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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

CTECNO Araguaia apresenta safra 2024/25 e aponta alternativas para solos siltosos – MAIS SOJA

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A safra 2024/25 foi marcada por extremos climáticos no Vale do Araguaia. O Centro Tecnológico do Vale do Araguaia (CTECNO Araguaia), da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), localizado em Nova Nazaré, apresenta os principais resultados dos estudos realizados, que evidenciam desafios específicos para o cultivo de segunda safra, apontando alternativas promissoras para solos siltosos.

Para o vice-presidente Leste da Aprosoja MT, Lauri Jantsch, os estudos realizados no centro de pesquisa são essenciais para que os produtores da região possam tomar decisões assertivas quanto ao manejo do solo.

“O principal objetivo das pesquisas no CTECNO Araguaia é mostrar ao produtor o que melhor se enquadra em solos siltosos: escolher a melhor variedade, o manejo mais adequado de fertilidade, a melhor planta de cobertura ou a melhor opção de segunda safra. No final, tudo o que importa é termos uma agricultura sustentável e rentável para o produtor”, ressalta Lauri.

Durante a primeira safra 2024/2025 ocorreram chuvas abundantes (mais de 1.500 mm), favorecendo o desenvolvimento das lavouras, especialmente de soja, resultando em produtividades médias de até 83 sacas por hectare. Já as culturas de segunda safra enfrentaram escassez hídrica, com apenas 291 mm de chuva em regiões como Nova Nazaré, prejudicando as produtividades de milho, sorgo e gergelim.

Na safra 2024/2025, o centro de pesquisa reintegrou 66 hectares anteriormente arrendados, permitindo a instalação de ensaios experimentais e de manejo hidrológico.

Segundo o coordenador de Pesquisa do CTECNO Araguaia, André Somavilla, isso fortalece o papel do centro como gerador de tecnologias adaptadas às condições locais. “Estamos focados nesses 66 hectares para conduzir ensaios de rotação de culturas, calibração de fósforo, calibração de potássio, correção do perfil de solo, doses e modos de calagem, alguns ensaios de plantabilidade, herbicidas, vitrines de cultivares de soja, híbridos de milho. Todos esses experimentos foram realizados dentro dessa área. A partir de agora, queremos intensificar a utilização desse espaço para nossos ensaios”, complementa André.

O Ensaio de Rotação de Culturas com Soja, instalado no CTECNO Araguaia, tem como foco principal entender como diferentes arranjos de rotação na segunda safra afetam a produtividade da soja na safra seguinte. A pesquisa é estruturada para médio e longo prazo, permitindo uma análise aprofundada dos impactos agronômicos e econômicos das combinações de culturas, como soja/milho, soja/braquiária, soja/gergelim e sistemas integrados. Essa abordagem visa quantificar e gerar informações sobre alternativas viáveis para a região, considerando as especificidades do solo e do clima do Vale do Araguaia, explica o coordenador de pesquisa da unidade.

“No nosso ensaio de rotação de culturas, procuramos estabelecer alguns sistemas com base nos ensaios já implantados no CTECNO Parecis. Desta forma, selecionamos os principais tratamentos e os adaptamos à realidade do Vale do Araguaia. Introduzimos, por exemplo, a cultura do gergelim, intensificamos a utilização de milho na segunda safra e testamos o milho consorciado com estilosantes”, detalha André.

O ensaio da vitrine de milho foi conduzido em condições de sequeiro, com semeadura realizada em fevereiro de 2025. Foram avaliados 29 híbridos comerciais, abrangendo diferentes ciclos e tecnologias de proteção genética. Apesar dos veranicos prolongados e do estresse hídrico entre o florescimento e o enchimento de grãos, alguns materiais demonstraram excelente desempenho produtivo.

A produtividade média geral foi de 106 sacas por hectare, refletindo as limitações impostas pelo regime irregular de chuvas. Alguns híbridos apresentaram falhas de polinização, o que comprometeu a formação de grãos, mesmo com bom peso de mil grãos.

A cultura do sorgo também vem ganhando destaque na região do Vale do Araguaia, devido à crescente demanda para ração animal e produção de biocombustíveis. Desde a safra 2023/2024, o CTECNO Araguaia tem desenvolvido ensaios voltados para a segunda safra, testando diferentes materiais e estratégias de manejo de nitrogênio.

Nos ensaios com herbicidas, foi evidenciada a importância de iniciar a semeadura “no limpo”, especialmente para culturas como o gergelim, que possuem poucas moléculas registradas para uso em pós-emergência.

Os ensaios com adubação nitrogenada na cultura do gergelim revelaram que a resposta da planta ao nitrogênio está diretamente relacionada ao teor de matéria orgânica do solo (MO). Na primeira avaliação, realizada em solo com 1,2% de MO, observou-se uma resposta linear à adubação, indicando que o fornecimento de nitrogênio foi determinante para o aumento da produtividade. Já nesta última safra, o mesmo ensaio foi repetido em uma área com 2,3% de matéria orgânica, e não houve resposta significativa à adubação nitrogenada. Isso demonstra que solos mais ricos em MO já oferecem um suprimento natural de nitrogênio suficiente para a cultura, reduzindo a necessidade de fertilizantes.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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