Sustentabilidade
Regulamentação dos bioinsumos: ANPII Bio defende critérios técnicos claros e simplificação dos registros para incentivar inovação e indústria nacional – MAIS SOJA

Sancionada em dezembro de 2024, a Lei dos Bioinsumos (Lei nº 15.070) abriu um novo capítulo para a agricultura sustentável no Brasil, mas sua efetividade depende da regulamentação – atualmente em elaboração por meio de um Grupo de Trabalho (GT) instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Única entidade da indústria dedicada exclusivamente aos bioinsumos a integrar formalmente o GT do MAPA, a ANPII Bio (Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos) atua para garantir que o marco legal seja estruturado em pilares que conciliem rigor técnico, segurança e estímulo à inovação. Para isso, defende uma regulamentação baseada em ciência e risco proporcional, que reduza burocracias e agilize o acesso de novos produtos ao mercado, além do reconhecimento da multifuncionalidade dos bioinsumos, controle de qualidade adaptado à natureza de cada produto, fiscalização equilibrada e incentivos fiscais e tributários para fortalecer a indústria nacional.
Por meio de um arcabouço regulatório claro e moderno, sustenta que o país se aproxima das melhores práticas internacionais, fortalece a competitividade da indústria nacional e acelera a expansão do setor, que movimentou R$ 5,7 bilhões na última safra e deve crescer 60% até o fim da década. “É fundamental que os recursos sejam aplicados em pesquisa, expansão tecnológica e comercialização, e que a produção industrial e ‘on-farm’ possam coexistir de forma ordenada e supervisionada, fortalecendo a competitividade do setor. Além disso, os incentivos fiscais previstos pela lei são fundamentais para atrair investimentos e fomentar a pesquisa. Essa é a chave para ganharmos escala e competitividade, posicionando as empresas brasileiras de bioinsumos na liderança global deste mercado”, afirma Júlia Emanuela de Souza, diretora de relações institucionais da ANPII Bio.
“O principal desafio neste momento é criar um regulamento que facilite e amplie a adoção dos bioinsumos pelos agricultores. Com o aumento da demanda, o setor poderá se consolidar, mas surgem novos pontos de atenção: a necessidade de inovação constante, a oferta de produtos seguros, eficazes e de qualidade, e a ampliação da capacitação técnica e do acesso a informações qualificadas sobre produção e uso desses insumos”, complementa Marcus Coelho, que está à frente da Coordenação de Bioinsumos e Novas Tecnologias do Departamento de Apoio à Inovação para Agropecuária (CORBIO/DIAGRO) do MAPA.
Atuação no processo regulatório – Em 2024, a ANPII Bio teve papel decisivo na aprovação da Lei dos Bioinsumos. Atualmente, como integrante do GT do MAPA, concentra seus esforços na elaboração de uma proposta de regulamentação ancorada em três eixos principais: especialização técnica setorial, representatividade da cadeia produtiva completa e abordagem proativa no diálogo com o poder público.
Com foco exclusivo em bioinsumos, representa desde startups de base tecnológica até empresas internacionais de grande porte, reunindo experiência que vai da microbiologia aplicada às regras de registro de diferentes categorias, incluindo insumos biológicos para uso animal – uma área ainda em expansão que exige conhecimento especializado. O trabalho da entidade se concretiza na elaboração de minutas de normativas, notas técnicas e estudos de impacto encaminhados ao poder público, aliado ao diálogo direto com MAPA, ANVISA e IBAMA, a fim de propor normas viáveis e baseadas em evidências.
“A ANPII Bio tem trazido importantes contribuições técnicas, com destaque nas discussões sobre bioinsumos para a pecuária. A decisão do MAPA de envolver as entidades tem se mostrado acertada, considerando a diversidade dos bioinsumos e o trabalho de identificação e categorização detalhada dessas tecnologias, em que o conhecimento prático das associações é essencial para garantir clareza e aplicabilidade ao marco regulatório”, ressalta o coordenador do CORBIO/DIAGRO do MAPA.
Eixos estratégicos – Dentre os eixos estratégicos que a entidade defende, está uma regulamentação baseada em ciência e risco proporcional, evitando exigências genéricas que atrasam o avanço tecnológico sem trazer ganhos efetivos em confiabilidade. Além disso, propõe a aceitação de dados internacionais quando compatíveis e a criação de regras que reconheçam a flexibilidade dos bioinsumos, tanto no registro de produtos quanto na validação de metodologias desenvolvidas por especialistas.
Com isso, articula para que o ambiente regulatório seja inovador e seguro para produtores, consumidores e meio ambiente. No campo de avaliação toxicológica, por exemplo, a entidade reforça o alinhamento com os critérios da ANVISA, que preconiza dossiês técnicos e análises baseadas em normas internacionais de padronização e rotulagem, garantindo que os riscos sejam claros e compreensíveis – um princípio basilar da avaliação da segurança à saúde humana, que se dá por meio da caracterização e classificação do perigo.
“A atuação da ANPII Bio tem sido relevante ao organizar e apresentar de forma estruturada as demandas do setor produtivo. Considerando que os bioinsumos fitossanitários possuem processos produtivos complexos e suscetíveis a variações biológicas, essas medidas são indispensáveis. Por meio da participação colaborativa, o marco legal deve ser guiado por critérios técnicos que aliem segurança, incentivo à inovação e previsibilidade ao setor”, afirma Marina de Aguiar, responsável pela Gerência de Avaliação de Segurança Toxicológica (Geast), unidade vinculada à Gerência Geral de Toxicologia (GGTOX) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Outro eixo defendido é o reconhecimento da multifuncionalidade dos produtos biológicos, permitindo registros únicos para bioinsumos com diferentes funções agronômicas. Quanto ao controle de qualidade, ele deve ser adaptado às especificidades da produção industrial e da produção “on-farm”, esta última com protocolos simplificados, mas que respeitem critérios mínimos, como presença de responsável técnico e regras claras para uso próprio. Complementarmente, defende proteção jurídica e previsibilidade regulatória, com registros de validade indeterminada desvinculados da marca comercial, além de uma legislação que fortaleça a produção nacional, a competitividade e novas tecnologias, por meio de incentivos fiscais, proteção de dados por dez anos e retorno sobre investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).
“Por meio desses pilares, não queremos criar barreiras, mas abrir caminhos: para produtores, agrônomos e consultores, distribuidores e, acima de tudo, para a sociedade, que se beneficia de alimentos mais seguros, saudáveis e sustentáveis. Nosso objetivo é que os bioinsumos sejam reconhecidos como soluções confiáveis, acessíveis e transformadoras para toda a cadeia”, continua a porta-voz da ANPII Bio.
Produtos multifuncionais – Os bioinsumos são produtos naturais derivados de microrganismos, plantas, animais e outros compostos orgânicos, com modos de ação complexos que muitas vezes combinam diferentes funções agronômicas. Um mesmo microrganismo, por exemplo, pode atuar como bioestimulante, aumentando a resistência a estresses abióticos, e como biodefensivo, controlando pragas e doenças. Essa multifuncionalidade permite que um único produto impacte a planta de várias formas simultaneamente. Sem uma legislação que permita o registo único para produtos multifuncionais, as empresas podem ser obrigadas a registrar cada função separadamente – o que gera burocracia, custos e atrasos no acesso ao mercado, sem ganhos reais de segurança.
“Por isso, desde que o bioinsumo comprove eficácia e mantenha rastreabilidade e controle de qualidade, defendemos o registro único. Para os produtores, isso significa acesso mais rápido a soluções completas, eficientes e de menor custo operacional. Esses produtos são, ao mesmo tempo, um diferencial e um desafio regulatório: bem regulados, impulsionam crescimento e desenvolvimento; mal regulados, viram entraves. Por isso, esse é um ponto essencial da regulamentação”, ressalta Júlia.
Controle de qualidade e produção “on-farm” – O controle de qualidade é outro pilar crítico. A ANPII Bio defende que as exigências sejam proporcionais ao risco e adaptadas a cada tipo de produto, diferenciadas por ativo, como microrganismo, macrorganismo ou substância, e que metodologias alternativas validadas pelas empresas sejam aceitas quando não houver método oficial. Para a produção industrial, defende rastreabilidade total e controle de lote. Já em biofábricas que manipulam ativos não microbianos ou comunidades microbianas de povos e comunidades tradicionais, com histórico seguro de uso, propõe regras que não exijam equipamentos complexos, cujo custo inviabilizaria atividades de baixo risco.
Na produção “on-farm”, defende protocolos simplificados, mas com critérios básicos de qualidade e segurança. Isso inclui o uso de cepas rastreáveis de bancos de germoplasma credenciados pelo MAPA, inóculos comerciais já registrados ou microrganismos constantes em uma lista positiva previamente aprovada pelo órgão, além da presença de responsável técnico e normas para transporte e armazenamento, garantindo qualidade microbiológica e evitando contaminações. O modelo deve ser restrito ao uso próprio, sem comercialização, para preservar padrões de qualidade e direitos de propriedade intelectual. “Acreditamos que a produção ‘on-farm’ pode coexistir com a industrial, desde que limitada ao uso próprio e supervisionada tecnicamente. Incentivamos pequenos produtores a se organizarem em cooperativas, compartilhando responsável técnico e infraestrutura, a fim de viabilizar a produção em conformidade com a regulamentação”, explica Júlia.
Um marco para a agricultura sustentável – A chamada ‘revolução dos bioinsumos’ tem transformado a agricultura brasileira, trazendo mais sustentabilidade, produtividade e inovação ao campo. Nesse cenário, a aprovação da Lei dos Bioinsumos foi um marco essencial, criando as bases para um setor mais moderno, estruturado e seguro.
Atualmente, além dos esforços para a regulamentação, o MAPA atua de forma consistente para estimular a inovação aberta no setor, com atenção especial às startups e pequenos negócios, fortalecendo a geração de soluções e a competitividade da indústria nacional. “A criação da Rede de Inovação em Bioinsumos (RIB), que articula universidades, centros de pesquisa, indústria, governo e sociedade civil, tem acelerado a geração de novas soluções e fortalecido os agentes envolvidos. Essa integração é fundamental para atrair investimentos de longo prazo e consolidar o Brasil como referência global nesta nova economia”, reforça Marcus Coelho, coordenador do CORBIO/DIAGRO do MAPA.
Para a ANPII Bio, o momento é histórico. “No âmbito do marco legal, é preciso unir esforços para que essas novas regras avancem de forma eficaz, desburocratizando sem abrir mão da confiabilidade e estimulando a modernização do setor, com uma legislação construída pelo campo, para o campo. Nosso futuro biológico começa hoje”, finaliza Julia Emanuela de Souza, diretora de relações institucionais da entidade.
Sobre a ANPII Bio:
Fundada em 1990, a ANPII Bio sempre teve como missão promover a fixação biológica de nitrogênio e promoção de crescimento vegetal como tecnologias estratégicas para uma agricultura sustentável. Com o tempo, a entidade evoluiu e, em 2024, se alinhando à dinâmica natural do mercado, ampliou o seu escopo e passou a atender também outras categorias de bioinsumos, em meio a um cenário de crescimento no uso, produção e exportação desses produtos, solidificando o Brasil como um dos principais mercados globais de insumos biológicos.
A ANPII Bio, primeira associação representativa de insumos biológicos no Brasil, vem desempenhando um papel crucial na construção de uma legislação moderna e segura junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e outros órgãos reguladores. Isso permite que o setor produtivo ofereça produtos eficientes e inovadores, com biotecnologia de ponta aplicada à agricultura sustentável.
Em parceria com a Embrapa e outras instituições de pesquisa, a entidade viabilizou estudos que diversificaram e expandiram o setor, com mais de 150 empresas desenvolvendo e comercializando bioinsumos que beneficiam agricultores, o meio ambiente e a sociedade. Além disso, sua participação em eventos científicos, feiras agrícolas, espaços de discussão e diversos fóruns relevantes, assim como seu programa gratuito de EAD, tem promovido maior entendimento sobre a tecnologia dos biológicos e contribuído para o desenvolvimento sustentável da agronomia, da agricultura e da economia do Brasil.
Atualmente, conta com 55 empresas associadas, incluindo 30 empresas produtoras e comercializadoras de bioinsumos: Agrivalle, Agripon, Agroceres Binova, Agrocete, Alltech, Alterra, Bioagro, Biocaz, Bio Controle, Bionat, Biosphera, Biota, BRQ, BSS, Elemental Enzymes, Forbio, Gaia, Geoclean, ICL, Indigo, Lallemand, Lynx Biological, Mosaic, Novonesis, Rizobacter, Rovensa Next, Spraytec, Stoller, Syngenta e Valeouro.
Para a entidade, muito já foi feito e há muito o que se fazer para que os insumos biológicos estejam ainda mais presentes na agricultura brasileira e mundial, contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola.
Para mais informações, acesse: www.anpiibio.org.br
Fonte: Assessoria de Imprensa ANPII Bio
Sustentabilidade
Cooperativismo catarinense cresce acima da média nacional e faturamento de 2025 supera R$ 105 bilhões – MAIS SOJA

O cooperativismo catarinense segue demonstrando sua pujança econômica e capacidade de expansão. Dados recentes do Sistema OCESC apontam que o faturamento do setor alcançou R$ 105,7 bilhões em 2025, consolidando uma trajetória consistente de crescimento nos últimos anos.
“Santa Catarina tem no cooperativismo um motor econômico real. O faturamento alcançado em 2025 é reflexo de um cooperativismo cada vez mais competitivo, mais organizado e mais presente na vida das pessoas, com capacidade de investir, gerar empregos e sustentar desenvolvimento nas regiões onde atuam”, destaca o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.
A série histórica mostra avanço contínuo nos últimos anos. Em 2022, o faturamento das cooperativas de Santa Catarina foi de R$ 80,82 bilhões. Em 2023, subiu para R$ 84,65 bilhões e, em 2024, avançou para R$ 91,26 bilhões. O salto mais expressivo ocorreu em 2025, com crescimento de 15,8% em relação ao ano anterior.
A análise da evolução do faturamento mostra um movimento contínuo de expansão. Após o crescimento expressivo de 63,3% em 2022, impulsionado pelo cenário de recuperação pós-pandemia, o setor manteve um ritmo estável nos anos seguintes, com altas de 4,7% em 2023 e 7,8% em 2024, até alcançar o avanço mais robusto em 2025.
“Os números mostram que o cooperativismo catarinense está em plena expansão, com um crescimento sustentável. Isso é resultado do trabalho conjunto das cooperativas, que investem em gestão, inovação e no desenvolvimento das pessoas e das comunidades onde estão inseridas”, afirma o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.
A taxa de crescimento acima da média nacional é resultado da capacidade de adaptação das cooperativas, do fortalecimento da gestão e da presença cada vez mais estratégica no desenvolvimento econômico do estado. O desempenho também ressalta o papel das cooperativas como agentes relevantes na geração de riqueza, distribuição de renda e promoção do desenvolvimento regional sustentável.
As perspectivas para os próximos anos projetam que o cooperativismo catarinense deverá manter a curva de crescimento. As projeções apontam que o faturamento pode chegar a R$ 115,2 bilhões em 2026, avançar para R$ 125,9 bilhões em 2027 e alcançar R$ 137,6 bilhões em 2028.
“Essas projeções apontam para um setor com escala, governança e capacidade de continuar avançando. O cooperativismo catarinense cresce porque combina operação eficiente com presença territorial e visão de longo prazo”, conclui Zanatta.
Fonte: Sistema Ocesc, Disponível em Fecoagro
Autor:Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro
Site: Fecoagro/SC
Agro Mato Grosso
Fundação Rio Verde fortalece intercâmbio em viagens técnicas e apresentação de pesquisas

A pesquisadora Luana Belufi participou de visitas nacionais e internacionais, e apresentou avanços da Fundação Rio Verde no manejo de doenças do Cerrado.
Sustentabilidade
De advogada a produtora rural: Flávia Garcia Cid transforma fazenda em referência nacional em óleos essenciais – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
No agronegócio onde a produção de commodities como soja e milho é proeminente, a história de Flávia Garcia Cid foge do tradicional. De advogada a empresária do campo, Flávia tornou a Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR), em um polo de produção de plantas aromáticas, óleos essenciais e bioinsumos. Sua dedicação ao segmento a consagrou como uma das maiores produtoras de óleos essenciais orgânicos certificados do Brasil, com mais de 200 hectares de cultivo. O país é um dos três maiores exportadores mundiais de óleos essenciais, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Além disso, Flávia foi uma das vencedoras da categoria Grande Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e que está com as inscrições abertas. Ela destaca a importância de as produtoras rurais participarem da iniciativa para dar visibilidade a seus trabalhos e impacto no setor. “O meu conselho para as mulheres que querem se inscrever no prêmio é: não hesitem, pois todas podem e serão valorizadas. Fazemos parte de uma rede que só funciona com todas atuando, e cada papel é importante.”
A transição de Flávia para o agro começou em 1999, ao lado do marido. Sem experiência prévia no setor, ela abraçou o desafio de implantar o cultivo de plantas aromáticas após uma viagem despretensiosa, que despertou no casal o interesse nas propriedades terapêuticas das plantas para o cuidado e bem-estar humano. A paixão pelo campo e o desejo de inovar guiaram sua jornada. Para a produtora, a trajetória comprova que “tudo é possível quando se coloca o coração e a dedicação ao trabalho”.
Tecnologia e ESG no DNA
A Fazenda Jaracatiá opera com um modelo de negócios inovador e verticalizado. Flávia implementou uma indústria de destilação própria, desenvolvendo maquinários específicos para culturas não convencionais e controlando todo o processo, do cultivo à comercialização direta para grandes empresas farmacêuticas, cosméticas e de aromaterapia. Um diferencial é a produção de bioinsumos a partir de resíduos de sua própria atividade, posicionando-se no mercado de insumos – neste caso totalmente naturais e de base vegetal – para grãos e pastagens.
A propriedade também é referência em práticas ESG, utilizando energia solar e biogás, promovendo a conservação da mata nativa via Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), reutilizando resíduos e otimizando a gestão hídrica com tecnologia, além de operar com desperdício zero. No âmbito social, foi criado o Instituto Fazenda Jaracatiá, para atuar junto a comunidades vizinhas com foco em suas necessidades e capacitação.
Essas práticas de ponta renderam à produtora prêmios como o Fazenda Sustentável (Globo Rural, 2024) e Produtor 4.0 (AgroBIT, 2024), além da vitória na categoria “Grande Propriedade” do Prêmio Mulheres do Agro em 2025, promovido pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).
Prêmio Mulheres do Agro 2026
Em sua 9ª edição, o Prêmio Mulheres do Agro reforça o compromisso da Bayer com o reconhecimento de produtoras rurais que contribuem para um agronegócio mais inovador, sustentável e inclusivo. Desde sua criação, a iniciativa já recebeu mais de 1.500 inscrições e reconheceu mulheres de diferentes regiões do país por suas boas práticas no campo.
“Olho para a Flávia que subiu ao palco para receber o prêmio e vejo que é possível uma pessoa que almejava se aposentar, sem experiência no agro, hoje ser reconhecida e impactar tantas outras mulheres. É a prova de que, com paixão e esforço, podemos ir muito além do que imaginamos”, incentiva Flávia.
Em um ano simbólico, em que a Bayer celebra 130 anos de atuação no Brasil, a cerimônia de premiação ocorrerá durante um evento proprietário realizado pela Bayer e a ABAG, no segundo semestre, em São Paulo.
Daniela Barros, Diretora de Comunicação da Divisão Agrícola da Bayer no Brasil, destaca que “ao longo dos últimos anos, o Prêmio Mulheres do Agro se consolidou como uma importante plataforma de reconhecimento das mulheres no campo. Nesta nova edição, queremos ampliar ainda mais a visibilidade dessas histórias e fortalecer as conexões entre as produtoras, o setor e toda a cadeia do agronegócio.”
As produtoras rurais interessadas em participar podem se inscrever até o dia 7 de junho pelo site oficial do prêmio. Para concorrer, as candidatas devem comprovar atuação alinhada aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social.
Sobre a Bayer
Guiada por sua missão “saúde para todos, fome para ninguém”, a Bayer é uma empresa global que atua para desenvolver soluções inovadoras que respondam a alguns dos maiores desafios da humanidade nas áreas de saúde e agricultura. Fundada na Alemanha em 1863 e presente em mais de 80 países, está no Brasil há 130 anos — seu segundo maior mercado no mundo — com negócios nos segmentos de Agricultura, Farmacêutico e Saúde do Consumidor. É comprometida com a inovação, a diversidade e a sustentabilidade, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para promover avanços que unam produtividade, preservação ambiental e acesso à saúde de qualidade. Mais informações no site.
Sobre a ABAG
Com mais de 3 décadas de atuação, a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) é a única entidade que reúne, em uma só voz, todos os elos da cadeia produtiva, do campo à indústria, distribuição e serviços. Promove uma visão integrada e de futuro para o agronegócio brasileiro, fomentando o desenvolvimento sustentado e a bioeconomia, ao mesmo tempo em que aproxima o setor de seus principais públicos estratégicos. A ABAG tornou-se referência na articulação de alianças nacionais e internacionais, estimulando conexões, diálogos e inovação, mobilizando a força de suas mais de 80 associadas para dinamizar o setor e ampliar o protagonismo de toda a cadeia.
Fonte: Assessoria

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