Sustentabilidade
Soja/Cepea: Participação do óleo de soja na margem da indústria supera a do farelo pela 1ª vez – MAIS SOJA

Levantamento do Cepea mostra que a participação do óleo de soja na margem de lucro da indústria esmagadora (o “crush margin”) alcançou o recorde de 50,3% na semana passada, superando a parcela do farelo de soja, que caiu para 49,7%. Segundo o Centro de Pesquisas, trata-se de um fato inédito, considerando-se a série de cálculo do Cepea, realizado com base nos preços da soja em grão, do farelo e do óleo negociados na região de São Paulo. Pesquisadores explicam que esse cenário se deve aos recuos um pouco mais intensos nos valores do farelo e da soja em grão na última semana – o óleo também se desvalorizou, mas de forma leve.
O Cepea também relembra que a demanda por óleo de soja, sobretudo para a produção de biodiesel, segue em expansão tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, contexto que vem sustentando os valores do derivado nos últimos meses. O recente enfraquecimento nos preços domésticos do complexo soja, por sua vez, está atrelado à entrada da safra 2025/26 dos Estados Unidos e à isenção temporária das retenciones (impostos de exportação) na Argentina. Essa medida atraiu importadores para o país vizinho e pressionou as cotações no Brasil e nos Estados Unidos, ainda conforme explicam pesquisadores do Cepea.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: CEPEA
Sustentabilidade
Pesquisa aponta manejo do solo como fator decisivo para a produtividade de soja em anos de pouca chuva

Uma pesquisa desenvolvida no Rio Grande do Sul avaliou a relação entre a umidade do solo e a produtividade da soja ao longo das últimas décadas. O resultado traz aos produtores o alerta de que a restrição hídrica é mais regra do que exceção, enquanto o manejo do solo faz diferença justamente nos anos em que a chuva não é suficiente para expressar todo o potencial produtivo da cultura.
O estudo foi conduzido pela rede técnica cooperativa, que reúne cerca de 30 cooperativas gaúchas, e analisou as safras de soja entre 1986 e 2024, tendo como referência o município de Cruz Alta, no norte do estado, uma das principais regiões produtoras da oleaginosa. A pesquisa serve de base para a adoção de manejos mais eficientes em safras marcadas pela variabilidade climática.
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Foram avaliadas séries históricas de pluviosidade e sua relação direta com a produtividade da soja sob diferentes sistemas de manejo do solo. A análise mostra que, em situações extremas de falta de água, as possibilidades de resposta agronômica são limitadas. No entanto, há um amplo intervalo de anos em que as chuvas ficam abaixo do ideal, mas não chegam a níveis críticos. É justamente nesse cenário intermediário que práticas adequadas de manejo do solo se tornam determinantes.
Segundo Mário Bianchi, pesquisador da RTC/CCGL, sistemas que favorecem o armazenamento de água no perfil do solo apresentam desempenho superior quando comparados a áreas sem manejo conservacionista. “Práticas como a manutenção da cobertura do solo, o uso de palhada de maior persistência e a preservação da estrutura física do solo ajudam a reduzir perdas de umidade e a garantir melhores condições para o desenvolvimento das plantas. Atualmente, porém, a durabilidade dessa cobertura e a qualidade estrutural do solo são, em média, menores do que em décadas passadas”, explica.
O levantamento utilizou dados da estação meteorológica da CCGL, com uma série histórica de aproximadamente 50 anos. Nesse período, apenas 18 safras registraram volumes de chuva superiores a 800 mm durante o ciclo da soja, evidenciando que a limitação hídrica é uma realidade recorrente no estado.
A pesquisa comparou o cultivo em sistema de plantio direto sem rotação de culturas e com rotação, considerando, para o cálculo da pluviosidade da soja, o acumulado de chuvas entre 1º de novembro e 31 de março. “Os resultados reforçam que a frequência de anos com chuvas plenamente adequadas para altas produtividades é baixa, não apenas em Cruz Alta, mas em grande parte do Rio Grande do Sul, o que torna o manejo do solo uma estratégia essencial para garantir maior estabilidade produtiva”, conclui Bianchi.
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Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Aumento pontual da demanda sustenta valor – MAIS SOJA

Os preços do arroz em casca permanecem firmes no Rio Grande do Sul. Segundo pesquisadores do Cepea, os valores são sustentados pela demanda pontual para recomposição de estoques e pela oferta ajustada. O ritmo de negócios, contudo, segue lento. Isso porque ainda se verifica desacordo entre compradores e vendedores em um ambiente de cautela ao longo da cadeia.
Do lado da oferta, pesquisadores do Cepea indicam que o comportamento dos produtores foi heterogêneo. Os agentes mais capitalizados optaram por postergar as vendas, à espera de condições mais favoráveis, enquanto outros direcionaram o cereal ao armazenamento, sobretudo diante da proximidade da safra 2025/26. Do lado da demanda, compradores consultados pelo Cepea ajustaram suas estratégias para garantir o abastecimento, sobretudo em regiões em que a oferta está mais limitada.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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ALGODÃO/CEPEA: Negócios são lentos em janeiro; mas preço médio mensal avança – MAIS SOJA

O ritmo de negócios envolvendo algodão em pluma esteve lento ao longo de janeiro. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário esteve atrelado à retomada gradual das atividades e ao desacordo entre compradores e vendedores ativos quanto aos preços. Pesquisadores do Cepea indicam que produtores estiveram atentos à semeadura e ao desenvolvimento das lavouras da temporada 2025/26, o que reduziu a disposição para vendas.
Do lado comprador, as indústrias seguiram utilizando estoques próprios e/ou volumes já programados, mantendo cautela nas aquisições. Quanto aos preços da pluma, estes se enfraqueceram em alguns momentos do mês, acompanhando a retração das cotações internacionais. No entanto, em boa parte de janeiro, os valores domésticos reagiram, com suporte vindo da postura firme dos vendedores. Assim, o Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) teve média de R$ 3,5101/lp em janeiro, 1,08% acima da de dezembro/25.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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