Business
desgaste precoce do asfalto ameaça segurança e escoamento do agro

Em junho de 2024 a MT-140 na região de Planalto da Serra teve sua pavimentação entregue pelas autoridades de Mato Grosso. Passados pouco mais de um ano, quem passa pelo trecho ao invés de encontrar um asfalto liso, já registra prejuízos causados por buracos, que colocam em risco constante de acidentes quem precisa trafegar pela estrada.
Apesar da malha viária asfaltada no estado ter “praticamente dobrado”, como destaca quem diariamente passa pela rodovia estadual, a qualidade observada do serviço prestado não é a mesma.
“Nós vemos que existe diferença de qualidade de serviço de uma empreiteira para a outra. É nítido aqui na MT-140. Nesse meu trecho de mais ou menos 160 quilômetros foram três ou quatro que executaram. Nenhum lugar é igual ao outro”, pontua o diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Jorge Diego Giacomelli.
Para ele, que é produtor em Planalto da Serra e cultiva uma área de 800 hectares às margens da rodovia estadual, os contratos firmados entre o governo de Mato Grosso e as empreiteiras “deveriam exigir uma garantia de obra”.
A MT-140 é considerada uma das mais importantes rodovias do estado, pois “ela desafoga a BR-163”.
De acordo com Jorge Diego, há receio do setor produtivo e de quem depende da MT-140 nos próximos dias com a intensificação das chuvas, visto que “sabemos que ninguém executa obra de pavimentação ou de recuperação de rodovia em época de chuva”. Ele reforça ainda, em entrevista ao programa Patrulheiro Agro, que “daqui a pouco em janeiro estamos com colheita, provavelmente a rodovia vai estar pior. Daqui para a colheita vai piorar”.
Asfalto esburacado, prejuízo na arrecadação e no bolso
Quando chegou à região, Jorge Diego comenta acreditar que a extensão destinada para a soja não chegava a 20 mil hectares, mas que hoje a região que envolve Planalto da Serra, Santa Rita do Trivelato e Nova Brasilândia passa de 100 mil hectares. “Então é arrecadação. É recurso que o governo está tirando daqui. É desenvolvimento que está aqui”.
O asfalto da MT-140 foi entregue em junho de 2024 e bastante prejudicado em alguns trechos da via já causa prejuízos materiais para quem passa, além de elevar os riscos de acidentes.

Valdecir de Oliveira é caminhoneiro e constantemente passa pela rodovia estadual. “Buraco demais. Está feio, muito perigoso. Qualquer descuido é acidente um em cima do outro”, relata ao Canal Rural Mato Grosso. Ele frisa que a pavimentação ajudou muito, mas que é preciso atenção dos governantes para a situação.
A atenção para a situação da rodovia estadual e de quem depende dela também é solicitada pelo caminhoneiro Nestor Fernandes Lutique. “Não tem como desviar. Bate dentro [do buraco], quebra mola, rolamento é prejudicado, pneu. Prejudica tudo. Uma estrada movimentada, que arrecada milhões e milhões…”.
A questão dos buracos também é relatada pelo caminhoneiro Roberto Pereira da Silva. Durante a gravação do programa do Canal Rural Mato Grosso ele mostrou os recentes prejuízos causados pelo estado da MT-140. “Bati dentro [do buraco] e acabou quebrando a mola mestre dianteira e a frente do caminhão também foi embora. Eu creio em um prejuízo só da mola de R$ 900 mais a mão de obra, que deve ficar tudo em torno de R$ 1,5 mil. Fora a frente que tem que mexer. O frete vai ficar tudo aí”, calcula.
“Se a gente for fazer uma avaliação desse trecho pavimentado, tem problema desde Nova Brasilândia até Santa Rita do Trivelato, está praticamente intrafegável”, pontua o diretor da Aprosoja MT, Jorge Diego. Conforme ele, o ideal seria remover parte do pavimento e fazer novamente, pois “tapa buracos não resolve. O Fethab realmente foi aplicado em infraestrutura. Isso é um ponto positivo, mas a gente precisa de uma infraestrutura de qualidade, precisamos que tenha fiscalização em cima disso”.
Em nota enviada para o Canal Rural Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) informou que assinou ordem de serviço para o início da aplicação de microrrevestimento em 197 quilômetros da MT-140, no trecho entre Planalto da Serra e Nova Ubiratã.
+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
Business
Turquia abre mercado para a castanha-do-Brasil, informa Mapa

A Turquia passará a importar castanha-do-Brasil com e sem casca, informou nesta terça-feira (3) o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A pasta destaca que o produto é internacionalmente reconhecido por seu valor nutricional e extraído de forma sustentável por comunidades tradicionais.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
“A exportação desse produto para o mercado turco promoverá geração de renda e desenvolvimento regional, contribuindo para a conservação da floresta em pé”, diz o Ministério.
Em 2025, a Turquia, país de aproximadamente 87 milhões de habitantes, importou mais de US$ 3,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos do complexo soja, café, fibras e produtos têxteis.
O post Turquia abre mercado para a castanha-do-Brasil, informa Mapa apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Empresas brasileiras que participaram da Gulfood 2026 esperam US$ 1,4 bi em negócios

As empresas brasileiras que participaram da Gulfood 2026, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, esperam que os contatos e acordos realizados durante o evento deverão gerar US$ 1,4 bilhão em negócios ao longo dos próximos 12 meses.
A projeção foi divulgada em nota pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) que, juntamente com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), levou 21 agroindústrias nacionais à feira, encerrada na última sexta-feira (30 de janeiro).
Segundo a entidade, apenas durante os cinco dias de Gulfood, os negócios efetivamente realizados somaram US$ 131,4 milhões, números que, para a ABPA, reforçam o papel da feira como a principal vitrine global para o mercado halal e para destinos estratégicos do Oriente Médio, Ásia e África.
De acordo com a ABPA, as empresas brasileiras que foram ao evento contaram com um espaço exclusivo de mais de 430 metros quadrados dedicado à realização de negócios, relacionamento institucional e promoção da proteína animal brasileira.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A ação também contou com uma área central de degustação, onde foram servidos shawarma de carne de frango e de pato, além de omeletes, com o objetivo de reforçar junto aos visitantes a qualidade, a versatilidade e o sabor diferenciado dos produtos brasileiros. A entidade destaca que ao longo dos dias de feira, foram servidos cerca de 6.500 shawarmas e de 1.000 omeletes.
Atualmente, o Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango produzida segundo os preceitos islâmicos e mantém posição de destaque como fornecedor confiável para países muçulmanos, atendendo exigências sanitárias, religiosas e de rastreabilidade.
“Os resultados alcançados na Gulfood 2026 refletem a confiança do mercado internacional na proteína animal brasileira. A feira é um espaço estratégico para consolidar parcerias, ampliar o diálogo com importadores e reforçar a imagem do Brasil como fornecedor seguro, previsível e alinhado às exigências dos mercados halal”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
O post Empresas brasileiras que participaram da Gulfood 2026 esperam US$ 1,4 bi em negócios apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Nova portaria do Mapa consolida regras sobre fiscalização agropecuária de bagagens

A Portaria nº 872/2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), entra em vigor nesta quarta-feira (4) e consolida em um único regulamento as regras já existentes para a fiscalização agropecuária de bagagens de viajantes que chegam ao país com alimentos, sementes e outros produtos agropecuários.
Na avaliação do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), a medida amplia a transparência para a sociedade e fortalece a previsibilidade das ações do Estado, ao mesmo tempo em que reforça o papel estratégico da fiscalização na proteção do patrimônio agropecuário, ambiental e da saúde pública.
Para o presidente do órgão, Janus Pablo Macedo, o principal desafio está na percepção equivocada de que pequenas quantidades não representam risco.
“Quando um viajante traz alimentos de origem animal ou vegetal sem autorização, mesmo em volumes reduzidos, ele pode introduzir no Brasil pragas e doenças inexistentes no país ou atualmente sob controle, com impactos diretos sobre a produção agropecuária, o meio ambiente e a saúde pública”, alerta.
Um dos exemplos mais sensíveis é o da carne suína, cuja entrada é rigidamente controlada devido ao risco da peste suína africana, doença altamente letal para os animais, sem vacina disponível e ausente no Brasil, mas presente em vários outros países.
“A fiscalização na bagagem do viajante é uma barreira sanitária estratégica. Sem esse controle, o prejuízo potencial ao agro brasileiro pode ser incalculável”, reforça Janus.
Já o coordenador da Unidade de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), Cleverson Freitas, acredita que a consolidação das regras traz ganhos operacionais relevantes.
“A Portaria reduz a subjetividade nas análises, promove a harmonização dos procedimentos em âmbito nacional e confere maior segurança técnica e jurídica para a tomada de decisão quanto à autorização ou não do ingresso de produtos agropecuários no país”, afirma.
‘Produtos inofensivos’
A chefe do Serviço de Fiscalização de Viajantes do Mapa, Maria Joana Brito, conta que os passageiros são surpreendidos com o bloqueio de produtos de uso cotidiano, já que não associam esses itens a riscos sanitários.
“São produtos considerados simples, mas que apresentam risco relevante para o Brasil, como queijos artesanais, embutidos, produtos suínos em geral, frutas frescas, sementes, mudas e até mel”, enumera.
Ela destaca ainda que o fato de o produto estar lacrado ou na embalagem original não elimina o risco, mesmo que seja para consumo próprio ou para presente a um familiar. “O risco sanitário não é avaliado pela apresentação comercial. Mesmo embalados a vácuo ou industrializados, alimentos de origem animal ou vegetal podem veicular vírus, bactérias e pragas exóticas”, ressalta.
Assim, conforme a fiscalização, a maioria das apreensões ocorre por falta de informação e não por tentativa deliberada de burlar as regras. “Na maior parte dos casos, o viajante traz alimentos típicos para consumo próprio, sem conhecer as exigências. As tentativas intencionais existem, mas representam uma minoria e recebem tratamento específico”, acrescenta Joana.
Lista oficial de produtos
A Portaria nº 872/2025 consolida as regras em uma lista oficial de produtos, que pode ser atualizada sempre que necessário, de acordo com eventos sanitários e novos estudos de risco.
A orientação é que, antes de cada viagem, o passageiro consulte a lista, declare corretamente os produtos na chegada ao Brasil e procure a Vigilância Agropecuária em caso de dúvida.
O post Nova portaria do Mapa consolida regras sobre fiscalização agropecuária de bagagens apareceu primeiro em Canal Rural.
Business18 horas agoCom descontos de até R$ 40 mil, Mitsubishi oferece condição especial a associados das Aprosojas
Business23 horas agoCusto elevado de produção pressiona algodão e área recua 8% em Mato Grosso
Featured23 horas agoCarnaval 2026 deve ter movimentação mais discreta no comércio de Mato Grosso
Business22 horas agoPreços dos fertilizantes começam o ano com alta de até 20%, mostra levantamento
Sustentabilidade19 horas agoAlgodão/MT: Semeadura alcança 67,75% da área estimada para este ciclo – MAIS SOJA
Business15 horas agoMercado da soja tem negócios pontuais, mas segue com ritmo limitados
Sustentabilidade21 horas agoSoja/MT: Colheita avança no estado e chega à 24,97% da área total semeada – MAIS SOJA
Sustentabilidade22 horas agoSoja/BR: Colheira avança no país e chega à 11,4% da área total – MAIS SOJA
















