Sustentabilidade
Algodão/CEPEA: Queda externa e cambial mantém pressão sobre cotações no BR – MAIS SOJA

Levantamento do Cepea mostra que os preços do algodão em pluma seguem enfraquecidos. De acordo com o Centro de Pesquisas, a pressão vem da queda externa – os contratos na Bolsa de Nova York (ICE Futures) operam em baixos patamares – e do dólar, que registra a menor cotação desde meados de 2024. Além disso, a paridade de exportação caiu aos níveis observados em dezembro de 2020. Pesquisadores explicam que, esse cenário, aliado à expectativa de safra recorde no Brasil e à demanda interna contida, mantém as cotações domésticas em queda.
No acumulado da primeira quinzena, o Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) recuou 6%, encerrando o dia 15 a R$ 3,6703/lp. Vale destacar que, no dia 12, o Indicador fechou a R$ 3,6590/lp, o menor nominal desde 6 de julho de 2023. No campo, a colheita da temporada 2024/25 caminha para o final, com a produção devendo alcançar, pela primeira vez, 4 milhões de toneladas, 9,7% acima da de 2023/24, conforme relatório da Conab deste mês.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
USDA eleva estimativa de área de soja e aponta ajuste nas projeções de milho e trigo nos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou na terça-feira (30) suas estimativas para a área plantada com soja no país. A projeção passou para 85,365 milhões de acres (34,55 milhões de hectares), acima dos 84,7 milhões de acres (34,28 milhões de hectares) indicados em março. O número ficou praticamente em linha com a expectativa do mercado, de 85,370 milhões de acres.
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Milho
Para o milho, o USDA estimou a área em 95,343 milhões de acres (38,58 milhões de hectares), também próxima da projeção anterior de março. O resultado veio acima da média das estimativas de analistas, que apontavam 94,937 milhões de acres.
Trigo
Já a área destinada ao trigo nos Estados Unidos foi revisada para baixo, ficando em 42,7 milhões de acres (17,28 milhões de hectares), ante 43,775 milhões de acres projetados anteriormente. O número também ficou abaixo da expectativa do mercado, que previa leve alta para 43,834 milhões de acres.
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Sustentabilidade
Plano Safra foi neutro e não deve reverter queda nas vendas de máquinas, avalia Abimaq – MAIS SOJA

O presidente da Câmara Setorial de Máquinas Agrícolas (CSMIA) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Pedro Estevão, avaliou que o Plano Safra 2026/27 para a agricultura empresarial não trouxe mudanças significativas para o mercado de máquinas agrícolas. Segundo ele, apesar da redução das taxas de juros nas principais linhas de financiamento, o cenário de baixa rentabilidade do produtor rural deve continuar limitando os investimentos e manter o setor em retração neste ano.
De acordo com Estevão, o mercado de máquinas agrícolas segue em um momento difícil e não há, no curto prazo, fatores que indiquem uma recuperação da demanda. A expectativa da entidade é que as vendas do setor encerrem 2026 com queda entre 15% e 20% em relação ao ano passado. A projeção oficial será revisada e definida em reunião da Câmara Setorial nesta quarta-feira (1º).
“Os preços das commodities seguem pressionados e a taxa de câmbio também penaliza o produtor. Não enxergamos nenhum gatilho para uma melhora do mercado neste ano. No geral, o Plano Safra mantém um caráter de continuidade. Não é um plano que impulsiona o mercado, mas também não traz más notícias para o setor”, disse.
Nas linhas de financiamento para aquisição de máquinas, o governo reduziu em um ponto percentual as taxas de juros. Com isso, a linha Moderfrota passou de 13,5% para 12,5% ao ano, enquanto o Pronamp caiu de 12,5% para 11,5%.
Por outro lado, os recursos destinados ao Moderfrota foram reduzidos para R$ 5,8 bilhões. Segundo Estevão, entretanto, essa diminuição deve ser compensada por recursos do programa Move Brasil, financiado pela Finep, que deverá ser lançado juntamente com o Plano Safra. O programa contará com juros de 9,2% ao ano, inferiores aos do Moderfrota, e deverá disponibilizar entre R$ 12 bilhões e R$ 14 bilhões em financiamentos.
Na avaliação da CSMIA, a combinação entre juros menores e novas linhas de crédito representa um aspecto positivo do Plano Safra, mas não será suficiente para alterar o desempenho do mercado em 2026.
Receita com vendas internas de máquinas agrícolas em maio cai 33,8% na comparação anual
As vendas internas de máquinas agrícolas renderam R$ 3,929 bilhões em maio de 2026. Segundo a Abimaq, o valor é 33,8% menor do que o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, foram R$ 17,974 bilhões, uma baixa de 24,6%. No comparativo mensal, subiu 15,3%
A receita com exportações teve queda de 17% em maio ante abril, somando US$ 132,90 milhões. Durante 2026, foram US$ 715,96 milhões.
Já a receita líquida total, somou US$ 4,592 bilhões em maio, um avanço de 9% frente ao mês anterior. Ao longo de 2026, atingiram US$ 21,667 bilhões, um recuo de 21,1%.
O setor encerrou o mês com 115,040 mil pessoas empregadas, baixa de 7,6% frente a maio de 2025 e recuo de 0,1% ante abril.
Tratores
As vendas de fábrica de tratores totalizaram 3.764 unidades em maio, ganho de 2% em relação a abril e queda de 16,5% frente a maio de 2025. No acumulado de 12 meses, há perda de 16%.
As vendas ao usuário final somaram 3.345 unidades, recuo de 8,1% ante abril e de 16,6% na comparação anual. Em 12 meses, há queda de 7,7%.
As exportações de tratores atingiram 783 unidades no mês, alta de 58,2% frente a abril. Na comparação com maio de 2025, o volume subiu 49,4%. No acumulado de 12 meses, há ganho de 17%.
Colheitadeiras
As vendas de fábrica de colheitadeiras somaram 41 unidades em maio, queda de 24,1% ante abril e de 81,7% frente a maio de 2025. No acumulado de 12 meses, houve queda de 12,1%.
As vendas ao usuário final totalizaram 108 unidades, recuo de 38,6% na comparação mensal e de 47,1% ante igual mês do ano passado. Em 12 meses, há baixa de 30,8%.
As exportações atingiram 13 unidades, recuo de 51,9% frente a abril e estabilidade (0,0%) na comparação anual. No acumulado de 12 meses, o avanço é de 23,1%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Soja ganha força em 1º de julho com alta do dólar; veja como ficaram os preços na virada do mês

O mercado brasileiro de soja registrou um dia de preços firmes e maior movimentação nas negociações nesta quarta-feira (1º). Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a troca de mês favoreceu a comercialização tanto no mercado interno quanto nos portos, impulsionando as cotações.
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De acordo com o analista, o mercado spot apresentou bom volume de negócios, principalmente no porto de Paranaguá, onde houve maior interesse por parte dos compradores. Além da troca de mês, a valorização do dólar ao longo do dia e a alta dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago deram sustentação aos preços. Os prêmios de exportação também permaneceram em níveis considerados satisfatórios.
Soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 131,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 124,00 para R$ 126,50
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 117,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 116,00 para R$ 118,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 116,00 para R$ 119,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 137,50
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 136,00 para R$ 138,00
Soja em Chicago
No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago. O mercado foi sustentado pela expectativa de que a demanda chinesa volte a concentrar compras nos Estados Unidos. Por outro lado, a queda do petróleo e o fortalecimento do dólar frente a outras moedas limitaram parte dos ganhos. Os investidores também seguiram repercutindo os relatórios divulgados na terça-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
USDA
O USDA confirmou que a área plantada com soja nos Estados Unidos em 2026 deverá atingir 85,4 milhões de acres, um crescimento de 5% em relação aos 81,215 milhões de acres cultivados no ano anterior. O número ficou em linha com a expectativa do mercado e acima da estimativa de intenção de plantio divulgada em março, de 84,7 milhões de acres. Na comparação anual, a área aumentou ou permaneceu estável em 23 dos 29 estados produtores.
Já os estoques trimestrais de soja em grão, na posição de 1º de junho, foram estimados em 1,06 bilhão de bushels, volume 5% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e ligeiramente acima da expectativa do mercado, de 1,05 bilhão de bushels. Do total, 367 milhões de bushels estavam armazenados nas propriedades rurais, queda de 11% na comparação anual, enquanto os estoques fora das fazendas somaram 694 milhões de bushels, alta de 16%.
No fechamento da Bolsa de Chicago, os contratos da soja para agosto avançaram 9 centavos de dólar, ou 0,80%, encerrando a US$ 11,33 1/4 por bushel. O contrato novembro subiu 5,50 centavos de dólar, ou 0,48%, para US$ 11,49 1/4 por bushel.
Entre os derivados, o farelo de soja para agosto fechou em alta de US$ 1,40, ou 0,46%, cotado a US$ 305,30 por tonelada. Já o óleo de soja para agosto recuou 0,35%, encerrando a 66,69 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou o dia em alta de 0,89%, cotado a R$ 5,2093 na venda. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1773 e R$ 5,22, contribuindo para a valorização da soja no mercado brasileiro.
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