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21 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Milho fechou em baixa com colheita nos EUA e vendas na Argentina – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 24/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 24/09

Chicago:  A cotação de dezembro, fechou em baixa de 0,53% ou $ -2,00 cents/bushel, a $424,25. A cotação para março fechou em baixa de 0,45% ou $ -2,00 cents/bushel, a $ 441,00.

ANÁLISE DA BAIXA

O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta quarta-feira. As cotações do cereal caíram com a pressão da colheita, da retirada temporária dos impostos argentinos e o fraco relatório de produção de etanol. O EIA apontou uma redução na produção e um aumento nos estoques de etanol no comparativo semanal. A colheita da grande safra avança nos EUA, mas com relatos de rendimentos menores que os previstos pelo USDA.

A decisão da Argentina de reduzir as taxas de exportação de grãos também afeta o milho, já que o país é o terceiro maior exportador global. A Subsecretaria de Mercados Agroalimentares da Argentina informou que, desde que a redução do imposto de exportação entrou em vigor, declarações juramentadas foram protocoladas para vendas externas 952.500 toneladas de milho, com um valor FOB total de US$ 190.627.500.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: O milho fechou em baixa com mercado de olho no milho argentino

Os principais contratos de milho encerraram em baixa nesta quarta-feira, As cotações do cereal seguiram a queda de Chicago. Com o mercado de olho no milho argentino, devido a retirada temporária das retenciones, o imposto de exportação para os grãos, as cotações futuras seguiram pressionadas, enquanto o mercado físico permanece estável, com o produtor esperando melhores preços para vender.

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A ANEC estima que as exportações de milho 7.610.000 de toneladas em setembro, um aumento de 6,9% em relação à projeção da semana anterior.

OS FECHAMENTOS DO DIA 24/09

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia: o vencimento de novembro/25 foi de R$ 66,12, apresentando baixa de R$ 0,32 no dia e baixa de R$ 1,06 na semana; o vencimento de janeiro/26 foi de R$ 68,98, com baixa de R$ 0,26 no dia e baixa de R$ 1,20 na semana; o contrato de março/26 fechou a R$ 71,84, com baixa de R$ 0,25 no dia e baixa de R$ 1,41 na semana.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-AVANÇO DA COLHEITA AMERICANA (baixista)

O milho está sendo negociado em leve baixa em Chicago. A pressão está sendo exercida pelo progresso da colheita nos EUA, que deve apresentar pelo menos duas semanas de tempo predominantemente seco em áreas agrícolas importantes, o que favoreceria um avanço mais rápido no campo.

EUA-EXPORTAÇÕES E SECA (altistas)

O alto nível de exportações dos EUA e os relatórios persistentes de produtividade não apenas inferiores às previsões do USDA, mas também inferiores às obtidas na temporada
anterior contribuem para o aumento da demanda.

EUA-NOVA VENDA (altista)

Em seus relatórios diários e pelo terceiro dia consecutivo, o USDA confirmou hoje uma nova venda de milho americano 2025/2026 para o México, de 312.956 toneladas. Até o momento, nesta semana, a agência confirmou transações com o principal comprador de milho americano de 733.617 toneladas de milho da temporada atual e 22.354 toneladas da temporada 2026/2027.

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EUA-ETANOL-PRODUÇÃO MENOR (baixista)

O relatório semanal da Administração de Informação de Energia dos EUA não trouxe boas notícias, pois reduziu a produção diária de etanol de 1.055.000 para 1.024.000 barris hoje, um número que ainda permaneceu acima dos 994.000 barris no mesmo período em 2024, enquanto aumentou os estoques de biocombustíveis de 22.602.000 para 23.468.000 barris, um número próximo aos 23.524.000 barris em estoque há um ano.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

El Niño será o pesadelo da soja? Calor de 42°C, veranico e chuva irregular ameaçam safra; saiba onde

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Imagem gerada por IA

O início do plantio da soja na safra 2026/27 exige atenção redobrada dos produtores diante dos efeitos do El Niño sobre o clima brasileiro. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o fenômeno pode favorecer uma combinação de chuva irregular, temperaturas elevadas e eventos meteorológicos mais extremos ao longo do ciclo.

Müller explica que o aquecimento dos oceanos interfere na atmosfera e aumenta a quantidade de vapor de água disponível, elevando também a energia para a formação de eventos meteorológicos mais intensos.

“Se eu tenho mais calor, tenho mais vapor de água indo para a atmosfera, consequentemente, mais energia. E essa energia é toda transferida para, muitas vezes, eventos climáticos mais extremos e com mais frequência”, comenta.

Chuva deve firmar a partir de outubro

Para o Centro-Oeste, Müller aponta que as chuvas devem ganhar força a partir da segunda quinzena de outubro. O cenário é especialmente importante para Mato Grosso, onde parte das áreas produtoras ainda precisa recuperar a umidade do solo.

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“Mato Grosso como um todo não está com reposição íntegra do solo. Precisa chover 100, 150 milímetros para desdar esse mapa de Mato Grosso”, diz.

O meteorologista também destaca que a distribuição da chuva pode ser bastante irregular entre as regiões. Em áreas como Ipiranga do Norte, Sinop e Sorriso, em Mato Grosso, ele identifica uma condição de transição, com diferenças na disponibilidade de precipitação.

Segundo Müller, o produtor precisa acompanhar de perto essa distribuição porque o comportamento das chuvas não será necessariamente uniforme durante o início da safra.

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Novembro acende alerta para veranico e calor

Novembro também exige atenção. Müller comenta que algumas regiões podem enfrentar períodos de veranico, justamente em uma fase importante para o desenvolvimento das lavouras.

Ao mesmo tempo, o Centro-Oeste pode registrar temperaturas muito elevadas. A previsão apresentada pelo meteorologista indica possibilidade de marcas entre 40°C e 42°C em algumas áreas.

A combinação entre calor intenso e períodos de menor precipitação aumenta a atenção sobre a disponibilidade de água no solo durante o estabelecimento das lavouras.

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Sul pode enfrentar excesso de chuva

Enquanto o Centro-Oeste chama atenção pela possibilidade de chuva irregular e temperaturas elevadas, o cenário é diferente no Sul.

Müller aponta possibilidade de excesso de chuva em áreas do Paraná e de Santa Catarina. Já no Norte, a tendência apresentada é de precipitação abaixo da média acompanhada de temperaturas elevadas.

Além das condições para as lavouras, o cenário de chuva no Norte também pode trazer impactos para a logística de transporte de grãos pelo Arco Norte.

O meteorologista também comenta sobre o uso de anos anteriores para tentar antecipar o comportamento climático da safra atual. “O clima nunca é igual. A similaridade é uma ferramenta para você agregar numa explicação oficial de previsão. Mas ela não pode ser levada a ferro e fogo”, afirma.

Por isso, Müller reforça a necessidade de acompanhar a evolução das condições meteorológicas durante o plantio. “De uma forma geral, cautela nesse início de plantio. Chuvas firmando a partir de 15 de outubro”, diz.

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Estresse hídrico pode comprometer

O alerta climático também chama atenção para os possíveis efeitos do estresse hídrico sobre as lavouras. Nesse contexto, Reinaldo Bonnecarrere, vice-presidente da Elicit Plant para Brasil e América Latina, comenta que os impactos do estresse podem começar antes mesmo de os sinais aparecerem de forma evidente na lavoura.

“Quando vemos a folha murchando ou mudando de aspecto, muitas vezes ela já passou por uma série de alterações fisiológicas”, afirma.

Bonnecarrere explica que o impacto não depende apenas da quantidade de chuva, mas também do tempo de duração do período seco e da fase de desenvolvimento em que a planta se encontra.

“Não se trata apenas de ter ou não chuva. É preciso saber quanto tempo dura o intervalo sem precipitação e em que fase a planta está naquele momento”, diz.

Para ele, antecipar a atenção ao estresse é importante porque a retomada das chuvas não necessariamente recupera todo o potencial produtivo perdido pela planta. “Chuva depois do estresse pode recuperar a planta, mas não necessariamente recupera o potencial produtivo que ela perdeu”, afirma.

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Sustentabilidade

Primavera começa com El Niño forte e exige atenção à distribuição das chuvas nas regiões produtoras – MAIS SOJA

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A primavera começa no Brasil no dia 22 de setembro, às 21h05, sob a influência de um El Niño forte, que deve ganhar intensidade nos próximos meses. Para o agronegócio, o ponto de atenção não está apenas no volume acumulado de chuva, mas também em como as precipitações serão distribuídas durante a estação em diferentes regiões produtoras.

“A primavera é um período de grande importância para o agronegócio. Em grande parte das regiões produtoras do país, tem início a semeadura da safra de grãos de verão. Além disso, as chuvas retornam às pastagens em diversas áreas produtoras de carne e leite e ocorre a florada do café, entre outras atividades”, diz Desirée Brandt, sócia-executiva e meteorologista da Nottus.

Segundo a Nottus, empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica para negócios, o cenário traz condições favoráveis para o início da primeira safra em áreas do Sudeste e Centro-Oeste. Por outro lado, exige acompanhamento da regularidade das chuvas e do comportamento do clima ao longo do ciclo agrícola.

A força do El Niño na primavera – O El Niño já está forte no Pacífico equatorial, com temperaturas superiores a 2°C acima da média, e a previsão indica aquecimento adicional nos próximos meses. O último relatório do NOAA aponta que há 98% de probabilidade de o fenômeno atingir nível muito forte ainda em 2026. A Nottus projeta a permanência do El Niño até o outono de 2027.

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A intensidade do fenômeno no Pacífico, porém, não determina de forma uniforme o comportamento da chuva no Brasil. No país, os efeitos variam conforme a região e podem incluir excesso de precipitação no Sul, além de maior irregularidade das chuvas em áreas do Sudeste e Centro-Oeste.

Início de safra favorável, com atenção para a safrinha – No Sudeste e no Centro-Oeste, a expectativa é de chuvas que podem superar a média em determinados períodos da primavera. O comportamento favorece o início da primeira safra, com condições de precipitação para culturas como soja e algodão. Porém, caso a estação chuvosa termine mais cedo, o milho de segunda safra pode enfrentar condições menos favoráveis. Por isso, além do volume acumulado, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo será determinante para o planejamento das lavouras.

Excesso de chuva no Sul – A previsão indica chuva acima da média e volumes expressivos durante a primavera no Sul. Os maiores acumulados tendem a se concentrar em Santa Catarina e Paraná, que já registram elevados volumes de precipitação. O excesso de chuva pode chegar a localidades de São Paulo e Mato Grosso do Sul, aumentando a atenção nas áreas agrícolas mais ao sul do Sudeste e do Centro-Oeste.

O Rio Grande do Sul também permanece no radar, diante da possibilidade de eventos extremos. A previsão, no entanto, aponta que as chuvas mais intensas devem se concentrar em Santa Catarina e Paraná.

Maior irregularidade no Matopiba e em áreas do Norte – No sentido oposto, o Matopiba, formado por áreas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e o centro-leste do Pará estão entre as regiões que exigem mais atenção. A previsão é de chuva abaixo da média no Nordeste, no norte de Minas Gerais e em parte do Norte durante novembro. Em áreas do norte de Minas Gerais e de Goiás e no nordeste de Mato Grosso, especialmente no Vale do Araguaia, o cenário não é de ausência de chuva, mas de maior irregularidade em comparação com outras áreas do Sudeste e Centro-Oeste.

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Chuva e calor exigem acompanhamento durante a estação – A primavera será marcada por temperaturas elevadas. As ondas de calor mais intensas e duradouras devem se concentrar no Norte e Nordeste, enquanto Sudeste e Centro-Oeste tendem a registrar médias acima do normal, com períodos de calor intenso menos prolongados.

Em novembro, a previsão indica chuva forte e risco de eventos extremos entre o Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul, enquanto as precipitações se espalham pelo Sudeste, Centro-Oeste, Acre, Rondônia e Amazonas. Em dezembro, o El Niño permanece atuante, mantendo as condições para chuvas e ventos fortes no Sul e nas áreas mais ao sul do Sudeste e do Centro-Oeste.

Para o agronegócio, o cenário reforça a necessidade de acompanhar a distribuição das chuvas durante toda a estação, considerando as características de cada região e o estágio das culturas. A evolução das condições meteorológicas pode interferir nas diferentes etapas das próximas safras, desde o início do plantio até o desenvolvimento das lavouras.

Sobre a Nottus

A Nottus é uma empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica para negócios. Com equipe altamente qualificada, traduz o grande volume de dados sobre fenômenos climáticos em boletins analíticos claros e objetivos, com informações direcionadas aos interesses de seus clientes. A Nottus avalia e consolida referências dos principais modelos de previsão meteorológica, como os americanos Global Ensemble Forecast System (GEFS), Global Forecast System (GFS) e Climate Forecast System (CFS) e o modelo europeu European Centre for Medium-Range Weather Forecasts (ECMWF), e também dados detalhados de monitoramento climático do Brasil para entregar soluções confiáveis e acessíveis ao público, valendo-se de tecnologia de ponta, análise de dados, machine learning e outras técnicas de inteligência artificial, e também do olhar experiente e acurado de seus especialistas.

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Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Plantio de soja terá menor avanço de área em 20 anos, aponta Pátria Agronegócios

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Imagem gerada por IA

O plantio de soja da safra 2026/27 começou no Brasil e já alcança 0,73% da área total, segundo levantamento da Pátria Agronegócios divulgado em 18 de setembro. O ritmo está acima do registrado no mesmo período de 2025, quando 0,64% da área havia sido semeada, e também supera os 0,70% observados em 2024.

Apesar do avanço, o plantio ainda está em estágio inicial. Na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 0,36% para este mesmo período, o percentual atual representa um ritmo mais acelerado.

Segundo a Pátria, os trabalhos de campo começaram principalmente no Paraná e em Mato Grosso, dois dos principais estados produtores de soja do país.

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Crescimento de área

A Pátria Agronegócios destaca que a nova safra começa com a expectativa de um dos menores crescimentos de área dos últimos 20 anos.

O levantamento inicial da consultoria aponta incremento de apenas 370 mil hectares na área cultivada com soja nesta temporada. A estimativa reforça a perspectiva de uma expansão mais limitada da área plantada no ciclo 2026/27.

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