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20 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Duplicação da BR-163 busca melhorar o trajeto do grão de MT para o mundo

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Milhares de caminhões cruzam as rodovias do Mato Grosso carregando a riqueza do campo. A BR-163 é o principal eixo logístico do estado, é o caminho da soja, do milho e de outros grãos rumo aos portos e centros de distribuição que abastecem o mercado global.

Agora, com a duplicação em andamento, essa rota estratégica começa a ganhar agilidade, segurança e infraestrutura de ponta. A duplicação da BR-163, há anos aguardada pelos produtores e motoristas, avança.

Segundo o coordenador de operações da Nova Rota do Oeste, David Carpezani Filho, o fluxo de veículos aumentou significativamente. Cerca de 2 mil a 3 mil caminhões sobem diariamente em direção ao Porto de Miritituba. A duplicação é essencial para garantir o futuro da produção e do transporte no estado.

“Desde 2023, a Nova Rota do Oeste assumiu o desafio de transformar a BR-163. A empresa, agora sob controle do governo estadual iniciou o maior pacote rodoviário em execução no Brasil. São mais de 400 km de pista duplicada, além de pontes, viadutos e passarelas”, informou.

Ainda segundo David Carpezani, o plano de investimento é robusto: R$ 9 bilhões, financiados pelo governo estadual, pelo BNDES e pela arrecadação de pedágios. A primeira grande entrega está prevista para o próximo ano, com a duplicação completa do trecho entre o Posto Gil e Sinop.

Em entrevista, o diretor de operações e tecnologia da concessionária, Wilson Ferreira Medeiros informou que a rodovia conta com 18 bases operacionaisnove praças de pedágio, cerca de 500 câmeras de monitoramento e suporte da Polícia Rodoviária Federal.

“Temos guinchos, ambulâncias e tecnologia para garantir atendimento rápido e conforto aos usuários”, disse.

Para o médico socorrista Rodrigo Mustafa de Albuquerque, que atua há 11 anos no resgate na BR-163, a duplicação já mostra resultados, já que com os novos trechos duplicados, houve uma redução significativa nos acidentes. Ele contou que as ambulâncias são equipadas com monitoramento cardíaco, desfibriladores e medicamentos para garantir que os pacientes cheguem com vida ao hospital. “É gratificante ver esse avanço”.

O impacto da duplicação é sentido também por quem trabalha na obra. Fabio, operador envolvido na construção, conta que o emprego ajuda a custear seus estudos em licenciatura.

“Esse trabalho dignifica minha profissão e me permite seguir com meus projetos”, afirmou.

Segundo José Aparecido dos Santos, presidente do conselho de administração da Nova Rota do Oeste, a BR-163 é vital para o agro. Esta sendo implantados 4G ao longo da rodovia — implantação e uso da quarta geração de redes móveis para oferecer internet e comunicação de alta velocidade e tempo real em vias como estradas.

“Executamos áreas de escape na Serra de São Vicente. É uma rodovia que nunca para, e nosso compromisso é garantir trafegabilidade e conforto”, disse.

Para David Carpezani, a duplicação representa um novo cenário para o estado. Ele imagina que em pouco tempo a maior produção nacional será transportada com segurança, sem perdas de patrimônio ou produto.

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MT inaugura terminal e 1º trecho de ferrovia inédita que vai ligar 16 municípios

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Mato Grosso inaugurou, neste sábado (20), o trecho inicial da primeira ferrovia estadual em construção no estado. A entrega contempla 162 quilômetros de trilhos e um terminal ferroviário localizado em Dom Aquino, na região sudeste, em uma obra que recebeu investimento privado de R$ 5 bilhões.

Além de autoridades locais, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro dos Transportes, George Santoro, participaram da cerimônia de entrega.

Considerada a maior obra ferroviária em execução no Brasil, a ferrovia estadual terá, ao todo, 740 quilômetros de extensão, conectando os municípios de Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, passando por 16 cidades mato-grossenses e incluindo um ramal até Cuiabá.

Atualmente, a carga percorre 600 km em média de carreta da fazenda até Rondonópolis e com o terminal Dom aquino vai diminuir pra 150 km.

Segundo a concessionária Rumo Logística, responsável pela obra, além de ampliar a capacidade de escoamento da produção agrícola estadual, especialmente soja e milho, a ferrovia vai conectar Mato Grosso à malha ferroviária nacional, permitindo que os produtos produzidos no estado cheguem ao Porto de Santos. O modal também deve facilitar a chegada de produtos e insumos de outras regiões do país ao estado.

🚂A estrutura

 

Terminal e primeiros trechos da Ferrovia Estadual são entregues em MT — Foto: Wellington Nascimento/TVCA

Terminal e primeiros trechos da Ferrovia Estadual são entregues em MT — Foto: Wellington Nascimento/TVCA

A obra do primeiro trecho também incluiu a construção de 11 pontes e viadutos. O terminal ferroviário, instalado às margens da BR-070, entre os municípios de Dom Aquino, Campo Verde e Primavera do Leste, já está pronto para operação.

Com área total de 200 hectares, o terminal terá capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura conta com cinco tombadores, sistema capaz de descarregar até 35 caminhões por hora e carregamento ferroviário para até 16 vagões por hora.

A infraestrutura inclui ainda quatro balanças rodoviárias, capacidade estática para armazenar até 42 mil toneladas, edificações de apoio aos motoristas e estacionamento com capacidade para até 250 caminhões.

Durante o pico das obras no terminal, mais de 800 trabalhadores foram mobilizados entre empregos diretos e indiretos. Com o início das operações, a previsão é de geração de aproximadamente 200 postos de trabalho permanentes.

O complexo ferroviário ocupa uma área de cerca de 2 milhões de metros quadrados, em território de Dom Aquino, próximo ao limite com Primavera do Leste. A expectativa é de que o empreendimento impulsione a economia da região sudeste de Mato Grosso e beneficie municípios vizinhos.

Liderança na produção de grãos

 

Mato Grosso se mantém na liderança da produção de grãos — Foto: Secom-MT

Mato Grosso se mantém na liderança da produção de grãos — Foto: Secom-MT

Atualmente, Mato Grosso responde por cerca de 31% de toda a produção nacional de grãos, mantendo-se como o principal polo agrícola do país.

Dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgados nesta semana apontam que, na safra 2025/26, Mato Grosso se mantém na liderança da produção. O estado é o maior produtor nacional de algodão em pluma desde a safra 1997/98, de soja desde 1999/00 e de milho desde 2012/13.

A Conab projeta que para o estado uma colheita total de aproximadamente 111,3 milhões de toneladas na safra 2025/26, sobre uma área cultivada de 22,76 milhões de hectares, crescimento de 2,1% em relação à safra anterior.

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Frente fria se aproxima de MT a partir deste fim de semana; veja previsão

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Uma frente fria que avança do Sul do país deve provocar queda nas temperaturas em Mato Grosso a partir deste sábado (20), segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). A massa de ar frio deve atingir com maior intensidade o estado entre terça-feira (23) quinta-feira (25), quando as mínimas chegar a 15°C em algumas cidades.

As temperaturas começam a diminuir neste fim de semana em Cuiabá. No sábado (20), a previsão é de mínima de 19°C e máxima de 25°C. No domingo (21), apesar da manhã mais amena, os termômetros devem subir e podem alcançar os 31°C durante a tarde.

Já na terça-feira (23) os termômetros devem voltar a cair. A previsão é de mínima de 17°C e máxima de 24°C. Na quarta-feira (24), os termômetros devem variar entre 14°C e 21°C, mantendo o clima mais ameno em comparação aos dias anteriores.

O auge da frente fria está previsto para quinta-feira (25), quando a mínima pode chegar a 11°C e a máxima não deve ultrapassar os 20°C na capital. Uma diferença de até 20°C entre as máximas registradas no início da semana.

Outras regiões

Em Rondonópolis, 218 km ao sul de Cuiabá, o fim de semana ainda será de calor, com máxima de 32°C no domingo (21) e na segunda-feira (22). A mudança começa a ser sentida na terça-feira (23), quando a máxima cai para 27°C e a mínima fica em 16°C. Na quarta-feira (24), os termômetros variam entre 13°C e 23°C, e o frio se intensifica na quinta-feira (25), com mínima de 10°C e máxima de 22°C.

Em Sinop, 503 km de Cuiabá, as temperaturas seguem elevadas até segunda-feira (22), com máximas de 31°C. A partir de terça-feira (23), a frente fria reduz a máxima para 29°C, com mínima de 20°C. Na quarta-feira (24), os termômetros ficam entre 17°C e 28°C, e na quinta-feira (25) o frio ganha força, com mínima de 13°C e máxima de 27°C.

Em Tangará da Serra, 242 km de Cuiabá o domingo (21) ainda pode chegar a 30°C de máxima, mantendo o calor no início da semana. A queda começa na terça-feira (23), com máxima de 23°C e mínima de 16°C. Na quarta-feira (24), a temperatura varia entre 13°C e 19°C, e na quinta-feira (25) o frio se consolida, com mínima de 10°C e máxima de 18°C.

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ONG usa criatividade para ajudar brasileiros a reconhecerem onças-pintadas do bioma

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Quem nunca tentou completar um álbum de figurinhas? Foi apostando nessa paixão popular que uma publicação nas redes sociais chamou a atenção das pessoas ao transformar onças-pintadas do Pantanal em figurinhas. A proposta, além de divertida, tinha um objetivo maior: mostrar que cada onça é única.

A iniciativa foi criada pelo Projeto Jaguar ID, organização dedicada ao estudo e à conservação das onças-pintadas no Pantanal. O resultado surpreendeu até os pesquisadores. Nos comentários, internautas passaram a comparar manchas, identificar indivíduos e discutir as diferenças entre os animais.

Muito além das pintas

Para João Roberto Campos Rodrigues, biólogo e vice-presidente do projeto, a repercussão mostrou que o público conseguiu enxergar algo que costuma passar despercebido.

“Muitas pessoas não enxergam as diferenças individuais das onças. Acho que essa brincadeira ajudou elas a perceberem minimamente como cada uma é diferente da outra. Pelos comentários, deu para ver que muita gente realmente se envolveu tentando identificá-las”, explica.

O trabalho de identificação é justamente uma das bases do Jaguar ID. Por meio de registros fotográficos e da participação de turistas, guias e pesquisadores, o projeto já catalogou centenas de onças-pintadas que vivem na região de Porto Jofre, no Pantanal mato-grossense.

Quando a ciência encontra as redes sociais

Em tempos de vídeos rápidos e conteúdos virais, iniciativas criativas têm se tornado aliadas importantes da divulgação científica. Segundo João Roberto, esse tipo de estratégia pode aproximar a conservação da natureza de públicos que normalmente não acompanham pesquisas ambientais.

“Grande parte da conservação começa pela divulgação científica. Iniciativas divertidas e oportunas como essa ajudam projetos de conservação a atingir públicos diferentes. O que queremos é conseguir levar a mensagem de preservação e conservação para todos os cidadãos”, afirma.

A estratégia parece funcionar porque troca números e relatórios por histórias e personagens. Em vez de apenas falar sobre a espécie, o público passa a conhecer indivíduos específicos, cada um com suas características próprias.

Da identificação à empatia

Para o biólogo, o maior impacto acontece quando as pessoas criam uma conexão emocional com os animais.

“As figurinhas trazem um vislumbre dos diversos indivíduos de onças-pintadas que vivem no Pantanal. As pessoas acabam se afeiçoando por elas. Como consequência, acredito que isso desperta uma empatia para proteger as onças e o ambiente onde elas vivem”, destaca João Roberto.

Fundado com a missão de estudar e proteger as onças-pintadas do Pantanal, o Projeto Jaguar ID utiliza ciência cidadã, monitoramento de campo e armadilhas fotográficas para acompanhar a população desses felinos e fortalecer ações de conservação na região.

No fim das contas, a brincadeira das figurinhas mostrou que, às vezes, um simples desafio nas redes sociais pode fazer algo valioso: transformar curiosidade em conhecimento e conhecimento em vontade de preservar.

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