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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Soja fechou o dia e alta, mas a semana em baixa com taxas na Argentina – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 26/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 26/09

O contrato de soja para novembro fechou em alta de 0,15% ou $ 1,50 cents/bushel, a $1.013,75. A cotação de janeiro encerrou em alta de 0,15% ou $ 1,75 cents/bushel, a $1.033,00. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em alta de 0,07% ou $ 0,20/ton curta, a $ 268,8. O contrato de óleo de soja para outubro fechou em baixa de 0,28% ou $ -0,14/libra-peso, a $ 49,60.

ANÁLISE DA ALTA

A soja negociada em Chicago fechou o dia em alta, mas a semana em baixa. As cotações da oleaginosa conseguiram uma leve recuperação nesta sexta-feira com compras de oportunidade, visto o patamar baixo dos preços da soja. No meio da semana as cotações atingiram o menor valor em 6 semanas. O assunto que dominou os últimos dias foi a retirada temporária das Retenciones, imposto sobre a exportação de grãos na origem da Argentina, com um limite de 7 bilhões de dólares em vendas, o que foi atingido em poucos dias. Este movimento do governo argentino garantiu uma maior originação de grãos e subprodutos para a China, o que reduz ainda mais a janela de vendas da soja para os portos chineses, que normalmente se fecha no começo do ano.

A China está usando a soja como pressão nas negociações sobre as tarifas. Sem comprar grãos dos EUA, a China atinge um dos principais grupos de eleitores de Donald Trump em plena colheita. Com isso a soja em Chicago fechou o acumulado da semana em baixa de -1,15%, ou $ -11,75 cents/bushel. O farelo de soja caiu -5,0%, ou $ -14,1 por tonelada curta. O óleo de soja recuou -0,86%, ou $ -0,43 por libra-peso no período.

Análise semanal da tendência de preços
FATORES DE ALTA
EUA-POSSIBILIDADE DE SAFRA MENOR

O pregão da soja fechou com ligeira alta em Chicago, onde, no entanto, os preços ficaram negativos pela segunda semana consecutiva. A ligeira melhora diária foi influenciada pela possibilidade de os volumes de produção dos EUA ficarem ligeiramente abaixo dos 117,05 milhões de toneladas projetados pelo USDA.

ARGENTINA-FIM DA ALÍQUOTA ZERO NAS EXPORTAÇÕES DO COMPLEXO

O fim da alíquota zero nas tarifas de exportação de soja e derivados da oleaginosa na Argentina, que retornaram a 26% e 24,5%, respectivamente.

FATORES DE BAIXA
EUA-CLIMA ENSOLARADO FAVORECE COLHEITA E AUMENTO DA OFERTA

A melhora foi limitada pelas condições climáticas secas prevalecentes no cinturão soja/milho dos EUA, que favoreceram o rápido progresso da colheita. Além disso, essa situação ocorre na completa ausência de demanda chinesa, o que aumenta a pressão para que o novo grão entre no mercado.

VENDAS ARGENTINAS ATINGIRAM 2,66 MT

Para piorar a situação, após reportar na quarta-feira que compradores chineses haviam garantido 20 embarques de soja argentina, a Reuters informou hoje que “cerca de 40 embarques de soja argentina foram registrados para exportação entre novembro e dezembro durante a suspensão do imposto de exportação, a maioria com destino à China”. Acrescentou que um total de 2,66 milhões de toneladas de soja foram registradas para os embarques de novembro/dezembro mencionados, representando mais de 50% dos 5,1 milhões de toneladas declaradas para venda externa em todos os meses durante o breve período de isenção de impostos.

AMERICANOS CONTINUAM EXCLUÍDOS

O frenesi de compras dos importadores chineses nesta semana foi mais um golpe para os produtores de soja dos EUA, que continuam excluídos das exportações para o principal mercado comprador de soja durante a atual safra, já que as tarifas da guerra comercial tornam sua soja proibitivamente cara para os compradores chineses. “Observando as compras de novembro e dezembro a China reduziu ainda mais sua necessidade de soja dos EUA ao reservar cargas argentinas”, disse um trader de uma empresa internacional que está entre as compradoras de soja argentina, informou a Reuters.

BRASIL-EXPORTAÇÕES MAIORES PARA SETEMBRO

Este fator é baixista para a CBOT e altista para o Brasil, que é o principal fornecedor da demanda chinesa. Em sua revisão semanal de estimativas, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) reduziu o volume de exportações de soja em setembro de 7,53 para 7,15 milhões de toneladas, número que permaneceu abaixo dos 8,12 milhões de toneladas de agosto, mas bem acima dos 5,16 milhões de toneladas do nono mês de 2024. Em relação ao farelo de soja, a previsão para as exportações no mês corrente foi ajustada de 2,19 para 2,10 milhões de toneladas, ante 1,97 milhão no mês anterior e 1,62 milhão no mesmo mês do ano passado.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

O post Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços apareceu primeiro em Canal Rural.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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