O suposto jato executivo que seria utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para um deslocamento da Argentina para os Estados Unidos permanece estacionado no aeroporto de Puerto Iguazú, cidade argentina que faz fronteira com o Brasil. A informação foi verificada por meio de plataformas de monitoramento aéreo on-line.
A movimentação da aeronave entrou no radar das autoridades e de veículos de imprensa após o portal argentino Infobae publicar que o parlamentar utilizaria um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW e pertencente à empresa de aviação executiva Baires Fly S.A., para viajar rumo a território norte-americano.
De acordo com a publicação do veículo estrangeiro, a travessia da fronteira seria realizada com o documento de identidade (RG) e o embarque no voo privado ocorreria às 2h desta terça-feira (27). No entanto, os registros públicos de tráfego aéreo não apontam nenhuma decolagem da referida aeronave no horário sinalizado.
Histórico do voo e checagem de dados
Conforme os dados públicos de plataformas de radar:
A última viagem registrada da aeronave partiu de Buenos Aires com destino a Puerto Iguazú na noite de segunda-feira (26).
O pouso na cidade fronteiriça ocorreu às 23h42.
Desde o desembarque, o jato permanece em solo sem novo plano de voo ativo.
Aliados e Polícia Federal se manifestam
Diante da repercussão das informações, interlocutores próximos ao senador negaram qualquer viagem internacional. O líder da oposição e coordenador da campanha do parlamentar, senador Rogério Marinho (PL-RN), assegurou que o colega “não saiu” do país, embora tenha ressaltado a dificuldade momentânea de contato direto.
A Polícia Federal (PF) informou que não há registro de saída de Flávio Bolsonaro do território nacional nos postos oficiais de controle migratório das fronteiras brasileiras. Para esclarecer os fatos, a corporação acionou preventivamente as autoridades de segurança da Argentina a fim de confirmar se houve qualquer entrada formal do senador no país vizinho.