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27 de outubro de 2026

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Exportação de milho de Mato Grosso fica 20,53% abaixo da média de cinco anos

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O volume de milho exportado por Mato Grosso no acumulado de 2025 está 20,53% abaixo da média dos últimos cinco anos, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A forte retração no estado também se reflete em uma queda de 43,24% em comparação com o mesmo período de 2024. As exportações totais mato-grossenses no ano alcançaram 7,32 milhões de toneladas até agosto.

Apesar da retração anual, o mês de agosto mostrou um avanço pontual nas exportações. O Brasil enviou 6,85 milhões de toneladas de milho ao exterior, um volume 181,53% maior que em julho e 12,94% superior a agosto de 2024. Mato Grosso seguiu a tendência, exportando 3,50 milhões de toneladas no mês, com alta de 134,53% frente a julho, porém 19,07% menor ante agosto do ano passado.

Ao se olhar o acumulado do ano no Brasil, o volume total exportado pelo país em 2025, de 15,75 milhões de toneladas, é 12,25% menor do que o registrado no mesmo período de 2024.

Em seu boletim semanal, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) pontua que “a elevada oferta do cereal no Brasil, somada à expectativa de uma safra robusta nos EUA, mantém a atenção voltada para o mercado internacional, já que esse cenário pode pressionar os preços e limitar os volumes exportados nos próximos meses”.


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Chuvas avançam sobre áreas agrícolas nesta terça-feira, informa Inmet

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A atuação de uma frente fria no litoral sul da Bahia favorece a formação de um canal de umidade sobre o país nesta terça-feira (27), com previsão de chuvas e trovoadas em importantes áreas agrícolas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As instabilidades mais intensas devem atingir Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, o Distrito Federal, o sul do Pará, o centro e norte de Goiás, o norte de Minas Gerais, o sul do Piauí e áreas da Bahia e do Maranhão.

O Inmet mantém aviso amarelo de perigo potencial para tempestade até esta quarta-feira (28) em áreas das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. O alerta abrange uma faixa que vai do oeste do Amazonas, passa por grande parte do Centro-Oeste e chega ao litoral da Bahia e de Sergipe. Nessas áreas, há risco de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora e ventos de 40 a 60 quilômetros por hora.

Na região Norte, o tempo segue instável, com chuva e trovoadas no Acre, Tocantins, Rondônia e em áreas do Amazonas e do sul do Pará. Em Palmas (TO), a máxima pode chegar a 37 °C nesta quarta-feira.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

No Nordeste, a previsão indica tempo instável na Bahia e no sul do Piauí e do Maranhão. Para esta quarta-feira (28), as áreas de instabilidade devem se intensificar no oeste e no litoral baiano, incluindo o Recôncavo Baiano, além do centro e sul do Piauí e do sul do Maranhão.

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No Centro-Oeste, as áreas de instabilidade atingem o nordeste de Mato Grosso, o norte e a região central de Goiás e o Distrito Federal, com previsão de chuvas com trovoadas ao longo do dia. Em Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás, a umidade aumenta e favorece pancadas isoladas até a noite.

No Sudeste, a chuva se concentra no norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, também sob aviso amarelo. Já no Sul, a terça-feira será de tempo firme. O dia começou com temperaturas baixas e possibilidade de geada na Serra Gaúcha e Catarinense, mas o frio perde força ao longo das próximas horas.

A previsão do Inmet indica manutenção das instabilidades sobre parte do país até esta quarta-feira (28), enquanto a região Sul segue com predomínio de sol e aumento gradual da nebulosidade a partir de amanhã.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Decisão do TJMT altera exigências para sistemas de irrigação em Mato Grosso

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A instalação de estruturas de irrigação em Mato Grosso passa a depender de novas avaliações ambientais em situações que antes tinham enquadramento prévio na legislação estadual. A mudança ocorre após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) considerar inconstitucionais três dispositivos da Lei Estadual nº 12.717/2024, em decisão de 8 de outubro, que também afeta as condições para regularização de empreendimentos e interrupção da captação de água.

A decisão não impede a atividade de irrigação, mas modifica procedimentos que produtores poderiam considerar no planejamento de seus empreendimentos. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) afirma acompanhar os desdobramentos e orienta o setor a verificar as exigências aplicáveis a cada projeto.

Um dos pontos de atenção envolve intervenções em áreas ambientalmente protegidas. Obras destinadas à irrigação podem exigir avaliações específicas conforme sua localização e seus impactos, o que torna importante consultar o órgão ambiental antes de executar novas estruturas.

As mudanças também alcançam quem já possui sistemas instalados ou processos de regularização em andamento. Nesses casos, é necessário verificar as condições das licenças e autorizações existentes e quais exigências se aplicam após a decisão judicial.

Análise ambiental e regularização

A legislação estadual permitia enquadrar previamente determinadas intervenções como de interesse social e baixo impacto ambiental, incluindo barramentos, bombas e tubulações em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e abertura de corredores em Reservas Legais. Com a decisão judicial, esse enquadramento passa a depender de análise técnica do órgão ambiental.

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Também foi invalidada a regra que concedia cinco anos para a regularização de sistemas de irrigação, com previsão de condições especiais para penalidades, descontos em multas e até 24 meses sem novas autuações. Esses benefícios deixam de ter respaldo no dispositivo anulado.

Para quem já possui um processo em andamento, será necessário avaliar a situação à luz das exigências aplicáveis. A decisão não significa, por si só, que todos os empreendimentos estejam irregulares, pois cada caso depende de suas licenças, autorizações e condições específicas.

A Famato frisa em nota defender critérios técnicos objetivos e regras de transição claras, além de maior agilidade na análise dos pedidos de licenciamento. A entidade também aponta a importância do diálogo entre produtores, órgãos ambientais, Ministério Público e Judiciário para conciliar a atividade produtiva com a conservação dos recursos naturais.

Captação de água

Outra mudança diz respeito à indisponibilidade hídrica. O dispositivo invalidado previa 180 dias para encerrar as atividades ou retirar equipamentos quando a licença ou a outorga fosse negada por falta de disponibilidade de água. Com o julgamento, a interrupção da captação poderá ser exigida imediatamente.

A alteração exige atenção dos produtores que dependem de recursos hídricos para manter os sistemas em funcionamento. A outorga autoriza o uso da água, enquanto a licença ambiental estabelece condições para a instalação e a operação do empreendimento. São procedimentos distintos, e o atendimento às exigências de um não substitui as do outro.

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A orientação da Famato é manter o Cadastro Ambiental Rural (CAR) atualizado e organizar projetos, laudos e documentos técnicos. Antes de iniciar ou ampliar obras, especialmente em áreas protegidas ou próximas a cursos d’água, o produtor deve consultar o órgão ambiental competente.

Quem tiver autorizações negadas ou processos de regularização pendentes deve buscar assistência técnica e jurídica para avaliar as providências cabíveis.


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Chuvas dificultam moagem da cana e elevam preços do etanol e do açúcar

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Os preços do açúcar cristal e dos etanóis seguem em alta no mercado paulista neste fim de outubro, em um cenário marcado pelas chuvas acima da média, que dificultam a moagem da cana-de-açúcar e afetam a disponibilidade e a qualidade da matéria-prima.

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Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta mais restrita e a demanda aquecida sustentam as cotações dos biocombustíveis, enquanto o açúcar registra a 14ª alta semanal consecutiva.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o excesso de precipitações tem prejudicado o avanço da moagem da safra 2026/27 no Centro-Sul. Com isso, agentes do setor projetam atrasos no calendário da temporada e um volume expressivo de cana que deverá ficar para moagem no próximo ano.

No mercado de etanol, a oferta reduzida se soma à demanda aquecida. Distribuidoras têm comprado volumes adicionais para atender à procura, favorecida pela paridade de preços entre a gasolina C e o etanol nas bombas, além da preocupação com a disponibilidade do produto nos próximos meses.

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Na parcial de outubro, as vendas de etanol hidratado pelas usinas já superam o volume registrado em setembro e devem alcançar cerca de 350 milhões de litros, o maior resultado do ciclo 2026/27, segundo o Cepea. No caso do etanol anidro, as condições climáticas também preocupam os agentes quanto ao cumprimento dos volumes previstos em contrato. As chuvas excessivas prejudicam o acúmulo de açúcar na cana, reduzindo o teor de Açúcar Total Recuperável (ATR) e a qualidade da matéria-prima.

Já no mercado de açúcar cristal, os preços continuam em alta, embora o ritmo de valorização tenha desacelerado na última semana. A sequência atual chegou à 14ª elevação semanal consecutiva, a mais longa desde 2020.

Além dos impactos das chuvas sobre a moagem e a qualidade da cana, o maior direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol ao longo da safra tem limitado a fabricação de açúcar, contribuindo para sustentar os preços do produto.

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