Business
Índia prorroga isenção de tarifa de importação sobre o algodão

A Índia anunciou nesta semana que irá prorrogar até o dia 31 de dezembro a isenção de tarifa de importação sobre algodão. A decisão ocorreu após os Estados Unidos imporem tarifa adicional de 25% (total de 50%) sobre têxteis e vestuário indianos.
O intuito com a prorrogação do país do sul da Ásia é aliviar o setor em um momento de incertezas sobre a demanda interna.
As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (29).
Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:
Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 28/ago cotado a 67,30 U$c/lp (-0,2% vs. 21/ago). O contrato Dez/26 fechou em 69,47 U$c/lp (+0,6% vs. 21/ago).
Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 732 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36)), fonte Cotlook 28/ago/25.
Altistas 1 – A prorrogação da isenção de tarifas na Índia até o fim de 2025 deve estimular as importações de algodão por parte das fiações indianas, que passam a enxergar oportunidade de reduzir custos no curto prazo.
Altistas 2 – O mercado mostrou força ao se recuperar depois de cair para 66,72 c/lb e conseguiu ficar firme acima de 67,00 c/lb. Esse movimento dá mais confiança aos compradores e mantém a expectativa de boa demanda nesses preços.
Baixistas 1 – De acordo com o último relatório da bolsa, os produtores adicionaram mais de 1,1 milhão de fardos não fixados no contrato Dez/25, contra apenas 71.600 fardos de novas vendas “on-call”. Esse movimento elevou o desequilíbrio para mais de 5,2 milhões de fardos, gerando forte pressão sobre o contrato dezembro e aumentando o risco baixa.
Baixistas 2 – Condição da safra nos EUA bem acima da média: 54% boas/excelentes (vs. 24% em 2024 e 22% na média 5 anos), com Texas a 45% boas/excelentes (vs. 26% em 2024 e 25% média). Perspectiva de maior oferta pesa no mercado.
China 1 – O governo chinês anunciou uma cota adicional de importação de 200 mil tons, exclusiva para fiações com mínimo de 50 mil fusos (empresas estatais excluídas). A cota é isenta de tarifa, mas exige reexportação dos produtos acabados. O prazo final para solicitação é 31/dez/2025.
China 2 – Esse volume é igual ao de 2024, mas significativamente inferior aos anos anteriores (em 2023, foi de 750 mil tons). Lembrando que em 2024/25, as importações totalizaram somente 1,13 milhão tons (vs 3,26 milhões em 2023/24).
China 3 – As previsões para a produtividade do algodão 2025/26 na China continuam aumentando, com estimativas de produção entre 7,3 e 7,5 milhões tons de acordo com o Cotlook.
China 4 – De 2 a 4 de setembro, ocorre em Xangai, China, a Yarn Expo Autumn 2025, no National Exhibition and Convention Center (Hall 8.2). O evento reunirá aproximadamente 580 expositores de 16 países e regiões. Cotton Brazil estará presente no evento, ampliando o diálogo com clientes e parceiros estratégicos na região.
Índia 1 – O governo Indiano estendeu a suspensão da taxa de importação de algodão até 31/dez. A medida visa apoiar a indústria têxtil local após os EUA imporem tarifa adicional de 25% sobre importações indianas, elevando a carga total para 50%.
Índia 2 – A tarifa total de 50% aos produtos indianos é superior às taxas aplicadas à maioria dos outros países, como Bangladesh e Vietnã, colocando a indústria local em desvantagem competitiva.
Índia 3 – Dados do Ministério do Comércio da Índia mostram que as importações de algodão em junho foram de 34.904 tons (-30% vs maio, +38% vs jun/2024).
Índia 4 – No acumulado de 11 meses, as importações totalizaram 603.924 tons (4x maior que 2023/24). Brasil e Austrália foram os principais fornecedores (20% cada).
Paquistão – De acordo com o Cotlook, observadores locais revisaram para cima a estimativa da safra paquistanesa, chegando agora a uma produção de aproximadamente 1,2 milhão tons. A expectativa anterior era de 1,1 milhão de tons.
Turquia 1 – As importações de algodão pela Turquia em junho totalizaram 114.713 tons (-42% vs maio, +42% vs jun/2024). Os EUA foram o principal fornecedor (52%), seguidos por Brasil (33%) e países da CEI (8%).
Turquia 2 – No acumulado de ago/24 a jun/25, as importações somaram 874.500 tons (+30% vs 2023/24). O Brasil liderou com 34% do total, seguido por EUA (32%) e CEI (14%).
Expo Osaka 1 – Alessandra Zanotto, presidente da Abapa, representou as produtoras de algodão brasileiras no painel “Mulheres que tecem o futuro” na Expo Osaka 2025, destacando participação feminina, moda e práticas sustentáveis na cadeia produtiva.
Expo Osaka 2 – A participação reforçou o papel das fibras naturais para um público exigente em sustentabilidade, com representação conjunta da ApexBrasil e Abit para promoção do algodão brasileiro no mercado japonês.
Feriado nos EUA – No dia 1º de setembro (segunda-feira), será comemorado o Labor Day nos Estados Unidos, o que implica no fechamento da ICE NY. As negociações serão retomadas normalmente no dia 2 de setembro (terça-feira).
Brasil – Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 58,4 mil tons nas quatro primeiras semanas de agosto. A média diária de embarque é 28,2% menor que no mesmo mês em 2024.
Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (28) foram colhidos no estado da BA 73,4%, GO 85,56%, MA 91%, MG 85%, MS 100%, MT 77%, PI 98,1%, PR 100% e SP 96%. Total Brasil: 77,73%.
Brasil – Beneficiamento 2024/25 – Até ontem (28) foram beneficiados nos estados da BA 40%, GO 45,05%, MA 21%, MG 45%, MS 45%, MT 19%, PI 43,4%, PR 90% e SP 93%. Total Brasil: 25%.
Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:
Clique aqui, entre em nossa comunidade no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
Business
Ceagesp devolve a comerciantes R$ 90 milhões de IPTU indevido

A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) formalizou nesta sexta-feira (29) um acordo com os comerciantes para o reembolso de R$ 59 milhões referentes à devolução do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) pago entre 2017 e 2022.
O valor foi restituído pela prefeitura da capital paulista e corresponde a 66% dos mais de R$ 90 milhões estimados como total aos permissionários.
Segundo a Ceagesp, R$ 56 milhões já haviam sido devolvidos a 1.415 comerciantes do entreposto. No total, 3.029 comerciantes têm direito a restituições de valores do IPTU.
A Campanha de Devolução do imposto teve início em junho, de forma escalonada, beneficiando restituições de até R$ 10 mil. Recebem comerciantes com direito a qualquer faixa de valor, desde que não tenham pendências financeiras com a companhia.
“Hoje vocês estão recebendo de volta um dinheiro que foi recolhido indevidamente. E ao que me parece, a devolução está sendo feita de uma maneira muito profissional a ponto de as pessoas terem segurança dos critérios que estão sendo usados. Essa medida é um resultado que se conseguiu por meio de diálogo”, afirmou o diretor-presidente, José Lourenço Pechtoll.
Como obter a devolução do Ceagesp
Para orientar os comerciantes, a Ceagesp disponibilizou no site da companhia uma página específica com detalhes sobre a campanha. A Ceagesp também montou uma sala especial de atendimento, com agendamento prévio.
“Nós temos uma nova Ceagesp e nós temos que ter pressa para evoluir no seu patamar de modernização. A Ceagesp está fora do Programa Nacional de Desestatização e além de ter devolvido R$ 60 milhões aos permissionários e concessionários, é importante dizer que a Ceagesp pagou R$ 2 milhões em multas e dividendos que devia para o governo e deu um lucro de R$ 14 milhões. Também está distribuindo R$ 3,3 milhões em lucros e resultados para os seus funcionários”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira.
Business
Cafezais das Matas de Rondônia sequestram mais carbono do que emitem, aponta estudo

Um estudo inédito da Embrapa mostrou que os cafezais da agricultura familiar nas Matas de Rondônia apresentam um balanço positivo de carbono. Na prática, as lavouras sequestram em média de duas a três vezes mais carbono do que emitem, reforçando o potencial do café robusta amazônico como aliado no combate às mudanças climáticas e abrindo caminho para novas pesquisas e oportunidades em créditos de carbono.
De acordo com Carlos Ronquim, pesquisador da Embrapa Territorial, foram entrevistados mais de 250 produtores rurais para avaliar o manejo da cultura. Foram analisados o uso de insumos, como fertilizantes nitrogenados e calcário, além do consumo de combustível. Essas informações serviram de base para estimar as emissões de carbono.
Para calcular o estoque de carbono, os pesquisadores coletaram 150 plantas adultas em 15 propriedades, analisando raízes, caules, folhas e frutos. O material foi pesado e estudado em laboratório. O resultado mostrou que cada hectare de café sequestra cerca de 7 toneladas de CO₂ por ano, enquanto emite 3 toneladas nos tratos culturais. O saldo final é positivo: 4 toneladas de CO₂ sequestradas por hectare anualmente.
“Esse resultado mostra que a cafeicultura é sustentável, já que captura mais carbono do que emite. E ainda avaliamos apenas a biomassa, sem incluir o solo, que também pode representar um estoque importante”, destacou Ronquim.
Créditos de carbono e financiamento
Segundo o pesquisador, os dados podem beneficiar financeiramente os produtores. “Se o agricultor comprovar que consegue reduzir emissões ao longo dos anos, ele pode acessar financiamentos com juros menores e, no futuro, até negociar créditos de carbono. Isso fortalece a imagem do café amazônico como uma produção sustentável e ainda contribui para as metas brasileiras de redução de gases de efeito estufa”, explicou.
Manejo sustentável dos cafezais
O estudo também apontou que 80% das emissões da cafeicultura estão relacionadas ao uso de adubos nitrogenados. Para reduzir esse impacto, Ronquim sugere práticas como substituir parte dos fertilizantes químicos por adubos orgânicos, usar inoculantes microbiológicos, parcelar a adubação em mais aplicações e integrar leguminosas entre as linhas dos cafezais. Essas medidas podem reduzir as emissões e melhorar a qualidade do solo.
Exportação favorecida
Outro ponto destacado foi o mapeamento completo das áreas de café da região, que somam 35 mil hectares dentro de uma área de 4,2 milhões de hectares das Matas de Rondônia. A análise mostrou baixo índice de desmatamento (apenas 0,1%) entre 2021 e 2025, o que atende às exigências da nova legislação europeia que proíbe a importação de commodities associadas ao desmatamento.
“Esse levantamento comprova que o café de Rondônia tem condições de acessar o mercado europeu sem restrições, além de agregar valor ao produto por seu perfil sustentável”, concluiu Ronquim.
Business
Brasil e China firmam acordo de pré-listing para exportação de sorgo

Brasil e China firmaram acordo de pré-listing para habilitação de exportadores de sorgo. O acordo foi firmado na quinta-feira (28), informou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, nas redes sociais. “A China reconheceu o pré-listing. O Brasil vai indicar todas as cerealistas que tenham interesse em comercializar sorgo para a China”, afirmou Fávaro. “Seguimos com o propósito de ampliar oportunidades e diversificar os produtos para exportação”, acrescentou.
O modelo do pré-listing dispensa a avaliação final por parte das autoridades chinesas, ou seja, a habilitação sanitária das indústrias é feita pela autoridade do país exportador, de acordo com as regras do país importador.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Com a adoção do regime, empresas cadastrados no sistema de inspeção sanitária do Ministério da Agricultura e que cumprirem os requisitos chineses estarão aptos a vender sorgo para o país asiático. “Na prática, o Ministério da Agricultura passa a ter autoridade para certificar e habilitar estabelecimentos previamente auditados, agilizando o processo e fortalecendo a confiança entre os países”, afirmou a pasta nas redes sociais.
A China abriu seu mercado para importação de sorgo brasileiro em novembro do ano passado. Mas, até o momento, o fluxo comercial ainda não começou em virtude dos processos posteriores à abertura. No início deste mês, representantes da Administração Geral de Alfândegas da China (GACC), autoridade sanitária do país asiático, fizeram uma auditoria na produção de sorgo brasileira, incluindo visitas em propriedades rurais, cooperativas e armazéns nos estados de Goiás e Minas Gerais para avaliar práticas sanitárias e de sustentabilidade da produção.
O Brasil espera efetivar o comércio de sorgo com a China ainda neste ano, após a habilitação dos estabelecimentos exportadores do cereal pela autoridade sanitária nacional. A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) projeta iniciar as vendas na safra que está sendo colhida. Inicialmente, a tendência é de volumes pequenos, mas a associação vê amplo potencial de exportação de sorgo brasileiro, dado que a China importa 7 milhões de toneladas do cereal por ano, sobretudo dos Estados Unidos.
O apetite chinês pode ser intensificado em meio à guerra tarifária com os Estados Unidos, segundo fontes do setor. A China responde por 83% do comércio global de sorgo, com demanda de US$ 2 bilhões por ano, sendo que os Estados Unidos fornecem metade do total importado pelo mercado chinês. A China é a maior importadora mundial de sorgo tanto para produção de ração quanto para produção de bebida local, consumindo 10 milhões de toneladas por ano.
O Brasil é o terceiro maior produtor de sorgo do mundo, com cerca de 5 milhões de toneladas por safra. Porém, a participação brasileira é de 0,5% no mercado mundial de sorgo, com pouco mais de 100 mil toneladas vendidas ao mercado externo.
- Business23 horas ago
Mato Grosso desponta como nova fronteira florestal do Brasil
- Business23 horas ago
Queimas controladas são suspensas por 30 dias em SP durante estiagem
- Sustentabilidade20 horas ago
Sistema CNA e startup testam tecnologia inédita para monitorar rolos de algodão e prevenir incêndios – MAIS SOJA
- Sustentabilidade22 horas ago
Eficiência de fungicidas no controle da ferrugem-asiática – MAIS SOJA
- Business7 horas ago
Puxadas pela China, exportações de carne bovina de Mato Grosso alcançam US$ 2 bilhões
- Sustentabilidade10 horas ago
Perspectivas climáticas para o período da semeadura do arroz no RS – MAIS SOJA
- Sustentabilidade9 horas ago
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa – 29/08/2025 – MAIS SOJA
- Sustentabilidade3 horas ago
Fretes mantêm tendência de alta em agosto com maior fluxo de grãos e insumos – MAIS SOJA