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21 de setembro de 2026

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Nova Feira do Peixe do Praeirinho terá boxes padronizados e será gerida por associação

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Após décadas de disputas judiciais, 22 famílias ganham segurança legal para trabalhar. Prefeito apresentou a planta da obra nesta terça-feira (4)

A Prefeitura de Cuiabá apresentou a planta e o projeto da nova Feira do Peixe do Praeirinho aos feirantes. A reunião ocorreu no gabinete do prefeito Abilio Brunini e marcou a apresentação do projeto que vai nortear a construção da nova estrutura, com investimento estimado em cerca de R$ 2 milhões, nesta terça-feira (4).

O projeto prevê boxes padronizados, banheiros, depósito, área administrativa e espaços que facilitam a circulação de clientes e comerciantes. Durante o encontro, os feirantes conheceram a proposta e sugeriram ajustes para adequar a estrutura às necessidades de quem trabalha no local.

Ao apresentar o projeto, o prefeito Abilio Brunini destacou que a participação dos feirantes é fundamental para aperfeiçoar a proposta. “Queremos construir uma feira que atenda às necessidades de quem trabalha aqui. O projeto pode receber ajustes para garantir um espaço mais organizado, funcional e adequado aos permissionários e à população”, disse.

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O prefeito também informou que a intenção é conceder o uso da estrutura à associação dos feirantes, que ficará responsável pela administração e manutenção do espaço.

Além dos feirantes, participaram da reunião o secretário adjunto de Ordem Pública, Max Aguiar, e os vereadores Coronel Dias, Wilson Kero Kero e Samantha Iris.

Regularização encerra impasse histórico e garante futuro da atividade

A construção da nova Feira do Peixe do Praeirinho representa a etapa mais importante de um processo de regularização de uma atividade tradicional que, há décadas, convivia com insegurança jurídica e ausência de uma estrutura adequada. Ao longo de diferentes administrações, a comercialização de pescado permaneceu sem uma solução definitiva, acumulando problemas relacionados às exigências sanitárias, ambientais e de ordenamento urbano, além de sucessivos questionamentos jurídicos sobre a permanência dos comerciantes no local.

Neste ano, a gestão do prefeito Abilio Brunini iniciou a construção de uma solução técnica e legal para encerrar o impasse. Em diálogo com os 22 comerciantes, secretarias municipais, órgãos de fiscalização e a Procuradoria Geral do Município, foram elaborados um decreto regulamentando a atividade e um projeto de lei que reconheceu o modo tradicional de preparo do pescado no Praeirinho como Patrimônio Cultural Imaterial de Cuiabá.

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As medidas permitiram estabelecer regras para a manipulação e comercialização dos peixes, garantindo o cumprimento das normas sanitárias e ambientais sem comprometer a continuidade da atividade econômica das famílias que dependem do local. O processo também contribuiu para superar disputas judiciais que se arrastavam em torno da permanência dos comerciantes e abriu caminho para a implantação da nova feira, projetada para oferecer infraestrutura adequada, segurança alimentar, melhores condições de trabalho e atendimento à população.

Com a nova estrutura, a Prefeitura busca consolidar uma solução definitiva para uma tradição que integra a cultura cuiabana, assegurando segurança jurídica aos permissionários e preservando uma atividade que atravessa gerações.

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Professora Mazé defende expansão de escolas cívico-militares e prioridade à alfabetização em MT

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Candidata a deputada estadual pelo PL, educadora afirmou ao O LIVRE que pretende ampliar o apoio aos professores, garantir a aplicação eficiente dos recursos da educação e fortalecer a presença feminina na política

A candidata a deputada estadual Professora Mazé (PL) defendeu a expansão do modelo cívico-militar em Mato Grosso e apresentou a alfabetização como uma de suas prioridades para a educação pública. Em entrevista ao O LIVRE, ela também falou sobre segurança, uso da tecnologia nas escolas e participação feminina na política.

Maria José de Oliveira Arruda construiu uma trajetória de quase três décadas no ensino público. Natural de Goiatuba (GO), mudou-se ainda adolescente para Cuiabá, formou-se em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e possui mestrado e doutorado em Educação.

Alfabetização e apoio aos estudantes

Mazé afirmou que suas propostas abrangem todas as etapas da educação, da primeira infância ao ensino médio. Para a candidata, os problemas de aprendizagem precisam ser analisados além da sala de aula, com a participação de diferentes profissionais.

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“Precisamos entender por que esse aluno não aprende. Se é uma questão da família, se não tem auxílio, se vive em um ambiente tóxico ou se possui algum problema de acesso à escola. Tudo tem que ser medido”, declarou.

Segundo a professora, as dificuldades de alfabetização identificadas na rede estadual também exigem diálogo com os municípios, responsáveis pelas primeiras etapas do ensino. Ela defendeu a criação de uma rede de apoio capaz de acompanhar as condições familiares, sociais e pedagógicas dos estudantes.

Dinheiro da educação na educação

A candidata também prometeu fiscalizar a aplicação dos recursos destinados ao setor. Segundo Mazé, o dinheiro disponível deve ser usado de maneira eficiente e permanecer vinculado às necessidades das escolas.

“A minha meta é fazer com que o dinheiro da educação volte para a educação da maneira mais eficaz e não seja desviado. O que muda o mundo é a educação, e o futuro depende da educação dos jovens”, afirmou.

Escolas cívico-militares

Ao ser questionada sobre os colégios militares e cívico-militares, Mazé manifestou apoio ao modelo e defendeu a abertura de novas unidades em Mato Grosso. Atualmente, ela atua no Colégio Estadual Militar Presidente Médici.

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Para a candidata, a organização e o respeito aos professores são indispensáveis para que as escolas cumpram sua principal função: transmitir conhecimento e preparar os estudantes para a vida profissional.

“Se não houver ordem em uma escola, se o professor não for respeitado e não existir uma organização eficaz, o conhecimento não acontece. A escola é um lugar para obter conhecimento científico, educar para a vida e preparar para o mercado de trabalho”, disse.

Mazé argumentou que a presença de profissionais responsáveis pela disciplina e pelo acompanhamento dos alunos permitiria que os professores se concentrassem no ensino. Ela também mencionou o adoecimento de educadores e os conflitos que ocorrem fora da sala de aula.

“O professor hoje está adoecido. Na sala, ele cuida de 30 alunos, mas também existem os conflitos no recreio e os problemas que os estudantes trazem de casa. Um aparato de pessoas qualificadas para oferecer esse suporte seria muito importante”, declarou.

Segundo a candidata, os resultados obtidos pelos colégios militares justificam a expansão do modelo. “Eu acredito porque é um modelo que tem dado certo. Os resultados são positivos”, afirmou.

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Tecnologia e celular em sala de aula

A professora também criticou o uso inadequado de celulares e outros equipamentos eletrônicos no ambiente escolar. Para ela, a tecnologia pode contribuir com o ensino, mas alunos e professores ainda precisam de preparação para utilizá-la adequadamente.

Mazé citou os Chromebooks distribuídos pelo Estado e afirmou que alguns estudantes acessam conteúdos sem relação com as aulas. Ela avaliou que a formação dos professores também precisa acompanhar as mudanças tecnológicas.

“O professor não está preparado para lidar com essa tecnologia de maneira que ensine e cative o aluno. Isso passa também pela formação oferecida pelas universidades”, afirmou.

Segurança pública

Na área da segurança, Mazé defendeu o aumento do efetivo e relacionou a violência enfrentada pelas comunidades à realidade observada dentro das escolas. Segundo ela, alguns estudantes convivem com pais presos ou envolvidos com atividades criminosas.

A candidata também chamou a atenção para novas ameaças trazidas pelo ambiente digital, como os jogos de apostas. Para ela, a falta de orientação sobre o uso da internet tem provocado prejuízos à educação e às famílias.

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Mulheres na política

Ao falar sobre suas expectativas eleitorais, Mazé afirmou que as mulheres precisam ocupar efetivamente os espaços de decisão. Ela se apresentou como conservadora e disse acreditar na possibilidade de conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

“Eu sou uma mulher conservadora e vim de um lugar muito distante para chegar aonde cheguei. Sou candidata, estou na concorrência e tenho possibilidades”, declarou.

Mazé também questionou a cota partidária mínima de 30% para candidaturas femininas. Segundo ela, as mulheres já contribuem em igualdade de condições com os homens e precisam deixar de exercer apenas funções auxiliares.

“Não sou feminista, sou feminina. Nós auxiliamos os homens, mas agora não queremos ser apenas auxiliares. Queremos participar efetivamente e estar nos lugares de poder”, concluiu.

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Agro Mato Grosso

Entenda por que os combustíveis estão mais caros em Mato Grosso

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Quem abasteceu o carro nas últimas semanas percebeu que os combustíveis ficaram mais caros em Mato Grosso. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), a alta ocorre em meio à pressão sobre diferentes etapas da cadeia de abastecimento, influenciada pelo preço do petróleo, pelos custos do etanol e por dificuldades no fornecimento de diesel.

Os principais fatores apontados pelo setor são:

  • Disparada do barril de petróleo no mercado internacional, afetando diretamente os custos na origem;
  • Encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, aliado ao aumento do preço do açúcar no mercado externo, o que pressiona os custos do etanol;
  • Aumento do percentual obrigatório de etanol na gasolina A;
  • Redução drástica das importações de óleo diesel, gerando gargalos severos no suprimento nacional.

O movimento também aparece nos dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Entre 13 e 19 de setembro, a média em Cuiabá do litro da gasolina comum chegou a R$ 6,97etanol ficou na média de R$ 4,17 na capital, enquanto o diesel S-10 pode ser encontrado por R$ 7,57.

Mas por que o preço aumenta nas bombas?

1. Alta do petróleo no mercado internacional

Segundo o sindicato, o preço do petróleo é um dos principais componentes da formação dos preços dos combustíveis. Quando as cotações internacionais sobem, os custos de aquisição e importação de derivados também podem aumentar.

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No caso do diesel, a pressão tem sido maior. Segundo dados divulgados pela ANP, o preço do produto avançou na última semana pesquisada para R$ 6,65 na média nacional.

2. Etanol mais caro pressiona a gasolina

Outro fator apontado pelo Sindipetróleo-MT é o preço do etanol. O biocombustível é utilizado na composição da gasolina vendida nos postos e, por isso, alterações no preço do etanol podem influenciar o custo da gasolina.

Desde 1º de agosto, a gasolina comercializada no país passou a ter 32% de etanol na mistura, contra 30% anteriormente. Em setembro, o governo autorizou o início dos testes para aumentar a mistura de etanol na gasolina comum, chegando a 35%

O sindicato também aponta o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste e a valorização do açúcar no mercado externo como fatores que pressionam os custos do etanol.

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3. Diesel e dificuldades de abastecimento

O Sindipetróleo-MT afirmou ainda que houve redução nas importações de óleo diesel, provocando dificuldades no suprimento e restrições no atendimento de pedidos às distribuidoras.

🔎 O diesel é especialmente importante para Mato Grosso, onde é utilizado em larga escala no transporte de cargas e nas atividades do agronegócio.

4. Quem define o preço na bomba?

preço pago pelo consumidor não é formado apenas pelo valor cobrado pelo produtor ou importador. A cadeia envolve diferentes etapas, como produção ou importação, refino, distribuição, transporte e revenda.

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O Sindipetróleo-MT apontou que os postos não são responsáveis pela formação dos preços e atuam como o último elo da cadeia, repassando os custos recebidos das distribuidoras.

5. O que diz o Sindipetróleo-MT?

Em nota divulgada nesta semana, o sindicato afirmou que os aumentos recebidos pelos postos são consequência de fatores que ocorrem antes da chegada do combustível à revenda.

A entidade também criticou cobranças direcionadas exclusivamente aos postos durante o período eleitoral e defendeu que eventuais fiscalizações sobre a formação de preços alcancem todos os elos da cadeia.

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Ignorou jornalistas: Após evento fechado, Gilmar sai sem responder a jornalistas em Cuiabá

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Ministro do STF afirmou que precisava ir ao aeroporto e deixou o local sem conceder entrevista

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), evitou responder às perguntas de jornalistas após participar de um evento na Justiça Federal, em Cuiabá, nesta segunda-feira (21).

Na saída do prédio, o magistrado não concedeu entrevista e justificou que precisava seguir viagem. “Preciso ir ao aeroporto”, limitou-se a dizer antes de deixar o local.

Gilmar esteve na capital mato-grossense para participar do Seminário de Soluções Fundiárias. O encontro reuniu representantes do Poder Judiciário para debater alternativas de mediação e conciliação em conflitos relacionados à posse de terras.

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A visita ocorreu poucos dias depois de um forte embate entre Gilmar Mendes e André Mendonça no plenário do STF. A discussão aconteceu durante a análise de procedimentos envolvendo apurações relacionadas ao entorno do ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master.

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