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1 de julho de 2026

Sustentabilidade

Resultados dos ensaios cooperativos apontam os fungicidas mais eficientes para o controle das doenças de final de ciclo da soja – MAIS SOJA

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As doenças de final de ciclo da soja, popularmente conhecidas como DFCs ganham essa denominação comum, principalmente por expressarem seus sintomas ao final do ciclo de desenvolvimento da soja. No entanto, grande parte das DFCs tem seu desenvolvimento ainda no início do ciclo da cultura, mesmo expressando o sintomas ao final do ciclo da soja. Essa condição reforça a necessidade de adotar estratégias de manejo que contemplem o controle das DFCs ainda no início do ciclo da soja, reduzindo os efeitos e danos ao final do ciclo da cultura.

No entanto, ainda que fungicidas sejam aplicados do início ao fim do desenvolvimento da soja, a presença de sintomas das DFCs ao final do ciclo da cultura tem sido cada vez mais comum, o que evidencia a necessidade de conhecer e eficácia dos fungicidas utilizados para o manejo dessas doenças, para um melhor posicionamento deles no programa fitossanitário visando reduzir a incidência das DFCs. Dentre as principais DFCs da soja, destacam-se a mancha-parda (Septoria glycines) e o crestamento foliar de Cercospora (Cercospora spp.), caracterizadas entre outros sintomas, pela ocorrência de manchas castanho-avermelhadas nas folhas e a presença da mancha-púrpura nas semente da soja.

Figura 1. Sintomas típicos de mancha-purpura em sementes de soja.
Foto: INTA Informa

Nesse contexto, compreender a eficácia dos principais fungicidas utilizados no manejo fitossanitário da soja para o controle das doenças foliares de final de ciclo é fundamental para a adoção de estratégias mais eficientes de manejo. Na safra 2025/2026, foram conduzidos 16 ensaios experimentais com o objetivo de avaliar a eficácia de fungicidas no controle das DFCs, abrangendo diferentes regiões produtoras de soja (Tabela 1). Nos experimentos, foram avaliados 15 fungicidas comerciais, além de um programa baseado na rotação de fungicidas, buscando comparar o desempenho das diferentes estratégias de manejo no controle dessas doenças. As aplicações foram iniciadas aos 41 dias após a semeadura e as reaplicações em intervalos de 15 dias (Godoy et al., 2026).

Tabela 1. Instituições, locais e datas da semeadura da soja.
Fonte: Godoy et al. (2026)

Conforme destacado por Godoy et al. (2026), todos os tratamentos contendo fungicidas apresentaram desempenho de controle superior a testemunha. Sobretudo, a menor severidade e maior porcentagem de controle ocorreu no tratamento com metiltetraprole + difenoconazol e mancozebe (T13 – 73% de controle), seguido de metiltetraprole + difenoconazol (T12 – 68%) e Sugoy (T9 – 65%). A eficiência dos fungicidas em mistura formulada variou de 57% (T3 – Onsuva) a 68% (T12 – metiltetraprole + difenoconazol). Já com relação aos fungicidas multissítios, o tratamento com clorotalonil (T2 – Previnil Max) apresentou menor severidade e maior porcentagem de controle (56%) quando comparado ao tratamento com mancozebe (T11 – Tróia,49%) (Godoy et al., 2026).

Tabela 2. Severidade das doenças de final de ciclo (DFC), porcentagem de controle em relação ao tratamento testemunha (T1) (%C), fitotoxicidade dos fungicidas (FITO%), produtividade (PROD – kg/ha) e porcentagem de redução de produtividade (%RP) em relação ao tratamento com a maior produtividade. Média de 13 experimentos para severidade de DFC, três experimentos para fitotoxicidade e cinco experimentos para produtividade. Safra 2025/2026 (Godoy et al., 2026).
Fonte: Godoy et al. (2026)

As maiores produtividade de soja foram obtidas nos tratamentos com metiltetraprole + difenoconazol e mancozebe (T13 – 4.528 kg/ha), metiltetraprole + difenoconazol (T12 – 4.436 kg/ha), Proteus (T5 – 4.408 kg/ha), Sphere Neo (T6 – 4.365 kg/ha), Sugoy (T9 – 4.339 kg/ha), Belyan (T4 – 4.306 kg/ha), Evolution (T14 – 4.305 kg/ha), para o programa com rotação de fungicidas (T17 – 4.284 kg/ha), Pontual (T8 – 4.263 kg/ha), difenoconazol + protioconazol + oxicloreto de cobre (T16 – 4.229 kg/ha), ciproconazol + difenoconazol + clorotalonil (T10 – 4.229 kg/ha) e Fusão Fix (T7 – 4.214 kg/ha). Vale destacar que o ganho de produtividade do tratamento mais produtivo em relação a testemunha foi de 21% (Godoy et al., 2026).

Confira o conteúdo completo do Comunicado Técnico n° 4 clicando aqui!



Referências:

GODOY, C. V. et al. EFICÁCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DAS DOENÇAS DE FINAL DE CICLO DA SOJA, NA SAFRA 2025/2026: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Rede Fitossanidade Tropical, Comunicado Técnico, n. 4, 2026. Disponível em: < https://periodicos.ufv.br/STFT/article/view/24310/12444 >, acesso em: 01/07/2026.

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Sustentabilidade

Colheita do milho avança lentamente em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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O avanço da colheita do milho segunda safra em Mato Grosso do Sul permanece abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior. De acordo com dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, apenas 0,7% da área cultivada havia sido colhida até a quarta semana de junho, um atraso de aproximadamente 5,5 pontos percentuais em relação à safra 2024/2025.

O principal fator para a lentidão dos trabalhos é o elevado volume de chuvas registrado nos principais municípios produtores de milho.

“Apesar do atraso na colheita em função das chuvas, esse comportamento ainda está dentro do esperado para o período, quando a umidade dos grãos costuma atrasar o início dos trabalhos. Entre os dias 24 e 26 de junho, foram registrados episódios de geada no município de Aral Moreira. Até o momento, a estimativa preliminar indica que os danos atingiram lavouras que estavam entre os estádios reprodutivos R3 e R4, fases mais sensíveis ao frio intenso. Os impactos, no entanto, devem ficar restritos a, no máximo, 5% da área cultivada no município, caracterizando uma ocorrência localizada. A Aprosoja/MS segue monitorando as lavouras para consolidar a extensão dos danos e atualizar as estimativas conforme o avanço das avaliações em campo”, explica o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.

O monitoramento também mostra que 70,8% das lavouras sul-mato-grossenses apresentam boas condições de desenvolvimento. Outras 18,3% estão em condição regular e 10,9% foram classificadas como ruins. As melhores condições são observadas na região norte, onde 88% das áreas apresentam bom potencial produtivo. Já a região central concentra o maior percentual de lavouras em condição ruim, com 22%.

A estimativa para a segunda safra 2025/2026 é de uma área cultivada de 2,206 milhões de hectares, crescimento de 3% em relação à média das últimas cinco safras. A produtividade média está projetada em 84,2 sacas por hectare, redução de 22,4%, enquanto a produção deve alcançar 11,139 milhões de toneladas, volume 20,1% inferior ao obtido na safra anterior.

Mais informações podem ser obtidas clicando aqui

Fonte: Aprosoja/MS



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Sustentabilidade

El Niño adiciona risco à qualidade do trigo na próxima safra – MAIS SOJA

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A safra 2026/27 de trigo no Brasil deve registrar queda próxima de 20% na produção, refletindo a expectativa de recuo tanto de área quanto de produtividade. O fenômeno El Niño adiciona riscos à qualidade do grão ao longo do ciclo.

O plantio ocorre em um ambiente de margens apertadas, o que tende a limitar a intenção de área nesta temporada. A Conab estima recuo de 13,4% na área plantada. Somada a uma produtividade 7,6% menor, a produção total deve recuar cerca de 20%, para 6,2 milhões de toneladas.

“O aumento dos custos de produção também tem levado os produtores a adotarem postura mais cautelosa, limitando a expansão de área e os investimentos em manejo tecnológico, o que reforça o viés de baixa na produção”, explica Marina Marangon, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Do ponto de vista climático, a confirmação do El Niño eleva os riscos para a safra. Embora o fenômeno possa favorecer a disponibilidade hídrica inicial no Sul e contribuir para o desenvolvimento das lavouras, o excesso de chuvas ao longo do ciclo aumenta a pressão de doenças e pode comprometer a qualidade do trigo na fase final.

No mercado, a expectativa é de preços mais firmes na entressafra, com maior dependência de importações e manutenção da paridade como principal referência de formação de preços. O cenário internacional, ainda bem abastecido, tende a limitar altas mais expressivas. Assim, os preços domésticos devem seguir sensíveis principalmente ao câmbio e à competitividade do trigo argentino.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

Por que o adubo fosfatado está mais caro em 2026? – MAIS SOJA

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O mercado global de fertilizantes vive um momento de forte turbulência. A combinação entre restrições comerciais da China, impactos do conflito russo-ucraniano e instabilidade no Oriente Médio tem elevado os custos das matérias-primas estratégicas e aumentado a pressão sobre o produtor rural brasileiro – justamente em um cenário de commodities estabilizadas e crédito mais restrito.

O tema foi o fio condutor da edição especial do “BRANDT Explica”, quadro que reúne especialistas para discutir as principais tendencias do agronegócio. Nesta estreia, Maria Luísa Segura Bertoletti, gerente de desenvolvimento de mercado da BRANDT Brasil – empresa de inovação tecnológica focada em fisiologia vegetal, biossoluções e tecnologia da aplicação –, recebeu Vitor Marques, especialista em inteligência de mercado da Markestrat, referência em monitoramento do setor de insumos agrícolas.

Mercado aquecido por fora, lento por dentro

Em pauta, o painel MIND, da Markestrat – que consolida a visão de mais de 50 especialistas entre revendas e cooperativas –, revela que o ritmo de comercialização dos insumos segue abaixo do histórico para o período. “Se a gente olha para a dinâmica de insumos como um todo, aproximadamente temos um mercado rodado de 20%. Quando a gente olha para fertilizantes, geralmente é uma categoria que roda um pouco mais rápido, dado a janela, temos aí 40% desses insumos comercializados, comentou Marques.

Segundo ele, o cenário reflete uma combinação de fatores que pressionam simultaneamente o custo e a capacidade de investimento do produtor: os fertilizantes ficaram mais caros, as commodities não conseguiram responder e o crédito encareceu após três safras de recuperações judiciais.

Três frontes geopolíticas que encarecem o fosfato

O especialista entrevistado ainda detalhou três frentes geopolíticas que vêm pressionando simultaneamente os preços do insumo no país, que importa grande parte dos fertilizantes fosfatados que utiliza, algo que torna o setor altamente exposto aos choques de oferta internacionais.

  • China: a maior exportadora mundial de MAP (fosfato monoamônico) e DAP (fosfato diamônico) adotou postura protecionista, priorizando o mercado interno e limitando as exportações – medida que segue vigente até agosto de 2026;
  • Rússia: além de restringir as exportações de nitrogenados, o país segue em conflito com a Ucrânia, o que pressiona a própria produção interna de fertilizantes;
  • Oriente Médio: a interrupção do Estreito de Ormuz gerou um choque de oferta de enxofre – matéria-prima primordial para a produção de MAP, DAP e outros fosfatados via ácido sulfúrico.

“A partir do momento que a gente está tendo choques relacionados a oferta desses produtos com base nos conflitos, a gente tem um desbalanço desses indicadores e aí a gente acaba tendo uma precificação superior dessas matérias-primas, o que vai impactar diretamente no custo de produção dos nossos agricultores”, salientou o especialista em inteligência de mercado.

Produtor pressionado busca eficiência como saída

O retrato desenhado no episódio é de um setor que, ao contrário de 2022, não conta com o impulso das commodities nem com a folga do crédito para absorver o aumento dos insumos. “O produtor está com um grande desafio na mão, que e como ele consegue, de fato, ser mais eficiente dentro da operação, como ele consegue extrair mais daquela terra, daquela propriedade, mesmo num cenário de custos mais altos”, comentou o profissional da Markestrat.

Nesse contexto, a busca por alternativas que mantenham a produtividade sem ampliar o aporte de fertilizantes minerais ganha relevância. Entre as soluções apontadas no episódio estão os inoculantes para nitrogenados e os solubilizadores de fósforo –– produtos biológicos capazes de mobilizar o estoque de deste nutriente já acumulado no solo.

Biológicos: alternativa estratégica para o fósforo

Estudos indicam que apenas entre 15% e 30% do fósforo aplicado via fertilizantes e absorvido pelas plantas a cada ciclo agrícola. O restante fica adsorvido no solo – pesquisas de Paulo Pavinato, da Universidade de São Paulo (USP), estimam que aproximadamente 66% de todo o fósforo aplicado historicamente nos solos brasileiros (cerca de 45 milhões de toneladas entre 1960 e 2016) permanece acumulado e indisponível para a planta sem intervenção.

“Quando a gente olha para os fosfatados, você [da BRANDT] têm os solubilizadores de fósforo, que são também uma alternativa possível de ser utilizada para reverter esse cenário e que, de fato, ele não tenha perdas de produtividade. Dá para produzir mais utilizando algumas alternativas, como essas tecnologias que trazem um diferencial para o produtor”, afirmou Vitor Marques.

Para a BRANDT Brasil, esse movimento reforçar a proposta de seus produtos biológicos voltados ao aproveitamento de fósforo no solo. “E é justamente esse o papel do BRANDT SoluForce, que é o nosso produto biológico”, salientou Maria Luísa. Ele atua, por exemplo, a partir de microrganismos que produzem ácidos orgânicos e enzimas capazes de liberar o fósforo imobilizado no solo, tornando-o novamente disponível para as plantas. Com isso, o manejo favorece um sistema radicular mais desenvolvido, ampliando a exploração do solo e a capacidade de acesso a água e nutrientes.

Janela de risco para a safra 2026/2027

O episódio terminou com uma reflexão sobre a urgência de decisão para produtores que ainda não fecharam os fosfatados para a próxima safra. “É muito difícil a gente estimar qual que vai ser essa janela ideal de compra, porque a gente está ainda no meio de um conflito. Mas a gente tem uma expectativa de que [o cenário] aconteça e que a gente volte, retome os cenários de precificação que tinham alguns meses atras, antes da gente ter o estopim dos conflitos”, pontuou Vitor Marques.

O especialista destacou que produtores que se anteciparam – aproveitando uma janela cambial mais favorável, com dólar flertando abaixo de R$ 5,00 – conseguiram travar o custo de produção em patamar mais vantajoso. Para os demais, o acompanhamento do cenário geopolítico e a adoção de alternativas de eficiência seguem como leques de gestão disponíveis.

A primeira edição do BRANDT Explica está disponível nos canais digitais da BRANDT Brasil e inaugura uma série de conversas sobre mercado, inovação e estratégias agronômicas para o futuro da agricultura.

Sobre a BRANDT

Empresa pioneira na indústria agrícola, atua em mais de 80 países desde 1953 com tecnologias projetadas, testadas e validadas para assegurar a absorção e translocação eficaz de cada componente deu suas soluções, que desempenham papel fundamental na fisiologia das culturas. Presente no Brasil há mais de uma década, a BRANDT é especialista em uma ampla gama de produtos, incluindo fertilizantes foliares de alto desempenho, soluções para tratamento de sementes, fisiologia vegetal, tecnologia da aplicação e bioproteção para diversas culturas. Mais informações, clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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