 26,8 milhões de toneladas. A revisão positiva ocorreu após melhora na produtividade do Rio Grande do Sul.
Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Raphael Bulascoschi, o milho foi menos afetado pelas condições climáticas adversas observadas no estado, já que possui ciclo mais precoce em relação à soja.
Com isso, a produção de milho verão no Rio Grande do Sul poderá superar cinco milhões de toneladas, colocando o estado como o maior produtor da primeira safra no país.
Safrinha avança com melhora no plantio em MT
A estimativa para a safrinha 2025/26 também foi revisada para cima, com alta mensal de 0,3%, podendo alcançar 106,7 milhões de toneladas.
O ajuste está ligado ao avanço do plantio em Mato Grosso e à melhora nas perspectivas de produtividade. Ainda assim, o desempenho da segunda safra segue condicionado ao comportamento das chuvas nos próximos meses.
Considerando as três safras — incluindo a terceira, estimada em 2,5 milhões de toneladas — a produção total de milho do Brasil no ciclo 2025/26 foi revisada de 135,5 milhões para 136 milhões de toneladas.
No quadro geral, a StoneX manteve as estimativas de consumo, enquanto os estoques finais tendem a ficar ligeiramente menores diante da expectativa de crescimento contínuo da demanda interna pelo cereal.
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