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Escalada do petróleo aumenta o óleo de soja, mas não deve impactar o grão

Os preços do petróleo iniciaram março em alta de quase 14%, disparada que ocorre pela interrupção das exportações que passam pelo Estreito de Ormuz em meio aos ataques coordenados de Estados Unidos e Israel ao Irã, o que trouxe suporte, também, para os contratos de óleo de soja.
Os dois produtos possuem correlação direta, visto que quando a commodity de origem fóssil aumenta, o biodiesel — cuja principal matéria-prima é a soja — torna-se mais competitivo, impulsionando a demanda e o preço do óleo.
De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, a escalada do óleo de soja tende a segurar altas do grão na Bolsa de Chicago, somado ao fato de a oleaginosa norte-americana estar em patamar que dificulta a compra chinesa, elevando estoques norte-americanos que, atualmente, são majoritariamente direcionados à demanda interna para biodiesel.
“Entretanto, podemos ter uma correção em Bolsa por conta desses movimentos, das dificuldades de se importar soja norte-americana, que já era cara e agora com o aumento do custo do frete marítimo em dólar deve resultar em ainda mais dificuldade da China em comprá-la”, ressalta.
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Segundo ele, para o mercado brasileiro, a conjuntura internacional pode trazer ligeiro suporte aos preços do grão, mas limitados por conta de o país estar no auge da colheita, com cerca de 40% da área já trabalhada, o equivalente a cerca de 70 milhões de toneladas de soja entrando no mercado.
“Toda essa oferta a curto prazo acaba levando a um ajuste negativo nos prêmios. O câmbio está subindo, segurando Chicago, mas os prêmios nos portos acabam se ajustando negativamente. Podemos ter até algum ganho no mercado físico, mas não serão grandes variações positivas porque temos uma situação muito confortável em termos de oferta em toda a América do Sul, visto o desempenho brasileiro e da Argentina, que deve colher cerca de 50 milhões de toneladas”, ressalta Silveira.
Devido ao bloqueio no Estreito de Ormuz, canal por onde cerca de 20% do petróleo mundial navega, os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) anunciaram aumento na produção do óleo para 206 mil barris por dia a partir de abril.
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Com custo da safra 26/27 no retrovisor do produtor, colheita de milho ganha ritmo em Sorriso

A colheita do milho segunda safra avança em Sorriso, maior produtor do cereal no Brasil. Favorecidas pelas chuvas registradas ao longo do ciclo, as lavouras apresentam bom desenvolvimento e sustentam a expectativa de resultados positivos para os produtores da região.
Os trabalhos começaram pelas áreas irrigadas e pelas lavouras semeadas mais cedo. Embora parte das áreas tenha sido implantada fora da janela considerada ideal, a avaliação predominante é de que a safra se mantém dentro das expectativas.
O cenário da produção atual, porém, divide espaço com as preocupações sobre a próxima temporada. O aumento dos custos de produção, especialmente dos fertilizantes, já influencia o planejamento da safra 2026/27.
Entre os fatores que mais chamam a atenção dos produtores estão a alta da ureia e a necessidade de garantir rentabilidade suficiente para cobrir os custos da atividade nos próximos ciclos.

Desenvolvimento favorecido pelo clima
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Diogo Damiani, a colheita começou no início de maio pelas áreas de pivô e avançou para as lavouras de sequeiro a partir da segunda quinzena do mês.
O bom volume de chuvas registrado entre janeiro e o início de maio contribuiu para o desenvolvimento das plantas e garantiu condições favoráveis para a cultura durante praticamente todo o ciclo.
“Tivemos um bom desenvolvimento na cultura do milho. O nosso clima foi favorável, choveu bem desde janeiro, fevereiro, março até final de abril e início de maio, o que propiciou a gente ter um bom desenvolvimento da cultura aqui da região”, relata Damiani ao projeto Mais Milho.
Apesar do cenário positivo, uma parcela das lavouras foi implantada após o período considerado ideal para o plantio. Conforme Damiani, entre 20% e 25% das áreas estão fora da janela recomendada para a região, estimada até 15 de fevereiro.
“Então pode ocasionar uma redução de produtividade aqui na região por conta desse milho, mas no geral está dentro das expectativas do produtor”, frisa.
Custos elevam preocupação para a próxima temporada
Enquanto as colheitadeiras avançam pelas lavouras, os produtores já acompanham os movimentos do mercado para planejar a safra 2026/27. De acordo com Damiani, a manutenção de bons índices de produtividade será essencial para garantir rentabilidade diante dos elevados custos de produção registrados na região.
“A gente espera que as médias se mantenham como foi o ano passado. Precisamos de uma boa produtividade para conseguir cobrir os nossos custos de produção que também são altos. O nosso custo aqui na região está entre 108 e 110 sacas. É um custo bastante alto”, pontua à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.
Além dos custos já elevados, a valorização da ureia tem pressionado o preço dos fertilizantes utilizados na cultura do milho, aumentando a preocupação dos produtores no momento de planejar as compras para a próxima safra.
“Isso preocupa. [Vamos] aguardar os próximos momentos para ver se tem alguma sinalização de baixa para que o produtor comece já a travar esses custos e a compra dos fertilizantes para o milho da safra 2026/27”.
Colheita ganha ritmo no estado
O avanço da colheita em Sorriso acompanha o movimento observado em outras regiões produtoras de Mato Grosso, onde os trabalhos de campo também ganham ritmo.
Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, até 5 de junho, 5,85% dos 7,4 milhões de hectares previstos para a cultura já haviam sido colhidos no Estado. O percentual supera o registrado no mesmo período do ano passado, embora ainda esteja ligeiramente abaixo da média das últimas cinco safras.
O ritmo mais acelerado é observado no Médio-Norte mato-grossense, com 9,1% das áreas colhidas. Na sequência aparecem as regiões Noroeste, com 8%, e Norte, com 5,3%.
Com a retirada dos grãos avançando em diferentes regiões e as condições climáticas favorecendo o desenvolvimento das lavouras ao longo do ciclo, a expectativa é de uma safra histórica em Mato Grosso. A produção estadual de milho está estimada em 53,3 milhões de toneladas, reforçando o protagonismo do estado na produção nacional do cereal.

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Feira da agricultura familiar em Teresina terá mais de 300 expositores em julho

A III Feira da Agricultura Familiar, Povos Tradicionais e Economia Solidária do Piauí será realizada de quarta-feira (1º) a sábado (4), no Espaço Rosa dos Ventos da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina. O lançamento ocorreu nesta segunda-feira (8), na Casa dos Movimentos Sociais, na zona Norte da capital. Segundo a organização, o evento reunirá mais de 300 expositores de diversas regiões do estado.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio da Superintendência Regional do Piauí (SUREG/PI), informou que participará da feira com estande voltado à apresentação de programas de apoio à agricultura familiar. Entre os temas previstos estão orientações sobre acesso a projetos destinados a agricultores familiares, povos originários, comunidades tradicionais e empreendimentos da economia solidária.
Durante o lançamento, o superintendente regional da Conab no Piauí, Danillo Viana, afirmou que a estatal registra mais de R$ 22 milhões executados no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no estado. Ele também citou resultados do Programa Venda em Balcão (ProVB), ligado à comercialização de milho. A Conab informou que técnicos estarão no local para esclarecer dúvidas sobre comercialização, abastecimento e participação de organizações produtivas nas políticas públicas operadas pela companhia.
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Promovida pela Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) do Piauí, a feira terá funcionamento diário das 9h às 23h. A programação prevê comercialização de alimentos in natura, produtos agroindustrializados, artesanato e itens da sociobiodiversidade. Também estão previstas palestras, oficinas, rodas de conversa e atividades culturais.
As inscrições para expositores seguem abertas até quarta-feira (25), por formulário eletrônico disponibilizado pela SAF. Podem participar agricultores familiares, empreendimentos da economia solidária e povos e comunidades tradicionais que atendam aos critérios definidos pela organização. Após esse prazo, a secretaria fará a análise das propostas e comunicará os selecionados.
Para o setor, a feira funciona como espaço de comercialização e de aproximação com políticas públicas de compra e abastecimento. A organização informou data, local e prazo de inscrição, mas não detalhou, até o momento, a estimativa de volume de negócios previsto para os quatro dias de programação.
Fonte: gov.br
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Safra de milho 2025/26 no RS avança e setor define sedes da colheita oficial de 2027

A Câmara Setorial do Milho do Rio Grande do Sul avaliou, nesta terça-feira (9), que a safra 2025/26 do cereal no estado tem desempenho positivo, com colheita entre 95% e 98% da área plantada, segundo dados apresentados na reunião virtual promovida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O encontro também confirmou Santo Ângelo e Entre-Ijuís, na região das Missões, como municípios-sede da abertura oficial da colheita do milho da safra 2026/27, prevista para janeiro de 2027.
De acordo com os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram semeados 831.496 hectares de milho no estado. A produtividade estimada é de 7.757 quilos por hectare, com projeção de produção de 6.447.934 toneladas, caso os dados sejam confirmados ao fechamento da safra. A estimativa equivale a 129 sacas por hectare, considerando áreas de sequeiro e irrigadas.
Na reunião, representantes do setor também discutiram a ampliação da área irrigada. Segundo a Seapi, o programa Irriga+ RS está na fase 3, após expansão de cerca de 25 mil hectares nas duas etapas anteriores. Nesta fase, a subvenção tem teto de 20% do valor do projeto, limitada a R$ 150 mil por produtor, com R$ 10 milhões já disponibilizados. O edital 01/2026 permanece aberto para adesão até quinta-feira (30 de outubro).
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Outro ponto foi o programa Milho 100%, apresentado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A iniciativa prevê a distribuição de até quatro sacas de sementes por beneficiário, com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) e contratos firmados via Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper). Os pedidos de cultivares podem ser feitos entre segunda-feira (2) e sexta-feira (19).
O custo da energia elétrica e a segurança jurídica para uso da água também entraram na pauta. Integrantes da Câmara relataram que esses fatores influenciam a decisão de investir em irrigação. Segundo a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), a Instrução Normativa da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) nº 04/2026 passou a dispensar a outorga de água, desde que o pedido tenha sido formalizado pelo produtor rural.
Com a safra em fase final de colheita e programas estaduais em execução, o setor acompanha a consolidação dos números de produção e a adesão dos produtores às políticas de sementes e irrigação. A definição da data exata da abertura oficial da colheita de 2027 ainda depende de deliberação do grupo de trabalho responsável pelo evento.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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