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5 de agosto de 2026

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desgaste precoce do asfalto ameaça segurança e escoamento do agro

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Em junho de 2024 a MT-140 na região de Planalto da Serra teve sua pavimentação entregue pelas autoridades de Mato Grosso. Passados pouco mais de um ano, quem passa pelo trecho ao invés de encontrar um asfalto liso, já registra prejuízos causados por buracos, que colocam em risco constante de acidentes quem precisa trafegar pela estrada.

Apesar da malha viária asfaltada no estado ter “praticamente dobrado”, como destaca quem diariamente passa pela rodovia estadual, a qualidade observada do serviço prestado não é a mesma.

“Nós vemos que existe diferença de qualidade de serviço de uma empreiteira para a outra. É nítido aqui na MT-140. Nesse meu trecho de mais ou menos 160 quilômetros foram três ou quatro que executaram. Nenhum lugar é igual ao outro”, pontua o diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Jorge Diego Giacomelli.

Para ele, que é produtor em Planalto da Serra e cultiva uma área de 800 hectares às margens da rodovia estadual, os contratos firmados entre o governo de Mato Grosso e as empreiteiras “deveriam exigir uma garantia de obra”.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A MT-140 é considerada uma das mais importantes rodovias do estado, pois “ela desafoga a BR-163”.

De acordo com Jorge Diego, há receio do setor produtivo e de quem depende da MT-140 nos próximos dias com a intensificação das chuvas, visto que “sabemos que ninguém executa obra de pavimentação ou de recuperação de rodovia em época de chuva”. Ele reforça ainda, em entrevista ao programa Patrulheiro Agro, que “daqui a pouco em janeiro estamos com colheita, provavelmente a rodovia vai estar pior. Daqui para a colheita vai piorar”.

Asfalto esburacado, prejuízo na arrecadação e no bolso

Quando chegou à região, Jorge Diego comenta acreditar que a extensão destinada para a soja não chegava a 20 mil hectares, mas que hoje a região que envolve Planalto da Serra, Santa Rita do Trivelato e Nova Brasilândia passa de 100 mil hectares. “Então é arrecadação. É recurso que o governo está tirando daqui. É desenvolvimento que está aqui”.

O asfalto da MT-140 foi entregue em junho de 2024 e bastante prejudicado em alguns trechos da via já causa prejuízos materiais para quem passa, além de elevar os riscos de acidentes.

MT-140 buracos foto pedro silvestre canal rural mato grosso1
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Valdecir de Oliveira é caminhoneiro e constantemente passa pela rodovia estadual. “Buraco demais. Está feio, muito perigoso. Qualquer descuido é acidente um em cima do outro”, relata ao Canal Rural Mato Grosso. Ele frisa que a pavimentação ajudou muito, mas que é preciso atenção dos governantes para a situação.

A atenção para a situação da rodovia estadual e de quem depende dela também é solicitada pelo caminhoneiro Nestor Fernandes Lutique. “Não tem como desviar. Bate dentro [do buraco], quebra mola, rolamento é prejudicado, pneu. Prejudica tudo. Uma estrada movimentada, que arrecada milhões e milhões…”.

A questão dos buracos também é relatada pelo caminhoneiro Roberto Pereira da Silva. Durante a gravação do programa do Canal Rural Mato Grosso ele mostrou os recentes prejuízos causados pelo estado da MT-140. “Bati dentro [do buraco] e acabou quebrando a mola mestre dianteira e a frente do caminhão também foi embora. Eu creio em um prejuízo só da mola de R$ 900 mais a mão de obra, que deve ficar tudo em torno de R$ 1,5 mil. Fora a frente que tem que mexer. O frete vai ficar tudo aí”, calcula.

“Se a gente for fazer uma avaliação desse trecho pavimentado, tem problema desde Nova Brasilândia até Santa Rita do Trivelato, está praticamente intrafegável”, pontua o diretor da Aprosoja MT, Jorge Diego. Conforme ele, o ideal seria remover parte do pavimento e fazer novamente, pois “tapa buracos não resolve. O Fethab realmente foi aplicado em infraestrutura. Isso é um ponto positivo, mas a gente precisa de uma infraestrutura de qualidade, precisamos que tenha fiscalização em cima disso”.

Em nota enviada para o Canal Rural Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) informou que assinou ordem de serviço para o início da aplicação de microrrevestimento em 197 quilômetros da MT-140, no trecho entre Planalto da Serra e Nova Ubiratã.

+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro


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Inscrições para o Prêmio Ernesto Illy de café seguem abertas até 18 de setembro

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As inscrições para o 36º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso estão abertas até 18 de setembro. Produtores de todas as regiões brasileiras podem participar com amostras da safra atual nas categorias Nacional e Regional. O concurso é promovido pela illycaffè e contempla cafés da espécie Coffea arabica nos processos Natural, Descascado ou Despolpado.

Segundo a illycaffè, os cafés inscritos passarão por avaliação de uma comissão formada por especialistas nacionais e internacionais. Entre os critérios considerados estão aparência, cor, tipo, peneira, teor de umidade, torração e sabor.

Na categoria Nacional, 40 finalistas serão selecionados e disputarão as três primeiras colocações. Os vencedores receberão viagem internacional para participar do 12º Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, em 2027, além de prêmios em dinheiro e diplomas.

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Na categoria Regional, os dois melhores produtores de cada uma das regiões brasileiras vencedoras também serão premiados com dinheiro e diplomas.

A divulgação dos 40 finalistas está prevista para novembro de 2026. Já a revelação dos vencedores e a entrega dos prêmios aos finalistas estão marcadas para o primeiro semestre de 2027.

A illycaffè informou que foi fundada em Trieste, na Itália, em 1933, e produz um único blend 100% arábica, composto por nove variedades diferentes. Em 2025, a empresa registrou receitas consolidadas de 700 milhões de euros.

O prêmio recebe inscrições de produtores brasileiros até 18 de setembro e terá os finalistas anunciados em novembro, com premiação programada para o primeiro semestre de 2027.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Café sobe em julho apesar do avanço da colheita, aponta Cepea

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Foto: Divulgação/Fazenda Nova Cintra

A colheita da safra 2026/27 de café avança em todo o país, mas isso não impediu a alta dos preços em julho. Segundo levantamento do Cepea, tanto o arábica quanto o robusta encerraram o mês valorizados, em um movimento sustentado por fatores distintos em cada mercado.

No caso do café arábica, as chuvas registradas em importantes regiões produtoras aumentaram a preocupação com o ritmo da colheita e com a qualidade dos grãos. O cenário deu suporte às cotações mesmo com a entrada de mais produto no mercado.

Os trabalhos de campo já entram na fase final. De acordo com o Cepea, cerca de 20% da área de arábica ainda aguarda colheita. Em grande parte das regiões produtoras, as atividades se concentram no recolhimento do café do chão e nos últimos talhões.

Os preços refletem esse cenário. Na terça-feira (4), o Indicador Cepea/Esalq do café arábica fechou em R$ 1.729,84 por saca de 60 kg, com alta diária de 1,03%. Apesar do avanço do dia, o indicador acumula leve queda de 0,82% em agosto, após registrar valorização de 10,48% em julho, conforme dados do Cepea apresentados na imagem enviada.

Robusta também segue valorizado

No mercado do robusta, a colheita está praticamente encerrada. Ainda assim, os preços também avançaram em julho.

Segundo o Cepea, a sustentação veio da menor produção da variedade nesta temporada e do efeito da valorização do arábica, que contribuiu para manter o mercado firme mesmo com o aumento da oferta típico do encerramento da colheita.

Na terça-feira (4), o Indicador Cepea/Esalq do robusta foi cotado a R$ 1.095,15 por saca, alta de 0,69% no dia. Em agosto, a variedade acumula ganho de 0,24%, após fechar julho com valorização de 2,90%, segundo os dados do Centro de Estudos.

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USDA aponta piora na condição do milho nos EUA e estabilidade da soja

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, na segunda-feira (3), que 61% da safra de milho no país apresentava condição boa ou excelente no último domingo, com recuo de 2 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Para a soja, o índice ficou em 63%, sem variação no período. O levantamento também atualizou os estágios de desenvolvimento das lavouras e o andamento da colheita de trigo.

No milho, o percentual de lavouras em condição boa ou excelente ficou abaixo dos 73% registrados um ano antes. Segundo o USDA, 90% da safra já havia formado espiga, ante 86% no mesmo período do ano passado e 87% na média dos cinco anos anteriores. Além disso, 43% das áreas estavam formando grãos, acima dos 40% de um ano antes e dos 38% da média. A parcela com formação de dentes chegou a 6%, contra 5% no ano passado e na média.

Na soja, 63% da safra estava em condição boa ou excelente, mesmo patamar da semana anterior. Um ano antes, o índice era de 69%. O USDA informou ainda que 88% das lavouras tinham florescido, ante 84% no ano passado e também na média de cinco anos. A formação de vagens alcançou 62%, acima dos 56% registrados um ano antes e dos 55% da média.

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O relatório mostrou também que a colheita do trigo de inverno atingiu 86%, em linha com a média de cinco anos e acima dos 85% observados em igual período do ano passado.

Para o trigo de primavera, 55% da safra apresentava condição boa ou excelente, avanço de 2 pontos porcentuais na semana. No ano passado, a parcela era de 48%. O perfilhamento alcançou 98%, ante 95% um ano antes e 97% na média de cinco anos. A colheita chegava a 5%, contra 4% no ano passado e 8% na média.

No algodão, 42% da safra estava em condição boa ou excelente, queda de 4 pontos porcentuais na semana. Um ano antes, o índice era de 55%. O USDA apontou ainda que 88% da safra estava florescendo, 55% havia formado maçãs e 4% já apresentava abertura de maçãs.

Os dados semanais do USDA mostram piora na condição do milho e do algodão, estabilidade da soja, melhora no trigo de primavera e avanço no desenvolvimento das principais lavouras de verão nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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