Business
Liderança e comunicação são pilares para o sucesso da gestão na pecuária

A liderança e a comunicação estratégica consolidaram-se como os pilares centrais para o sucesso da gestão dentro da porteira. Durante a 14ª edição do Acrimat em Ação, o palestrante Ricardo Arantes enfatizou que a produtividade de uma propriedade rural está diretamente ligada à capacidade do gestor em alinhar sua equipe.
O evento, realizado pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), encerrou sua segunda rota no dia 27 de fevereiro, em Rondonópolis, onde reuniu mais de 400 pessoas, após percorrer oito polos produtivos estratégicos do estado.
Para Arantes, o engajamento dos colaboradores é o que define o diferencial competitivo no campo. “O que está faltando para gente alinhar essa equipe, para a gente ter uma equipe produtiva, uma equipe engajada, é liderança. E ninguém faz uma boa liderança sem comunicação”, afirmou o palestrante. Ele compara o papel do colaborador ao de um atleta que necessita de posicionamento e orientação constante de seus líderes, sejam eles proprietários, gerentes ou capatazes.
Responsabilidade dos líderes
O palestrante ressaltou que o sucesso ou o fracasso de uma temporada produtiva recai sobre quem comanda a operação. Segundo ele, é papel do líder criar um ambiente onde as pessoas sintam vontade de permanecer. “Se o time falhar, e perder o campeonato, ter prejuízo e não ter a produtividade esperada, a responsabilidade maior não é da equipe, são dos líderes”, pontuou em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.
Arantes defende que a retenção de talentos no agro não depende apenas da estrutura física da fazenda, mas do bem-estar emocional da equipe. “As pessoas pedem demissão, não é do lugar, não é da empresa. A gente pede demissão de pessoas. Então, uma pessoa que está contrariada, infeliz, chateada com o outro, ele não quer ficar ali. Uma boa comunicação, uma comunicação sincera, franca, honesta, justa, faz com que as pessoas entendam o objetivo da empresa”, explicou.

Eficiência dentro da porteira
O diretor regional Sul da Acrimat, Marco Túlio Duarte Soares, reforçou que o momento exige olhar atento aos detalhes para garantir a rentabilidade. Ele ressaltou que, embora o preço da arroba do boi em Rondonópolis esteja em bons patamares, na casa dos R$ 360, o setor enfrenta o desafio da alta nos custos de produção. “Os insumos têm crescido o valor nesse momento. Sem justificativa. Ração, sal mineral, os insumos que são usados, têm sinalização de aumento sem um verdadeiro propósito essa subida de preço”, afirmou.
Diante dessa pressão sobre as margens do produtor, Marco Túlio destacou que a disseminação de conhecimento técnico se torna ainda mais vital. “A busca dessas informações, dessas reuniões, que a Acrimat tem feito através do Acrimat em Ação, são extremamente positivas. Então, para nós é de extrema valia estarmos presentes nesse evento e observando sempre naquilo que a gente pode melhorar dentro da porteira e fora da porteira”, defendeu o diretor.
Rotas estratégicas
Para o pecuarista e presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis, Alberto Torremocha, o giro que o projeto realiza pelo estado é fundamental para o fortalecimento da categoria. “O Acrimat em Ação vem fazendo esse giro por Mato Grosso e é muito importante para nós como produtor rural, como sindicato rural também recebermos aqui”.
A segunda etapa do projeto percorreu municípios que representam a força da pecuária nas regiões médio-norte, nordeste e sudeste de Mato Grosso, incluindo Paranatinga, Canarana, Vila Rica e Barra do Garças. Em 2026, o Acrimat em Ação percorrerá 32 municípios, divididos em quatro rotas estratégicas, garantindo que a informação chegue a todas as regiões do estado.
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Agro Mato Grosso
Valtra destaca tratores eficientes para setor sucroenergético I MT

Marca apresenta na Agrishow 2026 soluções que vão do desempenho da Série BH HiTech até a robustez da Série S6
O setor sucroenergético brasileiro entra na safra 2026/27 em um cenário de alta exigência técnica e econômica. Segundo estimativas da Datagro, a safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul deve alcançar 635 milhões de toneladas, um aumento de 4% ante a temporada anterior. Para dar conta desse volume operacional das usinas, a Valtra destaca um portfólio focado na robustez, inovação tecnológica e economia de combustível. As máquinas estarão presentes na Agrishow 2026, que acontece em Ribeirão-Preto (SP) de 27 de abril a 1º de maio.
A marca se consolidou como referência no segmento sucroenergético, oferecendo soluções que vão desde o preparo do solo até a entrega da cana na usina. “Nossas máquinas são fáceis de operar e foram pensadas para os produtores que precisam de resultados em produtividade com muita economia, simplicidade e sem perder o conforto”, ressalta Elizeu dos Santos, Gerente de Marketing de Produto da Valtra.
Uma das máquinas mais premiadas do setor por seu ótimo desempenho, o BH HiTech dispõe de modos automáticos para otimizar a operação e um sistema hidráulico com reservatório exclusivo, entregando a maior vazão do mercado. Isso economiza tempo no descarregamento e aumenta a agilidade do transbordo. O modelo conta ainda com eixo traseiro passante e eixo dianteiro com opção de 3 metros, que atende perfeitamente ao espaçamento entre as linhas e livra o canavial de pisoteios indesejáveis.
Pensando nas severas operações de preparo de solo, a Valtra destaca a “gigante” Série S6, a família de tratores mais forte da marca. Fabricado na Finlândia, o modelo alcança até 425 cv de potência e 1.750 Nm de torque. Equipado com transmissão CVT e um motor AGCO Power de 8,4L, o S6 entrega entre 10% a 15% menos consumo de combustível, garantindo máximo controle e conforto.
A força extrema também é garantida pelas Séries Q5 (265 cv a 305 cv) e T CVT. A Série T, especificamente, possui a maior tecnologia em tração da categoria, com transmissão continuamente variável que permite movimentar, parar ou arrancar o trator com carga em subidas apenas com o pedal do acelerador. O modelo gera economia média de 25% de combustível e conta com eixo dianteiro com opção de 3 metros, livrando o canavial de pisoteios indesejáveis.

A tradição da marca também se faz presente na quarta geração da Linha BM, que possui mais de 20 anos de história no setor sucroenergético, desempenhando os serviços com alto rendimento e levando até 15% de economia ao produtor. Já na fase de tratos culturais, os Pulverizadores da Série R garantem a aplicação precisa de insumos, eliminando desperdícios.
Olhando para o futuro, a Valtra reafirma seu compromisso com a descarbonização ao investir em motores para combustíveis alternativos, como biometano e etanol. Essas soluções permitem que a usina utilize o combustível gerado em seu próprio ecossistema, fechando o ciclo de sustentabilidade. “Nosso investimento em combustíveis alternativos reflete o DNA de inovação da Valtra. Queremos que o produtor e a usina tenham autonomia, utilizando a própria cana ou seus resíduos para abastecer frotas de alta performance. É a eficiência operacional encontrando a economia circular”, conclui Elizeu Santos.
Agro Mato Grosso
Visitas técnicas nos CTECNOS apresentam pesquisas aplicadas ao campo em MT

Iniciativa da Aprosoja MT e Iagro-MT reúne produtores para acompanhar, na prática, estudos sobre manejo, nutrição e eficiência produtiva
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), em parceria com o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro-MT), promove em abril uma programação de visitas técnicas nos Centros Tecnológicos (CTECNOS) Araguaia e Parecis. A iniciativa reúne produtores, estudantes e profissionais do setor para apresentar, de forma prática, resultados de pesquisas voltadas às culturas de soja e milho no estado.
A primeira etapa será realizada no dia 23 de abril, no CTECNO Araguaia, em Nova Nazaré. A programação contará com estações que abordam desde o desempenho de híbridos de milho em diferentes condições de semeadura até estudos sobre a nutrição do gergelim, incluindo a resposta da cultura à aplicação de nutrientes como enxofre, nitrogênio e boro. Também serão apresentados conteúdos sobre manejo de herbicidas e estratégias de sistemas de produção com rotação de culturas.
No dia 29 de abril, a programação segue no CTECNO Parecis, com foco em temas relacionados à eficiência produtiva e ao uso de insumos. Entre os conteúdos previstos estão o manejo da adubação nitrogenada no milho, o manejo de herbicidas no sistema soja-milho, além de estratégias para otimizar o uso de nutrientes e o mercado de fertilizantes, considerando o aumento dos custos de produção. As visitas têm como objetivo levar ao campo informações aplicadas à realidade das lavouras, contribuindo para o aprimoramento do manejo e para decisões mais seguras por parte dos produtores.
CTECNO Araguaia
Data: 23 de abril
Local: Rodovia MT 326, entroncamento com a BR 158 – 1km sentido Nova Nazaré – MT
Inscreva-se: https://eventos.aprosoja.com.br/evento/257
CTECNO Parecis
Data: 29 de abril
Local: Rodovia MT 488, anexo à Fazenda Vô Arnoldo – Grupo Agroluz Agrícola
Inscreva-se: https://eventos.aprosoja.com.br/evento/256
Business
Produtores de goiaba descartam produção por falta de compradores

No interior do Rio Grande do Sul produtores enfrentam um cenário desafiador, mesmo com uma das melhores safras de goiaba dos últimos anos, parte da produção está sendo descartada por falta de compradores.
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De acordo com publicações nas redes sociais da produtora Simone Back e do marido, Sidnei Rauber, da comunidade de Arroio Feliz, em Feliz (RS), o cenário é resultado de uma sequência de dificuldades no campo. Em 2024, enchentes atingiram a região, causando perdas significativas nas lavouras, com deslizamentos de áreas e redução no número de plantas.
Já em 2025, além de uma safra considerada mediana, os produtores ainda enfrentam atrasos nos pagamentos pelas vendas, o que agrava o cenário financeiro.
Com a alta produção em toda a região, as empresas compradoras ficaram sobrecarregadas e passaram a restringir ou até suspender a aquisição da fruta. Sem estrutura adequada para armazenar e escoar toda a produção, muitos produtores ficaram sem saída.
O impacto é direto na renda, afinal, os custos de produção permanecem, mas sem comercialização, o resultado é margem zerada e prejuízo no campo.
Enquanto o consumidor paga caro pela fruta, quem produz enfrenta dificuldades para vender e, muitas vezes, não consegue sequer cobrir os custos de produção.
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