Connect with us
21 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

VÍDEO: ‘porcos selvagens’ invadem quintal de casa e colocam moradores para correr em MT

Published

on

Um bando com mais de 40 queixadas, conhecidos popularmente como porcos-do-mato ou porcos selvagens, invadiu o quintal de uma casa e assustou os moradores no assentamento Brasil Novo, em Querência, a 912 km de Cuiabá, na última semana. Câmeras de segurança registraram o momento em que os animais entram na propriedade em meio aos latidos dos cachorros e gritos de desespero (assista abaixo).

Apesar da cena impressionante, ninguém ficou ferido e os animais não provocaram danos à propriedade. A dona da casa, Elenice Paes Cardoso, contou que a presença dos queixadas é comum na região, mas nunca havia presenciado uma invasão como essa.

“A gente ficou desesperado, com medo, nunca tinha visto tão de perto”, relatou.

Segundo Elenice, a reação de um dos cachorros pode ter atraído o grupo para dentro do quintal. “Tinha uma cachorra da minha sogra lá que não tem costume com essa espécie. Ela foi para cima e eles vieram”, explicou.

Embora o episódio tenha terminado sem ataques, o desfecho poderia ter sido diferente. De acordo com o biólogo Henrique Abrahão Charles, os queixadas podem reagir de forma agressiva quando se sentem ameaçados, principalmente se estiverem em grandes grupos.

“Podem atacar tanto cachorro quanto pessoas. Não é bom ficar no caminho, não. Podem inclusive matar outros animais caso haja conflito”, alertou.

O tamanho do bando também chamou atenção. Conforme o especialista, os queixadas vivem em grupos numerosos, normalmente com cerca de 50 indivíduos, mas há registros de bandos que ultrapassam 200 animais.

Advertisement

''Porcos selvagens' invadem quintal de casa e colocam moradores para correr em MT — Foto: Reprodução

”Porcos selvagens’ invadem quintal de casa e colocam moradores para correr em MT — Foto: Reprodução

Queixadas não são porcos

Apesar de serem conhecidos popularmente como porcos-do-mato ou porcos selvagens, os queixadas (Tayassu pecari) não pertencem à mesma família dos porcos. Eles são mamíferos da família dos taiaçuídeos, grupo nativo das Américas, assim como os catetos.

A espécie possui pelagem escura, com uma característica faixa esbranquiçada na região do queixo, pesa cerca de 30 quilos e ocorre em praticamente todo o território brasileiro. Para sobreviver, depende de grandes áreas contínuas de vegetação preservada, que podem chegar a sete mil hectares, além da presença de riachos e matas.

Espécie enfrenta risco de desaparecimento

 

O queixada ( Tayassu pecari ) é uma espécie encontrada na América Central e do Sul e o único membro do gênero Tayassu. — Foto: Projeto Hapia/Carlos Tuyama

O queixada ( Tayassu pecari ) é uma espécie encontrada na América Central e do Sul e o único membro do gênero Tayassu. — Foto: Projeto Hapia/Carlos Tuyama

Embora ainda seja encontrada em diferentes regiões do Brasil, a população de queixadas vem diminuindo devido à destruição do habitat provocada pelo desmatamento, queimadas e pela caça ilegal para comercialização da carne.

Há alguns anos, a espécie está classificada como “Criticamente em Perigo” na Mata Atlântica, “Em Perigo” no Cerrado e “Vulnerável” no Brasil, conforme avaliações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

VIDEO:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Advertisement

Um post compartilhado por MTMais Noticias (@mtmaismt)

Continue Reading
Advertisement

Agro Mato Grosso

Entenda por que os combustíveis estão mais caros em Mato Grosso

Published

on

Quem abasteceu o carro nas últimas semanas percebeu que os combustíveis ficaram mais caros em Mato Grosso. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), a alta ocorre em meio à pressão sobre diferentes etapas da cadeia de abastecimento, influenciada pelo preço do petróleo, pelos custos do etanol e por dificuldades no fornecimento de diesel.

Os principais fatores apontados pelo setor são:

  • Disparada do barril de petróleo no mercado internacional, afetando diretamente os custos na origem;
  • Encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, aliado ao aumento do preço do açúcar no mercado externo, o que pressiona os custos do etanol;
  • Aumento do percentual obrigatório de etanol na gasolina A;
  • Redução drástica das importações de óleo diesel, gerando gargalos severos no suprimento nacional.

O movimento também aparece nos dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Entre 13 e 19 de setembro, a média em Cuiabá do litro da gasolina comum chegou a R$ 6,97etanol ficou na média de R$ 4,17 na capital, enquanto o diesel S-10 pode ser encontrado por R$ 7,57.

Mas por que o preço aumenta nas bombas?

1. Alta do petróleo no mercado internacional

Segundo o sindicato, o preço do petróleo é um dos principais componentes da formação dos preços dos combustíveis. Quando as cotações internacionais sobem, os custos de aquisição e importação de derivados também podem aumentar.

Advertisement

No caso do diesel, a pressão tem sido maior. Segundo dados divulgados pela ANP, o preço do produto avançou na última semana pesquisada para R$ 6,65 na média nacional.

2. Etanol mais caro pressiona a gasolina

Outro fator apontado pelo Sindipetróleo-MT é o preço do etanol. O biocombustível é utilizado na composição da gasolina vendida nos postos e, por isso, alterações no preço do etanol podem influenciar o custo da gasolina.

Desde 1º de agosto, a gasolina comercializada no país passou a ter 32% de etanol na mistura, contra 30% anteriormente. Em setembro, o governo autorizou o início dos testes para aumentar a mistura de etanol na gasolina comum, chegando a 35%

O sindicato também aponta o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste e a valorização do açúcar no mercado externo como fatores que pressionam os custos do etanol.

Advertisement

3. Diesel e dificuldades de abastecimento

O Sindipetróleo-MT afirmou ainda que houve redução nas importações de óleo diesel, provocando dificuldades no suprimento e restrições no atendimento de pedidos às distribuidoras.

🔎 O diesel é especialmente importante para Mato Grosso, onde é utilizado em larga escala no transporte de cargas e nas atividades do agronegócio.

4. Quem define o preço na bomba?

preço pago pelo consumidor não é formado apenas pelo valor cobrado pelo produtor ou importador. A cadeia envolve diferentes etapas, como produção ou importação, refino, distribuição, transporte e revenda.

Advertisement

O Sindipetróleo-MT apontou que os postos não são responsáveis pela formação dos preços e atuam como o último elo da cadeia, repassando os custos recebidos das distribuidoras.

5. O que diz o Sindipetróleo-MT?

Em nota divulgada nesta semana, o sindicato afirmou que os aumentos recebidos pelos postos são consequência de fatores que ocorrem antes da chegada do combustível à revenda.

A entidade também criticou cobranças direcionadas exclusivamente aos postos durante o período eleitoral e defendeu que eventuais fiscalizações sobre a formação de preços alcancem todos os elos da cadeia.

Advertisement
Continue Reading

Agro Mato Grosso

MT responde por 15,6% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do país

Published

on

Estimativa do Mapa aponta VBP de R$ 218,2 bilhões para Mato Grosso; soja, milho e pecuária estão entre os principais componentes do resultado nacional

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Resistência de Diabrotica virgifera reduz eficácia do refúgio no milho Bt

Published

on

Estudo aponta herança não recessiva da resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 e custos de aptidão na praga

A resistência de Diabrotica virgifera virgifera ao milho Bt que expressa as proteínas Gpp34/Tpp35Ab1 é herdada de forma não recessiva. Segundo os autores, isso provavelmente reduz a capacidade da estratégia de refúgio de retardar a evolução da resistência e aumenta o risco de que ela ocorra. Pesquisadores da Iowa State University e do USDA-ARS avaliaram duas linhagens de laboratório, DBQ e WAT, derivadas de populações de campo com resistência evoluída e comparadas com uma linhagem suscetível de fundo genético semelhante.

Os valores de dominância genética (h) foram de 0,76 na DBQ e de 0,72 na WAT. Em ambas as linhagens, os heterozigotos sobreviveram no milho Bt significativamente mais que os suscetíveis, embora menos que no milho não Bt. A WAT apresentou resistência completa, sem diferença significativa de sobrevivência entre milho Bt e não Bt, enquanto a DBQ apresentou resistência incompleta. As razões de resistência foram de 124 para a WAT e de 38 para a DBQ.

O trabalho também identificou custos de aptidão associados à resistência, medidos em milho não Bt e em indivíduos homozigotos resistentes. Os percentuais abaixo são reduções relativas em comparação com a linhagem suscetível. Na DBQ, as fêmeas produziram 44,4% menos ovos viáveis (efeito significativo, mas de margem estreita: P = 0,044 em teste unicaudal), e nenhum outro custo foi detectado.

Na WAT, a sobrevivência até a fase adulta foi 17,1% menor, o desenvolvimento durou 2,81% mais e a largura da cápsula cefálica (indicador de tamanho corporal) foi 0,81% menor. Esses custos podem contrabalançar em parte o efeito da herança não recessiva, ao selecionar contra os alelos de resistência na ausência de pressão do milho Bt. Os autores ressalvam, porém, que os custos, sozinhos, podem não garantir um atraso duradouro da resistência sem refúgios maiores e manejo integrado.

Para reduzir o risco de evolução da resistência, os autores apontam refúgios maiores e abordagens de manejo mais diversificadas. Em locais onde a resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 ainda não está amplamente disseminada, a rotação de culturas e o plantio de milho não Bt também podem aumentar a proporção de insetos suscetíveis na população e retardar a evolução da resistência (doi 10.1002/ps.71301).

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT