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24 de outubro de 2026

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Casos de chikungunya despencam 99% e dengue cai pela metade em Cuiabá, diz boletim

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Ações de prevenção quebram ciclo de alta; média semanal de dengue recuou de 96,7 para 47,9 notificações

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou nesta quinta-feira (21) a 18ª edição do Boletim Epidemiológico das Arboviroses, com dados referentes ao período de 1º de janeiro até 15 de maio de 2026. O levantamento aponta redução significativa nos casos de dengue e chikungunya em comparação ao mesmo período do ano passado, demonstrando o impacto das ações de vigilância, prevenção e conscientização realizadas no município.

De acordo com o boletim elaborado pela Diretoria de Vigilância em Saúde, os casos de dengue apresentaram queda de 50,5% nas notificações. Em 2025, a média semanal era de 96,7 casos, enquanto em 2026 esse número caiu para 47,9. Outro dado importante é que, após nove semanas consecutivas com registros acima dos índices do ano anterior, os números registrados até a metade de maio ficaram abaixo dos contabilizados no mesmo período de 2025.

A redução mais expressiva foi registrada nos casos de chikungunya. A doença apresentou queda de 99% nas notificações, passando de uma média semanal de 564,3 casos em 2025 para apenas 5,4 em 2026. Somente no período analisado foram registrados dois novos casos de dengue e um caso de zika em Cuiabá.

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A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o esforço contínuo das equipes de saúde e o apoio da população no combate ao mosquito transmissor.

“Os números demonstram que as ações preventivas, o monitoramento constante e o trabalho integrado das equipes da Vigilância em Saúde têm surtido efeito. Ainda assim, precisamos manter a atenção e reforçar os cuidados dentro de casa, porque o combate ao mosquito é uma responsabilidade coletiva”, afirmou.

A secretária adjunta de Atenção Especializada, Najla Brito, ressaltou que a redução dos casos também contribui diretamente para diminuir a sobrecarga nas unidades de saúde e garantir maior qualidade na assistência prestada à população.

“Essa queda representa um avanço importante para a saúde pública de Cuiabá. Com menos casos graves e menor procura por atendimentos relacionados às arboviroses, conseguimos organizar melhor os fluxos assistenciais e oferecer um cuidado mais eficiente e humanizado aos pacientes”, destacou.

O boletim também apresenta o panorama acumulado das arboviroses em 2026. Em relação à dengue, Cuiabá registrou 910 casos notificados e 388 confirmados, com incidência geral de 46,5 casos por 100 mil habitantes. Desses, 322 foram classificados como autóctones, ou seja, contraídos dentro do próprio município. Há ainda um óbito confirmado e outro em investigação.

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Já a chikungunya contabilizou 102 notificações e 99 confirmações até o momento. O município soma 50 casos autóctones, com incidência de 7,2 casos por 100 mil habitantes, sem registro de óbitos.

A zika permanece com baixa circulação em Cuiabá. Foram registrados sete casos notificados e dois confirmados, com incidência de 0,4 por 100 mil habitantes e sem mortes relacionadas à doença.

Mesmo com a redução dos casos, a Vigilância em Saúde reforça que o combate ao mosquito Aedes aegypti deve continuar de forma permanente. Entre as principais orientações estão a eliminação de recipientes com água parada, a adesão à vacinação contra a dengue para crianças de 10 a 14 anos, disponível em duas doses, e a busca imediata por atendimento médico em caso de sintomas suspeitos.

A Secretaria Municipal de Saúde também alerta para que a população evite a automedicação e procure uma unidade de saúde para avaliação adequada diante de sintomas como febre, dores no corpo, manchas na pele e mal-estar.

Com Assessoria 

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Setasc-MT encerra encontro estadual com foco na erradicação do trabalho infantil em 25 municípios

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Evento de três dias reuniu equipes técnicas para alinhar planos de ação, fortalecer a rede de assistência e debater estratégias de abordagem nas ruas

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) encerrou nesta sexta-feira (23.10) o Encontro Técnico Estadual das Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). Iniciada na quarta-feira (21), a programação reuniu técnicos de 25 dos 26 municípios mato-grossenses contemplados pelo programa, com foco no fortalecimento das ações de prevenção e enfrentamento ao trabalho infantil.

Durante os três dias, os participantes acompanharam atividades sobre comunicação estratégica, compreensão do trabalho infantil e elaboração de planos de ação, além de discussões sobre a garantia dos direitos de crianças e adolescentes e a articulação da rede de proteção. As atividades práticas também contribuíram para identificar necessidades locais e definir prioridades, metas e indicadores para o acompanhamento das ações. Foto: João Reis | Setasc-MT

Para o secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, a qualificação dos profissionais fortalece a atuação conjunta entre Estado e municípios.

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“Combater o trabalho infantil exige planejamento, compromisso e integração entre as políticas públicas. Nosso objetivo é fortalecer os municípios com conhecimento e ferramentas para identificar situações de risco, prevenir violações de direitos e garantir a proteção de crianças e adolescentes em todas as regiões de Mato Grosso”, destacou.

Integração e troca de experiências

O assistente social Odailton Santeiro, coordenador das equipes de Proteção Social Básica e Especial e da equipe técnica do PETI, no município de Canarana, ressaltou a importância da capacitação para enfrentar a invisibilidade do trabalho infantil e ampliar a integração entre as políticas de saúde, educação e assistência social. Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Precisamos fortalecer a competência técnica dos profissionais e sensibilizar a população para uma realidade que muitas vezes passa despercebida. A integração entre os serviços é fundamental para identificar essas situações e garantir o atendimento adequado”, explicou.

A psicóloga Lindiely Melo, coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Sinop, destacou a oportunidade de compartilhar experiências e levar novos conhecimentos aos municípios.

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Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“A capacitação fortalece os municípios, porque permite trocar informações, conhecer estratégias e reproduzir esse aprendizado nos territórios, qualificando o trabalho de enfrentamento ao trabalho infantil”, afirmou.

Já a psicóloga Rafaela Donato, integrante da equipe de abordagem social do CREAS de Tangará da Serra, compartilhou a experiência do município no atendimento noturno a crianças e adolescentes em situações de risco, como a venda de doces e picolés nas ruas. Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Segundo ela, o trabalho exige uma abordagem cuidadosa, que respeite a criança e permita compreender a realidade familiar e verificar a necessidade de acompanhamento pela rede de assistência social. Rafaela também ressaltou a importância da capacitação para ampliar as estratégias de conscientização, inclusive pelas redes sociais.

Participação dos municípios

Participaram do encontro representantes de Barra do Garças, Brasnorte, Cáceres, Canarana, Colíder, Confresa, Cuiabá, Diamantino, Guarantã do Norte, Juara, Juína, Juruena, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Nova Canaã do Norte, Peixoto de Azevedo, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Querência, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra, Várzea Grande e Vila Rica.

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Foto: João Reis | Setasc-MT

A expectativa é que os conhecimentos adquiridos durante o encontro contribuam para o planejamento e a execução de ações municipais mais efetivas, fortalecendo a rede de proteção e a garantia dos direitos de crianças e adolescentes em Mato Grosso.

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Policial penal é preso após forjar videoaudiência para entregar celulares e drogas a detento em Tangará da Serra

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Movimentação atípica fora do horário chamou a atenção da equipe de plantão; Justiça decretou a prisão preventiva e o afastamento imediato do servidor

Um detento e um policial penal foram presos por servidores da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), nesta quinta-feira (22.10), em Tangará da Serra. Custodiado no Centro de Detenção Provisória (CDP) do município, o detento foi flagrado com uma série de materiais ilícitos, incluindo drogas e aparelhos celulares. Já o servidor foi detido por suspeita de facilitar a entrada dos itens na unidade prisional.

Após passar por audiência de custódia, o policial penal teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça. Com a decisão judicial, o servidor é automaticamente afastado de suas funções. Além do processo criminal, ele responderá a Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Corregedoria-Geral para apurar a conduta na esfera administrativa.

A irregularidade foi identificada às 11h50 durante o procedimento de atendimento por videoaudiência. O policial penal solicitou que a equipe de carceragem conduzisse um custodiado à sala de vídeo e, em curto intervalo de tempo, informou o término do atendimento, solicitando o retorno do detento à cela.

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A movimentação atípica chamou a atenção da equipe de plantão, que decidiu checar a lista oficial de agendamentos do cartório penal. A conferência confirmou que os atendimentos do período vespertino só teriam início às 13h30 e que não havia qualquer previsão de oitiva para aquele custodiado no horário indicado.

Diante da suspeita, os agentes realizaram uma revista pessoal minuciosa no detento, encontrando entorpecentes, celulares, bateria, gesso, cola e outros materiais proibidos.

O custodiado foi autuado em flagrante por tráfico ilícito de drogas e por ingresso de celular em estabelecimento prisional sem autorização legal.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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Cesta básica sobe pela quarta semana consecutiva em Cuiabá e preço médio chega a R$ 937

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As dificuldades para manter a qualidade dos alimentos, somadas aos riscos relacionados ao transporte, ao armazenamento e ao escoamento dos produtos, ajudam a explicar a alta da cesta básica em Cuiabá pela quarta semana consecutiva. O aumento de 0,25% registrado na terceira semana de outubro elevou o preço médio do conjunto de produtos para R$ 937,20.

A sequência de altas também se reflete na comparação anual. O valor atual está 18,82% acima dos R$ 788,74 registrados no mesmo período de 2025.

O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), chama a atenção para os impactos dos preços elevados sobre o poder de compra das famílias, que precisam adaptar seus hábitos de consumo à nova realidade.

“A persistência de preços elevados pode levar os consumidores a substituir produtos, reduzir quantidades ou reorganizar as compras, com possíveis reflexos sobre o padrão de consumo e o movimento do comércio de alimentos”, afirma Tião da Zaeli.

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Segundo avaliação do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a queda nos preços de cinco dos 13 itens da cesta básica não foi suficiente para compensar a alta dos demais produtos. O resultado evidencia que reduções pontuais não garantem a diminuição do custo do conjunto de alimentos.

Entre os itens que apresentaram as maiores variações de preço, a banana registrou queda expressiva de 9,19%, chegando ao valor médio de R$ 8,33/kg. A elevada umidade, associada ao grande volume de chuvas, pode ter atrasado o processo de maturação da fruta, contribuindo para o acúmulo de estoques e a redução dos preços.

A batata também apresentou queda expressiva, de 8,23%, alcançando o preço médio de R$ 7,80/kg na semana. Apesar da redução semanal, o valor atual está 79,64% acima do registrado no mesmo período de 2025. Embora o elevado volume de chuvas não tenha interrompido a colheita, as condições climáticas podem ter prejudicado a qualidade dos tubérculos, tornando-os menos atrativos para os consumidores e contribuindo para a redução dos preços.

Em sentido contrário, a carne bovina registrou alta de 5,25%, atingindo o preço médio de R$ 49,87/kg. Com isso, o preço atual ficou 13,74% acima do registrado no mesmo período do ano passado. A menor disponibilidade de animais em idade de abate, os elevados custos de produção e o aumento das exportações podem ter restringido a oferta no mercado interno, contribuindo para a elevação dos preços ao consumidor.

Ao comentar os fatores que influenciam os preços dos alimentos, Tião da Zaeli ressalta que o processo envolve diferentes etapas, desde a produção até a comercialização.

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“A dinâmica observada sinaliza que a disponibilidade de produtos no mercado não depende exclusivamente do volume colhido. Qualidade, conservação, transporte e escoamento também influenciam o valor que chega ao consumidor”, afirma.

O Sistema Comércio de Mato Grosso é integrado pela Fecomércio-MT, Sesc-MT e Senac-MT e é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.

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