Sustentabilidade
Análise semanal do mercado trigo – MAIS SOJA

O primeiro mês cotado, para o trigo, em Chicago, após quase um mês, voltou a romper o piso dos US$ 5,00/bushel no dia 10/09, ao fechar em US$ 4,95. Já no dia seguinte, 11/09, véspera do relatório de oferta e demanda do USDA, o bushel do cereal subiu um pouco e fechou em US$ 5,03, contra US$ 5,02 uma semana antes.
Dito isso, nos EUA a colheita do trigo de primavera, até o dia 07/09, atingia a 85% da área semeada, contra 84% na média histórica. Já o plantio da nova safra de trigo de inverno chegava a 5% da área esperada, contra 6% na média histórica. Por outro lado, os embarques de trigo estadunidense, na semana encerrada em 4 de setembro, atingiram a 424.993 toneladas, ficando dentro do esperado pelo mercado.
Desta forma, o total embarcado no atual ano comercial, iniciado em 1º de junho, atinge a 7,1 milhões de toneladas, ficando 10% acima do registrado em igual período do ano anterior.
E no Brasil, os preços voltaram a recuar no Paraná, na medida em que a colheita avança naquele Estado. As principais praças locais negociaram o cereal entre R$ 72,00 e R$ 74,00/saco, enquanto no Rio Grande do Sul o produto seguiu em R$ 70,00. No Paraná, até o dia 08/09, a colheita atingia a 12% da área, sendo que, das lavouras ainda a colher, 83% das mesmas se apresentavam em boas condições, 12% estavam regulares e apenas 5% eram classificadas como ruins (cf. Deral). Já no Rio Grande do Sul, até o dia 04/09, 70% das lavouras estavam na fase de germinação e/ou desenvolvimento vegetativo, outros 20% em floração e 10% em enchimento de grãos.
Enquanto isso, as importações brasileiras de trigo seguem em ritmo elevado, conforme a Secex. O volume comprado, no acumulado dos oito primeiros meses de 2025, é o maior desde 2007. Diante de preços externos mais atrativos, os moinhos brasileiros estão dando preferência ao produto importado. Em agosto foram 493.230 toneladas de trigo importadas, 20% a menos que em julho/25 e 9,5% abaixo da quantidade registrada em agosto/24. Mesmo assim, nos últimos 12 meses (de setembro/24 a agosto/25), o volume supera em 13,5% o do intervalo anterior, totalizando 6,77 milhões de toneladas. No acumulado de 2025, são 4,68 milhões de toneladas importadas, alta de 2,7% em relação ao mesmo período de 2024.
Nota-se, portanto, que o mercado segue com pressão baixista, pelo menos até que os estoques gerais sejam reduzidos. Segundo a TF Agronõmica, a oferta significativa no Hemisfério Norte, somada à boa safra prevista no Hemisfério Sul (especialmente na Austrália e Argentina), à redução da demanda chinesa e ao recuo nas exportações dos EUA pressionam os preços internacionais para baixo.
Em tal contexto, para os moinhos que possuem capacidade de compra o momento é favorável para a aquisição do cereal, enquanto para os produtores, que precisam de caixa imediato, talvez não seja bom aguardar muito tempo para vender porque as colheitas do Brasil e Argentina apenas se iniciam e a tendência baixista nos preços pode aumentar até o final do ano.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.
Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.
De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.
O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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ALGODÃO/CEPEA: Baixa oferta e vendedor retraído sustentam recuperação de preço – MAIS SOJA

Após a queda observada em junho, a cotação do algodão em pluma no mercado doméstico voltou a subir em julho, sobretudo na segunda quinzena do mês.
Segundo o Cepea, a recuperação dos preços esteve atrelada principalmente à postura firme dos vendedores, sustentada pelos valores mais altos no mercado internacional, pela oferta restrita de lotes de qualidade superior e pela necessidade imediata de parte dos compradores. Esse cenário ocorre em um momento em que a colheita e o beneficiamento estão em ritmo lento no Brasil e o saldo remanescente da safra 2024/25 de melhor qualidade permanece limitado.
De acordo com pesquisadores do Cepea, do lado da demanda, a indústria mantém postura cautelosa diante do desempenho ainda lento das vendas de manufaturados. Além disso, vendedores passam a priorizar o embarque dos contratos a termo à medida que a disponibilidade da safra nova aumenta gradualmente.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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Colheita do milho ganha ritmo e entra na fase mais intensa em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

A colheita da segunda safra de milho segue avançando em Mato Grosso do Sul e entrou na fase mais intensa da temporada. De acordo com o Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, 37,3% da área cultivada já foi colhida, o equivalente a aproximadamente 823,5 mil hectares.
A região Sul está mais adiantada nas operações no campo, com média de 38,6% da área colhida. Em seguida, aparece a região Norte, com média de 37,5%, enquanto a região Centro registra 33,1%.
O avanço dos trabalhos acompanha o período de maior concentração da colheita no Estado e deve ganhar ainda mais ritmo nas próximas semanas.
As condições climáticas passam a ter influência direta sobre o ritmo das operações. A previsão meteorológica aponta possibilidade de chuvas, tempestades isoladas e rajadas de vento em regiões do sudoeste, sul, sudeste e leste do Estado, fatores que podem reduzir a janela para a entrada das máquinas nas lavouras.
Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o momento exige planejamento para que os produtores aproveitem os períodos de tempo firme. “Entramos na fase em que a colheita ganha intensidade em praticamente todas as regiões do Estado. Sempre que houver condições favoráveis, é importante manter o avanço das operações para reduzir a exposição das lavouras às instabilidades previstas para os próximos dias.”
Com relação aos dados econômicos, até 3 de agosto, 40,5% da produção da segunda safra havia sido negociada pelos produtores sul-mato-grossenses, percentual dois pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
No mercado interno, o preço médio da saca do milho permaneceu praticamente estável na última semana, sendo cotado a R$ 49,00 no Estado.
O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
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