Sustentabilidade
Análise semanal do mercado do milho – MAIS SOJA

As cotações do milho, em Chicago, continuaram girando ao redor de US$ 4,00/bushel para o primeiro mês cotado. Tanto é que o fechamento desta quinta-feira (11) ficou em US$ 3,99/bushel, o mesmo valor de uma semana antes.
O mercado esperava o relatório de oferta e demanda do USDA, a ser anunciado no dia 12/09, o qual comentaremos em detalhes no próximo boletim. Enquanto isso, a colheita do milho nos EUA chegou a 4% da área no dia 07/09, contra a média histórica de 3%. Ao mesmo tempo, 68% das lavouras estavam entre boas a excelentes condições.
Já os embarques estadunidenses de milho, na semana encerrada em 4 de setembro, chegaram a 1,4 milhão de toneladas, ficando dentro do esperado pelo mercado. Com isso, no atual ano comercial 2025/26, iniciado em 1º de setembro, as exportações do cereal estão 35% mais elevadas do que um ano antes. E no Paraguai, para 2026, espera-se uma safrinha de milho ao redor de 4,85 milhões de toneladas.
Os preços do cereal no Brasil pouco se alteraram, embora já haja um viés de alta no mercado. A média gaúcha fechou a semana em R$ 62,50/saco, enquanto as principais praças se mantiveram entre R$ 59,00 e R$ 60,00. No restante do país os preços oscilaram entre R$ 46,00 e R$ 64,00/saco. No geral, os vendedores estão limitando a oferta do cereal no mercado livre, pedindo preços mais altos em novos negócios. No entanto, a demanda interna segue fraca, com os consumidores utilizando estoques na espera de aumento na oferta, pois considerase que logo mais os produtores serão obrigados a vender o produto.
Ao mesmo tempo, a exportação de milho brasileiro esteve fraca até julho, tendo reagido em agosto, o que traz expectativas de melhores preços mais adiante. Dito isso, “o ritmo de embarques diários em agosto/25 superou em 18% o observado em agosto/24, com volume
escoado também 13% maior na mesma comparação, somando 6,84 milhões de toneladas” (cf. Cepea a partir de dados da Secex).
E segundo a Conab, até o dia 6 de setembro a colheita nacional da safrinha atingia a 98,3% da área total, enquanto o plantio da nova safra de verão chegava a 28,2% da área prevista, com forte avanço no Sul do país. De fato, no Rio Grande do Sul a mesma chegava a 39% da área, enquanto no Paraná atingia a 9% e em Santa Catarina a mesma se iniciava pelo oeste do Estado.
Em paralelo, no Mato Grosso, a comercialização do cereal da safra 2024/25 atingia a 68,3% até o final de agosto, contra 77,6% na média. Já para a safra 2025/26, as vendas antecipadas de milho atingiram 15,5%, acima do índice visto nesta época para a safra 2024/25 (9,8%), mas abaixo da média histórica (22,7%). Um maior incremento nas vendas se deu pela melhoria do preço médio local. O mesmo, para a safra 2024/25, em agosto passado, fechou em R$ 44,09/saco, enquanto para a safra 2025/26 tal preço chegou a R$ 45,45/saco, ganhando 2,5% sobre julho (cf. Imea).
E no Paraná, segundo o Deral, o plantio da nova safra de verão de milho, no início da semana, atingia a 24% da área esperada, sendo que 71% da área ainda estava em germinação e 29% chegava no desenvolvimento vegetativo. Enfim, a produção final da safra nacional 2024/25 de milho continua sendo projetada, pela iniciativa privada, entre 138 e 150 milhões de toneladas, enquanto a Conab aponta 137 milhões de toneladas. A expectativa é de que pouco mais de 50% da safrinha atual brasileira tenha sido comercializada até a segunda semana de setembro.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.
“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.
No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.
“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.
No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.
Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.
Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.
“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
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