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Sustentabilidade

os desafios para a nova safra de soja em MT

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A temporada de soja já começou em Mato Grosso, mas o clima indefinido e os custos de produção ainda obrigam o produtor a ter cautela. A preocupação agora é garantir a semeadura dentro da janela ideal, já que o milho de segunda safra depende do ritmo da oleaginosa.

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Em Novo Ubiratã, no médio-norte do estado, o agricultor Nathan Belusso planeja cultivar 2.500 hectares nesta safra. Por enquanto, as plantadeiras estão em operação apenas nas áreas irrigadas, que somam 100 hectares.

“A ideia é até a semana que vem finalizar 100% da área irrigada e, com isso, aguardar a chuva. Assim que tivermos um volume considerável para garantir a boa emergência das plantas, vamos iniciar o plantio no sequeiro. A irrigação é uma ferramenta que ajuda a consolidar a produção e antecipar as operações seguintes, como milho e feijão”, explica Belusso.

Sem chuva, sem soja?

Em Sorriso, a estratégia também começou sob pivôs, abrindo espaço para cerca de 480 mil hectares do cereal no próximo ciclo. Mas, segundo Diogo Damiani, presidente do Sindicato Rural do município, as chuvas ainda não chegaram. “Ainda não tivemos plantio, nem no irrigado e muito menos no sequeiro. Estamos aguardando as previsões para a segunda quinzena de setembro”, afirma.

Ele lembra ainda que os custos elevados e as margens apertadas exigem que o produtor faça girar as três safras ao longo do ano. “Se a soja vier mais cedo, abre-se uma janela positiva para o milho e isso garante o giro de negócios”, complementa.

Nas vendas futuras, o avanço ainda é tímido. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), apenas 15,51% da safra de milho 25/26 foi comercializada até agora. O percentual supera o do ano passado, mas continua abaixo da média dos últimos cinco anos.

Os desafios no estado

O presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, alerta para o equilíbrio entre cautela e necessidade de avançar com a semeadura. ”O custo de sementes e insumos é muito alto, então é preciso cuidado. Por outro lado, há o desafio do milho, que precisa ser plantado em uma janela curta. Ou seja, é fundamental que a soja seja semeada rapidamente para garantir produtividade e rentabilidade nas duas safras”, comenta.

A expectativa climática aponta para a influência do La Niña, que pode trazer melhores volumes de chuva ao Centro-Oeste, mas também irregularidades que mantêm a apreensão do setor.

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Sustentabilidade

Valor Bruto da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1,39 tri em 2026 – MAIS SOJA

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O Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento da agropecuária, deve atingir R$ 1,39 trilhão, queda de 4,8% em relação a 2025, segundo projeção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Esse resultado reflete a combinação da redução dos preços reais e, em menor medida, de variações na produção.

Para a agricultura, o faturamento estimado para 2026 é de R$ 903,5 bilhões, redução de 5,9% na comparação com 2025. A soja, que tem maior participação no VBP agrícola, deve ter queda de apenas 0,5% no VBP, mesmo com aumento da produção (3,71%).

Para o milho, a previsão é de queda de 6,9% no VBP, devido à redução dos preços (-4,9%) e da produção (-2,05%). Já a cana-de-açúcar deve registrar diminuição de 5,6% no faturamento, em razão da queda nos preços (-5,2%), apesar da leve alta na produção (0,37%).

Por outro lado, o café arábica terá desempenho positivo, com crescimento de 10,4% no VBP, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo da produção (23,29%), apesar da redução esperada nos preços (10,5%).

Para a pecuária, por sua vez, o VBP estimado é de R$ 485,3 bilhões, queda de 2,6% em relação a 2025. A carne bovina foi o único produto com projeção de faturamento (7,6%). Para os demais produtos do segmento, a previsão é de queda, reflexo de menores preços reais recebidos pelos produtores.

Neste contexto, as reduções de receitas projetadas são de 19,1% para o leite, 13,3% para os ovos, 10,2% para a carne suína e de 5,8% para a carne de frango.

Veja o Comunicado Técnico do VBP

Fonte: CNA



FONTE

Autor:CNA

Site: CNA

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Sustentabilidade

Colheita de soja em MT se aproxima do fim e ultrapassa 99%

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Foto: divulgação

A colheita da safra de soja 2025/26 no Mato Grosso atingiu 99,06% da área cultivada até o dia 20 de março, conforme boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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O avanço em relação à semana anterior, quando o índice era de 96,42%, indica a reta final dos trabalhos no principal estado produtor do país.

Na comparação anual, o ritmo está levemente abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando a colheita alcançava 99,48% da área. Ainda assim, os números mostram que os trabalhos seguem praticamente concluídos no estado.

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Sustentabilidade

Potencial de Produtividade da soja nos Estados Unidos – MAIS SOJA

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Os Estados Unidos da América (EUA) possuem uma das maiores áreas de produção agrícola do mundo, com aproximadamente 97 milhões de hectares cultivados, nesse contexto, a soja se destaca ocupando 35% dessa área cultivada, colocando o país como o segundo maior produtor mundial de soja, atrás apenas do Brasil. Os principais estados produtores de soja nos EUA são Illinois, Iowa, Minnesota, Indiana e Nebraska, juntos são responsáveis por 52% da produção nacional. Esses estados estão localizados na região conhecida como “Corn Belt” ou na tradução “Cinturão do Milho” (Figura 1A), onde o sistema predominante baseia-se na rotação entre soja e milho, iniciando em abril com a soja e finalizando com a colheita de milho em outubro.

O potencial de produtividade da soja nos Estados Unidos foi estimado pelo Global Yield Gap Atlas (GYGA), onde os maiores valores médios de Potencial de produtividade irrigado (PI), são observados em Illinois (IL) (6,5 t ha-1), Kansas (KS) (6,3 t ha-1), Indiana (IN) (6,1 t ha-1), Missouri (MO) (6,1 t ha-1) e Nebraska (NE) (6,0 t ha-1) (Figura 1B). Por outro lado, o potencial de produtividade de sequeiro (PS) é maior nos estados do leste em comparação ao oeste (Figura 1C). Esse fenômeno é explicado pelo gradiente de chuvas do país e pela presença de solos profundos, férteis e ricos em matéria orgânica em estados como IN, IL, Iowa (IA) e Ohio (OH). Essas características favorecem o crescimento radicular e garantem um bom desempenho em condições de sequeiro. Em contraste, os menores valores de PS ocorrem no KS e na Dakota do Sul (SD), que, apesar de pertencerem ao Corn Belt, apresentam menor volume de chuvas durante o ciclo da cultura, limitando o potencial produtivo.



A produtividade média (de 2009 a 2018) (PM) da soja varia significativamente entre os locais avaliados nos EUA. O maior valor é registrado em Bondville/IL, de 3,9 t ha-1, enquanto o menor foi observado em Silverlake/KS, de 2,1 t ha-1. Os maiores valores de PM concentram-se nos estados de Illinois (IL) (3,7 t ha-1), Iowa (IA) (3,5 t ha-1) e Indiana (IN) (3,4 t ha-1). Por outro lado, os menores valores médios são encontrados em Dakota do Sul (SD) (2,4 t ha-1) e Kansas (KS) (2,5 t ha-1) (Figura 1D). Essa distribuição evidencia uma correlação direta entre a produtividade média (PM) observada e o potencial de produtividade de sequeiro (PS). Os estados com maior PM também apresentaram os maiores valores de PS, indicando que esses ambientes oferecem condições mais favoráveis ao desenvolvimento da cultura, especialmente em termos de disponibilidade hídrica ao longo do ciclo da soja.

Figura 1. Área de colheita de soja nos Estados Unidos (ha) e distribuição dos locais avaliados no estudo dos potenciais e das lacunas de produtividade da soja (as siglas identificam cada local) (A). potencial de produtividade irrigado (t ha-1) (B), potencial de produtividade de sequeiro (t ha-1) (C), produtividade média da soja (t ha-1) (D). Os valores de PI e PS apresentados para cada região refletem a média das simulações de 13 anos (2006 – 2018) e o valor de PM apresentado para cada região é a média de 10 anos entre 2009 e 2018.

Fonte: Equipe Field Crops

Referências: 

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

GLOBAL YIELD GAP ATLAS – GYGA – www.yieldgap.org

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