Sustentabilidade
Regulamentação dos bioinsumos: ANPII Bio defende critérios técnicos claros e simplificação dos registros para incentivar inovação e indústria nacional – MAIS SOJA

Sancionada em dezembro de 2024, a Lei dos Bioinsumos (Lei nº 15.070) abriu um novo capítulo para a agricultura sustentável no Brasil, mas sua efetividade depende da regulamentação – atualmente em elaboração por meio de um Grupo de Trabalho (GT) instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Única entidade da indústria dedicada exclusivamente aos bioinsumos a integrar formalmente o GT do MAPA, a ANPII Bio (Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos) atua para garantir que o marco legal seja estruturado em pilares que conciliem rigor técnico, segurança e estímulo à inovação. Para isso, defende uma regulamentação baseada em ciência e risco proporcional, que reduza burocracias e agilize o acesso de novos produtos ao mercado, além do reconhecimento da multifuncionalidade dos bioinsumos, controle de qualidade adaptado à natureza de cada produto, fiscalização equilibrada e incentivos fiscais e tributários para fortalecer a indústria nacional.
Por meio de um arcabouço regulatório claro e moderno, sustenta que o país se aproxima das melhores práticas internacionais, fortalece a competitividade da indústria nacional e acelera a expansão do setor, que movimentou R$ 5,7 bilhões na última safra e deve crescer 60% até o fim da década. “É fundamental que os recursos sejam aplicados em pesquisa, expansão tecnológica e comercialização, e que a produção industrial e ‘on-farm’ possam coexistir de forma ordenada e supervisionada, fortalecendo a competitividade do setor. Além disso, os incentivos fiscais previstos pela lei são fundamentais para atrair investimentos e fomentar a pesquisa. Essa é a chave para ganharmos escala e competitividade, posicionando as empresas brasileiras de bioinsumos na liderança global deste mercado”, afirma Júlia Emanuela de Souza, diretora de relações institucionais da ANPII Bio.
“O principal desafio neste momento é criar um regulamento que facilite e amplie a adoção dos bioinsumos pelos agricultores. Com o aumento da demanda, o setor poderá se consolidar, mas surgem novos pontos de atenção: a necessidade de inovação constante, a oferta de produtos seguros, eficazes e de qualidade, e a ampliação da capacitação técnica e do acesso a informações qualificadas sobre produção e uso desses insumos”, complementa Marcus Coelho, que está à frente da Coordenação de Bioinsumos e Novas Tecnologias do Departamento de Apoio à Inovação para Agropecuária (CORBIO/DIAGRO) do MAPA.
Atuação no processo regulatório – Em 2024, a ANPII Bio teve papel decisivo na aprovação da Lei dos Bioinsumos. Atualmente, como integrante do GT do MAPA, concentra seus esforços na elaboração de uma proposta de regulamentação ancorada em três eixos principais: especialização técnica setorial, representatividade da cadeia produtiva completa e abordagem proativa no diálogo com o poder público.
Com foco exclusivo em bioinsumos, representa desde startups de base tecnológica até empresas internacionais de grande porte, reunindo experiência que vai da microbiologia aplicada às regras de registro de diferentes categorias, incluindo insumos biológicos para uso animal – uma área ainda em expansão que exige conhecimento especializado. O trabalho da entidade se concretiza na elaboração de minutas de normativas, notas técnicas e estudos de impacto encaminhados ao poder público, aliado ao diálogo direto com MAPA, ANVISA e IBAMA, a fim de propor normas viáveis e baseadas em evidências.
“A ANPII Bio tem trazido importantes contribuições técnicas, com destaque nas discussões sobre bioinsumos para a pecuária. A decisão do MAPA de envolver as entidades tem se mostrado acertada, considerando a diversidade dos bioinsumos e o trabalho de identificação e categorização detalhada dessas tecnologias, em que o conhecimento prático das associações é essencial para garantir clareza e aplicabilidade ao marco regulatório”, ressalta o coordenador do CORBIO/DIAGRO do MAPA.
Eixos estratégicos – Dentre os eixos estratégicos que a entidade defende, está uma regulamentação baseada em ciência e risco proporcional, evitando exigências genéricas que atrasam o avanço tecnológico sem trazer ganhos efetivos em confiabilidade. Além disso, propõe a aceitação de dados internacionais quando compatíveis e a criação de regras que reconheçam a flexibilidade dos bioinsumos, tanto no registro de produtos quanto na validação de metodologias desenvolvidas por especialistas.
Com isso, articula para que o ambiente regulatório seja inovador e seguro para produtores, consumidores e meio ambiente. No campo de avaliação toxicológica, por exemplo, a entidade reforça o alinhamento com os critérios da ANVISA, que preconiza dossiês técnicos e análises baseadas em normas internacionais de padronização e rotulagem, garantindo que os riscos sejam claros e compreensíveis – um princípio basilar da avaliação da segurança à saúde humana, que se dá por meio da caracterização e classificação do perigo.
“A atuação da ANPII Bio tem sido relevante ao organizar e apresentar de forma estruturada as demandas do setor produtivo. Considerando que os bioinsumos fitossanitários possuem processos produtivos complexos e suscetíveis a variações biológicas, essas medidas são indispensáveis. Por meio da participação colaborativa, o marco legal deve ser guiado por critérios técnicos que aliem segurança, incentivo à inovação e previsibilidade ao setor”, afirma Marina de Aguiar, responsável pela Gerência de Avaliação de Segurança Toxicológica (Geast), unidade vinculada à Gerência Geral de Toxicologia (GGTOX) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Outro eixo defendido é o reconhecimento da multifuncionalidade dos produtos biológicos, permitindo registros únicos para bioinsumos com diferentes funções agronômicas. Quanto ao controle de qualidade, ele deve ser adaptado às especificidades da produção industrial e da produção “on-farm”, esta última com protocolos simplificados, mas que respeitem critérios mínimos, como presença de responsável técnico e regras claras para uso próprio. Complementarmente, defende proteção jurídica e previsibilidade regulatória, com registros de validade indeterminada desvinculados da marca comercial, além de uma legislação que fortaleça a produção nacional, a competitividade e novas tecnologias, por meio de incentivos fiscais, proteção de dados por dez anos e retorno sobre investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).
“Por meio desses pilares, não queremos criar barreiras, mas abrir caminhos: para produtores, agrônomos e consultores, distribuidores e, acima de tudo, para a sociedade, que se beneficia de alimentos mais seguros, saudáveis e sustentáveis. Nosso objetivo é que os bioinsumos sejam reconhecidos como soluções confiáveis, acessíveis e transformadoras para toda a cadeia”, continua a porta-voz da ANPII Bio.
Produtos multifuncionais – Os bioinsumos são produtos naturais derivados de microrganismos, plantas, animais e outros compostos orgânicos, com modos de ação complexos que muitas vezes combinam diferentes funções agronômicas. Um mesmo microrganismo, por exemplo, pode atuar como bioestimulante, aumentando a resistência a estresses abióticos, e como biodefensivo, controlando pragas e doenças. Essa multifuncionalidade permite que um único produto impacte a planta de várias formas simultaneamente. Sem uma legislação que permita o registo único para produtos multifuncionais, as empresas podem ser obrigadas a registrar cada função separadamente – o que gera burocracia, custos e atrasos no acesso ao mercado, sem ganhos reais de segurança.
“Por isso, desde que o bioinsumo comprove eficácia e mantenha rastreabilidade e controle de qualidade, defendemos o registro único. Para os produtores, isso significa acesso mais rápido a soluções completas, eficientes e de menor custo operacional. Esses produtos são, ao mesmo tempo, um diferencial e um desafio regulatório: bem regulados, impulsionam crescimento e desenvolvimento; mal regulados, viram entraves. Por isso, esse é um ponto essencial da regulamentação”, ressalta Júlia.
Controle de qualidade e produção “on-farm” – O controle de qualidade é outro pilar crítico. A ANPII Bio defende que as exigências sejam proporcionais ao risco e adaptadas a cada tipo de produto, diferenciadas por ativo, como microrganismo, macrorganismo ou substância, e que metodologias alternativas validadas pelas empresas sejam aceitas quando não houver método oficial. Para a produção industrial, defende rastreabilidade total e controle de lote. Já em biofábricas que manipulam ativos não microbianos ou comunidades microbianas de povos e comunidades tradicionais, com histórico seguro de uso, propõe regras que não exijam equipamentos complexos, cujo custo inviabilizaria atividades de baixo risco.
Na produção “on-farm”, defende protocolos simplificados, mas com critérios básicos de qualidade e segurança. Isso inclui o uso de cepas rastreáveis de bancos de germoplasma credenciados pelo MAPA, inóculos comerciais já registrados ou microrganismos constantes em uma lista positiva previamente aprovada pelo órgão, além da presença de responsável técnico e normas para transporte e armazenamento, garantindo qualidade microbiológica e evitando contaminações. O modelo deve ser restrito ao uso próprio, sem comercialização, para preservar padrões de qualidade e direitos de propriedade intelectual. “Acreditamos que a produção ‘on-farm’ pode coexistir com a industrial, desde que limitada ao uso próprio e supervisionada tecnicamente. Incentivamos pequenos produtores a se organizarem em cooperativas, compartilhando responsável técnico e infraestrutura, a fim de viabilizar a produção em conformidade com a regulamentação”, explica Júlia.
Um marco para a agricultura sustentável – A chamada ‘revolução dos bioinsumos’ tem transformado a agricultura brasileira, trazendo mais sustentabilidade, produtividade e inovação ao campo. Nesse cenário, a aprovação da Lei dos Bioinsumos foi um marco essencial, criando as bases para um setor mais moderno, estruturado e seguro.
Atualmente, além dos esforços para a regulamentação, o MAPA atua de forma consistente para estimular a inovação aberta no setor, com atenção especial às startups e pequenos negócios, fortalecendo a geração de soluções e a competitividade da indústria nacional. “A criação da Rede de Inovação em Bioinsumos (RIB), que articula universidades, centros de pesquisa, indústria, governo e sociedade civil, tem acelerado a geração de novas soluções e fortalecido os agentes envolvidos. Essa integração é fundamental para atrair investimentos de longo prazo e consolidar o Brasil como referência global nesta nova economia”, reforça Marcus Coelho, coordenador do CORBIO/DIAGRO do MAPA.
Para a ANPII Bio, o momento é histórico. “No âmbito do marco legal, é preciso unir esforços para que essas novas regras avancem de forma eficaz, desburocratizando sem abrir mão da confiabilidade e estimulando a modernização do setor, com uma legislação construída pelo campo, para o campo. Nosso futuro biológico começa hoje”, finaliza Julia Emanuela de Souza, diretora de relações institucionais da entidade.
Sobre a ANPII Bio:
Fundada em 1990, a ANPII Bio sempre teve como missão promover a fixação biológica de nitrogênio e promoção de crescimento vegetal como tecnologias estratégicas para uma agricultura sustentável. Com o tempo, a entidade evoluiu e, em 2024, se alinhando à dinâmica natural do mercado, ampliou o seu escopo e passou a atender também outras categorias de bioinsumos, em meio a um cenário de crescimento no uso, produção e exportação desses produtos, solidificando o Brasil como um dos principais mercados globais de insumos biológicos.
A ANPII Bio, primeira associação representativa de insumos biológicos no Brasil, vem desempenhando um papel crucial na construção de uma legislação moderna e segura junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e outros órgãos reguladores. Isso permite que o setor produtivo ofereça produtos eficientes e inovadores, com biotecnologia de ponta aplicada à agricultura sustentável.
Em parceria com a Embrapa e outras instituições de pesquisa, a entidade viabilizou estudos que diversificaram e expandiram o setor, com mais de 150 empresas desenvolvendo e comercializando bioinsumos que beneficiam agricultores, o meio ambiente e a sociedade. Além disso, sua participação em eventos científicos, feiras agrícolas, espaços de discussão e diversos fóruns relevantes, assim como seu programa gratuito de EAD, tem promovido maior entendimento sobre a tecnologia dos biológicos e contribuído para o desenvolvimento sustentável da agronomia, da agricultura e da economia do Brasil.
Atualmente, conta com 55 empresas associadas, incluindo 30 empresas produtoras e comercializadoras de bioinsumos: Agrivalle, Agripon, Agroceres Binova, Agrocete, Alltech, Alterra, Bioagro, Biocaz, Bio Controle, Bionat, Biosphera, Biota, BRQ, BSS, Elemental Enzymes, Forbio, Gaia, Geoclean, ICL, Indigo, Lallemand, Lynx Biological, Mosaic, Novonesis, Rizobacter, Rovensa Next, Spraytec, Stoller, Syngenta e Valeouro.
Para a entidade, muito já foi feito e há muito o que se fazer para que os insumos biológicos estejam ainda mais presentes na agricultura brasileira e mundial, contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola.
Para mais informações, acesse: www.anpiibio.org.br
Fonte: Assessoria de Imprensa ANPII Bio
Sustentabilidade
Rotação de culturas e manejo das plantas de cobertura influenciam na produtividade da soja – MAIS SOJA

A rotação de culturas pode ser definida como a alternância de espécies vegetais ao longo do tempo, em uma mesma área agrícola, por meio de uma sequência planejada de cultivos distintos, preferencialmente com sistemas radiculares contrastantes, como gramíneas e leguminosas, conduzidas no inverno e/ou no verão. Nesse sistema, cada espécie promove efeitos residuais positivos para o solo, para o ambiente e para a cultura sucessora (Embrapa, 2021).
Considerando que a soja ocupa, em muitos sistemas de produção, o papel de cultura principal, a adoção da rotação com espécies de diferentes famílias e gêneros contribui não apenas para intensificar o uso da terra, mas também para a quebra do ciclo de patógenos biotróficos, pragas e plantas daninhas. Além disso, espécies com elevada produção de matéria seca favorecem a manutenção do sistema plantio direto, atuando diretamente na cobertura do solo.
Adicionalmente, diversas espécies inseridas na rotação possuem valor econômico, contribuindo para o aumento da rentabilidade da atividade agrícola. No entanto, apesar desses e de outros benefícios indiretos, a adoção da rotação de culturas ainda é limitada em algumas regiões, seja por dificuldades operacionais e de implantação, seja pelo desconhecimento dos ganhos indiretos proporcionados, especialmente na cultura da soja.
Rotação de culturas e a produtividade da soja
Estudos de longa duração demonstram que a rotação de culturas impacta diretamente a produtividade da soja, quando comparada a sistemas baseados em soja sob pousio. Ensaios conduzidos pela Fundação ABC, com experimentação iniciada em 1989, indicam que, embora os ganhos variem conforme o ano agrícola e as condições climáticas, a rotação de culturas, de modo geral, resulta em produtividades superiores ao pousio (Joris; Costa; Roscosz Junior, 2025).
Em avaliações mais recentes, considerando dez safras sob rotação, Pengo et al. (2025) observaram que a soja cultivada nesse sistema apresenta produtividade superior em relação ao pousio. Entretanto, o incremento médio varia conforme as culturas incluídas na rotação, podendo atingir ganhos de até 5,1 sc/ha em sistemas que integram soja ou milho com braquiária, em comparação à soja cultivada sem rotação.
Figura 1. Produtividade da cultura da soja em função de diferentes manejos de plantas de cobertura ao longo de 10 ciclos produtivos. Fundação Rio Verde, 2025.
**Mix de Plantas = Brachiaria + Crotalária + Milheto + Nabo;
***Manejo Intercalado = Brachiária (15/16) / Crotalária spectabilis (16/17) / Níger (17/18) / Milho (18/19) / Nabo (19/20) / Sorgo (20/21) / Crotalária ochroleuca (21/22) / Feijão Carioca (22/23) / Milheto (23/24) / Trigo Mourisco (24/25).
Fonte: Pengo et al. (2025)
Os resultados indicam que, independentemente do sistema de cultivo, a rotação de culturas contribui para o aumento da produtividade da soja em sucessão. Contudo, observa-se que determinados arranjos de rotação são mais eficientes em promover ganhos produtivos, aspecto que se torna ainda mais evidente quando analisado em uma única safra.
Conforme demonstrado por Pengo et al. (2025), alguns programas de rotação proporcionam incrementos expressivos de produtividade em comparação ao pousio. Nos ensaios conduzidos pela Fundação Rio Verde na safra 2024/2025, foram registrados aumentos superiores a 20 sc/ha em determinados sistemas de rotação em relação ao pousio (Figura 2), evidenciando que o posicionamento da cultura de cobertura exerce papel sobre a produtividade da soja.
Figura 2. Produtividade da soja em função de diferentes manejos de plantas de cobertura na safra 2024/2025. Fundação Rio Verde, 2025.

**Mix de Plantas = Brachiaria + Crotalária + Milheto + Nabo;
***Manejo Intercalado = Brachiária (15/16) / Crotalária spectabilis (16/17) / Níger (17/18) / Milho (18/19) / Nabo (19/20) / Sorgo (20/21) / Crotalária ochroleuca (21/22) / Feijão Carioca (22/23) / Milheto (23/24) / Trigo Mourisco (24/25).
Fonte: Pengo et al. (2025)
Esse desempenho pode ser atribuído, entre outros fatores, às características fisiológicas das espécies utilizadas na rotação, especialmente aquelas com sistema radicular mais desenvolvido, que atuam de forma significativa na ciclagem de nutrientes, entre outros benefícios supracitados. Confira os resultados completos da Fundação Rio Verde para a safra 2024/2025 clicando aqui!
Veja Mais: Rotação de culturas no plantio direto preserva os estoques de nutrientes do solo

Referências:
EMBRAPA. CONCEITOS E BENEFÍCIOS DA ROTAÇÃO DE CULTURA. Embrapa Soja, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/rotacao-de-culturas/conceitos-e-beneficios-da-rotacao-de-cultura#:~:text=Conceitualmente%20a%20rota%C3%A7%C3%A3o%20de%20culturas%20(Figura%201),do%20monocultivo%20%C3%A9%20fundamental%20a%20presen%C3%A7a%20das >, acesso em: 20/04/2026.
JORIS, H. A. W.; COSTA, E. D.; ROSCOSZ JUNIOR, F. ALTA PRODUTIVIDADE NA SOJA COMELA COM A ROTAÇÃO DE CULTURAS. Fundação ABC, 2025. Disponível em: < https://fundacaoabc.org/wp-content/uploads/2025/07/202507revista-pdf.pdf >, acesso em: 23/10/2025.
PENGO, R. et al. MANEJO DE PLANTAS DE COBERTURA NA SEGUNDA SAFRA: SAFRA 2024/25. Fundação Rio Verde, Resultados de Soja e Milho Ao longo de 10 safras, 2025. Disponível em: < https://fundacaorioverde.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Manejo-de-Plantas-de-Cobertura.pdf >, acesso em: 20/04/2026.

Sustentabilidade
Dólar fraco deve manter mercado brasileiro de milho pressionado – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve voltar a ser pressionado pela fraqueza do dólar frente ao real, que segue abaixo de R$ 5,00, prejudicando a competitividade no cenário exportador. Para piorar, a Bolsa de Mercadorias de Chicago realiza lucros e opera com perdas. Neste cenário, os negócios devem ser escassos no Brasil.
Na sexta-feira, o mercado brasileiro de milho registrou preços mais baixos O dólar fraco pressiona as cotações nos portos e o avanço da colheita em regiões como Minas Gerais e São Paulo pressiona os preços. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, no Centro-Oeste há fraqueza nos valores em função da pressão com o dólar em baixa para as exportações.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 64,00/69,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 63,50/69,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 61,00/63,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 61,00/64,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 66,00/67,50 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 59,00/61,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 57,00/59,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 47,00/49,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, a posição maio/26 recuo 0,27%, cotada a US$ 4,47 1/2 por bushel.
* O mercado recua levemente, pressionado por um movimento de realização de lucros após a alta de quase 1,8% registrada na semana passada.
* Apesar disso, as perdas são contidas pela desvalorização do dólar frente a outras moedas e pela alta do petróleo em Nova York, após os Estados Unidos anunciarem a apreensão de um navio iraniano que tentava romper o bloqueio, enquanto Teerã prometeu retaliação.
CÂMBIO
* O dólar comercial opera com alta de 0,04%, a R$ 4,9853. Dollar Index registra baixa de 0,01% a 98,274 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia fecharam em alta. Xangai, +0,76%. Tóquio, +0,60%.
* As bolsas na Europa operam com índices mais fracos. Paris, -1,18%. Frankfurt, -1,34%. Londres, -0,65%.
* O petróleo opera com preços mais altos. Maio do WTI em NY: US$ 88,38 o barril (+5,40%)
AGENDA
—–Segunda-feira (20/04)
12h00 – Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA
15h00 – Resultado parcial da balança comercial de abril
17h00 – Relatório de condições das lavouras dos EUA – USDA
—-Terça-feira (21/04)
Feriado no Brasil – Dia de Tiradentes
11h – EUA: Comitê do Senado analisa a nomeação de Kevin Warsh para presidente do Federal Reserve
11h30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral
—–Quarta-feira (22/04)
03h00 – Reino Unido (mar): Índice de preços ao produtor (PPI)
03h00 – Reino Unido (mar): Índice de preços ao consumidor (CPI)
11h30 – EUA: Relatório semanal de petróleo (EIA)
—–Quinta-feira (23/04)
09h30 – Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA
15h00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura
15h00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires
16h00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde
—–Sexta-feira (24/04)
16h00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA
Autor/Fonte: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras News
Sustentabilidade
Uso de drones na agricultura cresce mais de 10 vezes no Brasil, com desempenho equivalente à pulverização tradicional – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
O uso de drones tem transformado a agricultura brasileira, impulsionado por ganhos operacionais e avanços na eficiência das aplicações no campo. Dados do Ministério da Agricultura (MAPA) mostram que o número de equipamentos em operação no país saltou de cerca de 3 mil, em 2021, para 35 mil em 2025. Entre os fatores que explicam essa expansão estão os ganhos proporcionados pela tecnologia, que apresenta desempenho equivalente aos métodos tradicionais de pulverização, além da redução no volume de insumos e no consumo de água, maior segurança ambiental e para o operador, capacidade de atuação em áreas de difícil acesso e ampliação da janela operacional em comparação com equipamentos terrestres.
Um levantamento técnico da Embrapa, divulgado no documento “Uso de drones agrícolas no Brasil: da pesquisa à prática”, reúne outros benefícios dos drones na agricultura, observados a partir de diferentes estudos conduzidos no Brasil. Entre os destaques, estão a maior penetração das gotas no dossel, favorecida pelo fluxo de ar dos rotores, e a maior deposição no terço inferior das plantas, uma região de difícil acesso para pulverizadores convencionais, com índices até 1,9 vez superiores em comparação aos métodos terrestres.
A análise também aponta que a pulverização com drones mantém a eficiência mesmo com volumes significativamente menores de calda, ampliando a autonomia operacional e a capacidade de cobertura das áreas, além de eliminar perdas por amassamento de plantas, comuns em operações mecanizadas, que podem chegar a até 7% na soja e 4,8% no arroz.
A expansão dessas tecnologias acompanha o avanço de players globais como a DJI Agriculture, divisão da fabricante chinesa líder no segmento, reconhecida pelo desenvolvimento de soluções avançadas para a agricultura de precisão, com integração entre hardware, softwares embarcados, sensores RTK e um ecossistema voltado à eficiência operacional no campo. Dados da própria companhia indicam que cerca de 400 mil drones agrícolas da marca estavam em operação no mundo ao final de 2024, um crescimento de 33% em relação ao ano anterior e de 90% na comparação com 2020, com aplicações em mais de 300 culturas distribuídas em 100 países.
No Brasil, a atuação da DJI Agriculture ocorre por meio de importadores e parceiros oficiais, responsáveis por garantir o padrão de qualidade da marca, suporte técnico especializado e acesso às tecnologias mais recentes. É nesse contexto que se insere a DronePro, fundada em 2016, a partir da identificação precoce do potencial da tecnologia no mercado asiático, o que permitiu antecipar sua introdução no país ainda em um estágio inicial de adoção.
Como uma das primeiras parceiras oficiais da marca no Brasil, a empresa conta com um centro de distribuição e suporte técnico em Marabá (PA) e atuação focada na região Norte, onde se consolidou como uma das principais distribuidoras da tecnologia. Sua operação vai além da comercialização dos equipamentos, englobando o desenvolvimento do mercado local por meio da formação de operadores, suporte técnico, consultoria e expansão da rede de revendas. Esse modelo, que integra tecnologia, capacitação e suporte, posiciona a DronePro não apenas como fornecedora de equipamentos, mas como agente de estruturação do mercado de drones agrícolas no país.
“Hoje, o drone já vem sendo utilizado em diferentes culturas no país, acompanhando a diversidade produtiva do país, deixando de ser uma tecnologia experimental para se tornar uma ferramenta consolidada dentro da operação agrícola, especialmente em regiões onde a mecanização tradicional enfrenta limitações. O que vemos é uma evolução não só dos equipamentos, mas de todo o ecossistema de uso, com ganhos reais em eficiência, segurança e produtividade no campo”, afirma Marcus Lawder, diretor comercial da DronePro.
No Norte, Lawder explica que a empresa tem ampliado o uso dos equipamentos em culturas como pastagens, grãos, açaí, cacau, abacaxi, banana, citros e arroz sequeiro, com destaque para áreas de pastagem, onde o relevo irregular representa um desafio recorrente para operações mecanizadas. “Essa região conta com áreas extensas e de difícil acesso, alta pluviosidade e limitações à mecanização tradicional. Isso favorece o uso de tecnologias de pulverização aérea de precisão, que permitem realizar aplicações eficientes em áreas quebradas ou de difícil acesso, solucionando um problema operacional recorrente para os produtores rurais”, continua.
Atualmente, os equipamentos comercializados atendem diferentes modalidades de aplicação, como pulverização, distribuição de sólidos e operações especiais – como içamento de cargas -, com modelos que variam conforme a capacidade de carga e o volume do tanque, permitindo adaptação às diferentes realidades produtivas, incluindo linhas como DJI Agras T25P, DJI Agras T70P e DJI Agras T100.
Nos últimos anos, a DronePro também se destacou pela liderança nacional na importação de drones agrícolas, com uma trajetória de crescimento expressiva: em 2024, já ocupava a segunda posição em volume de compras junto à DJI; em 2025, alcançou o primeiro lugar, elevando sua participação de 16,3% para 21,1%, aproximadamente um quarto de todo o mercado brasileiro.
Esse protagonismo, no entanto, não se limita ao volume comercializado, já que a empresa também atua no desenvolvimento técnico do mercado em que opera, ao acompanhar operações de campo e testes práticos junto a clientes e parceiros e incentivar a geração de conhecimento aplicado sobre o uso da tecnologia, especialmente em culturas como pastagens, além de manter relacionamento com instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade do Estado do Pará, a Universidade do Estado do Tocantins e a Universidade Estadual do Sul e Sudeste do Pará.
“Por se tratar de uma tecnologia relativamente recente, acreditamos que a consolidação desse mercado e a evolução contínua das práticas de aplicação passam pelo fortalecimento da base técnica e científica, especialmente por meio de estudos e validações em campo. Esse movimento acompanha o avanço dos equipamentos e a ampliação das aplicações em diferentes culturas, contribuindo para um entendimento cada vez mais consistente dos ganhos operacionais e agronômicos proporcionados pelos drones”, conclui o porta-voz da DronePro.
Sobre a DronePro:
Fundada em 2016, quando os drones agrícolas ainda davam seus primeiros passos no Brasil, a DronePro foi uma das primeiras parceiras oficiais da DJI Agriculture no país, divisão agrícola da maior fabricante de drones do mundo, identificando o potencial da tecnologia como ferramenta para uma agricultura de precisão mais eficiente e com maior alcance operacional no campo.
Com operações voltadas para a região Norte, a empresa conta com um centro de distribuição e suporte técnico em Marabá (PA) e uma rede de 63 revendas espalhadas pela região. Com base nessa estrutura, a empresa construiu uma trajetória de crescimento expressiva, que a levou à liderança nacional na importação de drones agrícolas: em 2024, já ocupava a segunda posição em volume de compras junto à DJI; em 2025, alcançou o primeiro lugar, elevando sua participação de 16,3% para 21,1%, aproximadamente um quarto de todo o mercado brasileiro.
Os drones comercializados atendem diferentes operações agrícolas, como pulverização, distribuição de insumos sólidos e transporte de carga, com uso consolidado em diversas culturas. Além do seu papel como revendedora oficial, a DronePro também é referência na formação de operadores, suporte técnico especializado e consultoria.
A empresa mantém ainda relacionamento com instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade do Estado do Pará (UEPA), a Universidade do Estado do Tocantins (Unitins) e a Universidade Estadual do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), contribuindo para a geração de conhecimento aplicado e a disseminação do uso dos drones no campo.
Saiba mais no site oficial e Instagram.
Fonte: Assessoria de imprensa DJI Agriculture
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