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Com recordes, abate de bovinos, suínos e aves cresce no segundo semestre de 2025

O abate de bovinos cresceu 3,9% segundo trimestre de 2025, segundo dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira (10). No período, foram abatidas 10,4 milhões de cabeças de bovinos.
Maio foi o mês mais intenso, com 3,59 milhões de cabeças, crescimento de 4,9% na comparação anual. O destaque foi o abate de fêmeas, que avançou 16% em relação ao ano anterior, mantendo a tendência observada desde o início de 2025.
Entre os estados, São Paulo (+129,5 mil cabeças), Pará (+87 mil) e Rio Grande do Sul (+50,4 mil) lideraram os aumentos. Já Mato Grosso (-85,4 mil) e Minas Gerais (-53 mil) registraram as maiores quedas.
Mato Grosso segue como principal estado no abate de bovinos, com 16,7% da participação nacional, seguido por São Paulo (10,9%) e Goiás (10,1%).
Suínos
O abate de suínos chegou a 15,01 milhões de cabeças, crescimento de 2,6% em relação ao 2º trimestre de 2024 . O resultado foi o maior já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1997.
Rio Grande do Sul (+179,2 mil cabeças) e Minas Gerais (+95,9 mil) puxaram a alta. Santa Catarina, que continua liderando o ranking nacional com 28% da participação, registrou queda de 36 mil cabeças.
Frangos
Já o abate de frangos alcançou 1,6 bilhão de cabeças, alta de 1,1% sobre o mesmo período de 2024 . Foi o maior resultado já registrado para um segundo trimestre da série histórica. Paraná lidera o ranking, com 34,1% da participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,7%) e Rio Grande do Sul (11,4%).
Leite
A captação de leite cru somou 6,5 bilhões de litros, crescimento de 9,4% frente ao 2º trimestre de 2024 e queda de 1% em relação ao trimestre anterior. Foi o maior volume já registrado para o período.
Minas Gerais lidera a aquisição, com 23,8% do total, seguido por Paraná (15,7%) e Santa Catarina (12,7%)
Ovos
A produção de ovos atingiu 1,24 bilhão de dúzias, um aumento de 6,2% frente ao 2º trimestre de 2024 e de 2,9% sobre o trimestre anterior. São Paulo segue como o maior produtor nacional, com 25,6% do total, seguido por Minas Gerais (9,9%), Paraná (9,3%) e Espírito Santo (7,9%).
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PRF apreende mais de 1.600 kg de maconha escondida em carga de soja no Paraná

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de 1.600 quilos de maconha na tarde desta terça-feira (3), por volta das 18h, durante fiscalização na BR-277, no município de Irati, no Paraná.
A equipe deu ordem de parada a um caminhão com placas de Porto Velho (RO). Durante a abordagem, o motorista informou que havia carregado soja no município de Naviraí (MS) e que o destino final da carga seria Curitiba (PR).
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Ao longo da fiscalização, os policiais identificaram nervosismo e contradições nas informações prestadas pelo condutor, especialmente em relação ao trajeto percorrido e aos locais de descanso. Diante da suspeita, foi realizada uma verificação detalhada da carga.
Na inspeção, a PRF localizou 153 fardos de maconha prensada, ocultos e misturados à carga de soja. Ao todo, foram apreendidos 1.609,8 quilos da droga.
O motorista foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e encaminhado, juntamente com o caminhão e o entorpecente apreendido, à Polícia Civil de Irati (PR), onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis.
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Clima ajuda aumentar a produtividade e faz preço do café recuar, aponta Cepea

As condições climáticas mais favoráveis em grande parte de janeiro e a expectativa de continuidade da umidade no início de fevereiro devem beneficiar o enchimento dos grãos de café, fase considerada decisiva para a temporada, de acordo a avaliação dos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Diante desse cenário produtivo mais positivo, os preços do café vêm recuando no mercado brasileiro. Entre 30 de dezembro e 30 de janeiro, o Indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, caiu R$ 80,19 por saca de 60 quilos, o equivalente a uma retração de 3,7%.
No encerramento do dia 30 de janeiro, a cotação ficou em R$ 2.094,55 por saca. Já a média de janeiro de 2026, de R$ 2.178,82, foi a menor desde outubro de 2025.
Safra maior, mas clima ainda inspira atenção
No campo, a perspectiva é de que a safra 2026/27 de café arábica apresente produção superior à da temporada anterior. O avanço está relacionado às condições climáticas mais favoráveis observadas em parte do período recente.
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Apesar disso, os pesquisadores do Cepea alertam que o clima segue como fator de risco. O final de dezembro foi marcado por temperaturas elevadas e baixa umidade em algumas regiões produtoras, situação que pode comprometer a formação dos grãos e resultar em cafés chochos.
Segundo o centro de pesquisas, o comportamento do clima nas próximas semanas será determinante tanto para o desempenho produtivo quanto para o direcionamento dos preços no mercado interno.
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Senado aprova MP que libera R$ 83,5 milhões para combate a pragas na agropecuária

Após passar pela Câmara dos Deputados no começo da semana, o Senado aprovou nesta terça-feira (3) a medida provisória que autorizou a liberação de R$ 83,5 milhões para ações de prevenção e combate a pragas e doenças que atingem a agropecuária brasileira. A MP 1.312/2025 foi aprovada em votação simbólica e segue agora para promulgação.
O crédito extraordinário começou a ser executado em setembro de 2025 e é destinado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com foco em emergências sanitárias envolvendo a produção animal e vegetal. Entre os principais alvos das ações estão a gripe aviária, a mosca-da-carambola, a monilíase do cacaueiro e a vassoura-de-bruxa da mandioca.
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No caso da gripe aviária, a doença foi identificada em maio de 2025 em aviários comerciais no Rio Grande do Sul. Posteriormente, houve registro de focos em criações de subsistência em Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal. Ao todo, segundo o governo federal, foram dez focos confirmados ao longo de 2025, o que levou à decretação de estado de emergência zoossanitária em todo o país.
O volume de recursos autorizado pela MP é quase o dobro do valor destinado em 2025 ao Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), responsável por coordenar respostas a emergências sanitárias no campo.
Do total liberado, R$ 45 milhões serão aplicados diretamente pela União em despesas correntes, como aquisição de insumos, contratação de serviços e realização de estudos técnicos. Outros R$ 29,5 milhões são destinados a obras e investimentos incorporados ao patrimônio da União. Já R$ 9 milhões serão repassados aos governos estaduais para apoio às ações locais de defesa agropecuária.
Durante a tramitação, o relator da matéria na Comissão Mista de Orçamento, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), destacou que a medida contribui para o enfrentamento da vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá, com impacto direto sobre agricultores familiares e comunidades indígenas da região.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também ressaltou o papel da Embrapa no apoio técnico às ações, enquanto o senador Jayme Campos (União-MT) afirmou que o reforço orçamentário é essencial para garantir a segurança alimentar e manter a credibilidade sanitária do Brasil nos mercados internacionais.
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